Notas iniciais
Olá, como vai vc?
O que acharam do último eps de gle? Meu, nunca aconteceria uma cena Brittana daquelas.
Sou Brittana até a morte, mas acho que Santana merece se divertir enquanto a Britt se engana com o Sam.
Meu Deus, como vcs são maus! A maioria quer que a Brittany sofra ainda mais. GOD!
ENJOY!

- Amor... Fica. Por favor... Vamos conversar.

– Pediu Brittany em um tom quase suplicante.

- Pra quê Brittany? Pra você tentar se explicar pelo que fez?! – Perguntou a morena, se libertando da mão de Brittany bruscamente, que ainda a segurava. — Sinceramente, eu não quero ouvir nenhuma palavra sua. Na verdade, eu não quero nem ver você, muito menos ouvir sua voz.

- Amor não fala assim... – Falou Brittany tentando se aproximar da morena, que logo se afasta e interrompe a loira.

- Não me chame assim! Se eu fosse o seu ‘’amor’’ de verdade, você não teria desconfiado de mim, e muito menos beijado aquela vadia da Clarice. – Declarou Santana rispidamente.

- Sant, eu não beijei ela. E eu sinto tanto por ter desconfiado e dito aquelas coisas pra você. Me perdoa amor! – Disse Brittany, sentindo que a qualquer momento poderia começar a chorar.

- E o que foi aquela mensagem que ela deixou, então? Vai dizer que ela imaginou tudo aquilo? – Falava a morena sarcástica, o que só servia para deixar Brittany pior. – Acho que agora, você que deveria ser mulher e admitir o que fez. Seria mais nobre, não é? – Falou Santana repetindo as palavras da namorada de dias atrás.

Brittany respirou fundo e falou:

- Eu estava tão chateada e com raiva por pensar no que você poderia estar fazendo com a Thompson, que quando a Clair chegou, nós começamos a beber, e a cada minuto que passava eu ficava com mais raiva por você não chegar. Nós estávamos dançando e ela me falou algumas coisas sobre como não faria a mesma coisa que você estava fazendo. E eu vi ali a oportunidade de me vigar de você. De te fazer sentir, o que eu estava sentindo. Sant, foi tão doloroso pra mim pensar que você estaria com outra pessoa que não era eu. – Falava a loira, com lágrimas descendo de seus olhos. – E quando nós íamos nos beijar, Puck me levou de lá. Eu não fiz nada, Sant!

- Não fez nada? Imagina se o Puck não tivesse chego na hora. Se ele não tivesse te tirado de lá, Brittany. No outro dia, quando eu fosse te ver, provavelmente... Ela estaria lá com você. Deitada na mesma cama, ou tomando café. Relembrando os velhos tempos. – Disse Santana, mesmo que a ferisse também dizer aquilo. – Agora diz que não. Diz que não iria acontecer isso. Que você não dormiria com ela! Diz...

Brittany não respondeu. Ela sabia que era bem provável que isso realmente tivesse acontecido. Ela estava com raiva naquela noite, não iria ligar para as consequências de seus atos.

- Viu? E ai está a resposta. – Disse Santana depois de ver que a loira não falaria nada. – Mas o que eu podia esperar de você, não é? Eu que me iludi, pensando que comigo seria diferente. Acho que aquela menina estava certa, você nunca vai mudar! E é uma pena.

- Sant, eu mudei! Com você é diferente, amor. Você é única. Eu não ia ficar com a Clair por sentir algo por ela. Eu não sinto nada por ela. Nós somos apenas amigas. – Disse Brittany.

- Você ainda é amiga dela? Que ótimo! – Disse a morena sarcástica. – Mas quer saber? Isso não me interessa mais. É a sua vida. Se você quiser namorar com ela, namore. Se não, o problema é seu, Brittany. Nós não temos mais nada, lembra? – Falou Santana evitando olhar para a loira a sua frente.

- Não fala assim, amor. Eu não quero ninguém mais, além de você. Sinto tanto sua falta. Eu te amo mais que tudo, e eu não posso deixar que acabe dessa forma. – Disse Brittany chorando.

- Já acabou, Britt. – Disse Santana e depois saindo, deixando Brittany para trás.

A loira ficou parada vendo a outra mulher ir embora. As lágrimas só aumentavam a cada segundo. Ela não podia acreditar que tinha acabado.

