Notas iniciais
Como eu tinha dito, TALVEZ eu só postasse no carnaval, mas aqui está mais um. ENJOY!

Santana pov

Depois de sair de meu apartamento, logo chegamos na cafeteria. Entramos no local, que estava relativamente tranquilo, e pegamos uma mesa. Harry se mostrava muito animado, e eu e a Lind só nos divertíamos com todos os planos que ele tinha para o dia.

Uma garçonete simpática veio nos atender.

- Então, o que vão querer? – Perguntou ela com um grande sorriso no rosto.

- Eu vou querer um café expresso e um croissant. – Eu fui a primeira a fazer o pedido.

- Eu acho que vou querer o mesmo. – Disse Lindsay logo em seguida.

- E você, rapazinho, o que vai querer? – Perguntou a garçonete paciente.

Harry então olhou pra mim rapidamente, e se aproximou de Lindsay, que estava ao seu lado. Ele a puxou para que pudesse falar em seu ouvido. Lindsay então sorriu depois de ouvi o que o irmão tinha lhe dito, e lhe falou alguma coisa em seu ouvido. Depois falando em voz alta.

- Pode pedir Harry, não tem problema. Ela não vai achar nada. – Disse Lindsay para o irmão, que pareceu mais aliviado com as palavras da minha amiga.

- Senhora, eu vou querer panquecas com morangos. Minha mãe faz uma carinha com os morangos, você pode fazer assim também? – Pediu ele ainda tímido.

- Claro querido. Mais alguma coisa? – Perguntou a garçonete.

- Sim. A senhora pode trocar meu pedido. Quero comer panquecas também. – Falou Lindsay. – E quero carinha na minha também. – Percebi que ela fez isso para deixa-lo mais confortável.

- Eu também quero panquecas. – Falei e ele abriu um grande sorriso em minha direção.

- Então, todo mundo vai de panquecas?! Tudo bem, não vai demorar muito. – Disse a garçonete saindo.

- Panqueca sempre vai ser meu café da manhã favorito! – Falei para Harry.

- Pra mim também Tana. – Disse ele.

O telefone de Lindsay toca e ela atende.

- Tá tudo bem mãe. Estamos tomando café. Ele tá aqui. – Falou ela, e logo passou o telefone para o irmão.

- Com licença. – Pediu ele, pegando o celular e indo em direção ao banheiro.

- Minha mãe viajou ontem a noite. – Disse Lindsay. – Ele só saiu porque sabe que a mãe vai fazer várias perguntas de ‘’mãe’’, e ele não quer passar vergonha na sua frente.

- E o que ele falou no seu ouvido agora a pouco? – Perguntei, pois achei que tinha haver comigo.

- Ele me perguntou se seria ruim pedi as panquecas com morango igual a mamãe faz, na sua frente. Se você iria achar ele muito infantil. – Revelou ela, vendo se o irmão estava voltando, mas ele ainda estava no banheiro.

- Oh que gracinha! – Falei sorrindo. – E o que você disse pra ele?

- Disse que ele podia pedir o que quisesse. Ele tinha que ser ele mesmo, sempre. Se ele queria panqueca como as da mamãe, pedisse. – Falou ela.

- Você é uma boa conselheira, pelo que estou percebendo. – Disse.

- Ele está realmente decidido a lhe conquistar. Não vá ferir meu irmão! – Brincou Lindsay.

- Não irei. – Falei, vendo que ele saia do banheiro ainda falando ao telefone.

- Tchau mãe, eu amo a senhora. Tá bom, eu vou cuidar da Thon-Thon. – Despediu-se ele, e logo finalizou a ligação entregando o celular para Lindsay.

- Bom, nós temos que planejar como será nosso dia. – Sugeri.

- Tudo bem. – Assentiu Lindsay. – Primeiro vamos ao zoológico. Depois vamos almoçar. E... E depois nós vemos o que cada um quer fazer. Pode ser?

- Claro. O que você acha Harry? – Perguntei.

- Pra mim parece perfeito. – Falou ele olhando para a garçonete que se aproximava com nossos pedidos.

- Está aqui. Panquecas felizes com morangos. – Falou ela se referindo a carinha feliz das panquecas, enquanto colocava os pedidos na mesa.

- Obrigada. – Agradeceu Lindsay.

Começamos a comer, e a conversar. Harry contava animadamente algumas estórias de seu colégio e seus amigos. Contava coisas sobre Lindsay, que na maioria ficava vermelha e envergonhada com as revelações do irmão, que falava inocentemente.

