Louco Amor

76 Capítulo 76


Notas iniciais
Oii gente! Desculpa a demora para postar! Esse capítulo eu vou dedicar a Caroline Vilas Boas... Espero que gostem, desculpa se tiver algum erro e boa leitura!!

Pov’s Diego

Acordei e fiquei olhando a mulher mais linda do mundo dormindo em meu peito. Tirei parte do seu cabelo que cobria aquele lindo rostinho e coloquei atrás da orelha. Fiquei ali acariciando o rosto mais lindo que eu já tinha visto e pensando em tudo o que já tínhamos passado. Que louco era tudo aquilo. Mesmo depois de tantas brigas, depois de tantos desencontros e tantas coisas o nosso amor estava mais forte do que nunca e gritava dentro de nós a cada olhar.

Perdi a noção do tempo admirando aquele rosto angelical, me transportei para outro mundo enquanto olhava para ela. Sorri ao ver o brilho daqueles olhos verdes ao acordar e ao ouvir o som daquela voz dizendo:

– Bom dia... – Ela disse sorrindo e me olhando nos olhos.

– Bom dia meu amor. – Eu disse acariciando o rosto dela.

– Não perde a mania de ficar me olhando dormir não é?

– Eu não consigo parar de te admirar. É muito difícil.

– Sabe que eu pensei que nunca mais ia ter um momento assim com você?

– Eu também pensei. Eu pensava que você nunca ia me perdoar por... – Antes de concluir a frase ela me calou colocando um dedo em minha boca.

– Nem pronuncie isto porque vai estragar o momento. Te perdoei virgula. Faz isso de novo para você ver só.

– Ai... Cadê aquela Clara doce que estava aqui há 1 minuto atrás?

– Não sei não. – Ela disse fechando os olhos e virando o rosto.

– Eu sei que ela ainda está aqui. Não se esconda. – Eu disse fazendo cócegas nela.

– Para Di!!! Por favor!! – Ela disse dando gargalhadas.

– Parar? O que é isso? – Eu disse fazendo mais cócegas nela.

– Deixa de ser mau!! Me solta vai!!

– Por que eu iria te soltar? – Eu disse com parte do corpo em cima do dela e a olhando nos olhos.

– Não sei...

– Não vou te soltar nunca mais. – Eu disse segurando o rosto dela com uma mão e aproximando meus lábios do dela.

Começamos a nos beijar e eu esqueci do mundo por completo. Esqueci dos problemas que nos rodeavam. Aquele momento poderia durar para sempre.

O beijo que tinha começado calmo se tornou intenso e cheio de desejo. Eu não conseguia parar de beija-la nem por um segundo. Quando o ar se fez extremamente necessário, comecei a dar beijos no pescoço dela. Ela acariciava minha nuca me deixando com mais vontade de ama-la. Parei por um minuto com a testa encostada na dela, nos olhamos nos olhos e sorrimos. Ela me beijou novamente abrindo minha blusa e no momento em que eu tentava a ajudar o meu celular tocou.

– Seu celular... – A Clari disse olhando para o criado mudo.

– Como sempre nos atrapalhando... – Falei sentando na cama e pegando o celular.

– Quem é?

– É a Cássia...

– Tá... – Ela disse sentando na cama.

~ Ligação ON ~

– Alô.

– Diego posso saber onde é que você está?

– Alguém morreu Cássia?

– Não por que?

– Você está nesse desespero atrás de mim. Estou bem.

– Eu fico feliz em saber que você está bem mas não foi isso que te perguntei.

– E é o que, que você quer? Para de me pressionar.

– Quero saber onde você está.

– Eu estou na casa de um amigo para com isso.

– E quem está ai?

– Não tem mulheres aqui se é isso que você quer saber.

– Sei... Que amigo é esse?

– Você não conhece depois te apresento.

– Diz que ama? Estou com saudades de ouvir você dizendo isso.

– Ah... Claro... Eu te amo.

– Ama muito?

– Sim, muito.

– Ai!! – A Clara disse derrubando o copo que estava do lado da cama.

– Quem que gritou ai do seu lado? Isso foi voz de mulher?!! Diego fala verdade!!

– Que? Alô? Cássia eu não consigo te ouvir...

– Diego me explica isso!!

– Alô? Eu não estou ouvindo!!

~ Ligação OFF ~

– Clari você está bem? – Eu disse me aproximando dela.

– Tá sim. Pode deixar que estou bem. – Ela disse se levantando.

– Aonde você vai?

