Louco Amor

73 Capítulo 73


Notas iniciais
Oii gente!! Amei muito os comentários de vocês, vou tentar responder agora porque não tive tempo hoje para isso. Aqui está mais um capítulo. Eu espero mesmo que vocês gostem e que estejam com vontade de saber o que vai acontecer com o casal que todos esperam o dia que ficarão juntos de vez... Mas bom, por enquanto nossa história fica assim. Logo eu tenho algumas revelações para fazer na história que vai mudar tudo completamente. Boa leitura a todos e me desculpem se houver algum erro!!!

Pov’s Letícia

Acordei cedo como de costume e minha mãe não estava na cama. Estava fazendo frio por causa do ar condicionado e eu fiquei com preguiça de sair da cama. Comecei a gritar minha mãe mas quem apareceu foi a Clari. Minha mãe tinha saído de novo sem mim.

– O que foi Lele?

– Nada não. Só queria minha mãe mesmo.

– Ela saiu...

– Sem mim? E o que eu vou fazer sem ela?

– Calma. Fica tranquila. Podemos fazer muitas coisas, tipo tomar banho de piscina.

– Piscina? Sério?

– Sim. Está fazendo muito calor lá fora.

– Mas eu não tenho roupa para isso.

– Não se preocupa com isso não porque o Flávio, sabe o Flávio?

– Sei, ele é legal.

– Pois é. Ele já foi na rua e trouxe um biquíni lindo para você que eu pedi.

– Ah obrigada Clara!!!

– Por nada, mas antes de qualquer coisa tomar café.

– E o que tem para comer?

– O que você quiser.

– Ah não sei.

– Vamos diga uma coisa que você queira no café da manhã.

– Frutas...

– Tem um monte. Você pode comer a vontade.

– Por que você é tão legal comigo? Ninguém nunca me tratou assim.

– Por que? Rs Não da para te explicar agora o porque. Só saiba que eu te adoro, te amo muito.

– Eu também te adoro. Você é um anjinho.

– Não, você que é um anjinho e um lindo anjinho por sinal. – Ela disse com os olhos marejados.

– Chora não.

– É que eu fico emocionada facilmente.

– Você tem um coração bom.

– Vamos tomar café? – Ela disse com um sorriso largo.

– Vamos sim.... Clara!

– O que foi?

– O chão está frio...

– Vem aqui meu amor. – Ela disse me pegando no colo.

A Clara tomou café da manhã comigo, brincamos um pouquinho. Ela me ajudou a trocar de roupa e quando estávamos saindo do quarto o Pietro saiu do quarto dele esfregando os olhos.

Fomos para a cozinha acompanhar o Pietro e encontramos com o Flávio bebendo água. Ele me carregou e começou a me girar. Foi muito divertido mas eu fiquei com um pouco de medo no inicio. A Clari ria e o Pietro gritava pedindo para que o Flávio girasse ele também.

Eu estava passando os melhores dias da minha vida inteira na casa da Clara. Eu estava me sentindo especial pela primeira vez.

Depois de brincarmos na cozinha o Pietro se trocou com a ajuda da Clara e fomos todos para a piscina. Eu nunca tinha visto uma piscina de perto, era muito grande. Na verdade a casa toda da Clari era muito grande.

A Clara me passou um monte de bloqueador solar, me deixou toda branca e me colocou boias também.

– Vai Lele, agora você pode entrar na água.

– Eu... Eu tô com medo Clari.

– Por que meu amor? Não precisa ter medo não.

– É muito grande...

– Então espera ai que eu entro com você.

– Está bem.

A Clari fez a mesma coisa com o Pietro e logo ele saiu correndo e se jogou na piscina. Eu queria ter a coragem dele. Ela pegou na minha mão e foi andando comigo até a borda da piscina.

– Eu vou entrar e você pula nos meus braços tá?

– Tá bom. Você vai me pegar né? Não me deixa cair não.

– Fica tranquila que eu não vou te deixar cair. E mesmo que caia, você está com boias. Não vai acontecer nada demais. – Ela disse entrando na piscina e esticando os braços.