Terminamos de comer, Lindsay pagou a conta, mesmo eu pedindo para deixar que eu pagasse. Saímos da cafeteria e fomos direto ao zoológico.

Na entrada havia muitas crianças, todas animadas para entrar e ver os animais. Assim que entramos realmente no zoológico, os olhos de Harry se encheram de brilho. Ele parecia mais fascinado a cada passo que dava. Tudo pra ele, era uma nova descoberta, era legal ver as coisas com esse olhar de criança. Queria eu, nesse momento ser uma criança e esquecer de toda a dor, que mesmo naquele momento de diversão, me consumia a alma.

Imaginei se nada tivesse acontecido, e eu estivesse ali com Brittany e eles. Harry iria adorar Brittany. Talvez não de primeira, quando soubesse que ela minha namorada, mas depois tenho certeza que ele cairia de amores pela minha loira, e esqueceria de mim. Seria tão muito legal ver esses dois amigos. Eu seria a pessoa mais babona da face da terra.

Minha loira...

Fui tirada de meus pensamentos quando uma pequena mão me puxou em direção a alguma jaula. Era Harry.

- Será que é um Leão? – Perguntou ele, ainda de mãos dadas comigo, olhando atentamente para a jaula a nossa frente. Olhei ao redor para saber onde estava Lindsay. E a vi há alguns metros de nós, apenas olhando.

- Acho que não Harry. Na verdade, não sei o que tem ai. Aqui não tem nenhuma placa pra identificar. – Falei para ele.

- Mas eu não estou vendo nada ali dentro. Será que o bicho que estava ai, fugiu? – Perguntou ele com os olhos arregalados.

- Acho que não Harry. Não precisa ficar com medo. – Falei.

- Ei, não estou com medo. Se esse bicho estiver solto, você não precisa se preocupar. Eu protejo você. – Disse ele, corajoso.

Lindsay então se aproximou e disse que sabia onde ficava os animais mais legais, e Harry ficou ainda mais entusiasmado.

Nós fomos andando e a cada animal encontrado, Harry falava algo sobre ele.

Lindsay se aproximou de mim, e sussurrou em meu ouvido.

- Ele passou os últimos dias estudando sobre os animais só para te impressionar.

Sorri com a fofura daquele rapazinho.

- Você sabe muito sobre animais, Harry. – Falei pra ele, que logo se encheu de orgulho. Lindsay apenas sorria para todas as expressões que o irmão fazia perto de mim.

- Você acha? – Perguntou ele, feliz por meu comentário.

- Claro que sim. – Respondi.

- Que bom, pois eu passei o dia estudando todos os animais. Mas alguns me deram sono, não são muito legais quanto o leão. – Comentou ele.

E continuamos a passear. E chegamos até quem Harry realmente queria ver. Ele correu, quando Lindsay apontou o local onde o animal se encontrava.

- Olha Tana! Olha! — Falava ele apontando para o animal, que não parecia nada amigável, mas Harry parecia encantado com o bicho. – Ele é o rei da selva. Eu pensei que era o Tarzan, mas a Thon-Thon disse que não.

- A Thon-Thon é muito inteligente. – Falei olhando para Lindsay que estava ao meu lado. No sorriso de Harry dava pra ver a alegria e o fascínio que ele tinha ao ver tudo aquilo.

- Tana, que animal você seria? – Perguntou ele, curioso.

- Uhm... Não sei. Um pássaro, quem sabe. – Respondi. – E você, o que seria?

- Eu seria um leão. Daqueles bem forte, com uma juba bem grande. – Disse ele animado. – E se você fosse uma leoa, nós poderíamos reina juntos na selva. Você podia mandar em tudo se quisesse. – Disse ele docemente.

- Oh, fico lisonjeada. Acho que vai ser mais divertido eu ser sua rainha, do que ser um pássaro. – Falei vendo uma brilho crescer nos olhos do garotinho.

- Thon-Thon desculpa, mas agora a Tana é que vai mandar no meu reino. Desculpa. – Disse ele. – Eu prometi pra ela que seu fosse um leão e ela uma leoa, ela que iria comandar tudo, pois eu ia apenas correr pelas savanas. Mas é melhor você do que ela. – Falou ele pra mim.

- Mas como você é traíra, Harry. – Disse ela com falsa raiva. – Eu tenho certeza que sou mais qualificada do quê a San.

