Love, Cameras And Action.

1 Capítulo 1 - Lets go to LA Baby.


Notas iniciais
Primeiro capítulo, espero que gostem, e não se esqueçam de fazer uma Review dizendo o que acharam.

O cigarro estava quase acabando em minhas mãos, dei a última tragada, joguei a bituca no chão e pisei em cima para apagá-la. A minha paciência para despedidas familiares não era tão grande quanto há 5 cinco anos atrás, quando eu fui para Los Angeles perseguir o sonho de ser diretora, depois de todo esse tempo finalmente consegui dirigir meu primeiro filme, não via a hora de estar de volta em LA, na minha vida normal, sem atuações para parentes.

Dessa vez eu levaria minha priminha, Anne. Apesar de ser mais nova, ela sempre foi minha parceira, costumávamos brincar que ela era minha aprendiz, tanto pra loucura e para o jeito rebelde de ser. Voltei para casa, onde pela milhonésima vez sua mãe a aconselhava e mandava ligar todos os dias, mesmo sabendo que isso não seria possível.

– Vamos perder o nosso vôo tia – Disse sorrindo.

– Ah, verdade mamãe, deixa eu ir – Confirmou minha prima.

– Tudo bem, você vai cuidar da minha filha né Suzannah? — Perguntou em um tom ameaçador

– Claro tia, não se preocupe, eu irei – Disse finalmente encerrando a despedida.


O vôo não foi tão demorado quanto os que eu fazia sozinha, passamos as 10 horas conversando, fazendo planos e decidindo como seria a vida morando juntas, antes que pudesse perceber já estavamos aterrisando no LAX.

Assim que liguei o celular, percebi as várias chamadas perdidas, a maioria feitas por Samuel, meu produtor musical.

– Droga – Praguejei enquanto discava seu número

– Que foi? — Perguntou minha prima enquanto saíamos do aeroporto em busca de um taxi

– Assuntos do filme – Disse esperando Sam atender – Alôôôu, como vão as coisas?

– A gente precisa se encontrar urgente, pode ser agora? — Perguntou ele do outro lado da linha

– Claro, te encontro em 20 minutos no Hanny's – Disse entrando no taxi que minha prima conseguira.

– Hanny's Coffe – Disse ao taxista – Desculpa Anne, mas vamos ter que fazer uma parada antes de ir pra casa, bom que você já come algo, porque em casa não tem nada.

– Tudo bem Suzzie, mas é sobre o que? — Anne sempre demonstrou interesse por música, ela viera pra cá para estudar música na UCLA

– Um assunto que você vai adorar – Falei sorrindo marotamente – Vamos encontrar o meu produtor musical, Samuel Larsen, talvez você possa nos ajudar.

– Que máximo – Disse ela exitada demais para continuar um diálogo, antes dos 20 minutos combinados já estavamos na frente do café.

Falei para Anne ir comer algo enquanto eu fumava um cigarro, passar 10 horas sem fumar era torturante. Quando terminei o tal, entrei no café, levando as nossas malas gigantescas, mas logo que entrei George me ajudou, todos ali me conheciam, já que esse café era o ponto de encontro de todos que trabalhavam nesse filme. Pedi meu almoço de sempre, comemos e conversamos mais algumas bobagens antes que Sam estrasse no café, comprimentando todo mundo com seu jeito maluco.

Sorri e acenei pra ele, indicando a nossa mesa e ele veio em nossa direção. Senti minha prima ficar tensa do meu lado, o que indicava interesse por Samuel, tadinha, mal sabia ela que ele com toda a certeza não fazia seu estilo, e que tinha uma namorada, Lindsay.

– Oi minha linda, como foi a viagem? — Disse ele me comprimentando com um beijo na bochecha e estendendo a mão para minha prima em seguida – Olá, prazer

– Sam Anne, Anne Sam, foi ótimo, agora me diz qual o desespero?

– Precisaremos gravar algumas músicas, as que temos não será o suficiente nem pra metade do filme – Disse ele se sentando na minha frente

– Impossível Sam, a gente não tem mais verba pra música, eu já tirei grana do meu bolso pra ajudar com as locações, estou quebrada.

– Eu sei, por isso o desespero. — Disse ele balançando as pernas por debaixo da mesa fazendo ela balançar inteira.

– Para de balançar essas pernas, me irrita – Falei alto, mas sem gritar – Do que a gente precisa? Estudio? Banda? Direitos Autorais?

– Estudio? A gente podia gravar no lá de casa, uma despesa a menos – Sugeriu

– Viu? Só pensarmos num jeito que tudo dá certo – Falei disfançando o meu nervosismo – Você não pode compor algumas?

– Eu posso tentar, mas do mesmo jeito precisamos contratar músicos para gravarem, e eles não cobram tão pouco.

– Eu posso ajudar – Interrompeu Anne

– Claro, como não pensei nisso antes? – Disse aliviada – Samuel, minha prima canta, toca guitarra, baixo, bateria e piano, dá pra gravarem só com isso não?

–Eu pensei em uma entrada no violino – Disse me encarando

– Vou pensar no seu caso – Disse mudando de assunto, eu tocava violino e violoncelo, mas há muito tempo não triscava neles, eram da minha época certinha, a qual eu abandonara muito tempo atrás. – Agora Sam, eu quero saber da minha banheira e da minha cama, a gente discute o resto depois – Disse me levantando e deixando alguns doláres na mesa nos abraçamos por algum tempo e ele nos acompanhou até a saida carregando nossas malas, contamos algumas piadas enquanto esperavámos por mais um taxi, conversamos algumas bobagens, tentei incluir Anne na conversa, mas como ela não estava acostumada com o sutaque de Los Angeles ela ficava perdida em algumas partes.

– Ele é seu namorado? — Perguntou Anne assim que o taxi se distânciou do café, como se caso ela tenha falado mais próximo corria o risco dele escutar.

– Não Anne, que nada a ver isso – Disse rindo do interesse dela em saber – Se interessou foi?

– Não, não necessariamente – Disse ela corando