A latina caminhou para dentro da sala chorando. Ela sentou no sofá, e não tentou esconder as lágrimas, que desciam por seu rosto sem medo. Se sentia devastada, triste, com raiva. Tudo ao mesmo tempo. Era demais pra ela, toda aquela situação. A morena não podia perdoar Brittany ainda. Sabia que iria sofrer muito sem a loira, mas ela já não tinha certeza se Brittany realmente tinha esquecido Clarice.

Lindsay entrou na sala e viu a amiga naquele estado. Ela não falou nada, simplesmente abraçou a morena, o mais forte que pôde. E quando isso aconteceu, o choro de Santana só ficou mais intenso, e mais sofrido.

- Vai ficar tudo bem, San. Você vai ver. – Falava Lindsay, ainda abraçada a amiga.

E elas continuaram ali por alguns minutos. Sem dizer nada. O único barulho que se ouvia, era os soluços da latina, que faziam Lindsay ficar triste também.

Quanto a loira, ela permaneceu do lado de fora, sentada ao pé da ambulância, chorando. Até que Puck, a encontrou. Ela tinha percebido que algo estava errado, quando viu Santana passar aparentemente chorando, e Lindsay ir atrás dela. Ele então resolveu procurar a amiga, que provavelmente, estaria da mesma forma.

Ele sentou ao lado da loira, que chorava feito uma criança, e não pediu para que ela parasse. Deixou que a amiga chorasse em seu ombro.

- Eu a perdi, Puck. Pra sempre! – Dizia Brittany.

- Não Britt. Você não a perdeu. Só dê um tempo, mas continue a lutar por ela. Não desista! – Falou ele tentando dar força e esperança a loira. Pois ele sabia que não estava acabado, sabia que as duas não podiam viver uma sem a outra.

- Você não viu como ela estava magoada comigo. – Disse Brittany.

- E com razão, Britt. Tenho certeza que você ficaria da mesma forma, se estivesse no lugar dela. O que você tem que fazer, é não desistir, e conquistar sua garota de novo. Não vai ser fácil, como você viu. Mas vai valer a pena! – Disse ele.

- Obrigada, Puck. Não sei o que eu faria sem você. – Disse ela, abraçando o amigo.

- Agora vamos lá pra dentro. – Falou ele, se levantando e oferecendo uma mão a amiga.

- Acho melhor não. Ela tá lá dentro. – Disse Brittany.

- Vamos Brittany! Você tem que ser madura. E nós ficamos na sala de convivência. Ela tá lá na sala de descanso, com a Lindsay. – Insistiu ele.

- Tá bom. – Concordou a loira, aceitando a mão do amigo, e levantando.

E eles foram para dentro do quartel.

******************

Santana tinha sessado o choro e estava mais calma. Precisava conversar com alguém e Lindsay, que ainda estava ali, queria que ela fosse esse alguém.

- O que aconteceu? – Perguntou Lindsay, incentivando a amiga a falar.

- Ela disse que não beijou a vadia da Clarice, e que sentia muito por ter desconfiado de mim. E ai eu perguntei sobre a mensagem, e ela disse o que aconteceu. – Disse Santana, contando o que Brittany tinha lhe dito sobre a noite que quase beijou Clarice.

- Então ela não beijou? – Perguntou Lindsay, tentando entender toda a situação.

- Não. Mas se o Puck não tivesse chego, ela teria beijado. E talvez feito coisa pior. Ela me disse que estava com raiva e chateada, mas ela não devia ter feito isso. Que droga Britt! – Falou Santana, se levantando e começando a andar de um lado para o outro.

- Ela ia fazer uma coisa impensada em um momento de raiva... – Disse Lindsay, logo sendo interrompida pela amiga.

- Não é só isso. Ela ainda é amiga da Clarice. Parece que ela não vê que aquela vadia não presta... Ou talvez... Ela só não queira ver. – Disse Santana, e depois de um suspiro, voltou a falar. – Talvez ela não tenha esquecido a Clarice.

- Você realmente acha isso? – Perguntou Lindsay, levantando e ficando em frente a latina.

- ... Sinceramente, eu não faço ideia do que eu penso. Minha cabeça tá uma confusão. Tem horas que eu quero esquecer de tudo, e simplesmente ir atrás dela. E dois segundos depois, eu estou com tanta raiva da Britt, que quase me enlouquece... – Falou Santana, voltando a andar pela sala. – Eu sei que não aconteceu... Mas... ia acontecer. E se em meio a essa raiva que ela diz, que estava sentido de mim, tivesse também um pouco do sentimento que ela tinha pela Clarice? Eu não posso perdoa-la se isso for verdade.

