Love And Fire - Brittana
37 Capítulo 37
Notas iniciais
Espero que não estejam tão bravos com a demora.
Obrigada por todos os coments do capítulo passado. Bom, até agora a Emily está sendo a mais votada para ser a namorada da Lind... Mas tbm me sugeriram a Quinn,então verei o que vou fazer.
Vamos ao cap. ENJOY!
Santana pov
Depois de finalizar a ligação com a minha madre, fiquei ali sentada na maca durante alguns minutos, pensando no que tinha acontecido e no que Susan tinha me dito.
Sei que não tive culpa pelo que aconteceu, mas por que me sinto como seu eu fosse a culpada? Sei que quem deveria está no lugar da Britt, era eu, já que a vadia da Clarice queria me matar. E a Linds levou um tiro porque foi me defender. Se acontecer alguma coisa com minha namorada ou com minha melhor amiga, eu acabo com a Clarice!
Ainda não acredito que ela fez isso, parece que a ficha não caiu. Tomara que ela vá para um sanatório e não saia nunca mais de lá. Ela está louca, e lugar de louco é no hospício!
Decidi sair do quarto e seguir para a sala de espera, onde com certeza estariam todos os nossos colegas a espera de notícias. Levantei da maca e sai do quarto silenciosamente, pois se a enfermeira me visse ia falar para que continuasse no quarto, já que eu ainda sou uma paciente. Como eu esperava, estavam todos lá inclusive Puck, que tinha a feição preocupada e assim que me viu, levantou e veio ao meu encontro começando a fazer uma espécie de inspeção em meu corpo à procura de algum ferimento.
- Eu estou bem, Puck... – Falei para despreocupa-lo quanto a mim, já que só tive uma pequena fratura no braço e alguns arranhões.
- Só estou me certificando... Já que eu não estava na hora que isso aconteceu, eu tenho obrigação de cuidar de vocês agora... – Falou ele me dando um sorriso triste. Nesse momento Lindsay apareceu com o braço também em uma tipoia, e veio ao nosso encontro.
- E ai? Alguma notícia dela? – Perguntou ela.
- Ainda não... – Respondeu Puck. – Você está bem?
- Sim, foi só um arranhão. – Falou ela fazendo pouco caso do ferimento.
- Um arranhão né? E você estava chorando de dor no caminho pra cá, por causa de um arranhão? – Perguntei, tentando aliviar o clima que se encontrava. – Você falava ‘’San eu acho que vou morrer’’, ‘’Talvez não tenha sido de raspão, mas sim ter pego em um órgão vital. Tá doendo muito!’’. – Falei imitando-a. Lindsay ria e Puck também.
- Obrigada por ter feito o que fez... – Falou Puck para Lindsay.
- Faria de novo e de novo. – Respondeu ela olhando pra mim sorrindo.
- Santana e Lindsay, vocês poderiam nos contar agora o que aconteceu? – Perguntou o Comandante chamando nossa atenção.
- Eu e a Briit estávamos na ambulância parada, esperando a Linds, quando um carro nos atingiu. Quando eu acordei, procurei a Britt e ela já estava desacordada, ai a Clarice apareceu me mandando sair de perto da dela, eu falei que não e ela apontou uma arma pra mim...
- A Clair tá com o juízo nos pés... – Falou Puck indignado.
- Quando eu vi que a nossa ambulância tinha sido atingida, corri em direção ao veículo, mas antes de me aproximar percebi que era a Clarice que estava dirigindo. Como não tive sinal das duas de dentro da ambulância, decidir chamar ajuda. – Esclareceu Lindsay.
- Enfim... Ela me mandou sair da ambulância e eu sai, pois ela tinha ameaçado atirar na Britt e eu não ia pagar pra ver. Percebi que a Li já tinha chamado a polícia e outra ambulância, então sinalizei pra ela ajudar a Britt enquanto eu distraia a Clarice levando-a para longe da ambulância. – Falei lembrando e sentindo cada sensação que tive naqueles momentos. — Então eu comecei a caminhar para longe da ambulância junto com a Clarice, para que os outros paramédicos pudessem chegar até a Britt. – Falei tendo as cenas fixas em minha mente.
