Notas iniciais
Que tal deixar sua opinião nos reviews e/ou recomendações? Independente da fanfic estar concluída, é muito importante pra mim saber que as pessoas leem e gostam da história!

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TIC TAC

Era mais um dia tedioso no Ministério da Magia. Diversos bruxos passavam pelos corredores apinhados de gente, surgiam e sumiam através dos portais e lareiras de flu. Harry estava sentado na mesa da sua sala no final do corredor à direita. Algumas salas depois, Draco Malfoy revisava alguns papéis que deveria entregar até o final da tarde na mesa de Hermione, que afinal, estava relaxada em sua sala do outro lado do extenso corredor sul.

Sempre haviam diversos relatórios para ler, projetos para coordenar e subordinados para organizar, mas ela era a melhor no que fazia e possuía noção disso. Tranqüila como estava naquele dia, visto que ainda possuía a mania de fazer seus deveres com eficiência o mais rápido possível, Hermione apanhara a foto de Fred que estava na gaveta da sua mesa de trabalho. Fazia tempos que não a olhava.

Fred possuía um sorriso maravilhoso nos lábios e naquela foto ele estava acenando ao lado dela para Molly, que assistia os filhos embarcando para Hogwarts. Aquele era um momento bonito que ela gostava de lembrar e o modo como Fred a olhava quando virava o rosto da mãe para a cabine do trem era encantador. A foto antes permanecia carinhosamente guardada numa mesinha ao lado da cama da morena, mas ela sabia que Viktor jamais entenderia se a encontrasse.

Henry, o mais novo dos subordinados da garota, adentrara a sala subitamente carregando nos braços uma caixa de madeira que parecia possuir centenas de anos. Era a milésima vez que apanhara a chefe olhando aquela foto, mesmo em tão pouco tempo de trabalho. Às vezes desejava saber o que havia ali para que os olhos dela marejassem daquele modo, mas certamente seria alguém que a guerra levara para longe. Hermione, dispersa da observação do novato, torcia para que a caixa realmente fosse tão antiga quanto parecia, visto que lá dentro poderiam surgir os tantos utensílios que ouvira quando estudara História da Magia em Hogwarts. Mal sabia ela que não era o caso.

— O Sr. Malfoy pediu para que você catalogasse esses itens, Srta. Granger. — Henry dissera em seu maior tom coloquial. Era adorável como só os jovens em papéis daquele tipo podiam ser. — O Ministério ainda sequer teve ciência dos itens.

— Ótimo modo de dizer que eles não quiseram perder tempo olhando tudo isso, Henry. — Ela sorrira para ele que prontamente fez menção a querer dizer que a acusação dela não era verdade. — Brincadeira, não se preocupe. Isso é um prato cheio para mim.

— Ham... — Ele pigarreou nervoso. Hermione achava muita graça no modo como ele se comportava em momentos como aquele. — Esses objetos foram encontrados na casa de um mago irregular. Com licença, Srta. Granger.

— Absolutamente. — Ela dissera para si mesma ao ver o garoto saindo e fechando a porta atrás de si.

Objetos irregulares então, que maravilha. O Ministério da Magia tratava como irregular todo utensílio mágico que estava em posse de algum bruxo sem que se soubesse como fora feito ou como chegara até tal lugar. Na maioria das vezes eram objetos que haviam sido contrabandeados para comensais no passado ou obras de jovens com mentes audaciosas. Hermione já tivera que apanhar objetos com George Weasley um sem-número de vezes.

Devido à aproximação da Taça Mundial de Quadribol o Ministério estava abarrotado de tarefas referentes a fiscalização do evento, o que deixava Hermione sempre atenta. De todo modo, nada daquilo condizia com o seu setor, e tal agitação permitia até mesmo que ela realizasse seu trabalho melhor, como no momento.

É claro que Hermione não precisava realmente fiscalizar aquilo, podendo facilmente repassar a tarefa para um dos seus subordinados, mas tal grau de antiguidade atraía a atenção dela de modo único. Era realmente o que ela chamaria de diversão no trabalho. Assim, ao ver-se sozinha, ela abrira a pesada tampa deparando-se com pouco ânimo.

Colocando o braço por dentro da longa estrutura – obviamente ampliada por magia – ela pudera apanhar grossas e abarrotadas mantas com poderes de cura, objetos pessoais de caráter antigo como espelhos capazes de comunicar-se com outros, entre tantas coisas que ela já vira milhões de vezes naqueles anos de trabalho.

Quando finalmente estava considerando mandá-la diretamente para qualquer um dos seus subordinados para que eles terminassem a catalogação devida, seus dedos tocaram em algo no fundo da caixa. Não era algo qualquer. Ela realmente possuía a sensação de conhecer o objeto pelo modo como as curvas dele se encaixavam perfeitamente em seus dedos, como se ela já o tivesse segurado entre as mãos antes.

E ela estava certa.

Notas finais
Que tal deixar sua opinião nos reviews e/ou recomendações? Independente da fanfic estar concluída, é muito importante pra mim saber que as pessoas leem e gostam da história!