Louco Amor

47 Capítulo 47


Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês!! Esse capítulo eu dedico a I Love Germangie!! Boa leitura!!

1 ano depois....

Pov’s Clari

A casa estava em clima de festa. O Pietro estava comemorando 1 ano de vida. Eu estava muito feliz e orgulhosa do meu pequeno, ele era um verdadeiro guerreiro.

Quando o Pietro tinha apenas 7 meses, eu descobri que ele tinha uma doença grave; ele tinha leucemia, e desde então eu sempre levava ele ao hospital para fazer o tratamento. No inicio foi difícil para mim aceitar e aprender lidar com isso mas o tempo me ensinou muitas coisas. E uma das coisas foi que não importa o que aconteça, eu tenho que ser forte para cuidar e apoiar o meu filho.

Dentro de mim havia felicidade por o Pietro está completando 1 ano de vida e tristeza por fazer 1 ano que eu não tinha a minha filha comigo. Não tinha nem se quer uma notícia. Mas continuava procurando por ela, eu não podia parar.

O aniversário seria em um lugar que eu tinha alugado, com pula pula, piscina de bolinha, espaço para contar histórias, para palhaços... Tudo o que uma criança gosta eu havia contratado.

Minha carreira ia muito bem, melhor impossível. Eu estava no auge do meu sucesso com a novela Violetta. Escondia meu filho das mídias pois queria que ele levasse uma vida normal, sem paparazzi atrás dele, nem nada do tipo. Me chegavam muitas propostas de trabalho e eu estava a cada dia melhor e mais feliz.

Sobre a minha história com o Diego... Bom, essa eu tinha deixado para trás, tinha conseguido neutralizar os meus sentimentos. Apesar de ainda pensar nele, já não sentia tanta a falta dele, já não esperava ele voltar nem nada. Tinha me acostumado com a ausência dele e mesmo não tendo perdoado a traição dele, eu não guardava rancor. Queria que ele estivesse bem e feliz como eu.

O Murilo estava viajando a trabalho e só voltaria em três meses. Decidimos terminar pelo tempo que ele passaria em outro país mas eu confesso que estava esperando ele voltar. Não me interessa por ninguém, meu coração estava fechado e só me arriscaria a me envolver novamente com o Murilo e mais ninguém.

Eu sentei no chão e comecei a brincar com ele. Eu amava brincar com o meu filho e ouvir sua risada. Ele já falava algumas coisas e era impressionante o quanto ele era esperto e traquino. A cada dia que passava ele se parecia mais com o pai. Até a maneira de andar era igual. Ele era um mini Diego digamos assim.

– Vem cá filho. Larga isso sim Pietro!

– Nã, nã, não.

– Sim, sim e sim mocinho. – Eu disse pegando ele.

– Não mamã. Solta eu.

– Solta nada. Vem colocar sua sandália, não pode ficar descalço.

– Né nada.

– Né nada o que menino? Da o pé.

– Não.

– Clara deixa o menino descalço minha filha. Ele precisa ter contato com o chão.

– Não mãe, ele pode ficar doente.

– Ele vai ficar se não pisar no chão. Ele precisa ficar descalço para ter resistência sobre algumas doenças.

– Não quero ele doente não.

– Então deixa ele descalço.

– Vovó! – O Pietro disse subindo no sofá e se jogando em cima de minha mãe.

– Pietro!!! Assim não filho.

– Deixa Clari. Ele está se desenvolvendo... Eu disse que você ia se tornar uma mãe mais chata do que eu.

– Hahaha... Não é chatice, é preocupação. É diferente.

– Sei...

– Mamã!! – Ele disse rindo.

– Pietro desce da estante Pietro!! Você não se cansa de aprontar não? – Eu disse tirando ele da estante.

– Não mamã. Solta, soolltaaaa! – Ele disse gritando e chorando.

– Meu amor você não pode subir na estante. Você se machuca. Você não é o homem aranha.

– Né nada.

– Tudo seu é “ né nada “ Pietro. Para com isso.

– Né nada.

– Ai mãe toma seu neto. Eu preciso tomar um banho.

– kkk Agora você me paga todas as suas traquinagens. Vai lá que eu olho ele.

– Haha, muito engraçado mãe.

Tomei o meu banho tranquilamente ouvindo música e cantando. O meu filho estava cada vez mais sabido e respondão. Eu tinha muito orgulho dele e o meu trabalho era compensado quando ele sorria ou dizia que me amava.

Saí do banheiro e escutei alguns gritos do Pietro. Me arrumei rapidamente e fui ver o que era. Quando cheguei na sala vi meu irmão brincando com ele de pega pega.

– Agus você não tem juízo não?

– Oi maninha. Juízo por que?

– Não faz o Pietro correr assim. Ele vai ficar com falta de ar, olha como ele já está suado. Esse porquinho.

– Né nada viu. Correr tio, correr.

– kkkk Eu acho que ele não está ligando para o suor Clari.

– Eu não estou falando do suor, estou falando da asma atacar. Ele não pode correr tanto assim.

– Eu tinha esquecido disso. Desculpa.

– Não tem problema não... Vamos tomar banho filho.

– Bã- banho?

– É. Banho, vem.

– Não. Banho não.

– Banho sim Pietro.

– Ele é igualzinho a você quando era pequena filha. – Minha mãe disse rindo e saindo da sala.

– Mas minha mãe é uma graça...

– Vai tio tomar banho com sua mãe. Tem que obedecer rapaz.

– Né nada. Pare.

