Love As Sick
6 Primeiras Boas Notícias
Notas iniciais
Sorrisos que não sumiam, acordada às cinco da manhã, cantarolando no meu passeio diário pelos corredores... O.K., eu admito! Estou ficando louca! Mas não dizem que só os loucos conhecem o amor? Pois é, acho que agora acredito nisso...
Ontem, após meu "notável" primeiro beijo, ainda havia uma certa insegurança me assombrando: E se ele decidisse fazer outro ato "beneficente"? E se dessa vez ele não voltasse? Eu duvidava que pudesse me reerguer...
FLASH BACK ON
– O que houve? — perguntou quando me viu abaixar o olhar e encarar o chão.
– Acho que seria difícil aguentar outra dose de um "Pelo bem maior", não sei se dá pra reconstruir uma coisa que quebra de vez...
Ele deu um sorriso torto e me pegou no colo.
– Sabe o que quebrou de vez em mim? — neguei — Meu coração quando eu vi seus olhos marejarem por causa do que eu disse...
– Mas... — tentei argumentar.
– Mas nada! — ele segurou minha mão e colocou sob seu coração, eu o senti bater e ele continuou — Está sentindo? Eu consegui concertá-lo, e juro que você nunca vai precisar fazer o mesmo...
Meu coração e o dele batiam no mesmo compasso, ficamos nos encarando em silêncio até que eu finalmente deixei um bocejo escapar. Com um movimento rápido ele me colocou na cama, me cobriu como se eu fosse uma criança prestes a dormir e se sentou ao meu lado.
– Você vai embora? — eu já estava um pouco grogue de sono.
– Quer que eu vá?
– Não! — respondi rápido e alto demais, ele deu um risinho — Quero dizer... Detesto fiar sozinha...
Eu sabia que estava sendo ridícula, mas ele apenas sorriu levemente e beijou o topo da minha cabeça.
– Então... — disse — Vou ficar aqui até que você durma...
De início eu lutei contra o sono, mas meus olhos começaram a pesar enquanto ele mexia no meu cabelo cantarolando num murmúrio uma música de ninar. Eu me aconcheguei ao seu lado e mergulhei no sono...
FLASH BACK OFF
Quando acordei ele havia sumido, enrolei um pouco no meu quarto achando que voltaria, mas como isso não aconteceu decidi procurá-lo. Achei que seria melhor ir até o quarto dele, mas não imaginei que ele teria companhia...
– Então você decidiu se afastar dela? — Isso! — ele respondeu e meu coração afundou em meu peito, ele quebraria a promessa? — Mas foi pior do que eu imaginei que poderia ser, então mudei de ideia... — Ufa! Ele estava falando de ontem!
– Ah! ... Então você gosta dela?
– Não! ... Quer dizer, sim! ... Quer dizer... Argh!
– Eu não entendi... — Nem eu! — Você gosta dela ou não? — Isso mesmo! Coloque ele contra a parede!
– Eu gosto dela, Carlisle! Só não sei o quanto...
– Então... — ouvi Carlisle andar até a porta e me escondi num vão de onde ainda podia ouvir a conversa — É isso que você deve descobrir!
Ele saiu e eu esperei algum tempo antes de abrir a porta do quarto, ele estava encarando o nada com um sorriso. E assim que me viu, levantou e veio até mim, beijando a minha testa logo em seguida.
– Desculpe ter saído sem te avisar, mas você estava tão bem dormindo que achei melhor não te acordar...
– Não te problema! — respondi.
Ele segurou minha mão e me levou pra fora do quarto.
– Vamos! Quero que te mostrar uma coisa...

***
Minha mãe sempre disse que o sol era uma lanterna de vida, sem ele nós não sobreviveríamos. Depois de tantos comentários como esse acabei adquirindo um gosto ela luz quente que ele emana...
Depois que descobri o gramado que separa o hospital da floresta decidi que esse seria um bom lugar para aproveitar o sol, o silêncio e o vazio, estendi uma toalha no gramado e me deitei enquanto colocava os fones de ouvido. E como sempre fechei os olhos e comecei a bater os pés no ritmo da música...
– Você não deveria usar os dois fines de ouvido... — ouvi-o dizer enquanto tirava um deles.
Abri os olhos com a mesma cara de tédio que eu usava quando meu pai me mandava tirar um deles, mas ele ignorou.
– Acho que não precisamos de apresentações, já que eu fui apresentado em público e eu sei que você é a sobrinha do doutor Carlisle...
Eu franzi o cenho ainda encarando-o, o que ele queria com tudo isso?
– Alec! O doutor Carlisle quer falar com você e... — ela me lançou u olhar durante dois segundos e eu não consegui definir o objetivo dele.
– Bom eu já vou, mas se eu fosse você sairia daqui... — sussurrou enquanto levantava — Leah é um tipo de "X-9"...
Ele correu até ela e os dois desapareceram corredor adentro, não sem que antes Leah me lançasse mais um daqueles olhares...
Decidi aceitar o conselho e recolher tudo, mas ao invés de entrar escondi a toalha num canto e caminhei pra dentro do mar de árvores...

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