Louco Amor

51 Capítulo 51


Notas iniciais
Obrigada pelos comentários! Feliz Páscoaaa a todoooss!!!!! Adoro muito vocês! Boa leitura!!

Pov’s Clari

Acordei e fiquei na cozinha conversando com a Dalva. O dia estava lindo, fazia muito Sol. Era um dia perfeito para eu aproveitar com o meu filho.

Eu adorava os domingos porque era o único dia em que eu estava totalmente livre para ficar com o Pietro. Era o melhor dia da semana para mim. Era o dia em que eu realmente relaxa e aproveitava ao máximo cada segundo.

– Acordei. – O Pietro disse entrando na cozinha.

– Acordou meu amor!?

– Foi. – Ele disse sorrindo.

– E cadê o beijo e o abraço da mamãe de bom dia?

– Eu dou, eu dou! – Ele disse correndo para me abraçar e me dando vários beijos.

– Que coisa mais gostosa!! Tá com fome?

– Eu tô!

– Quer fruta?

– Quero.

– E quer comigo para a piscina?

– Querooo!!! – Ele disse levantando os braços.

– Então vai comer com a Dalva que a gente vai depois para a piscina.

Enquanto o Pietro comia eu arrumava a área da piscina para ficar com o Pietro e colocava o meu biquíni. Ele adorava ficar na piscina como qualquer outra criança. Na verdade ele gostava de qualquer coisa desde que fizéssemos juntos.

– Já comiiiii!!!!! – Ele disse correndo em direção a piscina.

– Não Pietro!!! Não pode entrar sozinho e sem nada. Está ouvindo?

– Sim mamã...

– Vem colocar a sunga. – Eu disse tirando o short dele.

– Piscina, piscina, piscina, piscina...

– Agora a boia filho.

– Boia de patinho. É um patinho. Patinho bonitinho.

– Kkk É um patinho bonitinho.

Entrei na piscina com o Pietro e começamos a brincar juntos. Ríamos bastante, meu filho era a minha melhor companhia.

Eu estava na piscina brincando com o Pietro quando a Dalva apareceu para avisar que o Diego estava na sala.

Eu não sabia se deixava ele passar, se escondia o Pietro, o que falava, ou como explicar. Me desconectei por alguns segundos do mundo a procura de uma resposta.

– Clari?

– Oi...

– Deixa ele entrar ou você vai até a sala?

– Eu não sei. O que eu faço? Aliás, o que ele faz aqui?

– Eu não sei Clari... Mas você deveria ver o que ele quer. Disso eu sei.

– Diga a ele para vim para piscina.

– E o Pietro?

– Está aqui comigo e vai continuar aqui.

– Tem certeza?

– Tenho...

– Ok.

Eu não sabia se tinha feito a coisa certa mas porque não mostrar o meu filho? Eu não podia esconder o Pietro do mundo para o resto da vida.

– Oi Diego... O que faz por aqui?

– Eu resolvi passar aqui para te ver. Desculpe se eu vim sem te avisar... E esse bebê? De quem é?

– Esse é o Pietro, o meu... – Fui interrompida por ele. – Falei saindo da água com o Pietro.

– Ah seu primo. Esse é o Pietro que você falou naquele dia né?

– É...

– Que lindo ele... Ele parece comigo ou é impressão minha?

– Impressão.

– Se junta a nós para almoçar?

– Não, obrigado. Só vim para dizer um “ oi “ mesmo. Já estou de saída.

– Fica, por favor. Você é meu convidado.

– Tá bom. Obrigado.

– Você está com uma cara... Aconteceu algo?

– Não. Está tudo bem rs.

– Mamã olha para mim!!! – O Pietro disse subindo na borda da piscina.

– Pietro não!!! Não pode ficar em volta da piscina sozinho. – Eu disse tirando ele.

– Porque mamã? Eu sou um aviãozinho.

– Não pode ficar na borda porque você pode cair na piscina e é perigoso. Vai voar perto da Dalva vai meu aviãozinho.

– Dadaaa! Eu tô indo ai. – Ele disse abrindo os braços e correndo atrás da Dalva.

– Só uma coisa Clara.

– O que?

– Se ele é seu primo porque te chama de mamãe?

Por um instante perdi as palavras. O que dizer ao Diego? Que eu menti? Ou mentir mais uma vez para justificar o fato do Pietro me chamar de mãe? Eu não sabia o que dizer.

– Clari, responde!

