Love As You Wish

15 Desbravando Hogwarts


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DESBRAVANDO HOGWARTS

Ginny acordara com o olhar distante e um sorriso bobo no rosto, e aquilo significava apenas uma coisa: tudo finalmente se acertara com Harry. Fora pensando nisso que Hermione caminhara até ela antes que saíssem para o salão comunal. Aquele dia seria livre para a alegria de ambas, mas havia uma certa distância que se instaurara ali e isso era incômodo. Os garotos haviam tomado conta dos seus pensamentos.

— Conte-me tudo, não esconda-me nada. — Hermione citou com a voz branda o trecho de um livro que ambas gostavam, fazendo a ruiva rir.

— Ah, Hermione! — Ginny se atirara nos braços dela com excesso de felicidade em si. Aquilo quase que emanava dela. — Harry me beijou ontem. Foi tão... Tão...

— Incrível?

— Sim, incrível! — Concluíra satisfeita, por mais que a palavra ainda lhe soasse distante da perfeição que fora o momento. — Estávamos no salão comunal e apenas algumas pessoas ainda estavam ali. Nos sentamos no sofá, já estávamos próximos devido ao volume baixo da conversa. Foi totalmente repentino... Nem consegui perceber quando nossos lábios se tocaram.

— Isso é ótimo, Ginny! — A amiga berrara genuinamente animada. — Fico feliz por vocês, eu sempre disse que dariam certo.

— Obrigada. — Sorriu em agradecimento, abraçando-a demoradamente assim como Molly costumava fazer com ambas. — Deve estar cansada já de tanto falar do Harry, não é? Vamos lá, me conte como estão as coisas entre você e Fred; Eu ouvi mamãe berrando pela manhã, mas estava com sono demais para pensar em algo.

Ah sim, aquela era a garota Weasley! O caminho até a beira da escada do dormitório feminino fora regado por risos, confidências e até mesmo cumplicidades das garotas. Hermione apenas não havia conseguido contar para a amiga, agora sua cunhada, sobre o que acontecera no alçapão dos gêmeos. Primeiro, porque aquilo era algo do qual ainda estava sentindo muita vergonha para dizer. Finalmente, porque teria que dizer onde acontecera para que ninguém houvesse notado e a morena não estava certa sobre revelar o esconderijo dos logros Weasley.

No último degrau, diante do salão comunal grifinório, estava Harry e os gêmeos a conversarem com certo ânimo sobre quadribol. Com certeza já haviam participado de alguma reunião sobre aquilo, como Ginny citara revirando os olhos. Seria difícil vê-la dividindo o quase-namorado com vassouras e pomos de ouro, isso Hermione sabia bem.

Ao encontrarem-se, Harry havia enlaçado Ginny pela cintura roubando-lhe um beijo rápido, mas que não passara despercebido pelos irmãos dela, que haviam reclamado durante alguns minutos. Brincadeiras, é claro. Por fim, Hermione permitira-se provar os lábios de Fred pela primeira vez no dia, atraindo a atenção dos demais para ambos.

— Hermione! — O cunhado praticamente gritara em falso nervosismo. — Como você pode dizer que me ama e beijar meu irmão no dia seguinte!?

— George...

— Não vou perdoá-la, apesar de sermos confundíveis! — Ele prosseguira o discurso.

— GEORGE! — Hermione gritara de verdade para que ele a olhasse. Por sorte havia poucas pessoas ali e eram todas conhecidas. — Quantas vezes vou ter que dizer que eu sei quem são vocês?

— Como você consegue isso, Hermione? — Harry a olhara com curiosidade.

— Nem eu consigo fazê-lo. — Ginny citara com certa surpresa.

— Se Harry tivesse um irmão gêmeo, você me entenderia Ginny. — Hermione rira divertida. — George franze a testa quando está com desdém, morde o lábio inferior todo quando está nervoso, tem a mania de pousar a mão na nuca. Já Fred apenas ergue uma das sobrancelhas; Ele morde o canto direito dos lábios também e costuma passar a mão pelos cabelos. É simples.

— Nem eu sabia dessas. — Fred fizera todos rirem.

— Já sabemos como confundi-la. — George sussurrara propositalmente alto. — Fique tranqüilo, eu vou cuidar bem da minha cunhada.

— Não ouse! — Fred lhe dera um tapa na cabeça, fazendo Hermione rir. — Além do mais, é óbvio que eu sou o exclusivamente atraente aqui.

— Absolutamente. — A morena concluíra recebendo uma careta de George e um selinho de Fred.

Aquilo era tudo de que os dois precisavam.