L.o.v.e
1 Prólogo
Notas iniciais
Podem ouvir essa música http://www.vagalume.com.br/little-mix/cannonball.html enquanto leem o capítulo.
Era mais um dia normal.
Estava a caminho do colégio, sozinha.
Então foi ai que o vi.
Um garoto pálido sentado na calçada, perdido. Seu cabelo era diferente, e tinha uma coloração branca. Era tão branco quanto as nuvens.
Ele era tão bonito. Uma beleza estranha, diferente.
Meu celular começou a tocar. Peguei-o no bolso da calça que eu vestia. Abri a mensagem que acabara de chegar.
O que acha que está fazendo olhando para um estranho?
❖ ₪ ❖
Pisquei.
Varri o olhar pelos arredores, não havia ninguém ali exceto eu e o garoto estranhamente branco.
Continuei a caminhar, até perceber que o menino agora me encarava, e seguia os meus passos com os olhos.
Merda, pensei.
A última coisa que eu iria querer agora era ser estrupada por um garoto com cara de tarado e que aparentemente era albino.
Apressei o passo até chegar a bifurcação que fica perto da minha escola, aonde costuma estar mais cheio de gente.
O problema é que o anormal caminhava atrás de mim, e quando virei o rosto para trás ele fez um sinal com as mãos pedindo para eu o esperar.
- Er, olá. — O garoto piscou seus olhos azuis-quase-brancos tão rápido quanto uma metralhadora carregada atirando no exército inimigo.
- Oi. — Coloco uma das mãos na alça da bolsa, franzo o cenho e me preparo para correr até ter certeza de que ele não quer me sequestrar.
- É que sou novo nessa.. hm.. escola, e não sei aonde posso encontrar o laboratório de química sozinho. — ele puxou o horário de aulas de dentro do bolso do casaco preto, mostrando-o para mim.
Ótimo, pensei.
A minha primeira aula do ano seria do lado de um psicopata que quer atacar uma simples e solitária garota chamada Kyla. Quero dizer, eu.
- Ah, eu posso te levar lá. Vamos ser colegas de turma esse ano, creio eu. — seguimos até o corredor do laboratório, e entramos na sala exatamente quando o sinal toca.
O professor chegou.
Careca e gordo, largou seus pertences em cima da mesa, e se dirigiu a lousa. Anotou o seu nome.
Sr. Flitwickz
Professor de química.
Sentado ao meu lado, o branquelo finalmente disse:
- Uau, não sabia que eram tão pontuais aqui. — obviamente estranhei a pergunta.
- Quer dizer que.. nunca morou aqui? Nem mesmo nos Estados Unidos?
- Ahm, onde eu moro costumamos ser muito pontuais. Pontuais até demais, sabe?
- Não. Morava aonde? Na China?
- China? Que isso?.. O lugar de onde eu venho se chama Weber.
- Nunca ouvi falar. Fica em qual país?
- País?.. Eh, sabe.. fica no interior de, Alemanha? — ele rapidamente olhou para o quadro onde estava representada a fotografia de Einstein, com sua biografia escrita ao lado. Einstein era alemão.
- Ah, a Alemanha. Nunca conheci...mas me falaram coisas muito boas.
Como a Oktoberfest.
Onde os adultos velhos e gordos não fazem nada mais além de comemorar e beber cerveja.
- Caham. — o professor pigarreou — Será que os "pombinhos" poderiam deixar a conversa de lado e permitirem que eu continue a minha aula?
Ótimo.
O primeiro dia de aula não tinha nem acabado e eu já era odiada por um professor.
Acho que esse é um novo recorde.
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