Love And Fire - Brittana
30 Capítulo 30
Notas iniciais
Santana pov
Depois de sair de meu apartamento, logo chegamos na cafeteria. Entramos no local, que estava relativamente tranquilo, e pegamos uma mesa. Harry se mostrava muito animado, e eu e a Lind só nos divertíamos com todos os planos que ele tinha para o dia.
Uma garçonete simpática veio nos atender.
- Então, o que vão querer? – Perguntou ela com um grande sorriso no rosto.
- Eu vou querer um café expresso e um croissant. – Eu fui a primeira a fazer o pedido.
- Eu acho que vou querer o mesmo. – Disse Lindsay logo em seguida.
- E você, rapazinho, o que vai querer? – Perguntou a garçonete paciente.
Harry então olhou pra mim rapidamente, e se aproximou de Lindsay, que estava ao seu lado. Ele a puxou para que pudesse falar em seu ouvido. Lindsay então sorriu depois de ouvi o que o irmão tinha lhe dito, e lhe falou alguma coisa em seu ouvido. Depois falando em voz alta.
- Pode pedir Harry, não tem problema. Ela não vai achar nada. – Disse Lindsay para o irmão, que pareceu mais aliviado com as palavras da minha amiga.
- Senhora, eu vou querer panquecas com morangos. Minha mãe faz uma carinha com os morangos, você pode fazer assim também? – Pediu ele ainda tímido.
- Claro querido. Mais alguma coisa? – Perguntou a garçonete.
- Sim. A senhora pode trocar meu pedido. Quero comer panquecas também. – Falou Lindsay. – E quero carinha na minha também. – Percebi que ela fez isso para deixa-lo mais confortável.
- Eu também quero panquecas. – Falei e ele abriu um grande sorriso em minha direção.
- Então, todo mundo vai de panquecas?! Tudo bem, não vai demorar muito. – Disse a garçonete saindo.
- Panqueca sempre vai ser meu café da manhã favorito! – Falei para Harry.
- Pra mim também Tana. – Disse ele.
O telefone de Lindsay toca e ela atende.
- Tá tudo bem mãe. Estamos tomando café. Ele tá aqui. – Falou ela, e logo passou o telefone para o irmão.
- Com licença. – Pediu ele, pegando o celular e indo em direção ao banheiro.
- Minha mãe viajou ontem a noite. – Disse Lindsay. – Ele só saiu porque sabe que a mãe vai fazer várias perguntas de ‘’mãe’’, e ele não quer passar vergonha na sua frente.
- E o que ele falou no seu ouvido agora a pouco? – Perguntei, pois achei que tinha haver comigo.
- Ele me perguntou se seria ruim pedi as panquecas com morango igual a mamãe faz, na sua frente. Se você iria achar ele muito infantil. – Revelou ela, vendo se o irmão estava voltando, mas ele ainda estava no banheiro.
- Oh que gracinha! – Falei sorrindo. – E o que você disse pra ele?
- Disse que ele podia pedir o que quisesse. Ele tinha que ser ele mesmo, sempre. Se ele queria panqueca como as da mamãe, pedisse. – Falou ela.
- Você é uma boa conselheira, pelo que estou percebendo. – Disse.
- Ele está realmente decidido a lhe conquistar. Não vá ferir meu irmão! – Brincou Lindsay.
- Não irei. – Falei, vendo que ele saia do banheiro ainda falando ao telefone.
- Tchau mãe, eu amo a senhora. Tá bom, eu vou cuidar da Thon-Thon. – Despediu-se ele, e logo finalizou a ligação entregando o celular para Lindsay.
- Bom, nós temos que planejar como será nosso dia. – Sugeri.
- Tudo bem. – Assentiu Lindsay. – Primeiro vamos ao zoológico. Depois vamos almoçar. E... E depois nós vemos o que cada um quer fazer. Pode ser?
- Claro. O que você acha Harry? – Perguntei.
- Pra mim parece perfeito. – Falou ele olhando para a garçonete que se aproximava com nossos pedidos.
- Está aqui. Panquecas felizes com morangos. – Falou ela se referindo a carinha feliz das panquecas, enquanto colocava os pedidos na mesa.
- Obrigada. – Agradeceu Lindsay.
Começamos a comer, e a conversar. Harry contava animadamente algumas estórias de seu colégio e seus amigos. Contava coisas sobre Lindsay, que na maioria ficava vermelha e envergonhada com as revelações do irmão, que falava inocentemente.
