As mentiras no vo mais te proteger .

Disse a voz idiota dentro da minha cabea pela milsima vez .

Serio posso as vezes ser um pouco idiota mais no sou surda , beleza ?

Aah sabe aonde eu estava agora ?

Sim , em alguma espcie de sonho estranho e paralelo e nadando .(com roupa seus pervertidos ) j fazia um bom tempo que eu nadava para frente . Estava tentando achar terra firme .

--

Mais difcil do que eu imaginava . No estou precisando respirar ( porque eu estou em um sonho da ) o que bem legal . A nica coisa ruim que quanto mais eu nadava , mais gelado ficava .

No que isso incomodasse muito na verdade incomodava sim mais eu conseguia me distrair bastante aqui .Dava para ver os corais , as algas , os milhes de peixes que nadavam ao meu redor , e se eu apertasse um pouco os olhos podia distinguir o contorno de um navio bem ao fundo .

Consegui me distrair por bastante tempo . At agora .

Tive que parar de nadar por causa que um peixe enorme comeou a passar na minha frente . Ele at era bonito , tinha listras pretas e brancas . Seus filhinhos iam logo atrs e eu comecei a acompanhar o movimento deles .

Os ltimos da fila iam aos poucos caindo como se fossem pedras . Eles no voltavam a nadar , iam afundando at chegar ao fundo do mar ou at um escuro estranho que ficava l embaixo isso continuou at chegar na me deles . Deu para ver os estalactites do gelo se apossando do corpo dela aos poucos at ela cair , sem vida .

Com um susto eu percebi .

Gelo .

Olhei em volta e vi que tudo ia gelando aos poucos . E ai comeou a minha corrida para nadar para cima . incrvel como nos sonhos quando precisamos realmente fugir ou correr de algo , as coisa parecem ir mais devagar .

- GRAAS ! exclamei quando finalmente conseguir chegar superfcie .

Comecei a respirar em arquejos e percebi que precisava mais do que pensava . Olhei em volta e percebi que no tinha nenhuma tipo de terra em volta .

timo .

Vou morrer congelada .

Comecei a sentir as pontas dos meus dedos congelando . Ah meu Deus , olhei em volta alarmada e vi que tinha um pontinho marrom , muito , muito longe . Tentei comear a nadar mais senti que alguma coisa me prendia e me puxava para baixo . Tentei bater mais os meus ps , mais nada . Quando tipo assim do nada aparece umas trs correntes da gua .

WTF ??

E elas se enrolaram em mim !

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHH SAI DE MIM !

E eu comecei a gritar que nem uma louca .

Eles comearam a se enrolar mais no meu corpo e ficaram me puxando para baixo , tipo muito rpido .Tentei me mexer mais nada , deu para ver nitidamente todo o resto do mar congelado.

E as drogas das correntes me puxavam cada vez mais rpido e mais para baixo . As finas camadas de gelo que se formaram eu acabava quebrando com o p , de to rpido .

Isso fode com o meu p mesmo .

E de repente , tipo do nada ( essas coisas do nada to me assustando oO )um claro vermelho inundou tudo . Tipo tudo o que era gua virou fogo e calor . Era insuportvel e me queimava toda . As correntes idiotas me puxavam para baixo .

Elas no vo te proteger mais .

Assim como as correntes o fogo me envolvia . Me queimando e me aprisionando mais e mais . No tinha para aonde correr ou fugir .

Voc sempre soube delas .

E para melhorar um pouquinho mais as correntes tinham virado labaredas de fogo . Obviamente eu comecei a me debater e gritar mais .

Como se adiantasse alguma coisa .

Das mentiras .

Uma das labaredas se fechou em pulso esquerdo e me queimou mais do que tudo . Tudo dois tanto , eu gritava e me esperneava , me debatia ... mais nada . Era to frustrante . O fogo subiu devagar queimando mais e chegando no meu brao e pelo mesmo se espalhou por todo o meu corpo .

Dessa vez o fim ?

E eu gritei mais forte que pude , ou o que minhas ultimas foras deixaram .

*~~*

Aquele claro me cegou . --

Era uma daquelas luzes bem brancas . Tipo a tal luz do fim do tnel .