- Então eu e os policiais, nos aproximamos delas. Eles estavam com as armas apontadas para a Clarice, mas ela parecia não vê-los ou não se importava com a presença deles ali. – Contou Lindsay que dividia a atenção entre os olhares atentos de Puck, Will e o resto dos colegas que escutavam a estória.
- Eu comecei a confronta-la e parecia que a cada palavra que eu dizia, ela perdia o que restava de sua sanidade. Se é que restava alguma coisa pra ela perder. – Falei lembrando do olhar doentio que Clarice me lançava.
- Quando eu percebi o que ela ia fazer, corri e empurrei a San, ai o tiro me atingiu. Os policiais enfim renderam ela e a algemaram. – Finalizou Lindsay.
- A Clarice tem que ser presa ou mandada para um manicômio! – Exclamou Puck.
- E vamos trabalhar para que isso aconteça, mas agora temos que ater nossa atenção para Brittany. – Disse Will pegando em meu ombro. – Ela vai ficar bem.
- E Se ela não ficar a culpa vai ser sua, Lopez. – Falou uma voz atrás de mim, que logo reconheci como sendo da minha querida, adorável e amável sogra.
Santana pov off
- Nem vem Dona Susan... Pode ir parando com esse seu ataquezinho. Deixa a Santana em paz, você sabe que ela não tem culpa de nada. – Falou Puck tomando a frente da latina. – Quem tem culpa de alguma coisa é a cretina da Clarice, que perdeu o juízo.
- Cale a boca Puckerman, eu estou falando com essa latina metida. – Disse Susan se aproximando e ficando frente-a-frente com a morena. – Cadê a Brittany? – Perguntou ela para Santana.
- Nós ainda não temos notícias, senhora Pierce. – Respondeu Will por Santana, que apenas encarava a mulher a sua frente.
- O que foi? Ela não sabe mais falar e alguém tem que responder as coisas por ela. Perdeu a fala, Lopez? – Falou a mulher ríspida.
- Olha Susan, não estou com paciência para discutir com você. Nós ainda não tivemos notícias sobre o estado da Britt, mas estamos aguardando. Agora, pare de me culpar, sendo que você sabe bem de quem é a culpa. – Falou Santana em um único fôlego.
- Olha aqui, sua latina nojenta, se acontecer alguma coisa com a Brittany eu vou... – Dizia Susan quando foi interrompida.
- Você vai fazer o que, Susan? – Surpreendeu Maribel se aproximando da mulher que estava de frente com sua filha, – Ir embora com outro velho rico e abandonar sua filha de novo? Pois isso é você faz.
- Oh que lindo, a taco mãe defendendo a taco filha!! – Exclamou Susan debochada.
- Sua velha cretina, você não tem direito de falar ou acusar minha hija de nada. Até porque ela seria a última pessoa capaz de machucar a Brittany. – Falava Maribel em um tom firme, mas ainda sim baixo. – Você deveria ter vergonha de si mesma. E pare de fazer escândalo no meio do hospital, principalmente quando você deveria está procurando saber o estado da sua filha e não tentando intimidar a minha.
- Quer saber chega! Já foi minha taxa de sotaque latino por hoje. – Falou Susan se afastando e sentando em uma das poltronas da sala ignorando tudo o que foi falado por Maribel, que revirou os olhos ao ver atitude infantil da outra mulher.
- Hija, você tá bem? – Perguntou Maribel olhando a morena da cabeça aos pés a procura de qualquer ferimento, além do braço.
- Estou sim, mãe. Isso foi só uma pequena fratura. – Falou Santana mostrando o braço.
- E você, querida? – Perguntou a latina mais velha para Lindsay.
- Estou sim, foi só de raspão. – Respondeu Lindsay.
- O que? Isso foi um tiro? – Perguntou Maribel assustada.
- Mãe foi a Clarice que fez isso. – Revelou Santana.
- Vamos, me conte tudo o que aconteceu? – Pediu Maribel.