Eu entrei na piscina com a Clara me segurando. Ela ficou comigo no colo por um tempo. Foi muito bom. Tomar banho de piscina era melhor do que eu pensava.

Depois de algumas horas saímos da piscina e a Clara disse que iria sair comigo e com o Pietro. Eu a perguntei para onde iriamos mas ela não me disse. Só disse que íamos ver alguém especial.

Ela nos levou até um hospital. O Pietro disse que era para ver o outro pai dele. Só não entendi porque eu tive que ir também.

Entramos no quarto e tinha um homem meio sentado na cama. Ele ficou me olhando e olhando para a Clara. Foi muito estranho.

Depois do hospital fomos comer no shopping e em seguida voltamos para casa. Minha mãe ficou um pouco brava pela Clari ter saído comigo sem pedir permissão mas no final ficou tudo bem.

Pov’s Clari

Levantei pela manhã e fiquei na sala conversando com o Flávio.

– Caiu da cama?

– Mais ou menos isso. – Ele disse sorrindo.

– O que foi?

– O que foi o que?

– Essa sua cara ai. Por que você está assim?

– Nada, não se preocupe não.

– Me preocupo sim. Anda, diz logo.

– Eu estou um pouco preocupado com minha irmã. Só isso.

– Você sabe que vai dar tudo certo. Ela vai ficar bem, fica tranquilo.

– É, eu sei sim... Você diz que eu sei de tudo mas quem sabe de tudo é você. – Ele disse me puxando para o colo dele e me apertando.

– Ai!! – Eu disse rindo. – Me solta Flávio.

– Não! Eu estou com vontade de te apertar ainda.

– Por que você é tão perturbado?

– Porque mamãe me fez assim. – Ele disse rindo.

– Hahaha.

– Mas o que é isso aqui? – O Murilo disse entrando.

– Isso o que?

– Você no colo dele.

– Ah, nada. – Eu disse saindo do colo do Flávio.

– Cadê o meu filho? – Ele disse com a cara fechada.

– Dormindo...

– Depois eu venho ver ele.

– Murilo...

– O que é?

– Para de besteira. Não estava acontecendo nada e mesmo que estivesse não tem o porque você ficar assim.

– Ah não tem não? Eu pego você no colo desse ai e não tenho motivos?

– Pronto começou. Mais um. – O Flávio resmungou.

– Murilo somos amigos.

– Você pode me ver assim mas eu não te vejo assim e você sabe.

– Já conversamos sobre isso.

– E não deu em nada. Você só me pede tempo e mais tempo e nunca diz nada. Vamos parar com isso né?

– Peço desculpas por nunca ter te dado uma posição. Eu acho que...

Antes que eu terminasse a frase ele me beijou de surpresa.

– Sai Murilo. Está louco?

– Venha aqui Clara. Para de fugir. – Ele disse me segurando.

– Me larga. Eu não quero.

– Duvido que você não queira um beijo meu.

– Solta logo ela. – O Flávio disse me tirando de perto dele.

– Quer parar de se intrometer?

– Não porque ela não quer. Tá surdo é?

– Murilo vai embora por favor? Depois você vê o Pietro.

– A gente ainda vai conversar. – Ele disse saindo.

O Murilo mostrou um lado que eu não conhecia e que me assustou um pouco. Ainda bem que o Flávio estava comigo para me ajudar, não sei do que ele seria capaz naquele momento.

O Flávio ficou me perguntando se estava tudo bem e tentando me tranquilizar na hora que escutei a voz da Letícia gritando “mãe”. Fui ver o que ela queria, ficamos um tempo conversando. Tomamos café, ajudei ela a colocar o biquíni e quando estávamos saindo do quarto o meu principezinho saiu do quarto dele todo descabelado esfregando os olhos.

– Bom dia meu amor! – Eu disse enchendo ele de beijos.

– Bom dia mamãe. Bom dia Let.

– Let?

– Sim, é mais fácil assim mamãe.

– Preguiçoso. – Eu disse rindo.

– Bom dia Pietro. – A Letícia disse sorrindo.