– Vou pegar pano e um jornal para embrulhar os cacos.

– Não amor você pode se machucar.

– Não tem nada não. Só vou limpar.

– Deixa tudo ai que eu faço venha aqui agora. – Eu disse me levantando e indo atrás dela.

– Diego me deixa tá? Eu posso muito bem limpar o chão e... – Ela parou por um instante me olhando.

– E?...

– Diego você está andando sem as muletas?

– Verdade. Estou andando sem elas. – Eu disse sorrindo e olhando para minhas pernas sem acreditar muito.

– Parabéns!! – Ela disse sorrindo. – Agora eu vou limpar o chão e depois me arrumar.

– Se arrumar?

– Eu tenho que ir para a minha casa.

– Mas você pode ficar um pouco mais aqui comigo.

– Não Diego. Sua noiva já está louca atrás de você. Já nos arriscamos demais. – Ela disse recolhendo os cacos e jogando no lixo.

– Esquece ela por favor. Ela nem sabe onde estou.

– Deveria saber afinal é ela a sua noiva e a mulher que você ama não é? – Ela disse indo para a varanda do quarto.

– A mulher que eu amo é você e ela só continua sendo minha noiva por questão de segurança, você sabe. – Eu disse abraçando ela por trás.

– Eu ouvi você dizendo que a amava. – Ela disse abaixando a cabeça.

– Porque ela pediu... Clara é você que eu amo. Você é a única.

– Mesmo? – Ela disse se virando para mim.

– Mesmo. Eu te amo com minha alma María Clara. E hoje você é minha... Só minha... – Eu disse a beijando.

– Eu estou muito mas muito feliz em te ver andando sem as muletas. De verdade estou muito feliz. – Ela disse sorrindo e me abraçando forte.

– Eu sei que sim. Eu estou muito feliz de poder estar andando normalmente e de estar compartilhando isso com você. – Eu disse apertando ela.

Ficamos abraçados por um tempo na varanda olhando a piscina e o sol lindo que fazia. O silêncio tomava conta do momento e eu apenas sentia o perfume da Clara. O perfume de sempre que eu amava, o perfume natural dela.

Era tão bom tê-la novamente em meus braços, sentir o corpo dela junto ao meu. Nem dava para acreditar que aquilo estava mesmo acontecendo.

– Amor?

– Oi.

– O que foi? Você está tão quietinha e calada...

– Estou olhando esse dia lindo que faz lá fora e pensando que podíamos dar um mergulho juntos...

– E sabe o que podíamos também?

– O que?

– Voltar de onde paramos antes do meu celular tocar... – Eu disse dando beijos no pescoço dela.

– Hmm... Não. Não podemos. – Ela disse saindo dos meus braços.

– Por que? – Eu disse fazendo carinha triste.

– Eu já te disse o porque. Quero que as coisas continuem assim...

– Não posso fazer nada para mudar isso?

– Não.

– E até quando vai durar?

– Até eu sentir que nada pode nos separar novamente.

– Ninguém me separa mais de você. Prometo. Dessa vez eu quero fazer tudo certo sem erros e sem precipitações. Quero só te amar, te proteger e te fazer muito feliz.

– Isso você já faz... – Ela disse acariciando minha barba e me beijando.

Demos mais um beijo apaixonado cheio de paixão, carinho, desejo, felicidade... Era impossível parar de beija-la, eu podia continuar beijando-a pelo resto da vida. Eu nunca amei tanto uma mulher como amava a Clara.

– Então vamos para a piscina? – Eu disse acariciando o cabelo dela.

– Sim mas antes só mais uma coisa... – Ela disse me beijando outra vez. – Eu senti muita falta dos seus beijos.

– Eu também. Tenho vontade de te beijar 24hs... Clara?? – Eu disse abrindo os olhos.

Eu abri os olhos e ela já não estava no quarto comigo. Bati na porta do banheiro mas ela não estava lá, então fui até a piscina e lá estava ela sentada na beira só de sutiã.

– Nem me esperou né? Me deixou lá falando sozinho.

– Desculpa amor mas é que se eu não saísse nunca iriamos sair. Íamos ficar entre um beijo e outro... – Ela disse rindo.

Eu tirei a roupa e entrei na água só de cueca. Dei alguns mergulhos e fiquei na borda conversando com a Clari.

Ela sorria, me fazia carinhos e me dava alguns beijinhos enquanto eu a abraçava pela cintura e depositava alguns beijinhos em sua barriga.

– Não vai entrar na água?