- E você não tem. Mas eu não quero que você faça algo equivocado. E isso inclui, voltar com ela, ou manda-la sair da sua vida. – Disse Lindsay, e segurou a mão da latina para que ela parasse de andar, e a olhasse. – Você vai ter que deixar as coisas se esclareçam. E eu vou está aqui com você, para tudo o que precisar.

- Obrigada Li, de verdade. – Falou Santana abraçando a amiga. Mas o abraço foi interrompido pelo o celular da latina, que tocava, avisando uma ligação. – Oi madre, tudo bem?

- Não mi hija. Você pode vir aqui. Eu estou com um pequeno probleminha.

– Falou Maribel do outro lado da linha.

- O que foi que aconteceu? A senhora está se sentindo bem? – Perguntou a morena preocupada.

- ... Meus pontos... Abriram

- Revelou a mulher mais velha, sabendo que a filha ia começar a surtar em poucos segundos.

- Eu não acredito Dona Maribel! Aposto que a senhora estava se esforçando mais que o necessário. Eu avisei que era pra evitar fazer esforço. Eu avisei! – Repreendeu Santana, pela teimosia da mãe.

- Pare de falar assim, mocinha. Sou sua mãe! E você nem sabe se a culpa foi minha.

– Disse Maribel.

- E não foi? – Perguntou a morena, já sabendo a resposta.

- Tá bom, a culpa foi minha. Eu estava arrastando alguns móveis, mas não foi nada demais.

– Falou a latina mais velha.

- Eu sabia! Por que a senhora não pediu para a empregada fazer isso? – Perguntou Santana, indo até seu armário e pegando sua bolsa.

- Eu prefiro fazer do meu jeito, por isso mandei a Inês tirar o dia de folga, pois eu sabia que se ela me visse fazendo isso, ela iria me impedir. –

Falou Maribel.

- Eu disse pra ela não deixa a senhora fazer esforço. Bom, me espera, que eu estou chegando para levá-la ao hospital. – Disse Santana, voltando para o lado da amiga, que só escutava a conversa.

- O quê? Hospital? Pensei que você que iria consertar isso, sem hospitais.

– Falou Maribel, não gostando muito da ideia de voltar ao hospital.

- Desculpa madre, vamos ter que ir ao hospital. Me espere, pois já estou saindo. – Falou Santana decidida, sem deixa brecha para reclamações. – Tchau. – Finalizou a ligação a latina, depois que sua mãe se despediu.

- Sua mãe não tem jeito. – Falou Lindsay, tentando deixar o clima mais ameno.

- Pois é. Agora eu vou lá, pedir pro comandante me liberar. – Falou Santana colocando o celular na bolsa.

- Vamos lá. – Disse Lindsay.

Elas então caminharam para fora da sala, e se dirigiram para a sala do comandante. Will autorizou prontamente a saída da latina. E ela saiu do quartel rapidamente, a caminho da casa de sua mãe.

(...)

Brittany viu Santana e Lindsay caminharem para a sala do comandante, e depois a latina sair apressadamente para fora do quartel. A loira estranhou, e quando Lindsay ia passar de volta para a sala, ela a chamou.

- Thompson! – Chamou Brittany, indo até a colega de trabalho. – Tá tudo bem com a Sant? – Perguntou ela, timidamente.

- Tá sim. É que a Dona Maribel rompeu os pontos e ela foi lá, leva-la para o hospital. – Respondeu Lindsay. – Sabe, aqueles pontos que foram a causa dela não ter ido para a boate, naquele dia. – Completou a morena friamente, tentando punir Brittany pelo sofrimento da amiga.

Lindsay não esperou nenhuma reação de Brittany, e continuou com seu trajeto para a outra sala. A loira ficou ali parada, olhando a outra mulher se afastar.

Ela não ficou com raiva do comentário de Lindsay. Na verdade, só serviu para fazê-la perceber o quanto foi injusta com a namorada.

********************

Santana chegou na casa da mãe, e encontrou a mesma sentada, assistindo televisão, segurando um pano a cabeça, no local dos pontos.

- Até que enfim você chegou, querida. – Falou Maribel ao ver a filha. – Desculpe lhe tirar do trabalho, mas é porque eu pensei que você iria resolver rapidamente, e não, me levar ao hospital.

