Notas iniciais
Olá pessoas!!
Eu com toda certeza posso me acostumar com essa vida de feriado, pena que passou tão rápido. Segunda sem aula(pelo menos aqui em Fortaleza foi assim) e quinta e sexta tbm, essa semana foi um paraíso!!
Minha gente, vcs estão me deixando confusa.. Emily ou Quinn?
Vamos ao cap.. ENJOY!

Já tinha anoitecido e Santana, Puck, Lindsay, Susan e Maribel continuavam a espera de noticias sobre Brittany, enquanto o Comandante e o resto da corporação que se encontrava lá, tiveram que voltar para o quartel e continuar com o trabalho.

Na verdade, Santana e Lindsay ainda estavam no hospital como pacientes. Apesar de não correrem nenhum tipo de risco, ambas não tinham recebido alta dos seus respectivos médicos.

A latina tinha um olhar perdido, enquanto Lindsay ficava ao seu lado e segurava sua mão. Puck também estava ali ao lado da latina. Eles permaneciam em silencio, cada um, com seus respectivos pensamentos, quando Marie, mãe de Lindsay, aparece na sala ganhando a atenção dos três. Lindsay rapidamente foi ao encontro de sua mãe, que a abraçou fortemente.

- Você está bem meu bebê? Você está parecendo um pouco pálida... Perdeu muito sangue? – Perguntava a mulher mais velha preocupada.

- Mãe, eu estou bem. Só foi um susto. – A tranquilizou Lindsay.

- E o que aconteceu exatamente? – Perguntou ela.

- Depois eu conto mãe. Já não sei quantas vezes eu tive que repetir essa estória hoje. – Disse Lindsay que realmente estava cansada de falar a mesma coisa, pois ela teve que contar para os colegas que queriam saber o que tinha acontecido, mas não queriam perguntar para Santana, pois a morena parecia ainda muito fragilizada.

- Tudo o que a senhora tem que saber, é que a sua filha salvou a minha vida. – Falou Santana se aproximando das duas mulheres.

- Meu bebê é uma super-heroína? – Perguntou Marie olhando para Lindsay. – Espera só, quando o Harry souber disso ele vai ficar muito orgulhoso de você.

- E onde ele tá? – Perguntou Lindsay interessada.

- Eu o deixei com seu pai, que por acaso está muito preocupado com você, mas sabe como ele é, né?! Disse que não queria vir e que eu tinha que voltar com você pra casa. – Revelou a mulher.

- Eu não posso ir ainda mãe. Não recebi alta. E mesmo assim, acho que vou ficar aqui com a San. – Disse Lindsay olhando para a latina.

- Não Li, não precisa. Vai pra casa depois que você receber alta. Vai pra casa, descansa e depois você dá uma passada aqui. – Falou Santana.

- Não San, eu quero ficar aqui. – Disse Lindsay.

- Não... Sério, por favor, vai pra casa. Você já me salvou, agora eu quero que você vá pra casa e cuide desse braço. – Pediu a latina.

- ... Ahh, tá bom. – Cedeu Lindsay mesmo não gostando da ideia. Ela queria ficar ali e dar apoio a amiga. Não queria deixar Santana naquele momento, mas ela tinha que admitir que sentisse cansada e não seria uma má ideia dormir em sua cama. — Mas qualquer coisa você vai ter que me ligar. Entendeu Lopez? Qualquer coisa que acontecer você vai me ligar. Se você tossir, eu quero que me ligue e fale ‘’Ei Li, eu acabei de tossir!’’. Entendeu? – Falou Lindsay autoritária, o que fez a morena rir.

- Entendido Senhor! – Respondeu Santana batendo continência em brincadeira a dramaticidade da amiga.

Depois de alguns minutos, Lindsay e Santana receberam alta. Lindsay, como havia prometido para a latina, foi pra casa junto com a mãe. Já a morena continuava ali esperando noticias de Brittany, junto com Puck, Maribel e Susan.

Susan não tinha trocado mais nenhuma palavra com os outros três. Permanecia calada, sentada longe de todos e evitava a todo custo olhar na direção de Santana. Quando o médico responsável pelo caso de Brittany chegou até a sala de espera, foi recebido por quatro olhos preocupados, que não ousaram perguntar nada, apenas esperavam sobre notícias da loira.

- Senhora Pierce, a Brittany ainda está nos cuidados intensivos, mas o inchaço no cérebro diminuiu e ela não irá precisar de cirurgia ou cateter intracraniano. Espera-se que ela se recupere totalmente, mas só vamos ter certeza quando ela acordar e fizermos os primeiros testes. Vocês podem ficar tranquilos, pois ela já está fora de perigo. – Explicou ele tranquilizando os quatro.