Santana e Lindsay contaram novamente toda a estória e a outra mulher escutava atenta a cada palavra que lhe era dita. Estava surpresa com as atitudes de Clarice, e com raiva pelo que podia ter acontecido com a filha e pelo o que aconteceu com Brittany e Lindsay. De vez em quando lançava olhares de raiva para a mãe da loira, que apenas virava o rosto e fingia não vê-la.
- Essa Clarice está definitivamente fora de controle, mas ainda bem que foi pega. E querida, eu não tenho palavras para agradecer o que você fez pela minha menina. Agora eu tenho certeza do que eu lhe disse naquele dia em que jantamos todas juntas. Você é muito especial e importante pra minha hija e espero que você saiba disso. Desde que lhe vi, percebi que era igual a Santana, uma pessoa que faz tudo pelos amigos, e isso é admirável. Desde que você apareceu, só tem ajudado ela e eu te agradeço por isso. – Falou Maribel sinceramente. Estava realmente agradecida por tudo que Lindsay fez por Santana, não só sobre o que tinha acontecido nesse dia, mas sim por tudo.
- Maribel, não precisa agradecer por nada. A San é extremamente importante pra mim. Ela me ajudou muito também e eu nunca vou esquecer. – Disse Lindsay olhando pra Santana que lhe retribuiu um sorriso tímido. — Nunca tinha tido uma amiga como ela, e não ia deixar que a primeira vadia louca que aparecesse acabasse com isso. – Brincou ela, tirando uma risada de Santana e Maribel.
- Basta acontecer algo com a Brittany pra você trocá-la e ficar de sorrisinhos com outras, né Lopez?! – Falou Susan, que tinha levantado para beber um pouco de água.
- Susan, eu já disse que estou sem paciência pra você, então não venha com essas insinuações pra cima de mim. Já estou cansada de ficar calada e fingir que você não existe. Você existe e me incomoda, mas pela a Britt e eu tento não falar nada, mas você faz com que isso seja algo impossível. – Declarou a morena em um fôlego só, sentindo as mãos geladas e sua pele em chamas. – Não entendo o que te faz me odiar tanto assim, pois me recuso a acreditar que seja simplesmente pelo fato de eu ter raízes latinas. Acho que tenho esperanças de que você seja melhor do que isso.
- A Brittany, de todas as mulheres que ela poderia ficar, ela escolheu você... Uma latina... Vocês se fazem de coitados, mas não passam de animais aproveitadores e falsos. – Falou Susan com raiva.
- Eu me recuso a ouvir essas barbaridades! – Exclamou Maribel, que não acreditava nas palavras que saíram da boca da outra mulher. – Acho melhor você começar a medir suas palavras, pois caso isso não aconteça, não hesitarei em ligar para o meu advogado. – Ameaçou a mãe de Santana.
- Ok, vamos parar com isso por aqui. – Interviu Will, para que a discussão não se estendesse. – Acho que todos nós estamos com os nervos à flor da pele por conta do ocorrido, mas temos que nos acalmar.
Com isso Susan voltou ao seu lugar sem dizer mais nada.
Todos continuaram na sala de espera aguardando notícias sobre o estado de Brittany. Maribel e Lindsay acalmavam Santana e Puck, que se encontravam impacientes com a demora dos médicos. Will estava junto aos outros companheiros da equipe, e Susan continuava sentada ao longe, sem expressão.
O médico que cuidava do caso de Brittany, enfim apareceu para dar notícia sobre como a loira estava. Assim que viram o médico todos param para escutar o que ele ia falar. Santana e Puck logo levantaram e junto com eles, Susan se aproximou do médico.
- Como ela tá? – Perguntou Puck rapidamente.
- Bom, ela teve um traumatismo craniano moderado. Nós achamos um inchaço no cérebro e vamos fazer uma ressonância para tentar apontar a dimensão dos danos. – Explicou o médico, que aparentava ter por volta dos cinquenta anos, possuía grandes olhos azuis que se escondiam atrás do óculos de grau que usava. Ele dividia a atenção entre Santana, Puck e Susan.
- Mas isso é muito sério? – Perguntou Susan.
- Senhora Pierce, não vou lhe enganar, ainda temos que fazer a ressonância para termos a real noção do que está acontecendo, mas é um traumatismo craniano, e sim é uma coisa séria. Mas estamos fazendo o melhor para que sua filha se recupere rapidamente. – Falou ele sinceramente. – Agora se me dão licença, tenho que ir.
