Louco Amor

68 Capítulo 68


Notas iniciais
Oii gentee!!!! Agora que estou de férias vou poder postar com a frequência de antes! Espero que gostem do capítulo, se tiver algum erro sorry e boa leitura!!

3 anos se passaram e o Diego continuava em coma. A Clara ia o visitar quase todos os dias, estava trabalhando bastante e com viagem de trabalho para a Inglaterra marcada.

O Pietro já tinha 5 anos, estava bem esperto e mais apegado a mãe do que antes. Além de apegado a mãe, estava apegado ao Murilo também pois em todo o tempo que o Diego se manteve ausente foi o Murilo que cuidou dele.

Pov’s Clari

Acordei um pouco mais tarde do que o normal pois não teria que trabalhar. A única coisa que eu tinha era a viagem pelo final do dia.

Tomei um banho rápido e fui tomar meu café da manhã.

– Bom dia! Que coisa boa encontrar vocês aqui na mesa. Vou aproveitar para comer com vocês.

– Bom dia mãe. – O Pietro disse ficando em pé na cadeira e me dando um beijo.

– Bom dia Clari. – O Flávio disse sorrindo.

– Como estão? Dormiram bem?

– Sim. – Os dois disseram juntos.

– Que bom. – Eu disse sorrindo enquanto colocava o café na xícara.

– Mãe, eu vou com você né?

– Para onde meu amor?

– Para a Inglaterra.

– Claro que sim. Eu não te deixaria sozinho.

– E a Dada também vai não é?

– Vai sim meu amor.

– E o tio Flávio? Ele disse que não ia mamãe. Por que?

– Meu amor, ele não vai porque ele não quer.

– Vamos tio? Por favor...

– Eu adoraria meu sobrinho favorito mas tenho muitas coisas para fazer aqui e não posso adiar.

– Ah eu vou ficar muito triste. Eu queria que você fosse também.

– Da próxima vez eu vou.

Terminei de tomar o meu café junto ao Flávio e ao meu filho e fui arrumar minhas coisas para a viagem que eu faria mais tarde e me arrumar para ir ao hospital. Eu queria ver o Diego antes de viajar. A viagem não o meu plano preferido, ainda mais com o Diego internado podendo acordar a qualquer hora mas ao mesmo tempo eu sentia algo estranho, era como se tivesse algo para acontecer.

– Mãe você vai sair?

– Vou sim meu filho. Quer vim comigo?

– Para onde?

– Vou ver o seu pai.

– O Diego?

– Sim. Vem comigo?

– Não quero ver ele não.

– Pietro você tem que parar com isso. Essa sua atitude me deixa triste. O seu pai te ama tanto filho que você nem imagina. Você sempre foi o xodó dele e ele te mimava de todas as formas. Quando você era menor você brincava muito com ele.

– Ele só fica deitado com os olhos fechados mãe. Eu nem sei como é a voz dele.

– Meu amor é uma fase. Ele vai acordar e vai voltar a brincar com você como antes. Não faça isso com ele. Você não tem vontade de conhecer ele?

– Sim, eu tenho as vezes. Pelas histórias que você me conta ele era bem legal.

– Era não. Ele não morreu.

– Mãe eu já tenho o meu pai Murilo porque tenho que ter o Diego também?

– Filho o Murilo só é seu pai porque você quer. Você é filho do Diego, ele vai ser o seu pai para o resto da vida. Porque você não gosta dele?

– Eu gosto sim mamãe mas é que ele não faz nada, só fica parado e nunca fala comigo.

– Eu já te expliquei o porque disso né?

– Sim...

– Então pronto. Pare com isso. Eu vou lá rapidinho e volto para irmos ao aeroporto tá?

– Mamãe...

– Diga.

– Eu quero ir também. Quero ver o Diego.

– Mesmo?

– Sim.

– Não sabe o quanto me deixa feliz com isso.

Saí junto com o Pietro para ir visitar o Diego. O Pietro tinha uma pequena resistência com o Diego e eu não conseguia entender o motivo. Nos últimos anos o Murilo tinha sido mais que presente na vida dele, eles tinham uma relação de pai e filho, se davam muito bem. Mesmo com isso eu sempre falava do Diego para o Pietro, contava as histórias deles e várias coisas. Eu não queria que ele esquecesse quem era realmente o pai dele.

Chegamos no hospital e para a minha sorte quem estava lá era o irmão do Diego.

– Olá! – Eu disse cumprimentando ele.

– Oi Clari, oi Pietro. Tudo bem?

– Tudo sim e você?

– Tudo bem comigo. E você Pietro?

– Tô bem tio.

– E o Diego? Alguma novidade?

– Nada Clara. Na mesma... Eu vou deixar vocês a sós. – Ele disse saindo do quarto.

– Obrigada.

– Você vai continuar assim por quanto tempo mais meu amor? – Eu disse alisando o rosto do Diego. – Eu sinto a sua falta...

– Chora não mamãe.

