Love And Other Drugs
16 Ligações Inesperadas & Bolsas
Notas iniciais
xoxo
POV AUSTIN
Já estava na praça de alimentação do shopping esperando a Dawson chegar.Ela havia marcado de se encontrar comigo aqui, diz ela que descobriu “coisas” sobre mim e que precisava conversar urgentemente comigo, às vezes pode ser apenas uma desculpa para essa criatura me ver, já que ela não larga do meu pé nem um segundo se quer.Sabe, às vezes isso me cansa, sabe? Da Ally ficar no meu pé toda hora, e implicando comigo, bom, é até divertido implicar com ela e ver aquele seu rosto pálido ficando vermelho, de tanta raiva.Depois de uns 50 minutos esperando a Ally, ela finalmente chega, e me lança um sorriso de deboche ao me ver e se senta na mesa que eu estava.
-Vai fala logo o que você quer comigo, porque eu estou sem tempo.-Disse arrogante
-Nossa Austin, como você é antipático.
-Antes antipático do que falso.Afinal, o que é ser simpático? Fingir que gosta de todo mundo? Então Ally, se eu não for com a sua cara, não conte com a minha simpatia.Melhor parar de confundir “falsidade”.-Disse fazendo aspas.- Com educação.
-Você acha mesmo que eu queria estar aqui?
-Então por que venho? Que eu saiba, você que me chamou para se encontrar com você aqui.Agora não adianta reclamar, ninguém, muito menos eu, obrigou você à vir aqui.-Disse cruzando os braços.-Ally deu de ombros, e me olhou pasma.-Que foi? A minha sinceridade está te machucando?-Disse indiferente
-Não.Só que eu não te entendo Austin.Uma hora você é de um jeito, se preocupa comigo, me ajuda e etc, para depois me tratar deste jeito.-Disse Ally confusa
-Para falar a verdade, ninguém me entende, sou uma “caixinha” de mistérios.A pessoa precisa de muito tempo para me entender.Entender o que eu sinto, como eu sou, entre outros.Eu me preocupar com você? Ok. Eu estava sim preocupado com você ontem naquele bar, porque: 1ª Eu não gosto do modo que aquele garoto te tratou, ele estava te forçando a fazer algo que você não queria, e eu odeio quando os garotos fazem isso com as garotas e 2ª Eu te trato desse jeito, porque você me irrita, só a sua presença eu já fico irritado, e eu não te suporto; Pronto, suas perguntas foram respondidas.
-Não gostei das suas respostas. Se você não me suporta, por que então você não se afasta de mim? Tão simples.-Disse Ally cruzando os braços
-Eu até tento sabe, porém você não larga do meu pé.Você parece aqueles chicletes grudentos, sabe? E uma coisa que eu odeio é isso.Você me faz sentir preso Ally, eu nunca tenho espaço, porque você está sempre no meu pé.-Bufei
- Ok Austin, eu já entendi. Eu só vim falar com você aqui, porque é algo muito importante.Austin, você vendia drogas na época do colégio? E mais, você já foi para o reformatório?-Disse Ally pasma
- Como você descobriu isso?-Disse irritado
- Em um site que eu achei na internet, e...- Acabo interrompendo a Ally.
- Em um site?.-Ri irônico. — Você realmente acredita em tudo o que vê na internet, Ally? Eles podem estar mentindo, ou não.- Disse misterioso
- E por que você acha que eu vim falar com você? Anta! Eu queria que você me confirmasse.
- Descubra sozinha. — Disse me levantando
- Você não vai me falar a verdade? — Disse Ally surpresa
- Não. Se quiser souber a verdade, que descubra sozinha.
- Mas, isso trata sobre você, Austin. E acho que seria uma boa se você mesmo me confirmasse.
- Por isso. Trata sobre mim, e uma coisa que eu odeio, é falar sobre mim para as pessoas, falar sobre a minha vida para elas. Se elas quiserem descobrir coisas sobre mim, que descubram sozinhas.
- Sério, Austin? Poxa, eu esperava mais de você.- Disse Ally decepcionada
- Esperava o que?
- Sei lá, que você se abrisse, que...- A interrompo no meio de sua frase
- Me abrir? Qual foi a parte do “Eu não gosto de falar da minha vida” que você não entendeu? — Disse seco
- Pelo menos, me fala o motivo de você ter ido para o reformatório? — Disse Ally.- Apenas assenti e voltei à me sentar na mesa que estávamos.
- Eu fui para o reformatório porque me meti em uma briga muito feia no colégio, e também porque colocaram drogas na minha mochila, falando que eu vendia drogas pelo colégio.Me mandaram para o reformatório e me expulsaram, do colégio. Satisfeita?
- Agora termina de me contar o motivo. — Ally disse confusa
- Já te contei muita coisa já.Se quiser descubra o resto sozinha.