- Então tá tudo bem com ela, não é doutor?! – Perguntou Puck para certificar-se de que estava entendendo o que era dito pelo homem mais velho.

- O quadro dela está melhorando a cada minuto, mas como eu disse, só vamos poder ter certeza de que não ficará nenhum tipo de sequela, amanhã. – Disse o médico. – A parte onde recebeu a pancada, foi o local onde guarda as memórias, então estamos um pouco receosos quanto a isso.

- Vocês acham que ela pode ter perdido a memória? – Perguntou Susan.

- Não posso afirmar nada, mas é uma possibilidade. – Disse ele. – Não vamos nos precipitar. Só veremos isso amanhã.

- E podemos ver ela? – Perguntou Santana, com olhos suplicantes.

- Receio dizer senhorita, que só a família poderá vê-la hoje. Como eu disse, ela ainda está nos cuidados intensivos, então qualquer visita que ela tiver, terá que ser bem rápida. – Respondeu ele com pesar, pois via o tamanho da preocupação nos olhos da morena a sua frente. Mas eram as regras e ele não poderia muda-las.

- Então doutor, o senhor pode me levar onde ela está? – Perguntou Susan.

- Tudo bem. – Ele assentiu e começou a se dirigir a área dos cuidados intensivos, sendo seguido por Susan.

- Hija, não se preocupe. Ela vai ficar bem. – Disse Maribel para Santana, que tinha uma expressão frustrada por não poder ver sua namorada e pelo comentário de que ela poderia está sem memória. – Querida, amanhã quando ela acordar, você poderá vê-la. Agora não há nada que possamos fazer, então vamos pra casa, pois você também precisa descansar.

- Não madre, eu não vou sair daqui. – Disse Santana decidida. – Eu não vou conseguir dormir direito antes de vê-la. A senhora pode ir, mas eu ficarei.

- Santana, vá pra casa, tente dormir e comer alguma coisa. Você também sofreu um acidente e precisa de cuidados. – Falou Puck. – Como sua mãe disse, não a nada que possamos fazer. Eu também vou pra casa, pois amanhã terei que voltar ao trabalho.

- Tudo bem Puck, pode ir. Mas eu vou ficar só mais alguns minutos, ok? – Disse Santana.

- Se você prefere assim... Mas vá para casa. Amanhã a Britt vai precisar de você. – Falou ele dando um abraço na nas duas mulheres.

- Tchau Puck. – Disse ela enquanto ele ia embora.

Maribel disse para a filha que iria pegar alguma coisa para que Santana comesse, já que a morena ainda não tinha comido nada, pois sempre que a mãe oferecia ela recusava, mas dessa vez ela aceitou. E assim Maribel foi, deixando Santana sozinha na sala de espera.

Quando a latina mais velha ficou fora de vista, a morena seguiu até a recepção. Ela não ia desistir de vez Brittany. Chegando ao local, encontrou a recepcionista que já conhecia.

- Oi Mercedes. – Cumprimentou ela, se aproximando do balcão.

- Oi Santana. – Falou a mulher. – Eu fiquei sabendo da Brittany. Sinto muito.

- Obrigada. – Agradeceu a morena sinceramente. – Olha, eu queria saber se o Spencer vai dá plantão hoje.

- E pra quê você quer saber isso, senhorita Lopez? – Perguntou uma voz atrás da latina, que logo ela notou como sendo o próprio Spencer. Ele tinha acabado de chegar para ficar de plantão.

- Oi Spence. – Falou ela.

- O que aconteceu com seu braço? – Perguntou ele vendo a tipoia.

- Longa estória. – Desconversou ela. Santana não estava afim de contar toda estória de novo, estava ficando cansativo. — Eu preciso que você me faça um favor. – Disse ela direta.

- O que você deseja? – Perguntou ele andando para sua sala, sendo seguido por Santana.

- Eu sofri um acidente com a Brittany, minha namorada, hoje no trabalho. A louca da ex da Britt tentou matar a gente, mas isso não vem ao caso... – Falava ela rapidamente.

- O quê? Você sofreu um acidente? – Perguntou ele preocupado.

- Mas eu estou bem, só tive uma fratura. A Britt é que tá numa situação mais séria. Ela teve um traumatismo craniano e um inchaço no cérebro, mas já está melhor, segundo o médico. – Explicou ela.

- E o que você quer de mim querida? – Perguntou ele gentilmente, sentando em sua cadeira.

