Love And Danger Go Hand In Hand.
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Narração: Lizza Wasrolovickky
Relutante meus olhos se abriram acertando um soco em meu despertador que tocava sua musica irritante enquanto indicava que era 05h00min da manhã, fazendo-o cair no chão. Novamente fechei meus olhos tentando recuperar meu sono que havia sido interrompido, mas, como a minha felicidade dura muito pouco, novamente o despertador começou sua musiquinha irritante me fazendo jogar meu travesseiro longe.
- Que merda, já levantei! – Disse sonolenta enquanto me sentava na cama fiquei encarando o nada por um longo tempo até ouvir três batidas fracas na porta me fazendo suspirar.
- ENTRA! – Gritei suspirando novamente enquanto me levantava da cama logo a porta se abriu e era a Dora, a nossa governanta. Ela é super legal comigo menos com a Marina que abusa, sabe? Na realidade o nome dela é Dorotéia, ela cuida de nós desde que a Marina nasceu ela é tipo uma mãezona. Mas, tem hora que me irrita totalmente por me tratar como se fosse um bebê, ela passa a maior parte do tempo, na realidade todo o tempo.
- Ai, ai, ai mocinha! Ainda está de pijama? – Perguntou fazendo uma falsa cara de brava me fazendo suspirar mais uma vez enquanto entrava no banheiro. Tomei um banho bem quente enquanto sentia o sono aumentar, sai enrolada na toalha e meu uniforme ridículo estava emcima da cama, uma camisa pólo branca com o nome do Colégio Sánchez, uma calça capri azul marinho e um all star branco. Vesti-me rapidamente, penteei meu cabelo fazendo uma trança de lado, passei um lápis, um pouco de blush e peguei minha mochila em seguida saindo do meu quarto. Caminhei lentamente pelo enorme e luxuoso corredor, descendo rapidamente as escadas e indo para sala de jantar, onde todos estavam sentados em volta da enorme mesa, sorri forçadamente me sentando ao lado oposto da minha irmãzinha querida.
- Bom dia Lizza! – Disse meu pai num tom sério enquanto lia o jornal e dava pequenos goles em seu café.
- Bom dia pai! – Disse seca enquanto enchia meu copo com suco de laranja.
- Bom dia estranha! – Disse Marina sorrindo ironicamente em minha direção.
- Não trate sua irmã desse jeito Marina, ela tem nome! – Disse Dora que se encontrava em pé próxima a saída da sala de jantar.
- Não trate sua irmã assim e blá! Eu sempre sou a errada! – Disse Marina debochando enquanto passava um pouco de requeijão em sua torrada light me fazendo suspirar irritada.
- Será que não posso fazer meu desjejum em paz? – Perguntou meu pai irritado encarando a mim e a Marina com seu olhar frio.
- Desculpe! – Disse seca enquanto enchia a boca de suco.
- Sorry! – Disse Marina me encarando enquanto mordia sua torrada, o restante do café foi tranqüilo ninguém mais disse uma palavra se quer.
- Com licença, tenho uma reunião importante! – Disse meu pai dobrando seu jornal colocando-o sobre a mesa, se levantando logo em seguida sem dizer ao menos um tchau, me fazendo suspirar tristemente enquanto encarava a jarra de suco.
- Lizza venha senão irá se atrasar, e sabe como seu pai odeia que chegue atrasada por que... – Dora tentou continuar mais fui logo interrompendo.
- Porque uma Wasrolovickky nunca, jamais em hipótese alguma se atrasa para seus compromissos! – Disse tentando imitar a voz grossa do meu pai, mas o máximo que consegui foi arrancar risadas da Marina e da Dora.
- Então, vamos que o carro está esperando! – Disse ela puxando-me pela mão andamos rapidamente pelo enorme Hall e saímos da casa, entrando rapidamente numa BMW x5 que era usada somente por mim, me acomodei entre a Dora e o meu segurança Ruy, ele aparentava ter cerca de 40 anos e era um dos homens de confiança do meu pai. Nunca entendi porque tanta segurança se meu pai é apenas um empresário que possui grande nome por todo país, mas essa era a minha vida de prisioneira.