- Desculpa Thon-Thon, mas é a Tana. – Disse ele encolhendo os ombros.

- Tudo bem. Você tem razão, é Tana. – Disse ela sorrindo pra mim.

- E você Thon- Thon, o que seria se fosse um animal? – Perguntei.

- Como eu não posso ser mais uma leoa. Acho que eu seria... uma Bulldog Francês. – Disse ela pensativa.

- E por quê? – Perguntei curiosa.

- Porque não tem como não amar um Bulldog Francês, e porque era cachorro predileto da Megan. – Disse ela finalizando com um sorriso triste.

- A Megan era minha tia, Tana. Ela era namorada da Thon- Thon. Ela virou um estrela, mas não estrela de ser famosa, estrela lá do céu. – Explicou ele pegando na mão a irmã, mas não soltando a minha.

Continuamos o nosso passeio por mais algum tempo. Quando vimos já era hora do almoço, então decidimos ir a algum restaurante.

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Brittany pov

Acordei com um claridade insuportável, que saia das cortinas que foram abertas por Puck.

- Vamos Brittany. Levanta! Já é tarde, e eu não vou deixa você passar o dia enfurnada nesse quarto, igual a ontem. – Falou ele depois de abrir as cortinas e caminhar para perto da minha cama.

- Puck, me deixa. Não quero levantar dessa cama nem agora, nem nunca mais. – Falei colocando o travesseiro da Sant, que por acaso que ainda agarrava, sobre minha cabeça.

- Como é que você vai conseguir sua garota de volta deitada na droga dessa cama. – Falou ele puxando o travesseiro que cobria meu rosto.

-Talvez você estivesse certo, Puck. Acho que não mereço a Sant. – Falei olhando para um ponto qualquer do teto. – Eu a magoei. Eu ia beija a Clair.

- Brittany escuta aqui. Você não vai desistir da Santana, porque eu não vou permiti que você faça uma burrada dessas. – Falou ele decidido e sério.

- Puck, eu sou um desastre. Acho que eu sempre soube que está com a Sant era um sonho, e não ia durar muito tempo para que eu acordasse. – Falei sentando na cama.

- Ei. Ainda não acabou Britt. Você só tem que sair dessa cama. – Falou ele carinhosamente.

- Puck, só de lembrar o jeito que ela me olhou depois de ouvir a mensagem da Clair, f doí cada centímetro do meu corpo. Ela disse algo como: ‘’Mas o que eu podia esperar de você, não é?’’, me senti tão desmerecedora do amor que ela me dava. – Falei me lembrando da cena, doía tanto.

- O amor que ela ainda te dá. Você vai conseguir sua garota de volta. Chega de se remoer e se lamentar. Tudo o que você precisa é um banho, uma boa roupa e coragem. – Disse ele me puxando para fora da cama e me botando dentro do banheiro.

Ele já estava saindo, quando o chamei.

- Puck, você disse que não ia me ajudar a voltar com a Sant. – Falei, lembrando das claras palavras que ele tinha dito.

- Não estou fazendo isso por você. Estou fazendo isso pela Santana. Liguei ontem para ela e vi que precisava agir. – Falou ele se virando logo em seguida para sair do quarto, mas corri rapidamente, impedindo que ele se fosse. Queria saber como ela estava.

- Você falou com ela? Ela tá bem? Perguntou por mim? Onde ela está? Está sozinha? – Perguntei tudo em um fôlego só.

- Calma Brittany. Liguei ontem, depois que você subiu, para o celular dela. Foi a mãe dela que atendeu. Então isso responde quatro, de sua perguntas. Bom, perguntei como Santana estava e Maribel disse que a filha estava mal. Tinha passado a tarde inteira chorando. Perguntei se Santana tinha lhe contado o porquê, e ela disse que sim. – Explicou ele.

- Meu Deus, Maribel deve está me odiando. Imagina se o Ruan souber, ele nunca mais vai deixar eu chegar nem perto da Sant. Minha morena passou a tarde chorando, e tudo por culpa minha. Sou uma estúpida! – Lamentei uma vez mais.

- Maribel não parecia com raiva de você, mas deu pra perceber que não estava nada feliz com o estado atual da filha. E quanto ao Ruan, esse ai sim você tem que se preocupar. É realmente possível que ele não deixe você chegar perto da Santana nunca mais. – Falou meu amigo.

- Muito obrigada Puck. – Falei sarcástica, sentando no chão e me encostando da parede.