– Já vai passar filho, não se preocupa.

– Diego você pode me ouvir? Eu queria brincar com você como a mamãe disse que fazíamos mas você não acorda!

– Ele vai acordar filho, vamos torcer para que seja logo.

– Eu, o Pietro e a Dalva vamos viajar mas voltamos logo que possível. Fica bem meu amor. – Eu disse dando um beijo na testa dele.

– Não beija ele mamãe!

– Porque não?

– Porque você é minha mamãe. Tem que beijar a mim.

– Deixa de ser ciumento. Da o beijo do seu pai e vamos.

– Tá mamãe... Tchau Diego, fica bem. – Ele disse dando um beijo na bochecha do pai.

Saí do hospital com o coração na mão por ter que viajar com o Diego internado. Eu não aguentava mais o ver naquele estado. Eu morria de saudades dele, da risada, da voz, das palhaçadas, dos carinhos, do olhar... Eu sentia falta de tudo.

Passei em casa rapidamente para pegar as coisas e a Dalva e fomos direto para o aeroporto. O Pietro estava empolgado com a viagem, não parava de me perguntar como era Londres e se demoraria muito para chegar.

Após algumas horas de voo e mais alguns minutos no carro cheguei no hotel super cansada e só pensando em deitar e dormir. O Pietro já estava dormindo e a Dalva estava quase lá.

Dormi por um bom tempo junto a Dalva e ao Pietro. Estava muito cansada e precisando descansar. Minha vida tinha virado uma loucura com trabalho e o Pietro. Por sorte eu tinha a Dalva e o Murilo que me ajudavam com ele.

O Murilo tentava se aproximar de mim e as vezes mostrava ao Pietro algo que não existia que era eu e ele como uma família. Eu tentava tirar isso da cabeça do meu filho mas era um pouco difícil principalmente porque ele só entendia o que queria.

O Pietro tinha crescido muito nos últimos anos e já entendia muita coisa. Ele era compreensivo, dócil, educado, brincalhão igual o pai e bastante teimoso também. Eu tinha muito orgulho de ver o que ele estava se tornando. Cada vez mais ele se parecia com o Diego.

Acordei com o movimento da Dalva no quarto.

– Já acordada?

– Ai Clari, eu te acordei. Desculpa.

– Não tem problema não. O que está fazendo?

– Nada, arrumando algumas coisas.

– Para com essa mania. Aqui você não tem que fazer nada.

– Eu vou tentar. É difícil.

– Olha, quando o Pietro acordar vamos passear um pouco e comprar algumas coisas.

– Está bem.

– Mamãe!!! – O Pietro me gritou da cama.

– Oi meu amor, você já acordou?

– Já e tô com fome.

– Vamos descer para comer.

– Não Clari, vão vocês. Eu como aqui no quarto mesmo.

– Mas de jeito nenhum. Se você for comer aqui, todos comeremos aqui Dalva.

– Eu não quero descer Clari.

– Por que?

– Todos aqui se vestem tão bem...

– Deixa de besteira. Não há nada de errado com suas roupas e daqui a poucos compraremos umas novas.

– Não Clari. Eu não tenho como te pagar.

– Deixa de besteira. Aceite como um presente.

– Eu não sei não.

– Mas eu sei. Serão presentes meus e do Pietro para você.

– Você não vai aceitar um não né?

– Não.

– Então tá.

– Mamãe!!! Eu tô com fome!!!!

– Pietro para de gritar que eu já ouvi. Vai tomar banho para irmos comer.

Arrumei o Pietro e saí com ele e a Dalva para comer e fazer algumas compras. Compramos várias roupas, sapatos e brinquedos. O Pietro estava feliz da vida e eu feliz por ele.

– Mamãe tira foto de mim!

– Pronto, já tirei.

– Mãe posso comer doce?

– Só um pouco tá?

– Tá bom.

– Ele está tão feliz Clara.

– Sim e eu mais ainda por vê-lo sorrindo assim.

– Pietro não sai de perto de mim!

– Está bem mas mãe olha!!

– O que meu filho?

– Aquele brinquedo! Eu quero!

– Daqui a pouco a gente vê.

– Mas mamãe eu quero!!

– Eu já disse que daqui a pouco vemos. Você já viu que comprei tudo o que você me pediu até agora?

– Sim, você comprou tudinho.

– Aquele brinquedo não vai te fazer falta. Daqui a pouco vemos ele. Vamos passear mais.

– Está bem... – Ele disse abaixando a cabeça.

– Não fica triste comigo filho.

– Não estou triste mamãe. Eu amo você. Você é a melhor mãe do mundo todo.

– E você é o melhor filho do mundo todo. Eu te amo muito mais. – Eu disse abraçando e dando beijos nele.

– Vocês me matam de emoção. – A Dalva disse nos olhando.

– Eu não faço nada!

– Eu também não Dada.

Estávamos dando uma volta pela cidade quando...

Notas finais
Comentem! Beijos! :*