- Isso é um jogo então? Ótimo, vou adorar jogar esse jogo. — Disse Ally desafiadora
- A vida é um jogo, Ally: Ou você aprende a jogar, ou quem perde é você.- Disse
Sinto meu celular vibrando, e vejo que era uma mensagem do loirinho da banda que eu toco, o Riker.Abro a mensagem de imediato.
“ Ei Austin, nós estamos aqui no cinema. Vamos ver um filme aqui, “ A Garota da capa vermelha”, está afim de ver o filme com a gente?”
“ Quem também vai?”
“ Eu, Rocky, Rydel, Ratliff, Mari, Brook e Debs”
“Muita gente, dispenso.”
“Vamos lá cara, vai ser maneiro”
“Não.”
Depois disso, guardei meu celular de volta.
- Quem era? — Perguntou Ally curiosa
- Te interessa?
- Como você consegue ser tão arrogante?
- Como você consegue ser tão irritante? — Bufei
- Acho que já não temos mais nada para conversar, enfim, eu vou embora. — Disse Ally se levantando
- Já vai tarde. — Disse
- Idiota.
-Patética.
Ally me lançou um olhar raivoso para mim, e seguiu para fora do shopping. Acabei perdendo ela de vista no meio da multidão. Olho ao redor em volta da mesa que eu estava, e me deparo que a Ally esqueceu a sua bolsa, clichê, não? Esqueceu a bolsa, e o “príncipe encantado” aqui vai ter que ir até ela, e devolvê-la. Porém faço isso segunda-feira, não estou com saco pra descobrir onde ela mora, só para devolver uma bendita bolsa.Pego a bolsa, e a jogo dentro do meu carro e vou para a casa.Depois que eu passei a estudar aqui em Nova York, minha mãe resolveu se mudar para cá também, para ter certeza que eu não iria me meter em encrencas aqui também, enfim, voltando ao meu “doce lar”.
POV DÉBORA
Estávamos esperando o Rocky terminar de comprar os ingressos, para podermos vermos o filme. A fila nem estava tão grande assim, e a besta do Rocky já estava naquele caixa á uns 30 minutos, apenas para comprar alguns ingressos.
- Cara, como alguém demora tanto para comprar só alguns ingressos?- Bufei
- Débora, é o Rocky...Até faz sentido ele demorar mesmo. — Disse Mari
Riker riu do comentário da Mari, e concordou com ela.
- Eu mandei uma mensagem para o Austin vir ver o filme com a gente, só que ele não quis.- Disse Riker
- O Austin, aquele loirinho da turma do Sr.Jackson? — Disse e Riker apenas assentiu.- Esse garoto não gosta de ter amigos, vive no mundo só dele. Os únicos que eu vejo ele conversando é com o Dallas, Dez, Trish e às vezes com a chatinha da Ally.
- É, ele é meio calado mesmo, não deve ter se enturmado ainda. — Disse Rydel
Finalmente o Rocky apareceu com os ingressos, estava até começando a achar que essa criatura foi fabricar os ingressos ou algo do tipo.
- Nossa criatura, até que enfim que você apareceu com esses ingressos! Sorte que a Brook comprou o meu.- Disse Mari implicando com o Rocky
-Eu estava pegando o número de telefone daquela garota, se você não percebeu ela é uma gata, diferente de você.-Disse Rocky
-Rocky, pegou pesado agora.-Disse Riker
-Relaxa Riker! Essa criatura ai acha que consegue alguém com essa chapinha mal feita, e fica só na ilusão de um dia conseguir comer alguma garota, e enquanto essa ilusão impossível dele não acontece, ele fica todas as noites no seu quarto e em seu computador nas madrugas, vendo o “RedTube” e batendo punheta.- Debochou Mari
- Olha quem fala, a que ainda é virgem e nunca conseguiu um namorado que preste. — Disse Rocky sarcástico
- Sou virgem mesmo, e eu não vejo problema nisso, até porque, que eu saiba ser virgem não é uma doença.- Disse Mari
- Acho que sinto uma relação de amor e ódio entre nós.- Disse
- Quê?! Não viaja Débora, eles se odeiam.- Disse Riker assustado
- Pode ser que se odeiam, mas sempre onde há ódio, há amor.- Falei
- Vamos ir assistir o filme? Porque eu acho que tem alguém aqui exagerando nas maconhas. — Disse Rocky
- Eu estou mentindo? Pela minha experiência de vida, onde tem ódio, tem amor sim.- Disse me defendendo
- Sério Débora, não viaja. Vamos ver o filme.- Disse Riker impaciente
Mari foi a única que ficou em silêncio, sem se pronunciar. Da parte dela eu sei que ela não sentia nada pelo Rocky, isso é bem nítido, até porque ela gosta do Riker, e ele dela, isso está mais do que comprovado. Agora, em relação ao Rocky: Ele tenta esconder seus sentimentos pela Mari, e começa a falar altos e baixos para ela; Fica com outras garotas para se sentir melhor, porém isso não dá certo; E guarda esse sentimento para si mesmo, para não magoar o amigo, cujo nome é Riker, já que o mesmo gosta da Mari.