– Está com fome filho?

– Muita mamãe.

– E está com vontade de ir na piscina?

– Sim!!! – Ele disse animado.

– Que bom porque eu e a Letícia vamos para piscina. Vai comer para ir também.

– Mamãe espera eu comer? Eu quero ir junto com você.

– Tudo bem. Então vamos para a cozinha que a Dalva já tirou a mesa.

Fiquei na cozinha conversando com o Flávio e brincando um pouco com as crianças enquanto o Pietro tomava o seu café da manhã. Depois fomos para a área da piscina e ficamos por lá até o inicio da tarde.

Arrumei o Pietro e a Letícia e depois me arrumei. Eu queria levar os dois para o hospital visitar o Diego. Ele ficaria feliz, eu tinha certeza que sim.

Quando entrei no quarto o Diego ficou parado me olhando e olhando para a Letícia. Eu tinha certeza que ele tinha reconhecido a filha, eu vi pelos olhos dele. Eu podia sentir a emoção do Diego, os olhos dele brilhavam de um jeito que eu nunca tinha visto.

Ficamos juntos conversando, ele brincou com as crianças... Parecia um sonho. Eu, o Diego e os nossos filhos. Juntos finalmente.

Após algum tempo eu pedi para o irmão do Diego levar os meninos para comer algo. Eu queria ficar um pouco a sós com o Diego, aproveitar que a outra não estava lá para nos atrapalhar.

– Enfim sós... — Eu disse sentando na ponta da cama.

– Sim. – Ele disse sorrindo e colocando a mão sobre a minha.

– Saudades de você. – Eu disse dando um selinho nele.

– Esse é o beijo que você me dá? Assim que você sente saudades?

– E como é que você quer?

– Assim... – Ele disse me dando um beijo longo e cheio de paixão e saudades.

– Desculpa interromper mas não tem outro jeito. – O médico disse entrando.

– Sem problemas. – Eu disse um pouco sem graça.

– Vejo que o senhor já está muito bem.

– Só um pouquinho. – Ele disse sorrindo.

– Eu trouxe os resultados dos exames.

– E o que deu doutor? – Eu perguntei um pouco aflita.

– O Diego ele teve uma lesão na coluna no acidente e vai precisar fazer fisioterapia.

– Isso quer dizer que eu vou poder voltar a andar?

– Isso quer dizer que fazer fisioterapia é a sua única chance de poder voltar a andar. Se você vai conseguir ou não vai depender do seu avanço durante as sessões.

– Então tem chances de eu não andar mais?

– Não quero te assustar mas sim. Tem muitas chances disso acontecer.

– Ok. – Ele disse abaixando a cabeça.

– Bom, eu vou ver outros pacientes agora. Não fica triste Diego, você tem muitas chances de conseguir também. Amanhã pela manhã vai vim uma pessoa para te acompanhar com a fisioterapia.

– Tudo bem.

– Até depois. – O médico disse saindo.

– Diego, olha para mim. – Eu disse levantando o rosto dele.

– O que foi? – Ele disse derramando algumas lágrimas.

– Você vai conseguir. Você vai voltar andar.

– E se eu não conseguir? E se eu nunca mais voltar a andar?

– Não pensa nisso. Pensa positivo.

– Mas é uma possibilidade e grande inclusive.

– Você vai fazer a fisioterapia e vai ficar tudo bem.

– E se não ficar Clara? Me diz!

– Eu não sei Diego. Não estou pensando nisso.

– Vai embora Clara. É melhor.

– Diego!? Por que você está fazendo isso?

– É melhor a gente se acostumar a ficar separados desde agora. Você não merece ficar presa a mim nesse estado.

– Para com isso. Eu não vou te deixar por isso jamais. Não importa se você está andando ou não, eu continuo te amando.

– Vai passar. Vai deixar de amar quando não conseguir mais aguentar essa situação. Vamos facilitar as coisas.

– Eu não vou te deixar. Vamos passar por isso juntos, está me ouvindo? – Eu disse olhando nos olhos dele.

– Me ajuda. – Ele disse chorando e me abraçando forte.

