Love
1 Capítulo Único
"Rose, como é estar apaixonada? Tipo, amar alguém." A pergunta martelava em sua mente, repetidamente.
Ela estava sentada em sua poltrona favorita no salão comunal da Grifinória quando sua prima, Lilian Luna Potter, lhe perguntou o significado de algo tão complexo. Apesar de tudo, Rose não deixava de responder nenhuma pergunta. Então lá estava ela, recordando-se de todos os relacionamentos que tivera anteriormente.
Da primeira vez em que gostara de um garoto, ela tinha treze anos. Era na época em que ela usava um aparelho ortodôntico e trancinhas. Ela não tinha a menor chance de sair com um cara com Endrell Finnigan, mas ele viu algo nela, ou ela achou que ele viu. Ele lhe deu seu primeiro beijo e sua primeira decepção amorosa. Não, ela não amou o garoto, foi só uma quedinha.
Oh, teve aquela vez... com Jason Lockwood. Ela fazia dupla com ele na aula de Transfiguração e ela sempre ajudava ele. Essa foi a primeira vez em que ela entendeu o significado de paixão platônica, gostava do garoto mas ele não gostava dela. Amor é algo recíproco, então ela não amava-o de verdade.
Também houve um lance com Raphael Jones no sexto ano. Eles transaram na torre de astronomia, na sala precisa, nos jardins, no dormitório e em vários outros lugares. Mas foi apenas isso; sexo. Ela nem sequer gostava dele, só achava que ele fodia bem. Mais uma vez, nada de amor nessa relação.
-Então... você nunca amou ninguém? -A garota ruiva de olhos castanhos brilhantes perguntou, após ouvir o relato de toda a curta vida amorosa da prima. Ela parecia decepcionada.
-Depende da sua definição de amor. Eu amo minha meus pais, meus primos e meus amigos. Agora, sobre amar um garoto que não tenha meu sangue, apenas Scorpius. Mas acho que não quer saber sobre amor fraternal. -Rose respondeu enquanto enrolava as pontas de seus cabelos ruivos.
Lily deu de ombros voltando seus olhos para um livro de romance trouxa que carregava, deixando o assunto de lado, decepcionada demais com o fato de não conseguir uma descrição do amor- que não viesse de seus livros, é claro. Rose viu quando seu irmão atravessou o Salão Comunal em sua direção, carregando uma caixa misteriosa e que provavelmente continha algo repugnante que tiraria vários pontos da Grifinória.
-Rosie, eles estão te esperando lá fora. -Hugo avisou quando se sentou ao lado de Lily Luna, que ficou vermelha como um tomate ao notar o quão próximo ele estava.
Rose assentiu enquanto se levantava, fazendo um comentário que deixou a jovem Wealey ainda mais vermelha. Talvez Rose não soubesse o que era amar alguém desse jeito, mas Lily talvez pudesse lhe contar, algum dia, quando assumisse para si mesma o que sentia. Porque Lily Potter amava Hugo Weasley, ou estava bem perto disso.
Caminhou até o quadro da mulher gorda, empurrou-o e se viu em frente de duas pessoas que ela realmente amava. Amava mais do que qualquer cara por quem tivesse uma queda. Afinal, ela não sabia se colocaria a si mesma na frente de Dominique Weasley ou de Scorpius Malfoy. Provavelmente não.
_Wow, ai está a garota que vai totalmente perder no jogo de hoje. -Scorpius provocou-a enquanto passava seus braços pelos ombros da garota.
_Você está com medo de perder, Malfoy. -Dominique acusou enroscando seu braço no de Rose, que deu uma risada abafada.
_É, Scorpius, eu vou acabar com você, tenho absoluta certeza de que vai dar uma de Scorpius e se distrair no meio do jogo. -Ela sorriu maliciosamente.
_Bem que você queria. -Ele bagunçou seus cabelos ruivos enquanto chegavam no salão principal.
E, ali no meio de suas pessoas favoritas em todo o mundo, ela percebeu que não precisava de um garoto entre suas pernas para saber o que era amor. Ela amava aquele sonserino e aquela corvina mais do que tudo no mundo. Enquanto estivesse entre aqueles braços reconfortantes, ela saberia o que é amor.
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