- Não comece a reclamar disso, não. E já disse que a senhora pode me ligar a qualquer momento. Na verdade, eu lhe agradeço por ter me tirado de lá. – Falou a latina mais nova, lembrando de Brittany.

- O que houve? Você e a Brittany brigaram de novo? – Perguntou Maribel, levantando e indo pegar a bolsa no balcão de sua cozinha.

- Mais ou menos. Nós ‘’conversamos’’, e terminou com eu falando que tinha acabado e saindo chorando. – Disse a morena. – Mas vamos esquecer isso. Vamos para o hospital, cuidar dessa sua pequena travessura.

- Tudo bem. – Assentiu Maribel, caminhando até a por, mas antes de sair, olhou nos olhos da filha e disse: — Eu sinto muito, querida.

- Eu também, madre. Eu também. – Falou Santana.

Elas então foram ao hospital e logo Maribel foi atendida por Spencer, que já a esperava, pois Santana tinha ligado para ele, a caminho da casa da mãe.

A morena decidiu ficar com a mãe o resto do dia, então ligou a Will e avisou que não iria voltar. Ela não queria voltar e ver Brittany. Pelo menos, não hoje.

***************************

Will avistou duas de suas paramédicas na ambulância, fazendo o inventário. Ele se aproximou, e chamou a atenção das duas.

- Meninas, a Santana não irá voltar hoje. Ela decidiu que iria tirar o resto do dia de folga para cuidar da mãe. Então vocês terão que se virar sem ela. – Avisou ele.

- Mas está tudo bem com a Dona Maribel? Aconteceu algo mais grave? – Perguntou Brittany preocupada.

- Calma Brittany. Está tudo bem. Mas Santana preferiu ficar com a mãe, e também me disse que não se sentia muito bem hoje, então dei o dia de folga pra ela. – Esclareceu Will. – Você sabe o porquê da Santana não estar se sentindo bem?

- ... Sim Comandante. – Disse Brittany abaixando brevemente a cabeça.

- Cuidem disso. Cuide dela. – Falou Will, recebendo imediatamente um aceno de cabeça da loira.

- Cuidarei Comandante. – Falou Brittany. E Will se afastou.

Lindsay que até o momento apenas assistia a cena, se pronunciou.

- Eu espero que sim. – Disse ela olhando firmemente nos olhos de Brittany. – Vamos terminar isso, já estamos em horário de almoço.

Brittany ia falar algo, quando ouviu seu nome sendo chamado por uma voz conhecida.

- Oi Clarice! – Falou a loira surpresa com a presença da ex-namorada ali, mas indo cumprimenta-la.

- Desculpe aparecer sem avisar, é porque eu queria conversar com você. E acho que este é seu horário de almoço, se não estou enganada. – Disse Clarice, vendo Lindsay na ambulância. – Oi Lindsay, tudo bem?

- Oi Clarice. Tudo ótimo. – Falou Lindsay com falsa simpatia.

- Nós podemos almoçar juntas, para conversarmos? – Perguntou Clarice.

- Tudo bem, deixa eu só pegar minha bolsa. – Falou a loira.

- Não se incomode. Eu pago, e não insista. – Disse Clarice, segurando o braço da Brittany.

- Tudo bem. Então vamos. – Falou Brittany olhando para Lindsay, que tinha uma expressão nada boa.

E elas foram. Lindsay só olhava a cena com certo desprezo. Como Brittany podia está saindo com a Clarice, sendo que aquela mulher era claramente o motivo de sua separação com Santana. Talvez a amiga estivesse certa em achar que a loira ainda sentia algo pela a ex.

Lindsay decidiu que iria descobrir. Iria esclarecer tudo com a loira.

***********************

Brittany e Lindsay chegaram ao restaurante e logo foram atendidas. Fizeram seus pedidos e voltaram a atenção uma para outra. Brittany estava ali pra esclarecer tudo sobre o que tinha acontecido, ou melhor, o que quase tinha acontecido. Ela não queria que percorresse qualquer dúvida pela mente da ex-namorada, de que ela ainda sentia algo pela a mesma. Já Clarice, estava ali para tomar posse do que, para ela, é seu por direito. Para ela era claro que Brittany ainda a amava.

- Clair... Sobre o que aconteceu na boate... – Brittany começou a falar mais logo foi interrompida pela a mulher a sua frente.