– Vou sim mas é que aqui assim tá tão bom... – Ela disse alisando meu cabelo.

– Vem pra cá que eu faço isso ficar melhor ainda. – Eu disse dando uma leve mordida em sua barriga.

– Ai... Eu vou mas sem safadezas Diego.

– Eu sou inocente. – Eu disse me afastando um pouco da borda.

– Sei... – Ela disse tirando a calça e mergulhando.

Mergulhei de encontro a ela, a dei um selinho em baixo d’água e depois subimos juntos. Ficamos nos olhando nos olhos por alguns segundos até a Clara me dar um selinho e nadar até o outro lado da piscina. Fui até ela e a imprensei na borda, comecei a dar vários beijos em seu pescoço e a dizer em seu ouvido o quanto ela era maravilhosa e o quanto eu a amava.

Começamos a nos beijar e eu senti ela entrelaçando as pernas em volta da minha cintura e os braços em meu pescoço. O clima começou a esquentar e eu já não conseguia nem queria parar de beija-la. Dei algumas mordidas nos lábios e no pescoço dela. Ela acariciava minha nuca e minhas costas enquanto mordia minha orelha me deixando cada vez mais excitado. Abri o sutiã e ela me empurrou.

– O que foi agora?

– Eu não quero Diego...

– Como que você não quer? Eu sei que isso não é verdade... – Eu disse me reaproximando dela.

– Eu quero e não quero... Isso é tão importante para você assim? Não sei, as vezes acho que você só quer isso comigo.

– Isso não é verdade. Não quero só isso, eu quero te beijar, poder te cuidar, te fazer feliz... Eu quero amar você.

– Eu te amo muito mas preciso de um tempo para isso. Já estou cansada de me entregar para você e em seguida você me deixar.

– Eu também te amo muito e dessa vez de verdade não vou deixar que mais nada nos atrapalhe.

– E o seu casamento? Você ainda vai casar né...

– Confia em mim Clari por favor. Só mais essa vez. Não vou te decepcionar. – Eu disse dando um beijo na testa dela.

– Vamos? Está ficando tarde e eu tenho que ir para a minha casa e você para a sua...

– Eu não queria não mas sim temos que ir infelizmente.

Saímos da piscina, nos arrumamos, ficamos um tempo nos beijando antes de sairmos. Era mais forte que eu, não conseguia parar de beija-la. Nunca me senti tão feliz desde que acordei do coma.

Quando cheguei em casa tive de lidar com o mau humor da Cássia e tentar me controlar para não explodir. Ela me pediu várias explicações e queria um relatório da minha noite e do meu dia e as únicas coisas em que eu pensava eram na Clari e no meu plano para descobrir quem era a pessoa que fazia as ameaças.

Pov’s Clari

Acordei com o Diego me olhando. Eu já tinha esquecido como era acordar e ver aquele homem do meu lado sorrindo. Ele era tão maravilhoso e tão encantador. Eu não tinha como não o amar.

Estávamos nos beijando quando o celular do Diego começou a tocar para variar e atrapalhou mais uma vez. Fiquei irritada ao ouvir ele dizer “te amo” para a Cássia e acabei derrubando um copo que fez barulho e deixou o Diego preocupado pensando que eu tinha me cortado.

Estar com ele era maravilhoso mas eu não suportava a ideia de ter de dividir ele com outra ou pior, a ideia de ser a outra na vida dele. Me doía saber que aquele momento acabaria e que ele iria voltar para a casa dele e eu para a minha. Me doía mesmo sabendo que tudo aquilo era temporário.

Passamos parte do dia na piscina conversando e namorando. Foi tudo tão perfeito, cada beijo dele me deixava mais apaixonada. Outra vez os beijos esquentaram e eu o parei. Não queria me entregar a ele por medo dele me deixar mais uma vez e eu voltar a sofrer. Acho que de primeira ele se irritou um pouquinho mas depois compreendeu.

Depois de uma longa despedida com muitos beijos sai com o meu carro e o Diego pegou um taxi para a casa dele. Fui todo o caminho pensando em cada momento, em cada beijo, em cada palavra. Eu estava me sentindo maravilhosamente bem. Por mim aquele dia nunca mais acabaria.

Assim que abri a porta tive uma surpresa, digamos que inicialmente uma surpresa boa.

– Mãe? Quanto tempo!

– Se você não me procura, eu te procuro.

– Não fala assim. Eu só estou um pouco ocupada demais com trabalho e meus filhos e tudo mais.