Terminamos de comer, Lindsay pagou a conta, mesmo eu pedindo para deixar que eu pagasse. Saímos da cafeteria e fomos direto ao zoológico.
Na entrada havia muitas crianças, todas animadas para entrar e ver os animais. Assim que entramos realmente no zoológico, os olhos de Harry se encheram de brilho. Ele parecia mais fascinado a cada passo que dava. Tudo pra ele, era uma nova descoberta, era legal ver as coisas com esse olhar de criança. Queria eu, nesse momento ser uma criança e esquecer de toda a dor, que mesmo naquele momento de diversão, me consumia a alma.
Imaginei se nada tivesse acontecido, e eu estivesse ali com Brittany e eles. Harry iria adorar Brittany. Talvez não de primeira, quando soubesse que ela minha namorada, mas depois tenho certeza que ele cairia de amores pela minha loira, e esqueceria de mim. Seria tão muito legal ver esses dois amigos. Eu seria a pessoa mais babona da face da terra.
Minha loira...
Fui tirada de meus pensamentos quando uma pequena mão me puxou em direção a alguma jaula. Era Harry.
- Será que é um Leão? – Perguntou ele, ainda de mãos dadas comigo, olhando atentamente para a jaula a nossa frente. Olhei ao redor para saber onde estava Lindsay. E a vi há alguns metros de nós, apenas olhando.
- Acho que não Harry. Na verdade, não sei o que tem ai. Aqui não tem nenhuma placa pra identificar. – Falei para ele.
- Mas eu não estou vendo nada ali dentro. Será que o bicho que estava ai, fugiu? – Perguntou ele com os olhos arregalados.
- Acho que não Harry. Não precisa ficar com medo. – Falei.
- Ei, não estou com medo. Se esse bicho estiver solto, você não precisa se preocupar. Eu protejo você. – Disse ele, corajoso.
Lindsay então se aproximou e disse que sabia onde ficava os animais mais legais, e Harry ficou ainda mais entusiasmado.
Nós fomos andando e a cada animal encontrado, Harry falava algo sobre ele.
Lindsay se aproximou de mim, e sussurrou em meu ouvido.
- Ele passou os últimos dias estudando sobre os animais só para te impressionar.
Sorri com a fofura daquele rapazinho.
- Você sabe muito sobre animais, Harry. – Falei pra ele, que logo se encheu de orgulho. Lindsay apenas sorria para todas as expressões que o irmão fazia perto de mim.
- Você acha? – Perguntou ele, feliz por meu comentário.
- Claro que sim. – Respondi.
- Que bom, pois eu passei o dia estudando todos os animais. Mas alguns me deram sono, não são muito legais quanto o leão. – Comentou ele.
E continuamos a passear. E chegamos até quem Harry realmente queria ver. Ele correu, quando Lindsay apontou o local onde o animal se encontrava.
- Olha Tana! Olha! — Falava ele apontando para o animal, que não parecia nada amigável, mas Harry parecia encantado com o bicho. – Ele é o rei da selva. Eu pensei que era o Tarzan, mas a Thon-Thon disse que não.
- A Thon-Thon é muito inteligente. – Falei olhando para Lindsay que estava ao meu lado. No sorriso de Harry dava pra ver a alegria e o fascínio que ele tinha ao ver tudo aquilo.
- Tana, que animal você seria? – Perguntou ele, curioso.
- Uhm... Não sei. Um pássaro, quem sabe. – Respondi. – E você, o que seria?
- Eu seria um leão. Daqueles bem forte, com uma juba bem grande. – Disse ele animado. – E se você fosse uma leoa, nós poderíamos reina juntos na selva. Você podia mandar em tudo se quisesse. – Disse ele docemente.
- Oh, fico lisonjeada. Acho que vai ser mais divertido eu ser sua rainha, do que ser um pássaro. – Falei vendo uma brilho crescer nos olhos do garotinho.
- Thon-Thon desculpa, mas agora a Tana é que vai mandar no meu reino. Desculpa. – Disse ele. – Eu prometi pra ela que seu fosse um leão e ela uma leoa, ela que iria comandar tudo, pois eu ia apenas correr pelas savanas. Mas é melhor você do que ela. – Falou ele pra mim.
- Mas como você é traíra, Harry. – Disse ela com falsa raiva. – Eu tenho certeza que sou mais qualificada do quê a San.