- Não precisa explicar B. Eu sei... Você ainda me ama, e quer voltar. Eu também quero voltar com você. – Falou Clarice pegando na mão de Brittany que descansava sobre a mesa. Ela não queria mais se fingir de ‘’amiguinha’’. Ela queria a loira, e queria agora. Sentia essa necessidade, quase que louca, e quem sabe até fosse.

- Clair, não é isso que eu quero dizer. Eu vim aqui para te explicar exatamente o contrário. Eu amo a Sant. Ela é única pra mim. E eu sinto muito ter te dado qualquer tipo de esperança, mas é que eu estava com tanta raiva, que eu só queria me vingar. – Falou Brittany tirando a mão que Clarice segurava.

- B, você não precisa fingir. Eu e você sabemos com quem você realmente quer estar. Quem realmente combina com você. Quem você realmente ama. – Disse Clarice.

- Eu sei a resposta para todas essas perguntas. E não é você. É a Sant. Me desculpa. – Falou a loira, sinceramente.

- Brittany, se você está tentando me punir pelo o nosso passado. Tudo bem, eu entendo. Mas não minta pra mim dessa forma. – Falava Clarice, realmente acreditando em cada palavra que dizia. Desde alguns dias, ela sentia um desejo desesperado de ter Brittany de volta. Ela sentia como se fosse amor, mas chagava a ser algo mais doentio. – Me desculpe por tudo o que fiz com você. Por ter feito você sofrer.

- Eu já te perdoei. E não estou mentindo quando digo que não sinto mais nada por você, Clair. Desde quando você voltou, eu quero apenas sua amizade. Nada além disso. – Falou Brittany paciente.

- Eu sei que você está mentindo. Talvez até esteja apenas tentando se enganar. Mas se você me desse uma chance, iria ver que a sua felicidade está ao meu lado. – Falou Clarice se agarrando as mão da loira, que se assustou com o que viu nos olhos da ex-namorada. Era algo estranho, um brilho sombrio, que a assustou.

- Minha felicidade está ao lado da Sant. Me desculpe. – Falou Brittany levantando e saindo do restaurante. Não queria continuar com aquela conversa ou com aquele almoço. Clarice estava diferente.

Brittany retornou ao quartel, e deu de cara com Lindsay indo até a ambulância.

- Ei, Thompson! – Chamou Brittany, se aproximando da morena. – Olha, eu só sai com a Clair para esclarecer as coisas. – Falou a loira, pois tinha medo de que Lindsay falasse para a latina e isso piorasse sua situação.

- Você não tem que me explicar nada. Não me importo o que você foi fazer com sua amiga. – Disse Lindsay ríspida. — Mas... Me responda, como você sai com a pessoa que causou a sua separação da pessoa que você ‘’ama’’? – Perguntou a morena, fazendo o sinal de aspas no ar, na palavra ama.

- Eu amo a Sant! Não menospreze meu sentimento. E como eu disse, sai para esclarecer as coisas. – Respondeu Brittany, se irritando um pouco com a forma que a colega tinha falado.

- Então me esclareça uma coisa... Você ainda senti alguma coisa pela Clarice? – Perguntou Lindsay.

- Não, eu não sinto nada por ela. Não que isso lhe interesse. – Agora foi a vez de a loira falar rispidamente.

- Me interessa sim. Decidi que tudo o que machuca a minha melhor amiga, me interessa. E no caso, o que você fez me interessa. – Falou Lindsay. – A San é uma das pessoas mais incríveis que conheci, e vê-la chorando é simplesmente arrasador. E quando o motivo pelo qual ela está chorando, é alguém que a traiu e não se importou com os sentimentos dela, chega a ser revoltante.

- Eu me importo sim com o que ela sente... – Falou Brittany sendo interrompida pela a colega.

- Você não gosta de mim, e eu não tenho muitos motivos pra gostar de você também. Eu sei que você a acusou de ter um caso comigo. Como agora você já deve saber, nós não temos nada. Somos apenas amigas. – Falou Lindsay, e se aproximou ficando na frente de Brittany. – Mas se eu tivesse, eu iria adorar ver ela te dando um belo pé na bunda, porque você parece não ver a mulher maravilhosa que a San é. – Disse Lindsay firmemente, olhando nos olhos de Brittany. – Se você a ama, não a faça sofrer novamente. É só isso que eu quero!

Finalizou a morena. Não deu tempo para Brittany dizer nada, pois a sirene tocou avisando um acidente.