– Hum... Fazer o que não é?

– Deixa de drama mãe. – Eu disse dando um beijo e um abraço nela.

– Como você está?

– Bem muito bem e você?

– Estou bem... E por que esse “muito” e esse sorriso todo ai?

– Eu não estou sorrindo...

– Está sim e seus olhos estão brilhando. Estão brilhando de uma maneira que eu não vejo há muito tempo...

– Não é nada. Só estou muito feliz porque o caso da Letícia está andando, tenho meus filhos juntos novamente e logo vou poder contar toda a verdade para a Letícia. Tudo isso me deixa muito feliz. Sem contar no meu trabalho que está indo muito bem.

– Muita notícia boa realmente. É só isso mesmo?

– Sim... O que mais seria?

– Não sei, mas eu te conheço e você está estranha. Está me escondendo algo.

– Que isso mãe. Eu não estou te escondendo nada. Absolutamente nada.

– Tudo bem, se não quer contar não conta. Mas saiba que quando quiser falar estarei aqui.

– Eu sei mãe. Obrigada. – Eu disse abraçando ela.

– Agora eu já vou. Está ficando tarde.

– Eu te deixo em casa.

– Não precisa meu amor. Você acabou de chegar. Vai descansar, eu pego um táxi aqui.

– Então eu te dou o dinheiro. – Eu disse abrindo a bolsa.

– Você não tem jeito né Clari? Não precisa de nada disso filha.

– Aceita mãe, por favor.

– Mas aqui tem muito mais que o dinheiro do táxi.

– Eu sei. Gaste o resto como quiser. É todo seu. E vê se vem me ver mais vezes tá?

– Está bem. Eu prometo que virei mais aqui mais vezes. Te amo. – Ela disse me dando um beijo na testa e saindo.

– Também te amo mãe. – Eu disse fechando a porta.

Fui para o meu quarto, tomei um banho longo e relaxante. Depois liguei o som e deitei na cama. Comecei a sorrir pensando no Diego e na noite e no dia incrível que ele tinha me dado. Que loucura era tudo aquilo que eu estava vivendo com ele.

Tive meus pensamentos interrompidos pelo Murilo ligando.

~ Ligação ON ~

– Oi Murilo.

– Oi meu amor, como você está?

– Estou bem e você?

– Melhor agora que estou ouvindo sua voz.

– Ok e o que você quer?

– Que grosseria Clari. Só liguei para saber como você está e matar as saudades. Liguei para sua casa hoje o dia todo... Onde você estava?

– Isso não é da sua conta.

– Que mau humor... Namorado novo? Eu não mordo não.

– Não tem nada haver com isso não... Murilo eu estou muito cansada tá? Até amanhã.

– Tudo bem então. Descanse.. Te amo.

~ Ligação OFF ~

Levantei da cama e fui até a cozinha beber um copo de água.

– Clari!! Está tudo bem?

– Oi Dalvinha. Está tudo bem sim e você? Passou a noite bem?

– Eu passei sim e você?

– Ótima noite. – Eu falei sorrindo.

– E esse sorriso todo? Eu imagino que esse sorriso tenha nome e sobrenome.

– Shiiuuu Dalva. Não fala isso. Sério nem pense em falar isso.

– Mas por que?

– Eu não posso te dizer mas eu e o Diego não estamos juntos tá?

– Sei...

– Dalva sério. Para todos os efeitos não estamos. Você tem que guardar isso com você e não dizer nem a sua sombra. Para a minha, a sua, segurança.

– Ai você está me assustando.

– Eu também estou bastante assustada mas acho que enquanto isso estiver em segredo estaremos todos seguros.

– Da minha boca não sai nem uma palavra. Pode ficar sossegada.

– Obrigada Dalvinha. Agora eu vou deitar tá? Estou muito cansada. Preciso dormir.

– Ok. Boa noite e descansa!

– Você também. Boa noite.

Deitei na minha cama e voltei a pensar no Diego. Fiquei morrendo de vontade de ligar para ele ou mandar uma mensagem mas achei melhor não. Se a Cássia visse ia dar problema e talvez estragasse os planos dele.

Tudo o que eu queria era que ele descobrisse logo quem era que estava tentando nos separar e que pudéssemos ficar juntos sem medo algum. Queria gritar ao mundo o quanto eu o amava e o quanto ele era perfeito. Peguei uma foto dele na gaveta do criado mudo, comecei a sorrir e a falar em voz alta que o amava quando...

Notas finais
Comentem!!!! Beijos!! :*