Notas iniciais
Bom, ta aí mais!
Queria agradecer pelos comentários. A minha ideia louca excluir a fic partiu de uma coisa que me falaram. Disseram que a fic era horrível, e que era melhor eu dessistir disso!
Mas decide ignorar essas coisas e simplismente abstrair.
Mudando de assunto, realmente quando escrevi a Lindsay, imaginei como sendo a Melissa. Por isso acho que tenho uma grande queda pela a personagem. kkkkk

Santana pov



Cheguei a um prédio bem alto depois de falar com Lindsay ao telefone. Ela não estava nada bem, então decidi não fazer muitas perguntas e só saber onde ela estava. Quando ela me disse em que local se encontrava, eu não fazia ideia de onde era. Mas graças à tecnologia, eu consegui encontrar. Demoraram uns vinte minutos para eu chegar.



O prédio era um pequeno hotel, pois apesar de alto, não era tão luxuoso, mas muito bonito e com uma aparência bem convidativa. Passei pela recepção onde inventei qualquer coisa para poder passar, já que Lindsay não estava hospedada e eles não iam me deixar subir sem que eu tivesse um bom motivo. Lindsay provavelmente subi escondida.



Entrei no elevador e fui direto para o ultimo andar. Não havia muitas pessoas transitando pelo hotel aquela hora. Chegando lá, vi uma porta onde dizia ‘’Acesso restrito’’, e era provavelmente o lugar que eu estava procurando. Abri a porta, e subir alguns degraus até chegar à parte de cima do prédio.



A noite estava fria e vento era forte, principalmente ali em cima. Senti um frio na espinha ao pensar aqui altura eu estava, já que tenho um pouquinho de medo de altura. Eu conseguia ouvir o barulho do vento forte ao passar por mim de forma violenta. Mas dentre esse barulho ouvir um muito semelhante ao que eu tinha escutado há alguns minutos atrás.



O choro baixo de Lindsay.



Percorri o olhar por todo o lugar e a vi a alguns metros de mim. Ela estava sentada perto da borda do prédio, abraçava as pernas, onde parecia buscar algum conforto. Não sei o que aconteceu com ela, mas faço qualquer coisa para não vê-la assim.



Não queria assusta-la e com isso provocar um acidente, então chamei seu nome de onde eu estava.



- Li!



Ela olhou pra mim e deu um sorriso fraco. Aproximei-me e sentei ao seu lado. Ficamos em silêncio durante alguns segundos. Eu queria que ela tomasse a iniciativa e contasse por vontade própria. E foi o que aconteceu.



Lindsay pov



- Há uns anos eu conheci uma menina. – Depois de um longo suspiro começei a falar. O choro que já tinha sessado. Ou pelo menos do lado de fora ele não aparecia, mas por dentro ele continuava. A vontade minha era de simplesmente chorar. – Ela trabalhava em uma biblioteca, como assistente. O nome dela era Megan. A menina mais linda que eu já tinha visto. Cabelos pretos, olhos azuis, e a pele branca. Ela não precisava trabalhar lá, já que sua família era rica. Mas ela dizia que era bom pelo menos fingir para si mesma que ela independente e também uniu o útil ao agradável, pois que ela adorava livros. Eu me apaixonei assim que eu a vi. Nós conversávamos por horas, e era sempre divertido. Queria chama-la pra sair, mas como eu sou a pessoa mais tímida da face da terra, não tive coragem de fazer nada. Eu comecei a ir à biblioteca mais frequentemente, só pra vê-la. Depois de quase um mês, eu decidi que iria convida-la para sair. Só que quando cheguei lá disseram que ela havia se demitido. Eu fiquei triste, me culpando por não ter dito nada antes, e quando eu ia saindo da biblioteca, ela estava do lado de fora escorada no meu carro. Eu me aproximei com um sorriso tão grande, que eu parecia a pessoa mais idiota do mundo. E eu era. Perto dela eu não conseguia evitar ficar assim! E ela disse:



- Eu sabia que você iria vir, mas demorou um pouquinho. Já ia entrar lá, pra ver se você tinha sido sequestrada.



- Você estava me esperando? – Eu perguntei sentindo meu coração começando a acelerar.



- E por quem mais eu iria vir aqui? Tive que me demitir, pois vou trabalhar na empresa do meu pai. Não estava muito empolgada com isso, até porque tive que pedir demissão da biblioteca e não ia mais te ver. Então decidir vir aqui, passar por cima da minha timidez repentina, já que não sou tímida, mas perto de você eu fico assim, e perguntar se você quer sair comigo.