- Eu já disse, não vou passar a mão na sua cabeça. Você fez merda, e vai ter que consertar. Estou te ajudando, porque sei que Santana não vai ser feliz de verdade sem você. Porque mesmo com toda sua idiotice e estupidez, ela simplesmente te ama. – Falou ele sentando ao meu lado.

- Eu só quero minha Sant de volta. – Falei baixo. Não foi exatamente para o Puck. Parecia mais um pedido, do que um desabafo. Acho que estava falando pro mundo, pra Deus, sei lá. Eu só estava pedindo.

Brittany pov off

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Santana pov

Já era noite, e estávamos na casa de Lindsay. Tínhamos passado um dia realmente divertido. Esse dois são uma grande dupla. Depois do almoço, decidimos ir ao cinema. Depois fomos para o boliche. Foi incrível, eu não lembrava a última vez que eu tinha feito isso. Estava sem prática, então perdi. Mas os dois me consolaram com sorvetes e beijos. Depois do boliche Lindsay sugeriu um parque de diversões, e Harry simplesmente adorou a ideia. Então fomos para o parque.

Andamos em todos os brinquedos que a altura do Harry permitia. Ele encontrou uma amiguinha e foram brincar, então eu fiquei pela a primeira vez a sós com Lindsay, pelo menos por mais tempo do que na hora do café. Pensei que ela iria me perguntar sobre o que tinha acontecido e me encher de perguntas, mas não, ela simplesmente me deixou a vontade para que eu falasse. Se eu quisesse falar, falava, se não, tudo bem.

Então contei tudo o que tinha acontecido na manhã anterior. Ela escutava atentamente a tudo, e não me interrompeu, acho que ela viu que eu precisava falar. Pois mesmo eu falando pra minha mãe, era diferente. No final de toda a história, ela simplesmente me deu um olhar de conforto, pegou minha mão, e logo em seguida me deu um abraço forte. Naquele momento me senti amparada e protegida.

Ela disse que apesar de entender o fato de eu ter terminado com a Britt, eu tinha que dar uma chance para uma conversa. Uma conversa onde os nervos estivessem mais tranquilos, e as dores não tão expostas.

Eu sabia que mais cedo ou mais tarde, eu iria encontrar com a Britt, e provavelmente teríamos que conversar. Eu só não sei se queria olhar para ela uma vez mais. Acho a partir de agora, sempre que eu olhar para ela, irei ver a Clarice. Clarice... Vadia.

Mas fico ainda mais triste quando vejo que a culpa não foi da Clarice. Foi a Britt que beijou, ou pelo menos deixou que ela a beijasse. Foi a Brittany que ficou me acusando de ter um caso com a minha melhor amiga. Ela desconfiou de mim, do meu amor. Foi doloroso, e ainda é, lembrar daquele momento.

Bom, como eu disse, estamos na casa da Linds, e já tínhamos jantado. Harry já tinha dormido, e eu e a Li tomávamos um pouco de vinho. Eles realmente, fizeram o meu dia melhor. Tenho certeza que se estivasse ficado em casa, uma hora dessas eu iria está péssima.

Depois que eu contei tudo o que tinha acontecido para a Li, ela evitou tocar no assunto o resto do dia. E eu agradeci mentalmente por isso. Não queria lidar com aquilo por agora. Mas a realidade sempre nos bate a porta. Enquanto eu a contava algo sobre minha incrível infância travessa, recebo uma mensagem. Pego o celular distraída com a estória, e não percebo que era da minha loira.

-- Amor estou com tanta saudade sua. De seus beijos, seus abraços, sua voz, seu cheiro, seu sorriso.... Por favor, me dê a oportunidade de te ter de novo, Sant. Prometo que passarei o resto dos tempos tentando me redimir do que fiz. Quero poder está com você nos meus braços, dizendo em seu ouvido o quanto eu amo. Sant, você não imagina como estou arrependida. Me perdoa, amor. Te amo, e isso só vai aumentar, mesmo você não querendo, eu só sei te amar. Sua e sempre sua -- B

Lindsay me lançou um olhar preocupado. Ela perguntou com uma voz que não passava muito de uma sussurro se era a Brittany, e eu apenas assenti com a cabeça relendo cada palavra escrita, ou melhor, digitada.

- Vai ficar tudo bem San. Você vai ver. – Disse ela pegando minha mão. – E estarei aqui pra tudo o que você precisar, nunca se esqueça. Ok? Eu e o Harry. – Disse ela com um sorri doce.