– É... Porque... Porque ele é muito apegado a mim.

– Hum.. Ok.

– Vamos comer?

– Vamos sim.

Eu estava extremamente nervosa. Eu não sabia como dizer ao Diego que o Pietro na verdade era meu filho, filho dele. Mas eu tinha que contar porque se ele descobrisse sozinho teria mais raiva de mim ainda do que se eu mesma contasse. A questão era: Como contar?

Almoçamos nós 3 juntos. Eu não tinha palavras para dizer o quanto eu estava feliz por estarmos reunidos pela primeira vez. Seria melhor se o Diego soubesse que era o nosso filho. Por um lado eu acho que ele já sabia, o jeito como que ele estava tratando o Pietro era incrível. Como ele tinha jeito com crianças. O Pietro se apegou rapidamente ao Diego e em questão de minutos pareciam o que eram na realidade; pai e filho.

Depois do almoço descansamos um pouco na área da piscina. O Diego colocou uma toalha na grama em baixo de uma árvore e sentamos todos juntos. A atenção do Diego estava praticamente quase toda voltada para o Pietro e as vezes me olhava como se esperasse uma resposta para o fato dele e o Pietro serem tão parecidos e eu apenas disfarçava.

Ao final do dia o Diego foi embora e eu fui cuidar do Pietro e de mim. Fiquei pensando na tarde que eu tinha passado. Foi melhor como eu tinha imaginado. Como ele podia invadir a minha vida assim? Ele era realmente muito intrometido... mas confesso que estava gostando disso.

Pov’s Diego

Minha manhã ia bem tranquila. Estava brincando com a Mel e com a Júlia e vendo televisão. Não tinha nada de interessante para fazer naquele domingo. A Cássia estava arrumando o quarto das meninas e tudo estava calmo demais.

Eu não conseguia parar de pensar na CLari, no jantar, no reencontro, no dia da casa da minha avó... Ela invadiu os meus pensamentos e não saía mais. Eu estava começando a ficar confuso. Cássia ou Clari? Será que a minha história com a Clara não terminou? Não era possível... Depois de tanto tempo afastados, depois de tanta coisa. Não, a minha história com a Clara tinha terminado sim.

Depois de pensar em mil e uma coisas resolvi ir visitar a Clari. Por que não? Estávamos nos dando bem. Já conseguíamos conversar sem brigar, tínhamos passado uma noite agradável juntos. Por que não visitar ela?

Pensei em ligar e avisar mas preferi fazer surpresa. Talvez ela não estivesse em casa mas resolvi arriscar assim mesmo. Tomei um banho, coloquei uma bermuda, uma blusa, e uma sandália. Estava fazendo muito calor e era só uma visita, eu não precisava me arrumar tanto assim.

– Onde você vai?

– Eu vou dar umas voltas amor. Estou precisando ficar um pouco sozinho.

– Por que? Está acontecendo alguma coisa?

– Só os problemas da empresa mesmo.

– Fica tranquilo. Vai dar tudo certo e mesmo que não dê, estou contigo.

– Mesmo se eu falir?

– Mesmo se você falir. Eu amo você rico ou pobre.

– Você é a melhor sabia? Eu te amo. – Eu disse beijando ela.

– Você vai muito longe?

– Acho que não. Só quero dar umas voltas mesmo.

– Ok.

Saí de casa pensando no que dizer para a Clari, afinal eu estava indo para a casa dela sem motivo nenhum e sem avisar. E se ela não gostasse? Comecei a pensar em voltar mas eu já estava no meio do caminho e sendo assim era melhor ir logo.

Me deixaram entrar na casa sem problemas, o que já foi um sinal positivo. Ela tinha liberado a minha entrada na casa dela. Um passo já tinha dado, só faltava conquistar o carinho dela de volta.

A Dalva me atendeu primeiramente com uma cara de espanto depois ela relaxou e sorriu para mim. Fiquei esperando ela falar com a Clari que eu estava lá. Será que estou atrapalhando alguma coisa? Pensei enquanto esperava. Depois de pouco tempo a Dalva voltou e disse que era para eu ir para a piscina.

Cheguei na piscina e tive uma surpresa. A Clari estava com um bebê, que por sinal tinha muito de mim. Ele era lindo, engraçado, muito esperto e carinhoso. Era loiro e tinha os olhos verdes azulados, parecidos com o da Clari. Eu me apeguei a ele rapidamente. O primo da Clari, o Pietro era o meu sonho. Um filho como ele era o que eu queria. Por um momento pensei que poderia ser meu mas a Clari disse que era primo dela e eu acreditei nela. Por que ela mentiria sobre isso para mim? Acho que ela não seria capaz disso.