- ser que eu morri ? sussurrei e percebi o quanto minha garganta estava seca . Aos poucos a intensidade da luz foi diminuindo e eu consegui ouvir as vozes que estavam ao fundo .

No que eu conseguisse entender alguma coisa , mais eu conseguia ouvir alguns chiados e tambm percebi o quanto a minha cabea doa e latejava , cada vez mais forte.

Levantei o meu brao ( detalhe , parecia que tinha chumbo nele ) e tentei colocar em cima da minha testa , mais na hora eu arregalei os olhos .

- AAAAAAAH TIRA ISSO DE MIM ! TIRA ! TIRA ! AAAAH

- se acalme senhorita disse uma mulher de branco

- ME ACALMAR O CARAMBA ! TIRAAAAA

- s uma agulha , querida . ela disse e segurou o meu brao .

- eu odeio agulhas choraminguei , virando o rosto principalmente as intravenosas .

- infelizmente querida voc vai ter que ficar com ela disse a enfermeira . Se ela continuar com esse querida eu vou mandar ela pra aquele lugar voc precisa se recuperar , precisa de bastante soro j que voc est bem desidratada .

- preciso me recuperar de que ? no , eu no sou idiota . J saquei que estou num hospital .

- voc no se lembra ? Aah ... voc bateu a cabea ... deve ter esquecido de algumas coisas ... o medico avisou , enfim , querida voc estava num restaurante com o seu amigo quando comeou um incndio e voc tinha batido a cabea ... seu amigo acabou te salvando .

- quem ele ?

- ela j acordou perguntou uma garota de cachos castanhos enfiando a cabea pela porta . DENISEEE !

E ela saiu correndo atrs de mim .

OMG

Quem essa louca ???

- DENISEEEEEEE !

- sai de mim ! eu disse e empurrei ela . Quem essa louca pensa que ?

- o que foi ? Denise ta tudo bem ? ela perguntou segurando o meu brao . devagar eu tirei o meu brao e todo o meu corpo de perto dela . Garota louca .

- Hmm ... querida ela acabou de acordar ... acho melhor voc voltar depois disse a enfermeira .

- NO ! Ela a minha melhor amiga ! disse a louca

- mesmo assim acho que melhor disse a enfermeira . Caramba essa garota j tava me irritando .

- Nada disso enfermeira , obvio que ela se lembra de mim , por que ningum nunca ...

- D pra voc ir embora ? Serio , eu nem sei quem voc ! interrompi ela mesmo .

- O QUE ?? Lgico que voc sabe ! eu sou a Jolie , lembra ? J-O-L-I-E , como voc pode se esquecer de mim ?

- Ah sei l ! Vai embora se no eu vou chamar o Daniel que o namorado da minha irm , e ele sempre me defende .

- desde quando voc tem irm ?

- han ... que tal desde quando eu nasci ?

- querida vamos embora disse a enfermeira puxando o brao da louca .

- O QUE ?? Vocs fizeram alguma coisa com a cabea dela s pode ... e ela foi embora .

Graas a Deus .

A enfermeira foi junto com ela e dava para ver da janelinha que tinha na parede elas brigando . Me virei de bruos e vi a enorme marca que tinha na meu pulso esquerdo , onde devia ficar a pulseira que a Louise tinha me dado . J fazia alguma tempo ... hmm sei l nem me lembrava . Aff ... eu no conseguia me lembrar de nada .

E tinha tipo essa garota louca ai falando de melhor amiga , e um incndio e um restaurante ... tipo como eu no consigo me lembrar disso ?

Suspirei frustrada . Tava morrendo de fome , com dor de cabea e ... ah sei l um monte de coisas .

- querida ? perguntou a droga da enfermeira . Xinguei mentalmente ela e essa droga de querida .

- que ? perguntei

- voc precisa de alguma coisa ?

- sim

- do que ?

Comida , banho , roupas novas porque a desse hospital era ridcula , de voc parar de me encher o saco , de me lembrar das coisas ... Enfim pedi o que sinceramente era o mais importante e a que sempre me ajudava .

- quero falar com a minha irm .

- sua irm ? ela pode vir at aqui ? ou ela est no internato ?

Internato ?? desde quando a Alice estuda num internato ?

- hmm acho que no .