- Eu sei. Obrigada. – Falei e lhe dei um abraço apertado. Era reconfortante ter alguém lhe protegendo, e lhe dando apoio. – Acho que tá na hora de eu ir.

- Você não quer dormir aqui? Tá tarde. – Sugeriu ela.

- Amanhã tem trabalho e acho melhor eu ir, mas se você quiser eu posso pegar um taxi. – Falei.

- Claro que não San. Poderia ir te deixar, e te pegar mil vezes se fosse preciso. – Falou ela gentilmente.

- Obrigada, mas uma vez já está de bom tamanho. Pelo menos por hoje. – Brinquei.

Harry dormia no sofá, então me aproximei e deu um beijo em sua bochecha.

- Diga pra ele, que foi realmente incrível o dia que tive com ele. – Pedi.

- Só com ele? – Perguntou fazendo biquinho, o que me fez ri.

- Não sua boba ciumenta. – Falei rindo. – Obrigada pelo dia. Eu me diverti muito.

- Sempre que precisar, você sabe onde nos encontrar. – Disse ela.

Saímos da casa em silêncio, para que Harry não acordasse. Se bem que acho, que nem se o mundo acabasse, ele iria acordar. Ele estava realmente cansado, e não era pra menos. Foi um dia de muitas atividades. Harry ficou com a empregada e nós fomos a caminho do meu apartamento.

O percurso foi feito em um silêncio confortável, que foi quebrado quando lembrei do presente que tinha recebido mais cedo. Peguei a rosa que Harry tinha me dado, que estava meio murchinha, mas ainda permanecia linda.

- Eu nunca tinha visto uma rosa azul. – Comentei.

- Elas não existem. – Disse Lindsay tirando sua atenção da estrada e olhando pra mim.

- Como assim ‘’elas não existem’’? O que é isso aqui? – Falei apontando para a flor.

- Digamos que elas não existem naturalmente, então. Elas são feitas a partir de variações genéticas. Meu pai trouxe algumas ontem, antes de viajar. Elas são realmente lindas. Sinceramente, acho até mais bonita que a rosa vermelha. Sei lá, é diferente. – Falou ela.

- Oh. Será que tem algum significado? – Perguntei olhando a rosa em minhas mãos.

- Pelo que sei, ela tem uma história. Mas flor azul, significa o inalcançável, respeito, admiração, desejo. – Explicou Lindsay.

- E qual é a história? – Perguntei curiosa.

- Não é tão bonita. Parece que uma jardineira foi contratada para cuidar de um jardim, que diziam ser, amaldiçoado por um demônio. As flores nunca cresciam, mas mesmo assim, a moça continuava a cuida com carinho das mesmas. E isso impressionou o demônio, que se apaixonou perdidamente pela a jardineira. Numa noite ele apareceu e pediu ela em casamento. A jovem disse que só se casaria com ele se ele encontrasse uma rosa azul. Ele completamente apaixonado, rodou o mundo procurando tal rosa. E quando finalmente achou, sua amada morreu. Ele então jurou sobre o tumulo dela, que a esperaria eternamente com a rosa azul. Assim, a rosa azul só vai aparece quando a jardineira voltar para os braços do amado. – Contou ela, dividindo a atenção da estrada e eu.

- Que triste! – Falei decepcionada com o fim.

- É um pouquinho. – Disse ele sorrindo da minha expressão de decepção com o final da estória. – Nem sempre dá certo San. Às vezes simplesmente te tiram que amam. – Falou ela com um sorriso triste, e tive certeza de que ela se referia a Megan.

Não disse nada, só botei minha mão sobre sua perna em sinal de conforto.

- Espero que seu irmão não tenha escolhido a flor, por esse motivo. – Falei brincando, quebrando o clima que se formara.

- Não, ele só escolheu essa porque é a cor do Power Ranger preferido dele. – Brinca ela, com um sorriso doce.

Enfim chegamos. Nos despedimos e ela foi embora. Eu subir em direção ao meu apartamento. Tudo o que eu queria era dormir, e me preparar, pois o dia seguinte seria difícil. Iria ver Brittany, e não tinha como fugir.

Amanhã... O que será que me espera?

Notas finais
Vocês estam liberados para dizer qualquer coisa?
Gsotaram? Espero que sim.
Alguém tem algum palpite sobre o que vai acontecer?
Se tiver, pode conpartilhar comigo. =D
Beijos