Almoçamos juntos na mesa, ajudei o Pietro a comer e ele virou meu amigo rapidamente. A Clari sorria como nunca, os olhos dela estavam brilhando o que queria dizer que ela estava mais que feliz. Sentir que ela estava gostando do momento me deixava mais a vontade.

Coloquei um lençol em baixo de uma árvore para que pudéssemos descansar do almoço. O Pietro era muito elétrico e não parava por nada. Ele adorava dizer que era um avião e correr. Eu estava totalmente encantado por ele, eu via algo especial nele. Não sabia bem o que era mas ele era muito especial.

– Vem cá Pietro eu vou fazer você voar.

– O que vai fazer Diego?

– Relaxa Clara.

– Faz eu voar!

Eu deitei e coloquei o Pietro nos meus pés. Ele ria e gritava que era um avião. Os olhos dele brilhavam de tanta felicidade. Ficamos brincando por um tempo e depois coloquei ele no chão e ele começou a me chamar para brincar de pega pega. Corríamos pelo jardim todo, e a Clari tinha horas que sorria e tinha horas que chamava a minha atenção por fazer ele correr demais.

O calor estava muito grande. Eu e o Pietro estávamos extremamente suados. Eu pulei na piscina sem nem perguntar a Clari se podia, eu já estava totalmente a vontade. Chamei o Pietro para pular na piscina. A Clari quase me matou com um olhar mas eu fiz de conta que não vi. Não tinha nenhum problema em ele pular na piscina sozinho já que eu estava lá para pegar ele.

– Não posso pular. – Ele disse fazendo bico e cara de triste.

– Porque não? Estou aqui. Eu te pego.

– Mamã não deixa. – Ele disse se agachando.

– Vai Pietro. Pode pular meu amor.

– Posso mamã?

– Pode meu amor mas só porque o Diego está ai para te pegar. Não faça isso quando não tiver ninguém.

– Tá mamã.

O Pietro pulou na piscina com uma alegria que só. Ele estava se divertindo muito, era visível. Eu fiquei brincando com ele na água e tentando ensinar ele a nadar. Me desconectei do mundo naquela tarde. Eu não conseguia ver mais nada além de mim, o Pietro e a Clari.

– Vem mamã! – O Pietro gritou do meu colo.

– Não filho. Fica aí só com o Diego.

– Ah vem Clari!! Vai me fazer ir até ai?

– Você não vai fazer isso de novo.

– Não? – Eu disse saindo da piscina com o Pietro.

– Para Diego. De novo não. Eu estou bem aqui sentada.

– Você vem comigo. – Falei pegando ela no colo e correndo em direção a piscina.

– Eu ainda mato você. Eu juro que ainda te mato.

– Pronto Pietro! Agora pula de novo!

– Aqui eu! – Ele disse pulando.

– Isso ai garotão. Muito bem.

– Mamã! – Ele disse se jogando para a Clari pegar.

Ficamos até o final do dia juntos. Depois saímos da piscina porque se não o Pietro iria ficar gripado, com o nariz entupido e com febre... A Clari parecia realmente mãe dele. O cuidado que ela tinha com ele era enorme. Aquele menino não podia ser primo dela mas também não tinha porque ela mentir sobre isso para mim.

Voltei para casa pensando na tarde tão especial que eu tinha passado com a Clari e com o Pietro. Eu estava começando a me sentir divido e não era legal. Eu já tinha a minha família, estava bem do jeito que estava. Eu tinha que voltar a me afastar da Clari. Eu tinha que colocar na cabeça que era só uma amizade. AS vezes eu sentia como se fosse algo mais e isso tinha que terminar de qualquer jeito.

Cheguei em casa, tomei outro banho para tirar o cloro do corpo e deitei para dormir um pouco. Para a minha sorte a Cássia estava dormindo e eu não tive que dar explicações do porque estar todo molhado. Seria mais uma briga tenho certeza.

Aquela tarde foi uma das melhores de toda a minha vida. Eu nunca me senti tão a vontade e tão relaxado. Eu até esqueci dos problemas do trabalho. Definitivamente a Clari tinha algo especial que nenhuma outra mulher tinha. Ela era mais que especial.

Notas finais
Comentem! Beijos! :*