- Eu não conseguia para de sorrir depois desse dia. Nós saiamos muito. Divertíamo-nos tanto. E pouco tempo depois começamos a namorar. Foi o período mais feliz de toda minha vida. Estávamos namorando a quase três anos, quando em um dia ela passou muito mal, o que já estava virando uma coisa frequente, então eu a levei ao hospital. Ela pediu pra conversar com o médico dela sozinha, mesmo não querendo eu assenti. Depois de alguns minutos nós fomos para casa e ela disse que precisava ficar sozinha por um tempo. Eu não queria sair, mas ela insistiu e foi o que eu fiz. Fui pra minha casa. Já tinha se passado uma semana desde a última que tinha falado com Megan. Eu ligava, ela não atendia. Eu ia a casa dela, ela não estava. Eu estava ficando louca com isso, quando ela apareceu na minha porta chorando. Eu a abracei e ela me disse o que me pegou totalmente despreparada e acabou com meu mundo. Nosso mundo.



- Baby, eu estou com câncer. E só tenho mais alguns meses de vida. – Falava ela chorando. – Eu te amo tanto amor. Não quero te deixar. Não quero sair de perto de você.



- Eu simplesmente não consegui evitar as lágrimas que vieram quase que automaticamente depois dessas palavras. Nós passamos o resto do dia chorando abraçadas na minha cama. Eu não conseguia entender como isso não tinha sido descoberto antes, mas não obtive a resposta. E eu nem queria respostas para nada. Só queria acordar no outro dia, e tudo não tivesse passado do pior pesadelo do todos. Mas não foi. Assim como os outros dias que se seguiram. Os médicos disseram que não poderia fazer nada, já que tumor estava em uma parte muito delicada na cabeça, e que seria muito arriscado, e eles nunca tiveram êxito com aquela cirurgia antes. Megan disse que não queria fazer a cirurgia, e sim viajar comigo. Viver o que tinha pra viver e esquecer do que estava acontecendo. Todos acharam uma péssima ideia, inclusive eu. Mas como Megan sempre conseguia o que queria, isso não foi diferente.



- Baby, não quero ficar mofando em uma cama de hospital esperando a morte vir me pegar. Já que infelizmente é isso que vai acontecer. Eu quero sair por ai, e amar você todo dia, mais e mais. Enquanto eu posso, eu quero simplesmente viver. Eu quero viver, amor! – Falava ela com algumas lágrimas em seus olhos.



Os médicos disseram que seria melhor do que ela ficasse em casa ou em um hospital enclausurada, pois poderia diminuir os poucos dias que minha namorada tinha. Então nós saímos de viagem. Ela tinha feito uma lista de lugares que nós tínhamos que ir. E esse hotel era um deles. Foi o primeiro lugar que fomos, pois foi aonde ela vinha passar as férias com a avó quando era criança. Passamos dois dias incríveis aqui. Eu tentava não pensar no que iria acontecer e ela tentava não pensar no estava acontecendo. Nós fomos tão imensamente felizes nos meses que se passaram. Parecia que nada iria nos fazer mal, vivíamos todo dia, como um conto de fadas. Fazíamos o que queríamos fazer. Mas a realidade bateu a nossa porta assim que voltamos da nossa pequena aventura pelo mundo. Megan foi internada e depois de uma semana meu amor foi embora pra longe de mim. – Disse Lindsay deixando que as lágrimas caíssem. Eu não sabia muito bem o que fazer, pois realmente isso me pegou de surpresa. – Enquanto ela estava internada, eu não sai de lá nem um segundo. Eu praticamente estava internado junto com ela.



- Você vai ser ainda muito feliz baby. – Disse ela enquanto eu segurava sua mão e deixava algumas lagrimas rolarem. – Eu te amo tanto sua chorona. Desde a primeira vez que te vi. Você é a pessoa mais importante da minha vida, e eu nunca vou ter como colocar em palavras o tamanho do que eu sinto por você. Por que o que eu sinto é inexplicável, e também porque eu não tenho muito tempo. – ‘’Brincou’’ ela, com uma risada triste. — Desculpa por qualquer coisa que eu tenha feito, que tenha te magoado. Perdoa-me por demorar pra te chamar pra sair. Desculpa-me pelas minhas infantilidades, pela minha péssima memória, pela minha falta de atenção, pela minha impulsividade. – Falava ela não conseguindo conter o choro. – Eu queria tanto casar com você, ter uma filhinha igualzinha a você. Com seu sorriso e sua bondade, com seu hábito de mexer no cabelo quando está nervosa, e principalmente seu coração. Que é tão grande quando o mar e o céu. Mas não posso te dar nada disso, baby. Me desculpa! Eu não queria te deixar amor. Eu queria tanto acordar, e ver que isso não passa de mais um pesadelo. Ai eu simplesmente te abraçaria pelo resto da noite. – As lágrimas só aumentavam. — Me promete que você ainda vai ser muito feliz. Vai realizar todos os seus sonhos, mesmos eu não estando aqui pra presenciar todos eles. Vai conhecer alguém legal e que te ame. Mas ninguém nunca vai conseguir te amar o tanto quanto eu te amor.



- Para Megan! Chega desse papo. – Falei limpando as lágrimas do meu rosto. – Para amor! Eu não quero que você vá.



