Love Breaks Barriers
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Boa leitura
Novamente estavam todos bêbados no navio de Shirohige , menos Marco e Jozu, que ficavam olhando aquela cena e se perguntando “como eles conseguiam?”.Não que eles nunca tenham ficado assim, mas depois de um tempo você descobre seus limites.
E quem estava quase caindo da cadeira enquanto ria?Ace.Para desgosto de Marco, que levava um susto sempre que o moreno perdia o equilíbrio.Isso já estava passando dos limites, não conseguia relaxar nem um instante.Mas fazer o que se não tinha direitos sobre ele?Podia amá-lo do fundo do coração, mas não eram namorados.Ace nem mesmo sabia o que Marco sentia.Resolveu, então desistir e tentar aproveitar o máximo da festa.
Sentou-se ao lado de Thatch, que para variar, também estava bêbado e pegou um copo de sakê.Ao seu lado direito estava sentado, nada mais, nada menos que Ace, rindo tanto que chegava a doer os ouvidos.Mas Marco adorava aquela risada.Mesmo que estivesse bêbado, ainda era a risada da pessoa que ele amava.
—Oe Marco, se divirta um pouco.—fala Thatch tentando animar o loiro visivelmente perturbado.
—Estou me divertindo.
—Mentira. —contesta—dá pra ver pela sua cara.
Marco olha para o sakê desanimado.Não podia simplesmente negar.Thatch estava certo.Devia tentar se divertir, nem que tivesse que se embebedar.
XX
Já estava no décimo copo.Não devia ter bebido.Pelo menos não com os pensamentos sobre Ace o incomodando. Tinha certeza que ia fazer uma besteira. E não deu outra...
Depois de encarar a porta por minutos, o loiro olha para Ace e o encara até que ele se vire.Sem mais nem menos solta a frase mais inesperada do mundo. Naquele lugar, é claro.
— Ace, eu te amo. — declara o loiro sério.Ace fica em silêncio. Jozu leva um susto tão grande que seus olhos parecem sair das órbitas.Sabia sobre Marco, mas nunca pensara que ele diria isso assim, em uma festa.
Marco, vendo a cara de Ace, resolve acabar com o clima tenso.Começa a rir baixo e é logo em seguida acompanhado por Ace.
— Hahahaha!Essa foi boa! —gritava Ace.
Para a maioria, Marco estava apenas brincando.O loiro virou para frente e tentou disfarçar.Mas por dentro era como se seu coração tivesse sido totalmente perfurado.Foi horrível ser rejeitado desse jeito.Sabia que a culpa era dele por ter rido e feito essa pergunta mesmo com Ace quase caindo de bêbado, mas não estava conseguindo se segurar.Se ficasse mais tempo lá iria desmoronar.
Levantou e se dirigiu à porta o mais rápido possível, mas Jozu TINHA que vir atrás dele.
—Marco!Marco! —chamou ele preocupado.
—ME DEIXA EM PAZ! — gritou de volta.Marco era totalmente controlado, mas quando o assunto era Ace, se tornava imediatamente frágil e pessimista.
—Oe, se acalme, ele estava bêbado e-... —tentou conversar mas foi cortado.
—Eu sei!Mas não consigo.É como se eu tivesse feito alguma coisa errada e tivesse sido repreendido pelo Oyaji.Só que dez vezes pior—tentou explicar.
—Vou para o meu quarto, diga que não me sinto muito bem. —Pediu o loiro cabisbaixo. Jozu concordou hesitante.
XX
Era uma manhã fria e com várias nuvens cobrindo o céu.Parecia até que tinha combinado com o humor de Marco.Este estava insuportável e ficava apenas sentado nos cantos.Qualquer um que se aproximava era repelido na hora.Nem conversar com Ace estava adiantando. O moreno não lembrava de nada sobre a outra noite, mas tentou puxar conversa.
—Marco, você está bem? —perguntou preocupado.
—Você ainda pergunta? —responde rispidamente, fazendo Ace ficar estático. —Desculpa.Estou...chateado.Me deixe sozinho, por favor.
Ace, ainda preocupado, hesita.Mas acaba saindo de perto. ”Pelo menos ele conseguiu algumas palavras” pensa Jozu.
