Notas iniciais
Oiii. Depois de meses eu voltei. Eu sei que deve haver leitores com vontade de me matar ._. Sabem aqueles momentos que você tem a certeza que nada pode piorar? Estive todo este tempo sentindo isso, e podem ter a certeza que tudo sempre piorava. Problema no teclado e depois... todo este tempo sem PC e depois crise de inspiração e problemas pessoais. Fiquei tão desanimada para escrever T.T Enfm... desculpem até tenho vergonha de aparecer depois de tanto tempo mas eu NUNCA desistiria da fic. Foi a minha primeira fic , nunca faria isso. Vou responder os comentários do último capítulo logo que possa. Quero agradecer de novo à Angel in the Darkness por ter me animado a voltar a escrever e me mostrar que há leitores que ainda gostam da fic *-* Neste capítulo tem algumas mudanças, eu tirei os nomes antes das falas. Eu comecei a fic assim e tenho escrito sempre dessa forma mas prefiro deste forma, penso que seja a correta. Se tiverem problemas ao perceberem quem fala o quê, me avisem. Eu volto a escrever como antes. Bom, BOA LEITURA.

Hinata viu Naruto aparecer no corredor com uma expressão realmente preocupada. Estavam no hospital, Neji estava dentro da sala com Tenten que tinha passado mal.

—Encontraram-na? — Perguntou logo que o loiro chegou até si.

—Não, Sasuke está louco procurando por ela. Já ligou para Sayuri e ela não está em casa.

—Sakura não é de desaparecer assim, aconteceu alguma coisa eu sinto Naruto.- Falou quase chorando .

—Calma, ela vai aparecer. Vai tudo correr bem.- Sussurrou a abraçando tentando a acalmar.

—Tenten está com uma gravidez de risco. — Informou Neji os assustando ao aparecer de repente. —Ela não pode fazer nenhum tipo de esforço nem se enervar. —Naruto colocou a mão no ombro do amigo.

—Ela está bem e vai continuar bem Neji. Não faça essa cara. — Falou Naruto tentando reconfortar o amigo.

—Tenho medo que aconteça algo com o bebé, você sabe que Tenten é muito nervosinha.

—Se vocês não discutirem e se ela ficar deitada em casa descansando, nada vai acontecer.­­—Afirmou Hinata dando um pequeno sorriso ao primo.

—Já sabem alguma coisa da Sakura?

—Não, ninguém a viu. — Respondeu Hinata com uma expressão pensativa.

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Sasuke passou a mão pelos seus cabelos nervoso, ninguém sabia de Sakura e ele estava ficando realmente preocupado. O seu celular tocou e logo ele atendou com esperança de ser uma ligação da rosada.

—Sasuke?- Sasuke franziu as sobrancelhas ao ouvir a voz chorosa de Sayuri.

—Já sabe alguma coisa da Sakura?

—Ino fugiu da clínica. —Sasuke arregalou os olhos ao ouvi-la.

—Como assim ela fugiu? Aquela clínica é segura é impossível ela…— Sayuri o interrompeu.

—O director da clínica telefonou, alguém deve ter ajudado ela. —Sasuke não sabia o que responder, queria acreditar que era uma engano e que a loira não estava novamente solta por aí. — Só pode ser ela a culpada pelo desaparecimento de Sakura. Eu já avisei a polícia , eu não estou com um bom pressentimento.

—Quem poderia ter ajudado Ino?

—Talvez Akemi.

Sasuke franziu a testa não entendendo os motivos que Akemi poderia ter para ajuda-la, ela deveria querer que a filha ficasse bem não que ela fugisse.

—Porque ela a ajudaria? Ela é mãe dela deveria querer que ela se tratasse.- Um suspirou foi ouvido de parte de Sayuri.

—Acredite Sasuke, se Ino é a pessoa que é hoje, é por culpa dela.

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Sasori suspirou ao ouvir da boca de sua empregada que seu pai estava em casa e que mandara chama-lo quando ele chegasse. Preferia quando ele estava ausente, assim não sentia o ódio nos olhos do próprio pai dirigido a ele. Viu a empregada sair do seu quarto e decidiu que não ia fazer o que o pai mandara.