- Obrigada doutor. – Falou Puck.
- Tá tudo bem hija, ela vai ficar bem. – Falava Maribel para Santana, que não dava uma única palavra.
- Você sabe de alguma coisa que ele não nos disse, Lopez? – Perguntou Susan passando por cima do orgulho. – Isso que ela teve... O que pode acontecer?
- É Santana, o que pode acontecer com ela? – Perguntou Puck, que não tinha entendido muito bem o que o traumatismo de Brittany podia causar.
- ... Pode variar de casos pra casos... – Começou a morena que pedia internamente para que nenhumas das consequências ocorressem com a namorada. – Ela pode se recuperar totalmente, sem ficar com nenhuma sequela, mas traumatismo craniano pode causar convulsões... O paciente pode ficar em coma... Perda da memória... Alterações de comportamento... Perda da capacidade de locomoção...
- Ela pode ficar paraplégica? – Perguntou Puck assustado.
- Sim... – Falou Santana em um tom quase inaudível. Santana não era médica, mas tinha conhecimento de que tudo aquilo poderia acontecer com pacientes de traumatismo craniano.
- Pode não lembrar de quem nós somos? – Perguntou Puck mais uma vez.
- Sim... – E mais uma vez a voz da latina não passou de um sussurro.
- Bom, se ela esquecer de você, não vai poder te culpar pelo que aconteceu, então torça para que isso aconteça. – Disse Susan ríspida e saiu logo em seguida.
- Eu vou matar essa mulher! – Exclamou Maribel irritada lançando um olhar mortal para a mulher que sumia pelo corredor do hospital.
- Deixa mãe... Deixa ela... – Pediu Santana caminhando para fora do hospital. Ela precisava de ar... Precisava respirar. A cada minuto que passava sem a voz de Brittany, parecia que ela estava sendo esmagada. Ela precisava da loira, mas sabia que ela tinha que ser forte, só não sabia por quanto tempo ia aguentar.
Maribel ia acompanhar a filha, mas Puck disse para ela que ficasse. Ele então seguiu a latina até a parte externa do hospital.
- Você sabe que não é culpa sua, não sabe? – Perguntou Puck ficando ao lado de Santana, que tinha o olhar perdido dentre as árvores que tinham em frente ao hospital.
- ... Sei... Só que ainda sim me sinto culpada. Era para mim, não para ela. – Falou Santana.
- Ei, não se sinta culpada, você não é. A Britt vai te matar se souber que você se senti assim. – Disse Puck. Olhando para a latina.
- ... Eu só estou com medo... Nós acabamos de voltar e acontece isso... Não quero perdê-la... Eu não conseguiria... – Falava Santana com voz tremula e os olhos com indícios das lágrimas que estavam por vir.
E antes que ela dissesse mais alguma coisa, Puck a abraçou forte. Ele sentia-se responsável por Santana, pois a morena era a vida de Brittany e ele jamais permitiria que algo acontecesse ao que era importante para a melhor amiga. O choro de Santana se intensificou, mas Puck estava lá pra ela.
Eles ficaram assim durante alguns minutos, até que Santana parasse de chorar.
- Obrigada. – Disse Santana para Puck.
- Não precisa agradecer. – Falou Puck lhe enviando um sorriso sincero. — Agora vamos entrar? – Perguntou ele oferecendo o braço para a latina.
- Vamos... – Concordou a morena aceitando o braço do amigo, e começando a caminhar com Puck para dentro do hospital. — Aposta quanto, que a Susan acha que estamos nos pegando em algum canto do hospital? – Disse Santana. Ele riu com as palavras de Santana, mas sabia que era bem provável a mãe de Brittany estivesse pensando isso.
- Eu sei o quanto é difícil lidar com ela, mas, por favor, não se afaste. É exatamente isso que ela quer, e a Britt precisa de você. – Aconselhou Puck.
- Não me afastarei, nada me fará sair do lado da Britt. Nem a Susan! – Falou Santana firmemente.
Nada poderia tirá-la do lado de Brittany, ou será que não?
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