O tempo passava se arrastando para Marco.Não tinha ânimo para nada, nem mesmo para comer.Passava o dia inteiro pelos cantos.Todos ficaram extremamente preocupados a ponto de relatar a situação a Shirohige.E adivinha quem fez isso? Jozu.Sempre irritante.Se preocupando demais.Mas Marco tinha que admitir que dessa vez ele tinha razão.Se continuasse assim, ia perder totalmente a vontade de viver.
—Marco. —chama Jozu. —Oyaji está te chamando.
—Estou indo. —responde desanimado.
O loiro entra no quarto de Shirohige de cabeça baixa.Estava com olheiras gigantes em seus olhos.
—Licença—pediu ao entrar.
—Marco, meu filho, não fique assim.Você está preocupando todos do navio.
—Oyaji...não sei mais o que fazer.
—O que tanto te aflige, meu filho?
—Jozu não lhe contou? —pergunta espantado.Tanto que Jozu se metia no meio e não tinha contado?Shirohige nega, o que faz Marco corar um pouco.
—E então?Não vai me contar?Não fique com vergonha de seu pai.
Aquela era uma situação complicada, mas Marco sabia que o melhor seria se abrir. Mesmo corando, Marco decide contar. —A pessoa que eu amo...quer dizer, não...não consigo falar a ela que a amo.E não sei se essa pessoa me ama.É complicado.
—Hahaha.E quem é essa pessoa?Não quer me falar?
Marco ainda se sente inquieto, mas continua.
—É...o Ace. —enfim fala. —Oyaji, me ajude.Não consigo mais viver assim. —diz chorando.
—Calma, meu filho.Chore.Chore o quanto precisar.Depois que estiver mais calmo nós conversamos.
E o loiro chorou.Chorou demais para seus padrões.Simplesmente não conseguia parar.
—Oyaji, você me acha estranho?Por eu gostar assim do Ace.
—É claro que não.O amor é livre, não é? —Apóia o loiro. —Já está mais calmo? —Marco assente com a cabeça. —Então vou te dar uma missão para que sua mente clareie, já que não posso te ajudar de verdade.A resposta que você procura está aqui... —diz tocando no lado esquerdo do peito do loiro. —...no seu coração. —Marco agradece internamente por ter um pai como Shirohige.
—E então?Qual vai ser a missão?
—Bom, eu tenho um território que foi invadido e preciso que alguém faça com que os invasores nunca mais dêem as caras por lá. Você consegue?
—Pode deixar comigo. —diz de cabeça erguida.
—Mas não se esqueça do outro motivo por eu estar mandando você pra lá.
—Ok —diz o loiro indo em direção à porta e saindo do quarto.
—Se bem que eu não acho que você vá se esquecer—diz sem que Marco ouça.
XX
No dia seguinte Marco já estava com um humor melhor e preparado para sair quando escutou Shirohige falando.
—Vão com cuidado, meus filhos.
—Filhos? —pergunta Marco confuso.Mal termina de perguntar e Ace aparece em sua frente. —O que? —Pergunta o loiro quase caindo pra trás de espanto. —Oyaji! —grita , sem sucesso.Shirohige não vai mudar de idéia agora.Ace fica curioso com a reação do loiro, como todos os demais desentendidos.Os únicos que entendem começam a rir. “Oyaji, Jozu, eu mato vocês!” pensa antes de pular no barco com Ace e rumar para a ilha destinada.
XX
A viagem segue em silêncio até quando Ace resolve perguntar:
—Por que o espanto? —sua pergunta repentina faz com que o loiro se assuste e core.Mas ele consegue disfarçar, afinal, já está acostumado.
—Que espanto? —pergunta de volta.
—Quando eu apareci pronto pra ir.Não sabia que eu ia?
—Não.
—Na verdade foi Oyaji que me mandou vir.O que você aprontou pra ele me mandar te acompanhar? —dessa vez o maior cora abertamente e deixa o menor confuso. —O que você fez?Seu rosto te acusa.
—N-Nada.
—Vai, me conta. —insiste ele chegando mais perto.Se Marco não pudesse voar, neste momento ele estaria totalmente encrencado. —Oe, Marco, isso não vale! —grita para que ele possa ouvir.O loiro se sente aliviado, mas não pode continuar assim.Precisa controlar seus sentimentos ou vai se entregar facilmente.Daqui para frente vai ser uma batalha.Será que era isso que o Pai queria dizer?
XX
Marco avista uma ilha.
—Chegamos! —diz alto o suficiente para que o moreno escute.
—Ok.