Não queria vê-lo, já sabia que iriam discutir. Seu pai sempre o culpava pela morte de sua mãe que morreu no parto. Ele sempre dizia que Sasori era uma maldição na sua vida, por ter levado a sua amada esposa e não ser o filho perfeito.

Sasori descobriu aos 13 anos que seu pai quisera que sua mãe abortasse, ele nunca fora um filho desejado pelo pai. Ele fazia de tudo para que seu pai se orgulhasse dele e não se arrependesse de o ter deixado nascer mas depois de anos de desprezo vindo de seu pai decidiu que não ia lutar mais pelo reconhecimento do mais velho.

— Papai, olhe o desenho que eu fiz.— Gritou o garotinho de oito anos ao entrar na grande sala e se aproximando da figura mais velha.

— Sasori estou ocupado vá importunar a babá.— O menino baixou a cabeça triste com a resposta do pai.

— Mas eu queria que o senhor visse o desenho que eu fiz da nossa família.—O mais velho suspirou em desagrado e tirou o desenho da mão do filho violentamente e quando olhou o desenho a sua reação foi atirar tudo que tinha na sua mesa ao chão apenas com uma mão.

— Você acha que isto é a nossa família?— Gritou agora agarrando o garotinho pelos ombros, que tinhas lágrimas nos olhos, completamente fora de si.— Você matou ela.— Rosnou dando de seguida um tapa no filho que chorou e tentou fugir do pai mas não conseguiu. O mais velho pegou no desenho e rasgou-o em pedacinhos.— Se não fosse você, ela estaria neste momento aqui comigo e não você, moleque inútil.— Gritou o empurrando com fúria.- Saía daqui ! – O mais novo saiu correndo chorando até o seu quarto e se encolheu agarrando as pernas ao lado de sua cama e chorou tentando entender o que fizera de mal.

— Menino, o que aconteceu?— O garotinho levantou a cabeça ao ouvir a voz da babá e se levantou correndo até a mais velha e a abraçou chorando ainda mais.

— Pa-pai não gosta de m-mim. E-Eu só q-queri-ia dar m-meu d-desenho para e-ele.- Soluçou quase sem conseguir falar. A senhora de idade pegou no menino no colo e se sentou com ele na cama o balançando.— Ele sempre diz que matei ela.— Sussurrou agora olhando a babá com lágrimas caindo.

— Seu pai ficou nervoso, você voltou a desenha-la não foi? — O menino assentiu com a cabecinha.— Ele sente muita falta dela, mas você não tem culpa.— A mais velha passou a mão pela face de Sasori vendo a bochecha esquerda avermelhada e olhou nos olhos chorosos do menino.— No fundo, ele ama você.— Sussurrou abraçando-o enquanto o ouvia voltar a chorar.

O ruivo revirou os olhos com a lembrança e se perguntou porque Chiyo, a sua babá sempre defendia seu pai. Porque ela não fazia nada contra seu pai? Aquela não tinha sido a primeira nem a última vez que o mais velho tinha batido no filho. Era Chiyo quem sempre o consolava e o apoiava até certo dia.

Sasori acabava de fazer o seu trabalho para o colégio quando ouviu um barulho estranho da cozinha, decidiu ir ver o que tinha acontecido. O garoto de 14 anos desceu os degraus até chegar à sala e arregalou os olhos ao ouvir vozes desconhecidas na cozinha. Caminhou até o local e ao espreitar para o cómodo sentiu seu coração despedaçar. A pessoa que o criara estava deitada no chão enquanto sangue saía da sua cabeça e dois homens com mascaras discutiam. Sasori só conseguia encarar os olhos abertos de pânico daquela que sempre o consolara e protegera. Como uma mãe.

Sasori fechou os olhos e se levantou decidido a falar com o pai. Mais uma discussão não faria diferença.

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Sakura abriu os olhos sentindo uma dor enorme na cabeça e arregalou os olhos ao ver Ino a olhando fixamente sentada num sofá enquanto ela estava com os pés atados e as mãos também com cordas. Olhou pela janela ao perceber que estavam numa casa no meio de campos. Deviam estar afastadas da cidade, a casa era modesta sem nenhum luxo. Sem dúvida, uma casa que Ino nunca moraria em condições normais.