Sinto meu celular tocando e vejo que era uma mensagem da minha mãe, ai o que ela quer? Já não falei o suficiente com ela hoje?
“ Filha, eu estou aqui no shopping e vi você no cinema com alguns amigos, e achei legal fazer companhia para vocês. Então estou indo imediatamente para ai.”
“ O quê?! Mas mãe, sua época de “adolescência” já passou. Não se esqueça que você já é uma mulher de 43 anos, que vive se dando mal no amor, e que ainda se acha uma adolescente.”
“ Filha, eu tenho certeza que seus amigos vai me adorar, eles sempre me adoram.”
“É ai que tá, mãe. Eles te adoram, pelo incrível fato de você ser igual a nós, de você levar eles para baladinhas, e ficar me fazendo passar vergonha. Acho que é por isso que eu nunca tenho amigos, porque sempre que eu tenho você aparece e estraga tudo.”
“ Mas isso foi na época do colegial filha. Eles já estão bem grandinhos.”
“Sim, foi na época do colegial.Não, e sem falar que você pagava bebidas para eles, mãe esqueceu que menores de 18 anos não bebem? E sim, eles já estão bem grandinhos agora, e do jeito que você é. é bem capaz de dar uns “pegas” neles. São adolescentes de 18 à 22 anos, é bem capaz mesmo de você ficar com eles.”
“Débora Cristine, não se esqueça que eu ainda sou sua mãe e que eu não sou uma de suas amiguinhas para você me tratar desse jeito.”
“Sim. Você é a minha mãe. Então faça a sua parte de mãe, e me deixa sozinha com os meus amigos sem você interferir no meio.”
“Débora, eu não te eduquei para você ficar falando assim comigo”
“Como se você tivesse me educado né? A maior parte da sua vida, você passou trabalhando e saindo com homens, esquecendo que tem uma filha. Eu me eduquei sozinha, e sim, você nunca foi uma boa mãe para mim. Meus amigos podem adorar o seu jeito, mas eu não.”
“Tudo bem, se é isso que você quer, então vai ser assim.Cansei de fazer um papel de boa mãe, agora as coisas vão mudar.Nos falamos amanhã”
“Papel de boa mãe? Esse foi o seu “papel de boa mãe”.Ótimo, quero ver essa mudança.Com certeza nos falamos amanhã.”
Guardo o meu celular no meu bolso novamente e volto á seguir o pessoal, até a sala onde iríamos assistir o filme.Enquanto estávamos na fila, começamos a conversar.
-Quem era no celular? — Perguntou Mari curiosa
-Ninguém importante.-Respondi
-Débora, eu queria te pedir desculpas pelo o modo que eu agi, ok? Eu sei que eu fui meia infantil e...- E acabo interrompendo ela.
-Relaxa, eu sei que não foi a sua intenção.Quando estamos com ciúmes, falamos coisas sem pensar mesmo, enfim, ciúmes é foda.
-Então você já sabe?
-Claro que eu sei, isso é bem nítido, acho que o único que não percebe mesmo é o loiro.
-Está tão na cara assim?
-Sim, está.Pelo menos pra mim. Eu sei muito dessas coisas sabe, do amor. Porque eu já tive muita experiência em relação à isso, então percebo as coisas fáceis.
-Sério?
-Sim, o Rocky por exemplo. Ele finge que te odeia, faz aquele show todo, mas no fundo tem sentimentos por você.E fica com as outras garotas, para esquecer esse “sentimento”.E ele guarda esse sentimento para si, para não magoar o Riker, já que ele gosta de você, e porque eles são amigos.
-Nossa, mas eu não gosto dele.
-Sim, isso dá perceber mesmo. Para você, vocês são apenas aqueles velhos amigos implicantes.
-Exatamente.Desde quando você andou indo para o centro de macumba? — Riu Mari
-Como eu disse, eu tenho experiência sobre isso.Olha o Riker agora, ele está olhando furioso para o visor do celular, provavelmente é a ex-namorada dele enchendo o saco dele, e ele já não tem mais paciência para ela, e quer de uma vez por todas se livrar dela.
POV RIKER
Havia me afastado do pessoal um pouco, para receber uma ligação inesperada. Da minha queridíssima ex-namorada, cujo nome é Jennifer Tompson.Olho para o visor do meu celular furioso ao ver o número dela, o que ela quer agora? Já não me encheu o saco suficiente, não?