Chegando a costa, eles descem do pequeno barco e começam a andar pela ilha.Era uma cidade pacata com casas simples e várias pessoas pelas ruas.Tinham também várias barracas vendendo comidas e outros artigos.Mas Ace fica sério no momento que escuta uma criança gritando.
—Me solta! —gritava o garoto sendo segurado por dois caras fortes.Marco sabia, mais do que tudo que Ace odiava pessoas que envolviam inocentes.Não que ele gostasse, mas Ace não tolerava de jeito nenhum.
Os dois andam em direção a confusão, provocando um dos caras. Escutam um deles gritar:
—Oe, vocês.Nunca os vi por aqui.Quem são? —em um ato rápido o moreno dá um golpe na barriga de um dos caras enquanto o loiro tira os garotos da mão do outro.Enquanto um deles cai, o outro vai em direção a Marco.
—Oe oe, calma. —diz Marco fazendo-o desmaiar com apenas um golpe em seu pescoço.Ace o encara.
—Boa. —diz com aquele sorriso que ele tanto adorava.Acaba corando, mas consegue disfarçar.Todos os encaravam espantados.Pela reação das pessoas, aqueles caras deviam ser capangas do pirata que estavam procurando.
—Oe! —gritou o menino. —A-Arigato. —diz desviando o olhar.
—Eu não fiz nada demais. —Marco responde ao garoto. —Agradeça a ele. —diz olhando em direção a Ace.
—Oe! —chamou o garoto.
—O que? —respondeu o moreno sorridente.
—Arigato.
—Não foi nada. —Tinha um sorriso tão lindo... O loiro não conseguia desviar o olhar sempre que ele sorria assim.Ficou um bom tempo encarando ele, até que percebeu o garoto ao seu lado.Ele estava com uma cara de dúvida estampada no rosto.
—Marco! —chamava Ace. —Temos que ir.
—Vamos.
—Quem são vocês? —pergunta o garoto.
—Marco, traga ele também.
—Ok, ok. —respondo.
XX
Está aí outra coisa que Marco gosta de ver.Ace comendo.Chegava a dar gargalhadas quando ele atacava um pedaço de bife.
Os três estavam em um restaurante não muito longe da cena de antes e o menino não parava de fazer perguntas.
—De onde vocês são? Por que vieram pra cá? Quem são vocês? —Isso realmente já estava irritando o loiro, mas Ace se pronunciou antes que ele o mandasse calar a boca.
—Oe chibi, qual seu nome? Eu sou Ace. E esse é Marco. —disse apontando para o maior.
—Eu sou Yuki.
—Então Yuki, por causa do que nós fizemos, vamos ser perseguidos. Você sabe de algum lugar em que possamos nos esconder?
—Bom, tem uma cabana na floresta que eu costumo ficar, mas ela está um pouco suja.Tudo bem vocês ficarem lá?
—Tudo bem.De qualquer jeito vamos ficar pouco tempo. —Ace se dirige à porta.Marco segue o moreno.
—Não querem que eu mostre o caminho para a cabana? —pergunta preocupado.
—Não precisa. Já ne. —diz o loiro se despedindo.Realmente não precisavam saber o caminho tendo a habilidade de Marco a seu favor.
Logo que chegaram a floresta o loiro ativou seus poderes e começou a sobrevoar a área.Não tardou a achar a casa.Era bem simples e ficava escondida entre as árvores, a madeira que constituía as paredes parecia bem firme. O único problema, o qual Yuki já tinha falado, era que estava totalmente empoeirada.Pelo menos tinha uma vassoura encostada em uma das paredes, que serviria para uma limpeza de última hora.
Depois de limpar a casa ( ou tentar limpar ), os dois se encostaram pelos cantos e tentaram dormir. Marco, que ainda tinha olheiras razoavelmente grandes, não conseguia fechar o olho nem por um segundo, ao contrário de Ace que descansava serenamente.Ter Ace tão perto parecia tortura. Sinceramente, o que o Pai estava pensando?
Depois de tentar vários planos para dormir, mal sucedidos, resolve se aproximar de Ace.Toca seus cabelos de leve para que ele não acorde e fica brincando com os fios negros e ligeiramente ondulados.O que faz com que ele rapidamente pegue no sono.Realmente, a companhia do Ace pode torturá-lo se ele não puder tocá-lo, mas sentir o calor dele o acalma.Mal sabia ele que o moreno ainda não havia dormido...
XX
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