— Você viu o que causou?— Sakura encarou a loira séria, talvez já estivesse habituada àquela situação de acordar presa e encontrar Ino como culpada. Já não conseguia se surpreender com as ações da loira. — Estou vivendo num muquifo por sua culpa. — Ino esperou uma resposta da rosada mas ao ver que não a teria voltou a falar. — Ficou tão desesperada que não consegue falar nada?

— Eu não consigo me surpreender mais com aquilo que você faz Ino. —Respondeu séria sem demonstrar qualquer emoção. Talvez estivesse aprendendo com Sasuke, pensou ela. —Você não desiste? — Ino sorriu sádica e soltou uma gargalhada. — Não desiste de tentar me fazer mal? Eu não entendo, esse ódio todo por mim.Não é normal.

— Estive presa naquele inferno por sua culpa. Eles me tratam como uma louca, eu não sou louca Sakura. — Gritou a loira agora abanando Sakura pelos ombros.— Aquele lugar não é para mim,não é loucura, eu só amo o Sasuke e faço tudo por ele. Nem que tenha que matar você. Você faz mal para ele. —Sakura fechou os olhos tentando entender o que fez errado para ela se ter tornado assim.

—O que aconteceu com você Ino? — Questionou vendo a expressão de dúvida da loira. — Você nunca foi assim, o que aconteceu com a Ino que eu sempre adorei? —Sakura fez uma pausa. — Você está obcecada, você precisa da ajuda. Lembra quando você era alegre? Quando a gente era feliz? Você não quer voltar a ser feliz?

— Eu nunca fui feliz Sakura.Nunca. — Ino encarava a rosada com um olhar perdido. — Eu sempre quis ser como você. — Sakura a olhava sem entender, ela nunca teve uma vida perfeita e não entendia o porquê daquilo. — Você sempre foi inteligente, sempre teve alguém que se importasse com você.- Ino se levantou do chão onde estava antes e começou a gritar. — Lembra quando você dizia que sua mãe não se importava com você? Você não sabe quanta raiva eu sentia. — Ino começou a chorar enquanto gritava e começava a derrubar objetos. — Você não sabe o que é ser desprezada por sua mãe, sua mãe podia estar quase sempre longe de você mas quando vocês se encontravam, ela sempre a tratava bem. Você sabe como eu queria ter uma mãe assim também? Você sabe como eu queria sentir alguém me amar? Eu só queria que alguém gostasse de mim. — Ino deixou se cair para o chão e começou a gritar e a agarrar os seus próprios cabelos. — Eu só queria que ele me olhasse da mesma maneira que ele olha e toca você.

— Como você pode dizer isso? Sua mãe sempre foi carinhosa com você, Ino. — Ino começou a gargalhar alto como resposta. — Você sempre foi muito mais popular do que eu, sempre tinha garotos querendo namorar você. Você sempre foi muito melhor que eu.

— Você não entende. — Ino continuava deitada no chão olhando agora fixamente para o teto como se estivesse congelada. Sua voz saía com mágoa e desespero.­— Ela sempre me batia por eu não ser melhor que você. Ela dizia que você roubaria tudo de mim um dia e ela tinha razão.

Ino não falou mais nada por uns minutos e Sakura também não falou nada. A rosada estava confusa. A mãe de Ino batia nela?

— Ela sempre falava que você me roubaria o amor da minha vida como sua mãe fez com ela. E ela sempre teve razão. — Ino começou a chorar desesperada enquanto falava. — Você quer roubar tudo de mim.

— Ino eu nunca quis roubar nada de você, eu juro. É tudo mentira. — Respondeu a rosada com vontade de chorar com a loira. — Eu sempre amei você como uma irmã. Você me ajudou, eu sempre estava sozinha antes de conhece-la. Você me ajudou a ter amigos. Eu sempre quis ser alegre e divertida como você.­—Admitiu olhando a loira que continuava no mesmo local. — Eu não sei o que Akemi falou para você, mas eu nunca quis o seu mal. — Declarou já chorando também. — Acabe com tudo isto, por favor. — Sakura naquele momento não conseguia sentir ódio de Ino, mesmo com tudo que ela tinha feito, ela não conseguia. — Vamos para casa.