– Eu vou estar aqui do seu lado todo o tempo. Eu te amo Diego. – Eu disse beijando ele.

– Eu te amo mais.

Fiquei um pouco mais com o Diego tentando tranquilizar ele. Eu senti medo também dele não conseguir mais andar mas não importava, independente disso eu o amava muito.

Após sair do hospital fui com os meus filhos lanchar no shopping. Eu precisava passear um pouco para esfriar a cabeça e tentar relaxar só um pouco.

Quando voltei para casa a Fátima estava na sala bem irritada por eu ter saído com a Letícia. Ela me olhou de um jeito que parecia que eu tinha sequestrado a menina.

– Posso saber quem te deu autorização para sair com a minha filha?

– Foi só um passeio nada demais. Pode ver que ela está inteira, não falta nenhum pedaço.

– Letícia vem para aqui.

– Não vai brigar com ela por isso. Somente os levei para dar umas voltas e lanchar.

– Você não pode sair com a minha filha sem me consultar antes.

– Eu não vou ficar batendo boca com você na frente das crianças. Eu vou para o meu quarto.

Fui para o meu quarto, tomei banho e deitei. Fiquei pensando no Diego, na situação com a Letícia. Eu precisava fazer um teste de DNA para comprovar que era ela e recupera-la totalmente. Eu tinha que achar um jeito de fazer isso sem assustar a Letícia.

Pov’s Diego

Eu passei o dia todo sozinho no hospital. Por incrível que pareça ninguém foi me ver pela manhã, nem mesmo haviam telefonado.

Pela tarde eu tive uma grande surpresa. A Clari entrou no quarto com o Pietro e uma menina. Uma menina linda, toda loirinha, cabelos lisos até a cintura e olhos verdes azulados. Eu olhei nos olhos dela e pude ver que era a Letícia. Era ela sem dúvidas. Ela era a cara da Clara e tinha muita semelhança com o Pietro também.

– Quem é essa menina linda?

– É a Letícia.

– Letícia... Você a encontrou? Quando e como?

– Me encontrou? Como assim Clara? E quem é ele?

– Nada Letícia... Ele está falando de eu ter encontrado alguém para o papel que eu te falei.

– Ah...

– Meu meninão como você cresceu! Está tão lindo.

– Você lembra de mim? – O Pietro me perguntou chegando perto da cama.

– Como que eu não lembraria de você? A pessoa que eu mais amo nesse mundo.

– E por que você me ama tanto assim?

– Porque você é meu filho. Uma parte de mim... E você Letícia, vem aqui mais perto de mim, deixa eu te dar um beijo.

– Como é seu nome? – Ela me perguntou.

– Diego.

– Ah é de você que a Clara gosta?

– Letícia!! – A Clari gritou rosada.

– Ela gosta de mim é? Eu não sabia disso não.

– Gosta sim. Ela disse para mim que amava você. – O Pietro disse passando a mão na cabeça.

– Pietro até você!?

– Fica com vergonha não Clari. Se você não diz o que sente seus... As crianças dizem por você.

– Licença. – Meu irmão disse entrando.

– Tio!!! – O Pietro disse correndo para abraçar meu irmão.

– E essa menina linda ai? Quem é?

– É a Letícia irmão. É a Letícia.

– Você é a Letícia?

– Sim... – A Letícia disse grudando na Clara.

– Eu estou muito honrado em te conhecer princesa. Muito prazer viu? Eu sou o Germán, irmão do Diego.

– Oi... – Ela disse tímida.

– Germán leva as crianças para comerem por favor.

– Levo sim, com muito prazer.

– Vai Letícia com ele. Vou ficar te esperando aqui, não se preocupe.

– Tudo bem...

Fiquei com a Clara conversando e no meio da conversa a beijei. Um beijo maravilhoso, que saudade daquele beijo. Foi muito bom sentir que ela ainda era minha, que eu não era o único a sentir aquele amor.