- Desculpa Thon-Thon, mas é a Tana. – Disse ele encolhendo os ombros.
- Tudo bem. Você tem razão, é Tana. – Disse ela sorrindo pra mim.
- E você Thon- Thon, o que seria se fosse um animal? – Perguntei.
- Como eu não posso ser mais uma leoa. Acho que eu seria... uma Bulldog Francês. – Disse ela pensativa.
- E por quê? – Perguntei curiosa.
- Porque não tem como não amar um Bulldog Francês, e porque era cachorro predileto da Megan. – Disse ela finalizando com um sorriso triste.
- A Megan era minha tia, Tana. Ela era namorada da Thon- Thon. Ela virou um estrela, mas não estrela de ser famosa, estrela lá do céu. – Explicou ele pegando na mão a irmã, mas não soltando a minha.
Continuamos o nosso passeio por mais algum tempo. Quando vimos já era hora do almoço, então decidimos ir a algum restaurante.
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Brittany pov
Acordei com um claridade insuportável, que saia das cortinas que foram abertas por Puck.
- Vamos Brittany. Levanta! Já é tarde, e eu não vou deixa você passar o dia enfurnada nesse quarto, igual a ontem. – Falou ele depois de abrir as cortinas e caminhar para perto da minha cama.
- Puck, me deixa. Não quero levantar dessa cama nem agora, nem nunca mais. – Falei colocando o travesseiro da Sant, que por acaso que ainda agarrava, sobre minha cabeça.
- Como é que você vai conseguir sua garota de volta deitada na droga dessa cama. – Falou ele puxando o travesseiro que cobria meu rosto.
-Talvez você estivesse certo, Puck. Acho que não mereço a Sant. – Falei olhando para um ponto qualquer do teto. – Eu a magoei. Eu ia beija a Clair.
- Brittany escuta aqui. Você não vai desistir da Santana, porque eu não vou permiti que você faça uma burrada dessas. – Falou ele decidido e sério.
- Puck, eu sou um desastre. Acho que eu sempre soube que está com a Sant era um sonho, e não ia durar muito tempo para que eu acordasse. – Falei sentando na cama.
- Ei. Ainda não acabou Britt. Você só tem que sair dessa cama. – Falou ele carinhosamente.
- Puck, só de lembrar o jeito que ela me olhou depois de ouvir a mensagem da Clair, f doí cada centímetro do meu corpo. Ela disse algo como: ‘’Mas o que eu podia esperar de você, não é?’’, me senti tão desmerecedora do amor que ela me dava. – Falei me lembrando da cena, doía tanto.
- O amor que ela ainda te dá. Você vai conseguir sua garota de volta. Chega de se remoer e se lamentar. Tudo o que você precisa é um banho, uma boa roupa e coragem. – Disse ele me puxando para fora da cama e me botando dentro do banheiro.
Ele já estava saindo, quando o chamei.
- Puck, você disse que não ia me ajudar a voltar com a Sant. – Falei, lembrando das claras palavras que ele tinha dito.
- Não estou fazendo isso por você. Estou fazendo isso pela Santana. Liguei ontem para ela e vi que precisava agir. – Falou ele se virando logo em seguida para sair do quarto, mas corri rapidamente, impedindo que ele se fosse. Queria saber como ela estava.
- Você falou com ela? Ela tá bem? Perguntou por mim? Onde ela está? Está sozinha? – Perguntei tudo em um fôlego só.
- Calma Brittany. Liguei ontem, depois que você subiu, para o celular dela. Foi a mãe dela que atendeu. Então isso responde quatro, de sua perguntas. Bom, perguntei como Santana estava e Maribel disse que a filha estava mal. Tinha passado a tarde inteira chorando. Perguntei se Santana tinha lhe contado o porquê, e ela disse que sim. – Explicou ele.
- Meu Deus, Maribel deve está me odiando. Imagina se o Ruan souber, ele nunca mais vai deixar eu chegar nem perto da Sant. Minha morena passou a tarde chorando, e tudo por culpa minha. Sou uma estúpida! – Lamentei uma vez mais.
- Maribel não parecia com raiva de você, mas deu pra perceber que não estava nada feliz com o estado atual da filha. E quanto ao Ruan, esse ai sim você tem que se preocupar. É realmente possível que ele não deixe você chegar perto da Santana nunca mais. – Falou meu amigo.
- Muito obrigada Puck. – Falei sarcástica, sentando no chão e me encostando da parede.