- Eai, Ruy tudo de boa na lagoa? – Perguntei fechando minha mão em punho e tocando na mão do Ruy que fazia o mesmo.
— Suave na nave e você? – Perguntou tentando fazer a gíria soar naturalmente, mas, apenas arrancou risadas.
— Eu mereço vocês! – Disse Dora com um sorriso enorme em seu rosto.
— Bom dia meu anjo! – Disse Ruy sorrindo largamente para Dora que deu um breve selinho. Eles são casados faz tempo, considerados da família e nos tratam super bem, até meu pai que é carrasco os trata super bem, o Ruy é um grande amigo do meu pai.
— Ajeita esse terno direito, tá errado! – Disse Dora toda maníaca por arrumação enquanto passava uma de suas mãos pelo terno de Ruy tirando algumas poeirinhas, até que de repente o carro freia bruscamente e Ruy nos olha assustado.
- Senhor fechou a rua! – Disse o motorista apontando para um enorme carro que estava parado no meio da rua e logo as quatro portas se abriram, onde quatro homens de preto usando máscaras seguravam armas enormes que eu não soube identificar, a Dora ficou assustada me envolvendo com um de seus braços enquanto Ruy jogava uma enorme arma para o motorista e pegava outra, ele passou o rádio pedindo reforços e a voz disse que em cerca de 10 minutos estariam lá.
— Não saiam do carro e fiquem abaixadas, vai dar tudo certo! – Disse dando um breve selinho em Dora e passou sua mão livre em meu cabelo bagunçando-o tentando me tranqüilizar. E logo, os quatros homens começaram a encher o carro de tiros, Ruy e o motorista abriram as portas se escondendo atrás delas enquanto tentavam acertar-los.
— Ai meu deus, tem que chamar a polícia! – Disse desesperada enquanto caçava na minha mochila o celular, mas estava tão nervosa que tremia muito atrapalhando um pouco a procura.
- NÃO! – Gritou Dora varejando minha mochila longe a olhei sem entender nada, enquanto o barulho dos tiros aumentava.
— Por quê? Quer sair viva daqui ou prefere morrer? – Perguntei indignada enquanto tentava alcançar minha mochila que estava caída no banco do passageiro.
— Não podemos envolver a polícia no meio, seu pai não gosta de escândalos! – Disse ela num tom estranho evitando me olhar nos olhos. Tinha algo muito estranho nisso tudo, seguranças, bandidos e nada de polícia. Quando faltavam poucos centímetros para conseguir segurar a mochila ouvi um barulho forte de tiro, olhei para o lado e só pude ver o motorista cair com tudo no asfalto, olhei assustada para Dora que pegava uma enorme arma embaixo do banco.
— Não, por favor... Não! – Disse com o tom de voz cada vez mais fraco, ela sorriu fracamente para mim e abriu a porta do seu lado em seguida começou a atirar, peguei o rádio que estava emcima do banco.
— Por favor, ajudem! – Disse com a voz chorosa enquanto apertava o botão do rádio.
- Estamos chegando, há quantos homens? – Perguntou a voz grossa no rádio, apertei novamente o botão com a mão trêmula.
— Ainda restam três homens! – Disse respirando fundo enquanto observava os homens encapuzados que ainda trocavam tiros com Dora e Ruy, e logo ouvi o barulho de um carro cantando pneus bem atrás de onde estávamos os três homens correram rapidamente para o carro, largando o quarto homem no chão. Em seguida, Dora e Ruy tentavam acertar as rodas do carro que virou cantando pneus à primeira esquina sumindo rapidamente, deixando somente um enorme silêncio que era rompido pela batida frenética do meu coração. Eu estava sentada ali naquele banco petrificada, não acreditando naquela cena de filme que tinha acabado de acontecer.
- Precisamos tirá-la daqui, ainda pode estar correndo risco! – Disse uma voz estranha não tive o mínimo trabalho se quer de olhar o dono daquela voz.
- Só pode ser a mando dele... – Disse uma voz que reconheci ser a do Ruy.
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