- Ela está na área de cuidados intensivos e eu não posso vê-la, já que não sou da família... – Disse ela sendo interrompida por ele.

- E você quer que eu dê um jeito para que você a veja? – Perguntou ele.

- Exatamente, Spence. – Afirmou ela. – Você vai fazer isso por mim?

- Me diz o que eu não faço por vocês, Lopez? – Brincou ele, se levantando e recebendo um sorriso brilhante de Santana. – Tem alguém com ela agora? – Perguntou o homem.

- A minha ‘’querida’’ sogra estava com ela ainda pouco. Não sei se ela já foi embora, já que o médico disse que ela não poderia passar muito tempo. – Esclareceu a morena.

- Vejo que não gosta dela. – Constatou Spencer, enquanto caminhava para o leito de cuidados intensivos e Santana também.

Ele chegou a área e pediu para que a morena esperasse para que ela visse se tinha alguém com Brittany. E assim ela fez, ficou lá esperando alguns minutos até vê-lo voltando.

- Eu falei com o Brad, o responsável pelo caso dela, e pedi para que você a visse. Depois de muita insistência ele permitiu. Não tem ninguém lá, sua sogrinha já foi embora. Então aproveite. – Falou ele.

- Eu vou poder vê-la? – Perguntou Santana animada.

- Vai sim. Agora, terá que ser breve. – Respondeu o homem.

- Obrigada Spence. – Falou ele dando um beijo na bochecha do médico. – Se você ver minha mãe, diga pra ela onde estou.

- Tudo bem. – Assentiu ele. – Seu pai sabe o que aconteceu?

- Espero que não, se ele souber disso ele vai surtar. É capaz de não me deixar ver a Britt nunca mais. – Disse ela lembrando de seu pai, que ainda estava viajando.

- Você sabe que mais cedo ou mais tarde ele vai acabar descobrindo, né?! – Falou ele.

- Que seja mais tarde então. – Disse a morena. E logo o médico responsável pelo caso da loira a chamou e lhe apontou a porta do quarto de Brittany.

Ela parou em frente a porta e respirou o mais fundo que pode. Enfim poderia ver sua namorada, enfim poderia ter um pouco de conforto. Pois mesmo não podendo falar com Brittany, a presença da loira já fazia toda a diferença.

Ela então entrou no quarto, e viu sua namorada dormindo tranquilamente com alguns aparelhos ligados a ela. Aproximou-se lentamente da cama, até que chegou ao lado de Brittany. Santana a olhou com toda a atenção e carinho que se era possível. Acariciou o rosto com a delicadeza de quem tem medo de quebrar o se toca. Olhou para a mão da loira que descansava em cima do abdômen da mesma, e a segurou gentilmente.

Sentou ao lado da namorada com todo o cuidado e passou a fazer um pequeno cafuné nos cabelos loiros enquanto olhava para cada detalhe do rosto de Brittany.

- Amor... Você não imagina o quanto me assustou hoje. – Falava ela, com uma voz que não passava de um sussurro. – Eu tive tanto medo de te perder... Nunca mais faça isso... Eu não sou tão forte quanto pareço... Parece que quando envolve você, minhas forças desaparecem... Não sei o que faria se algo acontecesse com você... Estão todos torcendo para que você se recupere rápido. O Puck estava aqui até pouco tempo atrás, mas ele teve que ir. Ele também queria te ver, mas só os familiares poderiam entrar. Eu pedi pro Spence me ajudar a te ver, porque sabia que não conseguiria ir pra casa e dormir sem antes ter certeza de como você estava. – Disse Santana com os olhos dando sinais de que algumas lágrimas estavam por vir. – Amor, só quando você acordar é que eles irão ver se ficará alguma sequela. O médico disse que a pancada atingiu onde você guarda as memórias... Por favor... Que você se recupere totalmente. E por favor... Que você não se esqueça de mim... Da gente... Por favor, Britt... Não se esqueça... – Terminou Santana, deixando as lágrimas enfim caírem.

Ela levantou e pegou uma cadeira que tinha próxima, e levou para o lado da cama. Sentou e ficou ali, segurando a mão da namorada e guardando seu sono. Até que o cansaço bateu e seus olhos começaram a se fechar. E assim ela dormiu junto a loira.

(...)

Maribel entrou no quarto onde Santana estava com Brittany e viu a filha dormindo, segurando da namorada. Spencer tinha lhe dito que Santana estaria com Brittany, então ela deixou que a filha ficasse o quanto quisesse, mas o médico tinha pedido para que a latina saísse e elas tinham que voltar pra casa. Então ela acordou a morena lhe chamando baixinho.