- Eu já disse, não vou passar a mão na sua cabeça. Você fez merda, e vai ter que consertar. Estou te ajudando, porque sei que Santana não vai ser feliz de verdade sem você. Porque mesmo com toda sua idiotice e estupidez, ela simplesmente te ama. – Falou ele sentando ao meu lado.
- Eu só quero minha Sant de volta. – Falei baixo. Não foi exatamente para o Puck. Parecia mais um pedido, do que um desabafo. Acho que estava falando pro mundo, pra Deus, sei lá. Eu só estava pedindo.
Brittany pov off
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Santana pov
Já era noite, e estávamos na casa de Lindsay. Tínhamos passado um dia realmente divertido. Esse dois são uma grande dupla. Depois do almoço, decidimos ir ao cinema. Depois fomos para o boliche. Foi incrível, eu não lembrava a última vez que eu tinha feito isso. Estava sem prática, então perdi. Mas os dois me consolaram com sorvetes e beijos. Depois do boliche Lindsay sugeriu um parque de diversões, e Harry simplesmente adorou a ideia. Então fomos para o parque.
Andamos em todos os brinquedos que a altura do Harry permitia. Ele encontrou uma amiguinha e foram brincar, então eu fiquei pela a primeira vez a sós com Lindsay, pelo menos por mais tempo do que na hora do café. Pensei que ela iria me perguntar sobre o que tinha acontecido e me encher de perguntas, mas não, ela simplesmente me deixou a vontade para que eu falasse. Se eu quisesse falar, falava, se não, tudo bem.
Então contei tudo o que tinha acontecido na manhã anterior. Ela escutava atentamente a tudo, e não me interrompeu, acho que ela viu que eu precisava falar. Pois mesmo eu falando pra minha mãe, era diferente. No final de toda a história, ela simplesmente me deu um olhar de conforto, pegou minha mão, e logo em seguida me deu um abraço forte. Naquele momento me senti amparada e protegida.
Ela disse que apesar de entender o fato de eu ter terminado com a Britt, eu tinha que dar uma chance para uma conversa. Uma conversa onde os nervos estivessem mais tranquilos, e as dores não tão expostas.
Eu sabia que mais cedo ou mais tarde, eu iria encontrar com a Britt, e provavelmente teríamos que conversar. Eu só não sei se queria olhar para ela uma vez mais. Acho a partir de agora, sempre que eu olhar para ela, irei ver a Clarice. Clarice... Vadia.
Mas fico ainda mais triste quando vejo que a culpa não foi da Clarice. Foi a Britt que beijou, ou pelo menos deixou que ela a beijasse. Foi a Brittany que ficou me acusando de ter um caso com a minha melhor amiga. Ela desconfiou de mim, do meu amor. Foi doloroso, e ainda é, lembrar daquele momento.
Bom, como eu disse, estamos na casa da Linds, e já tínhamos jantado. Harry já tinha dormido, e eu e a Li tomávamos um pouco de vinho. Eles realmente, fizeram o meu dia melhor. Tenho certeza que se estivasse ficado em casa, uma hora dessas eu iria está péssima.
Depois que eu contei tudo o que tinha acontecido para a Li, ela evitou tocar no assunto o resto do dia. E eu agradeci mentalmente por isso. Não queria lidar com aquilo por agora. Mas a realidade sempre nos bate a porta. Enquanto eu a contava algo sobre minha incrível infância travessa, recebo uma mensagem. Pego o celular distraída com a estória, e não percebo que era da minha loira.
-- Amor estou com tanta saudade sua. De seus beijos, seus abraços, sua voz, seu cheiro, seu sorriso.... Por favor, me dê a oportunidade de te ter de novo, Sant. Prometo que passarei o resto dos tempos tentando me redimir do que fiz. Quero poder está com você nos meus braços, dizendo em seu ouvido o quanto eu amo. Sant, você não imagina como estou arrependida. Me perdoa, amor. Te amo, e isso só vai aumentar, mesmo você não querendo, eu só sei te amar. Sua e sempre sua -- B
Lindsay me lançou um olhar preocupado. Ela perguntou com uma voz que não passava muito de uma sussurro se era a Brittany, e eu apenas assenti com a cabeça relendo cada palavra escrita, ou melhor, digitada.
- Vai ficar tudo bem San. Você vai ver. – Disse ela pegando minha mão. – E estarei aqui pra tudo o que você precisar, nunca se esqueça. Ok? Eu e o Harry. – Disse ela com um sorri doce.