Elas rapidamente correram para a ambulância. Brittany estava no banco do passageiro, enquanto Lindsay dirigia. Nenhuma disse nada por todo o percurso.

Quando chegaram ao local, viram que várias pessoas ao redor de um carro. Todas gritavam e pareciam bravas. Elas desceram do veículo e se juntaram aos colegas, e ao Comandante, que também estavam lá.

- Ele veio com tudo... – Falou um homem, apontando para o carro cercado de gente. – Atropelou aquela criança. Nem parou.

- Tirem-no daí.

– Gritavam as pessoas.

- Vamos!

- Controlem a população antes que matem esse homem. – Ordenou Will.

Todos correram, e começaram a afastar as pessoas do carro. Puck foi até o homem, que tinha o rosto sangrando.

- O senhor está bem? – Perguntou ele.

O homem não respondeu, só olhava ao redor confuso. Brittany e Lindsay se aproximaram e levaram a vítima para um banco que tinha ali perto. E as pessoas foram atrás. Estavam revoltadas com o homem e decidias a machucá-lo.

- Vamos, sente-se. – Falou Lindsay, sentando o homem no banco.

- Era um atalho. O caminho por onde venho sempre. – Falou a vítima com dificuldade, em meio aos gritos de ódio das pessoas, que eram afastadas pelos bombeiros. – Eu não os vi.

- Tudo bem. – Falou Brittany colocando um colar cervical.

- Eu não os vi. – Murmurou ele mais uma vez.

- Quanto bebeu hoje senhor? – Perguntou Brittany.

- Uma garrafa. – Respondeu ele.

- Uma garrafa? – Se surpreendeu Lindsay pelo estado que se encontrava o homem.

- Esse homem está totalmente bêbado. Olhe! – Gritou um homem em meio a multidão, tentando se aproximar.

- Se afaste. Deixe as paramédicas, fazerem seu trabalho. – Falou Puck afastando o homem.

- Fique quieto. – Pediu Lindsay, mas o homem ia caindo sobre o banco.

- Calma. Ataxia severa. – Disse Brittany. – Por que bebeu aquela garrafa, senhor?

- Jogamos futebol o dia inteiro na escola... – Falou ele.

- Futebol na escola? Voltamos ao passado? – Falou Lindsay, pois o homem já não tinha mais idade de está na escola.

- O treinador disse que beber bastante água mantém a energia. Qual foi o resultado? – Perguntou ele.

Brittany e Lindsay se entreolharam pela confusão em que o homem se encontrava.

- Preciso de um teste para ver se o bêbado está sóbrio. – Pediu um policial.

- Não acredito nisso! Ele está bêbado, é só olhar. – Gritou o mesmo homem, tentando novamente ultrapassar os bombeiros e chegar até as paramédicas. A multidão a cada segundo que passava, se encontrava mais enfurecida.

- O hálito dele cheira a alguma coisa? – Perguntou Brittany.

- Não, nada. – Respondeu Lindsay.

- Senhor, abra bem os olhos e siga meu dedo, tudo bem? – Pediu Brittany, movendo o dedo de um lado ao outro para que o homem pudesse seguir.

- Nada além de um bêbado! – Gritou alguém da multidão.

- Ele não está bêbado. Está tendo um enfarte. – Conclui a loira depois de terminar o teste.

- O quê? Tem certeza? Ele não está balbuciando. Não há sinal de paralisia parcial. – Falou Lindsay.

- Pode ser na base do tronco cerebral. – Explicou Brittany. – Precisamos levá-lo ao hospital agora.

Elas então colocaram-no em uma maca.

- Vamos matá-lo! – Gritavam as pessoas, tentando passar pela a barreira.

- Por que estão ajudando ele?

- Deixem as paramédica passarem. – Pedia Puck, abrindo espaço para Brittany e Lindsay passassem com a maca.

E enfim conseguiram chegar a ambulância. Brittany foi com o paciente atrás, enquanto Lindsay dirigia.

Chegaram ao hospital e deixaram o paciente. Voltaram ao quartel novamente em silêncio, e se separam assim que chegaram.

Brittany só podia pensar, que encarar toda aquela gente era mais fácil do que escarar o fato de que, talvez, o seu relacionamento com Santana tenha acabado de vez. Mas ela não estava pronta para isso. A loira não ia desistir. Ela ia conseguir sua garota de volta.

Notas finais
O que acharam? Acham que a Sant foi muito dura? E a Clarice?
Comentem!