- Vamos querida... Você já a viu, agora vamos pra casa. Está tarde e amanhã tenho certeza que você vai querer vir cedo. – Disse Maribel.

- Tudo bem madre. – Assentiu a latina, sabendo que sua mãe estava certa. E ela se sentia exausta.

- Eu estou te esperando lá fora. – Falou a mulher mais velha saindo, recebendo um aceno de cabeça como resposta.

Santana voltou sua atenção para a loira que continuava a dormir profundamente.

- Amor, eu vou pra casa, mas amanhã eu estarei aqui... – Falava ela alisando o cabelo da namorada. – Eu queria passar a noite aqui, mas não posso, pois eles não deixam e eu me sinto simplesmente exausta. Mas prometo que amanhã cedo eu estarei aqui... Eu amo você... – Falou ele se aproximando dos lábios, agora meio pálidos, da loira e dando um selinho. – Tchau amor...

E com isso ela caminhou para a porta, mas antes deu uma ultima olhada para Brittany e enfim saiu.

O caminho para casa foi em silencio. Ela não queria falar e Maribel sabia que a filha precisava de espaço. Elas chegaram e Santana foi logo para o banho. Maribel preparou um lanche para a filha, já que a mesma não tinha comido nada.

Santana chorou um pouco mais no banho. Pensar que talvez Brittany não lembrasse mais dela, fazia seu coração doer. Mas decidiu parar de chorar e saiu do banho. Trocou de roupa no seu antigo quarto e logo sua mãe apareceu com um lanche, que ela comeu sem objeção. Depois de comer, escovou os dentes e se deitou na antiga cama e Maribel a cobriu, como fazia quando a morena era mais nova.

- Boa noite mi hija. – Disse Maribel beijando a testa da filha.

- Boa noite madre. – Falou Santana. E quando a mãe estava a ponto de sair do quarto, ela a chamou. – Madre...

- Sim querida...

- A Britt vai lembrar de mim, né?! – Perguntou ela.

- Ela jamais esqueceria de você, mi tesoro. – Afirmou Maribel saindo do quarto logo em seguida.

E assim Santana dormiu, com o último pensamento sendo na loira que dormia a quilômetros dali.

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Santana acordou com a claridade invadindo seu antigo quarto. Ela logo olhou o despertador para ver que horas eram, e viu os ponteiros mostrarem ser 08h13min a.m. A morena levantou e foi para o banho. Fez toda sua higiene matinal e se trocou. Desceu as escadas e deu de cara com sua mãe fazendo café.

- Madre, eu já vou para o hospital. Posso pegar seu carro emprestado né? – Perguntou a latina, já que seu carro ainda estava no quartel.

- Não. – Respondeu Maribel simplesmente, fazendo Santana arquear as sobrancelhas.

- Como assim não? Por quê? – Perguntou a morena exasperada.

- Santana Lopez, você vai sentar nessa cadeira e vai comer seu café da manhã. – Disse Maribel firmemente fazendo a morena bufar. – Pode bufar, espernear, fazer o que quiser, mas você vai ter que tomar esse café da manhã. E eu vou com você até o hospital.

A latina não discutiu e comeu o café da manhã o mais rápido que pode, recebendo várias broncas da mãe, mas não importava, tudo o que ela queria era chegar ao hospital e ver Brittany.

Elas então terminaram e foram ao hospital. Chegando lá, viram Spencer e foram falar com ele, pois ele tinha garantido que ficaria a par do caso de Brittany.

- E ai, alguma novidade Spence? – Perguntou Santana.

- Ela foi transferida para um quarto normal agora a pouco. Parece que ela está acordada e a sua sogra está com ela. Você pode vê-la, ela está no quarto 22.

Logo as duas mulheres estavam caminhando para o quarto que Spencer tinha lhes indicado. Santana estava extremamente nervosa, mas tentava se controlar. Ela precisava.

Elas pararam em frente ao quarto e Maribel disse que esperaria para ver Brittany, e que Santana entrasse primeiro. E assim a morena fez. Abriu a porta lentamente e como esperava, Susan estava lá. Brittany estava sentada na cama conversando com a mãe e assim que viu a latina, parou de falar.

Santana não sabia o que fazer, pois mesmo que Brittany lembrasse de Susan isso não indicava que lembrava dela. E com isso a latina ficou ali parada olhando para a loira, que pois um fim o silencio que se formou e falou.

- Quem é você?

Notas finais
Não tirem conclusões precipitadas, é só um aviso!! Não me matem, as coisas acontecem, é a vida!
Comentem por favor!!!