- Eu sei. Obrigada. – Falei e lhe dei um abraço apertado. Era reconfortante ter alguém lhe protegendo, e lhe dando apoio. – Acho que tá na hora de eu ir.
- Você não quer dormir aqui? Tá tarde. – Sugeriu ela.
- Amanhã tem trabalho e acho melhor eu ir, mas se você quiser eu posso pegar um taxi. – Falei.
- Claro que não San. Poderia ir te deixar, e te pegar mil vezes se fosse preciso. – Falou ela gentilmente.
- Obrigada, mas uma vez já está de bom tamanho. Pelo menos por hoje. – Brinquei.
Harry dormia no sofá, então me aproximei e deu um beijo em sua bochecha.
- Diga pra ele, que foi realmente incrível o dia que tive com ele. – Pedi.
- Só com ele? – Perguntou fazendo biquinho, o que me fez ri.
- Não sua boba ciumenta. – Falei rindo. – Obrigada pelo dia. Eu me diverti muito.
- Sempre que precisar, você sabe onde nos encontrar. – Disse ela.
Saímos da casa em silêncio, para que Harry não acordasse. Se bem que acho, que nem se o mundo acabasse, ele iria acordar. Ele estava realmente cansado, e não era pra menos. Foi um dia de muitas atividades. Harry ficou com a empregada e nós fomos a caminho do meu apartamento.
O percurso foi feito em um silêncio confortável, que foi quebrado quando lembrei do presente que tinha recebido mais cedo. Peguei a rosa que Harry tinha me dado, que estava meio murchinha, mas ainda permanecia linda.
- Eu nunca tinha visto uma rosa azul. – Comentei.
- Elas não existem. – Disse Lindsay tirando sua atenção da estrada e olhando pra mim.
- Como assim ‘’elas não existem’’? O que é isso aqui? – Falei apontando para a flor.
- Digamos que elas não existem naturalmente, então. Elas são feitas a partir de variações genéticas. Meu pai trouxe algumas ontem, antes de viajar. Elas são realmente lindas. Sinceramente, acho até mais bonita que a rosa vermelha. Sei lá, é diferente. – Falou ela.
- Oh. Será que tem algum significado? – Perguntei olhando a rosa em minhas mãos.
- Pelo que sei, ela tem uma história. Mas flor azul, significa o inalcançável, respeito, admiração, desejo. – Explicou Lindsay.
- E qual é a história? – Perguntei curiosa.
- Não é tão bonita. Parece que uma jardineira foi contratada para cuidar de um jardim, que diziam ser, amaldiçoado por um demônio. As flores nunca cresciam, mas mesmo assim, a moça continuava a cuida com carinho das mesmas. E isso impressionou o demônio, que se apaixonou perdidamente pela a jardineira. Numa noite ele apareceu e pediu ela em casamento. A jovem disse que só se casaria com ele se ele encontrasse uma rosa azul. Ele completamente apaixonado, rodou o mundo procurando tal rosa. E quando finalmente achou, sua amada morreu. Ele então jurou sobre o tumulo dela, que a esperaria eternamente com a rosa azul. Assim, a rosa azul só vai aparece quando a jardineira voltar para os braços do amado. – Contou ela, dividindo a atenção da estrada e eu.
- Que triste! – Falei decepcionada com o fim.
- É um pouquinho. – Disse ele sorrindo da minha expressão de decepção com o final da estória. – Nem sempre dá certo San. Às vezes simplesmente te tiram que amam. – Falou ela com um sorriso triste, e tive certeza de que ela se referia a Megan.
Não disse nada, só botei minha mão sobre sua perna em sinal de conforto.
- Espero que seu irmão não tenha escolhido a flor, por esse motivo. – Falei brincando, quebrando o clima que se formara.
- Não, ele só escolheu essa porque é a cor do Power Ranger preferido dele. – Brinca ela, com um sorriso doce.
Enfim chegamos. Nos despedimos e ela foi embora. Eu subir em direção ao meu apartamento. Tudo o que eu queria era dormir, e me preparar, pois o dia seguinte seria difícil. Iria ver Brittany, e não tinha como fugir.
Amanhã... O que será que me espera?
Notas finais
Gsotaram? Espero que sim.
Alguém tem algum palpite sobre o que vai acontecer?
Se tiver, pode conpartilhar comigo. =D
Beijos
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