—Não.­ Se a gente voltar, Sasuke nunca vai ser meu.­­— Ino se levantou sorrindo sádica enquanto falava.­— Eu vou chamar ele aqui, ele tem que ver você morrer para ficar comigo. — A loira começou a procurar nervosamente pelo celular. — Ele precisa ver que sou melhor que você. — Ino pegou o celular da rosada e sorriu. — Ele vai ver que eu sou muito melhor e vai ficar comigo.

— Não, Ino pare.

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Sasori entrou no escritório do pai e quando o mais velho ia falar alguma coisa, gritos foram ouvidos do andar de baixo.

— Mas o que está acontecendo? — Questionou o mais velho olhando para Sasori que estava tão confuso como o pai.

Sasori arregalou os olhos ao ver Uchiha Sasuke entrar pela porta furioso e com desespero no olhar.

— O que você fez?­— Gritou o Uchiha empurrando Sasori e dando um soco no ruivo. — Onde ela está?

— Do que você está falando?

— Você voltou a ajudar aquela vadia não foi?­— Perguntou gritando dando mais um soco no ruivo. Sasuke sentiu alguém agarra-lo por trás e separa-lo do ruivo.

— De que merda você está falando Uchiha?- Sasori se levantou massageando a bochecha completamente confuso.

— A Ino sequestrou a Sakura outra vez e você a ajudou de novo não foi? — Sasuke se soltou do aperto e encarou o ruivo furiosamente.

— A Ino não estava na clínica? — Questionou agora Sasori chocado com a notícia.Vendo o silêncio do Uchiha, Sasori suspirou. — Eu não sei de nada. Eu não a ajudei. Eu nem sabia que Ino…

— Ela fugiu.­— Cortou mostrando todo o seu nervosismo. — Sakura desapareceu e só pode ter sido ela. — Sasuke encarou o ruivo e sentiu que ele estava sendo sincero mesmo não gostando dele. — Você sabe de alguém que possa ter a ajudado? Ou algum lugar que ela possa estar usando para a esconder? — Sasori pareceu pensar um pouco.

— A única pessoa que eu sei que poderia ser capaz de ajuda-la era Karin mas a própria Ino decidiu acabar com ela. Ino pode estar em qualquer local deste mundo, a gente não sabe se ela não conseguiu fugir com ela para outra país. Eu nunca falei com ela sobre algum local que ela pudesse se esconder. — Sasori deu de ombros. — Eu não sei onde ela poderá estar.

Sasuke suspirou e passou a mão pelos cabelos. Pai de Sasori que tinha estado todo aquele tempo apenas assistindo à conversa ia falar alguma coisa mas foi impedido pelo toque de celular do Uchiha. Sasuke pegou o aparelho e arregalou os olhos ao ver o nome na tela.

—É a Sakura.

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Hinata se aproximou de Neji que estava sentado numa cadeira do hospital, Tenten estava estável. Não demoraria para ela poder voltar para casa.

Hinata sentia que algo mais incomodava Neji. A Hyuuga sentou ao lado do primo e colocou a mão no ombro dele.

—Fala para mim o que está incomodando você. — Neji a olhou nos olhos mas pouco tempo depois baixou o seu olhar de novo. — Você sabe que pode falar comigo Neji.

— Estou preocupado com Tenten só isso.

— Você tem estado estranho. Seja sincero comigo. — Pediu a morena vendo seu primo suspirar e passar as mãos por sua face.

— Ele pediu para não contar nada para você.

— Ele quem?­— Questionou confusa.

— Hinata.­— Neji agarrou ambas as mãos de Hinata e a olhou séria. — Seu pai…— O moreno fez uma pausa como se tentasse arranjar forças para conseguir falar. — Ele tem câncer.

Notas finais
Muitas surpresas né? Tenho algo a contar para vocês. Estamos chegando ao fim da fic. Sim é isso mesmo... A fic está no fim, dá para acreditar? Terá apenas talvez mais dois ou três capítulos. O que acharam? mais drama... Vão comentar ou querem se vingar para eu ficar triste? T.T Espero que tenham gostado e desculpem algum erro. Beijos, até o próximo.