- Nem eu baby. Nem eu. – Falou ela me abraçando. – Não esquece de mim amor. Por favor, não se esquece de mim.



- Como eu poderia? Eu sou você, e você sou eu. Lembra?



Lindsay pov off



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Santana pov



- Hoje ela estaria fazendo aniversário. Estaria perto de mim, com aquele sorriso que eu amava, me fazendo rir de alguma coisa boba que ela fez.



- Eu sinto muito Li. – Foi tudo oque eu consegui dizer, e segurei na mão dela.



- Eu também. – Disse ela com um sorriso triste. – San, desculpa fazer você vir aqui e ouvir toda essa história.



- O que? Não peça desculpa! Nós somos amigas e eu sempre que você quiser me chamar pra ouvi-la falar, não pense duas. – Falei percebendo que ela já estava mais tranquila. – Sua mãe está preocupada com você.



- Eu percebi pelo tanto de vezes que ela me ligou. Mas eu precisava disso. É o primeiro aniversário dela, sem ela. É tão difícil!



- Eu não posso nem dizer que imagino, pois não vai chegar nem a metade do que realmente é.



- San, parece que uma parte de mim simplesmente foi embora junto com ela.



- Eu sinceramente não esperava por isso. Realmente sinto muito. Li, você pode contar comigo pra tudo.



- Obrigada San.



- No trabalho você parecia bem. – Falei lembrando que realmente não tinha visto nada de diferente nela, apesar de estar um pouco distante.



- Eu sou uma profissional! – Disse ela com uma risada triste, tentando mudar o clima que estava estagnado ao nosso redor. – E eu tentei ficar firme até o final do dia, mas uma velha amiga da Megan que mora aqui, me viu e começou a falar e falar. E isso me ajudou a quebrar!



- Você quer ir pra minha casa, em vez de ir pra sua? Pois acho que a Dona. Marie Thompson não vai lhe dar descanso, por conta do seu sumiço. — Perguntei.



- Se não for incomodo. Seria ótimo não ter que lidar com a preocupação da minha mãe hoje. – Falou ela levantando.



- Ela só ficou com medo de você fazer alguma besteira. E não é incomodo nenhum sua boba. – Falei levantado e caminhando com ela em direção a escada.



Nós saímos do hotel e fomos para meu carro. O caminho para o meu apartamento foi silencioso. Quando chegamos à frente do meu prédio eu parei e buzinei, pois como era de costume por aqui, o porteiro não estava na portaria.



- San, eu posso só te pedir uma coisa? – Perguntou ela finalizando o silencio.



- Claro! – Respondi rapidamente.



- Por favor, não comenta isso com ninguém. Nem com a Brittany. Prefiro que isso fique só entre nós. Quanto menos pessoas souberem disso, melhor. – Falou ela.



- Tu do bem Lind. Não se preocupe, ninguém vai saber de nada. – Disse com um sorriso acolhedor. E a abracei.



O porteiro apareceu e abriu o portão do estacionamento. Então entramos.



Subimos e acomodei-a no quarto de hóspedes. Fui até a sala e peguei meu celular pra ligar para a mãe da Lindsay, mas ele estava descarregado. Então voltei ao quarto de hóspedes.



- Li, me empresta seu celular para eu ligar pra sua mãe. – Pedi.



Ela me entregou. Liguei e expliquei rapidamente e sem detalhes o que tinha acontecido. Desliguei e devolvi o celular. Quando ia sair do quarto, Lindsay me chama.



- Obrigada San! – Disse ela. – Eu nunca tive nenhuma amiga assim, e é muito bom ter. Obrigada por ser minha amiga.



- Obrigada você! – Falei sorrindo, e ela logo me devolveu com um sorriso lindo. Aquele que adoro ver nela. Não gosto de vê-la triste, principalmente quando o motivo é tão trágico e a meu ver injusto. Espero que ela supere toda essa dor! – Você não sabe o quão é bom ser sua amiga.



Ela riu.



- Acredito! – Disse ela sarcástica.



- Se não acredita, o problema é seu. – Falei rindo. – Boa noite Li.



- Boa noite San.



Sai do quarto, e fui me preparar para dormir. Estou me sentindo exausta, de repente. Tomei banho, escovei os dentes e fui pra minha cama.



Foi realmente triste o que aconteceu com a Li. Deve ser muito difícil passar por uma coisa dessas. Se fosse comigo. Se eu perdesse a Britt dessa forma, não sei o que eu faria. Parece-me tão injusto. Imagina viver em um mundo onde seu amor não vive. Acho que preferia morrer junto. Pode até parecer drástico demais.



Mas só quem ama sabe o que seria capaz de fazer pelo seu amor. Se Brittany não estivesse aqui é difícil ver um motivo para eu também estar.



Não sei o que eu faria se acontecesse algo assim comigo!



Santana pov off

Notas finais
Espero que tenham gostado! Seria bem legal ler os comentários de vcs. Então, comentem!