Quando eu estava me beijando com a Clari o médico entrou e falou sobre o resultado dos exames. A notícia de que eu poderia ficar numa cadeira de rodas para sempre mexeu muito comigo. Eu senti que mais uma vez a vida me separava da Clara, mais uma vez algo interrompia a nossa história.

Pov’s Pietro

Acordei pela manhã e ao sair do meu quarto encontrei a mamãe e a Let no corredor. Eu gostava de chamar a Letícia de Let, era mais fácil e mais legal.

A mamãe me levou para a cozinha para tomar café e o tio Flávio estava lá bebendo água.

– Bom dia tio!

– Bom dia sobrinho!

– Bom dia Flávio. – A Let disse.

– Bom dia Letícia. Que carinha é essa?

– Nenhuma. – Ela disse se escondendo atrás da mamãe.

– Não se esconde de mim não. Vem cá. – O tio disse pegando ela no colo e a girando

– Me coloca no chão!! – Ela disse rindo.

– Você quer ir para o chão?

– Quero!!

– Não vai. – Ele disse correndo com ela pela cozinha.

– Me carrega também tio! Por favor!!

– Você também quer ser um avião? Então tá. – Ele disse colocando a Letícia no chão e me pegando no colo.

– Olha mamãe!! Eu sou um avião!!! – Eu disse rindo.

– Que lindo avião! Agora o avião vai pousar para comer.

Tomei meu café da manhã e depois fui para a piscina. Fiquei um bom tempo na água com a mamãe, a Let e o tio Flávio. Ficamos brincando e nadando.

– Joga a bola para mim tio!!

– Ta. – Ele disse jogando a bola na mamãe.

– Ai Flávio!!

– Foi sem querer querendo.

– Palhaço. – A mamãe disse jogando a bola nele.

– Agora eu acerto. – O tio disse jogando a bola na Let.

– Ai!! Acerta nada. A bola pegou em mim!

– Desculpa pequena. Também foi sem querer querendo.

– Foi nada!! – Ela disse jogando água nele. – Toma Pietro! – Ela disse jogando a bola para mim.

– Olha mamãe! O Boby se soltou!

– Vem Boby!! Entra água garoto! – O tio Flávio disse chamando o Boby.

– Flávio vai colocar o Boby na água?

– Sim, porque não? Ele está limpinho e muito bem cuidado.

– Isso eu sei né. Estou falando no caso dele se afogar.

– Clara ele é um cachorro, ele sabe nadar.

– Quem me garante isso?

– Qualquer coisa eu salvo ele tá?

– Ok.

De tarde fomos para o hospital ver o Diego. Ele brincou um pouco comigo e com a Letícia. Ele era até legal, mas só um pouco. Ele ficou trocando olhares com a mamãe, eles não conseguiam disfarçar nem um pouquinho.

A mamãe ficou toda vermelha quando eu disse que ela tinha me dito que amava ele. Foi engraçado. O Diego sorriu como se tivesse ganhado um prêmio. Talvez a mamãe gostasse dele de verdade mas ainda sim eu queria que ela ficasse com o papai Murilo.

O tio Germán chegou e ficou olhando para a Letícia igualzinho ao que o Diego fez quando entramos no quarto. Eu não sei porque olharam para ela daquele jeito. Era tudo muito confuso e estranho para mim.

Enquanto eu comia com o tio e a Let, eu não sei porque mas comecei a lembrar da história que a mamãe me contou sobre a minha irmã, do tio e do Diego olhando para ela, da mamãe chorando quando a viu em Londres.... E o mais estranho era que ela também se chamava Letícia. Igual a minha irmã que desapareceu.

O quarto da Letícia eu nunca tinha visto, a mamãe não deixava ninguém entrar lá. Ela deixava a porta trancada, não queria que ninguém mexesse em nada. Eu só tinha visto dela algumas fotos de quando éramos bebês. Ela era bonitinha.

Será que a Let é a Letícia, a minha irmã? Ou só era a minha imaginação? Fiquei pensando nisso. Acho que pensei besteira afinal a Let tinha a mamãe dela e ela era de Londres. Um lugar muito longe de onde eu morava.

Notas finais
Comentem!!!! Beijoosss!! :*