- Anda, fala o que você quer.- Disse impaciente
- Já que você não responde as minhas mensagens, resolvi ligar.
- Eu tenho um motivo muito claro para não responder, as suas mensagens, né?
- Você poderia ser um pouco mais simpático, com a pessoa que você já amou um dia?
- Não vale a pena ser simpático com você.
- Rick, me escuta...- Interrompo ela
-Por favor, não me chama de Rick.
-Mas, você adorava quando eu te chamava de Rick.
-Sim, na época que eu era um iludido com você, e que achava que você gostava de mim de verdade.
- E eu gostava, aliás, eu ainda gosto.
- Se gostasse, não teria me traído.
- Eu já disse Rick, quer dizer, Riker. Não foi a minha intenção, eu estava bêbada, e quando se está bêbado você faz coisas sem pensar, e ao menos nem se lembra do ato.
- Bebida não é desculpa.
- Me fala, já aconteceu isso com você? Vai saber se aconteceu e você não se lembra.E eu realmente não me lembro como eu beijei aquele garoto, eu só lembro que fiquei com alguém naquela sua festa, porque você me viu e ficou me jogando isso na cara pelo resto da vida.
- Você beijou ele porque quis, e aliás já estou cansado de ficar sempre discutindo isso com você, não vale a pena.
- Você pelo menos poderia me dar uma segunda chance, eu queria me redimir com você.
- Não confio mais em você. E confiança é a coisa que eu mais valorizo em alguém, e quando essa confiança se quebra...É impossível reconstruí-la novamente, eu posso até te perdoar, mas confiar em você novamente, JAMAIS.- Enfatizei o “jamais”.
- Mas Riker, confiança se conquista com o tempo, e podemos começar tudo de novo.
-Sim, confiança se conquista com o tempo. Mas eu já confiei muito em você, e no final eu sempre acabei me decepcionando, e enfim, impossível confiar em você novamente. Sabe, eu dediquei a minha vida por você.E eu me arrependo de cada minuto que eu passei ao seu lado.
- Você me magoa dizendo isso, sabia?
- Você também já me magoou bastante, mas eu segui enfrente, e hoje estou aqui, de pé e de cabeça erguida, e esquecendo uma pessoa que um dia já te fez sofrer muito.E eu sei que você também vai superar, eu tenho fé.
- Mas, eu ainda te amo.
- Eu não mereço o seu amor, Jennifer. E eu me arrependo muito te ter amado você um dia, amado uma pessoa que não merecia o meu amor de forma alguma.
- Sabe, eu adorava quando você me chamava de Jenn, isso me deixava feliz, e acho que ficarei feliz se você voltar a me chamar assim.
- Olha eu vou desligar, cansei de perder o meu tempo falando com você.
-Pelo menos diz que você ainda sente algo por mim?
- Eu não sinto mais nada por você. Sabe o que eu realmente sinto por você? Pena. Pena de ver você correndo atrás de uma pessoa que nem te ama, que nem te dá a mínima, isso que eu sinto por você.
- Tem outra garota no meio né? Me diz.
- E isso ao menos te interessa?
-Claro que me interessa, Rick.
-Vou desligar, perdi tempo demais.
-Pelo menos, me chama de Jenn, só para mim se sentir melhor.
- Se isso for fazer você sumir do meu caminho, tudo bem. Adeus Jenn.
E assim desliguei o meu celular. Sério, eu tenho pena dela. Espero que ela nunca mais cruze o meu caminho, ou apareça novamente da minha vida, quer dizer, ela já apareceu né? Enfim, espero nunca mais vê-la.
-Quem era?- Perguntou Mari curiosa ao voltar para a fila
- Ninguém. Só uma pessoa que eu jamais gostaria de ter tido na minha vida.
-Hum.-Respondeu Mari. Ela fez uma expressão confusa, e sério, eu odeio quando ela fala esse “Hum”. Então resolvi dar um abraço nela, falando para ela não se preocupar, até porque não era ninguém importante.Ela se sentiu reconfortada no meu abraço, e pude sentir aquele seu doce hálito de menta se espalhando pelo rosto.Pude também inalar aquele seu perfume contagiante e doce.
Finalmente a sessão para o filme iria começar, e entramos para a sala de cinema.Entrei abraçado com a Mariana, se sentamos em um dos últimos assentos que havia na sala.Rocky se sentou ao lado da Mari e eu ao outro lado dela. Rydel se sentou ao lado do Ratliff (novidade isso) e Debs se sentou ao lado da Brook.Faltava apenas alguns minutos para o filme começar e sinto meu celular vibrando, era uma mensagem da Jennifer, apenas ignoro e volto a me concentrar na Mari.
Notas finais
xoxo
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