A enfermeira entrou na sala e foi at o meu lado olhar o monitor .

- voc est com fome ?

- um pouco

- vou buscar um pouco de comida para voc . Que tal voc ligar para o seu pai ? A diretora da escola deixou o numero caso precisasse .

Ela me deu o numero e o celular . Depois foi embora . Comecei a discar e demoro um bom tempo at cair na caixa postal . Liguei de novo e caiu na caixa postal de novo . A porta foi aberta e eu sinceramente nem liguei , devia ser a enfermeira mesmo . Disquei o numero de novo .

Disquei o numero e atenderam

- pai ?

- Denise ?

- sim , pai ... voc pode vir me buscar ?

Olhei para o alto e vi o garoto mais bonito e de olhos to familiares olhando para mim.

*~~*

Estava arrumando as minhas coisas numa malhinha , as tais coisas estavam dentro do meu supostamente quarto . Que ficava supostamente dentro da minha escola , que era o tal internato.

Aquela garota louca tinha vindo aqui me dar tchau , acho que ela ficou com um pouco de raiva de mim por eu ficar chamando ela de louca e dar alguma patadas nela ... Ah fala serio eu nem sei quem ela .

Enfim , estava esperando a droga do meu pai que ainda tinha me feito ficar quatro dias em repouso tratando das minha queimaduras .

Aquele garoto bonito tinha ficado no meu quarto me olhando daquela vez que eu tava falando com meu pai , ai tipo ele virou e foi embora ? Tipo ... hn ?? quem voc ?

Sabe tudo o que eu mais queria era que o meu pai viesse o mais rpido possvel me tirar desse lugar de loucos . Ah e tipo a Louise tinha me deixado uma carta nada a ver . Nossa desde quando nos somos melhores amigas e tals ?

- hm posso entrar ? virei para trs e encontrei o gatinha do hospital parado na porta .

- pode

- ento voc vai embora mesmo n ?

- hm ... ... acho que sim

- ah ... t .

E ns ficamos nos encarando .

Que bom .

- hmm ... foi voc que me salvou ?

- ah foi .

- ento ... obrigada por ter tipo ... sabe salvado minha vida .

- voc se lembra disso ?

- no ... a enfermeira me contou .

- ah .

Olhei pela janela e vi o carro do meu pai chegando , Peguei minha mala e quase corri at o saguo .Abri os portos do tal saguo desesperada e sorri pela primeira vez . Adeus loucos .

- DENISEEE ! DENISE ESPERA ! DENISEE !

Virei para trs e vi aquele garoto de novo . Estava parando atrs de mim recuperando o flego .

- por favor ... no v embora . Por favor

- desculpa mais ... eu tenho que ir .

- por que ?

- aqui no o meu lugar .

- como assim ?

- eu ... eu tenho que ver a minha irm

- que irm ?

- caramba a minha irm ! eu preciso dela

- e posso saber o porque ?

- eu no sei o que fazer ta bom ! eu no me lembro de nada , eu no sei aonde estou , no sei o que aconteceu e nem nada disso . Eu preciso da ajuda dela porque ... porque sempre que eu tinha medo ela me ajudava .

- e voc est com medo agora ?

- um pouco sussurrei .

Ele comeou a me olhar com raiva . Depois segurou nos meu ombros e me beijou .

No foi um daqueles beijos de cinema mais fez sentir aquele negocio estranho na barriga .

Ele se separou de mim e me olhou bem fundo nos olhos .

- Voc vai se lembrar . De mim , da Jolie e daqui . Um dia , eu sei .

Eu toquei no rosto dele e percebi o quanto os olhos dele eram lindos .

- eu avisarei ... quando eu conseguir me lembrar . Eu prometo .

Ele sorriu .

- espero que voc encontre o seu lugar . E ... que pelo menos seja perto de mim .

Eu sorri de volta e me virei . No olhei para trs . Abri a porta do carro e entrei de uma vez . Meu pai comeou a falar comigo mais eu nem ouvi . Eu nem sabia o nome dele mais ... eu sabia que ele era especial e sentia que quanto mais longe eu ficava daquele lugar , mais longe ficava um pedao do meu corao . E no fundo eu tambm esperava que o meu lugar fosse ao lado dele .