– Vamos Pietro. – Eu disse pegando ele apulso no colo.

– Socorroooo Da!!! Socorrrooo!! Solta mamã, soltaaa!! Banho não! – Ele disse batendo as pernas, gritando a Dalva e chorando.

– Banho sim seu porquinho. – Eu disse fechando a porta do banheiro.

– Não. Banho não. – Ele disse sentando no chão do banheiro e cruzando os braços.

– Se tomar banho eu te dou um doce.

– Banho sim!! A roupa mamã. – Ele disse levantando e pedindo ajuda para tirar a roupa dele.

– Interesseiro. – Eu disse tirando a roupa dele.

– Né nada.

– Vem para o chuveiro.

– Não. Navio.

– Não é um navio, é a banheira. Eu já te disse isso.

– Né nada. Navio.

– Chuveiro que é mais rápido. Vem filho.

– Chuveiro não. Medo mamã. – Ele disse apertando minha mão.

– Eu estou com você, não tem porque ter medo. – Eu disse abrindo o chuveiro e molhando ele.

– Canta.

– Você quer que eu cante a musiquinha do chuveiro?

– Quero. – Ele disse fazendo bico.

– Está bem... Chuveiro, chuveiro não molhe o seu amigo chuveiro, chuveiro não faça isso comigo... – Eu cantei junto com ele.

– Pronto, foi rapidinho. – Eu disse pegando ele no colo e saindo do banheiro.

Levei o Pietro para o quarto dele e comecei a vestir ele. Coloquei só um short por causa do calor e penteei ele. Era o homem mais lindo da minha vida.

– Acabou. Já está arrumado e cheiroso. – Eu disse cheirando o pescoço dele.

– To cheiroso?

– Muito meu amor! Pode ir brincar na sala com seu tio, mas sem correr.

– Quero você.

– Não quer mais brincar com seu tio não?

– Não. Quero você mamã. – Ele disse se jogando de costas na cama.

– Não faz isso Pietro. Você ainda vai cair da cama.

– Eu amo mamãe. Eu amo mamãe. – Ele disse em ritmo de música.

– Anw amor e mamãe ama você. – Eu disse enchendo ele de beijos.

– Mamãe linda! Quero doce. – Ele disse alisando meu cabelo e colocando a mão no meu rosto.

– Meu anjinho interesseiro. Vem, vamos para a cozinha.

– Colo mamã. – Ele disse esticando os braços.

Peguei o Pietro no colo e fui para a cozinha pegar uma bala para ele.

– Doceee!! – Ele disse sorrindo.

– Olha a felicidade do menino. – Minha mãe disse rindo.

– Esse aqui é uma formiguinha. Nunca vi alguém gostar tanto de doces como ele.

– Cara de traquino. Lindo da vovó. – Minha mãe disse pegando ele.

– Vovó!

– Oi meu amor.

– Doceee!! – Ele disse feliz levantando os braços.

Começamos a rir juntos. A felicidade do meu filho era a minha felicidade. Ficamos brincando e conversando até dar a hora de se arrumar para a festa. Deixei a organização da festa nas mãos de minha prima e do meu pai e quando tinham dúvidas me ligavam. Deixei minha mãe e meus irmãos se arrumarem primeiro, depois arrumei o Pietro e por último me arrumei.

Saímos para o local do aniversário do Pietro. Eu convidei toda a minha família e amigos com filhos, primos, irmãos... Quando chegamos no local, o Pietro ficou paralisado olhando as luzes coloridas que iluminava a entrada. O lugar estava organizado exatamente como eu queria, alguns amigos já tinham chegado e minha família praticamente toda já estava presente. Tinha um cartaz imenso com a foto do Pietro e escrito “ Feliz aniversário Pietro “. Tudo estava lindo, tinha crianças correndo já e brincando. Os animadores da festa já tinham chegado, ou seja, tudo estava em ordem.

– Bolinha mamãe!!! Bolinha!! – Ele disse apontando para a piscina de bolinha.

– Você quer ir lá?

– Quero! Quero!

– Vamos, mamãe te leva.

– Bolinhaaaa!! – Ele disse sorrindo e levantando os braços.

Deixei o Pietro brincando na piscina de bolinha com meu irmão tomando conta dele. Fui ver como ia o andamento da festa e a distribuição da comida. Os garçons já estavam circulando, me parecia estar tudo bem. Na hora em que eu voltava para a área de brinquedos encontrei a Cami.

– Amigaaaa!!!!

– Cami!!!! – Eu disse abraçando ela forte.

– Como está? Cadê o meu sobrinho lindo e maravilhoso?

– Estou bem e você? O Pietro está brincando na piscina de bolinhas.

– Estou ótima. Aqui o presente dele. – Ela disse me entregando.

– Ah obrigada!! Nacho... Coloca no lugar de presentes por favor. – Eu falei entregando o presente ao meu irmão que passava na hora.

– Eu nem acredito que o Pietro já tem um ano. O tempo passou voando.

– Nem me fale amiga. Ele cresceu muito rápido, está cada dia mais esperto.

– Ai que lindo. Depois quero dar um beijo nele.

– Sabe que hoje também é o aniversário da Letícia... Queria tanto poder comemorar o aniversário dela com ela também. – Eu disse abaixando a cabeça.

– Não fica assim amiga. Você vai encontrar a sua filha. Mas não pensa nisso agora não. É dia de alegria pelo Pietro, estamos em meio a uma festa. Se você chorar vai estragar a maquiagem!

– Ai amiga, só você mesmo para me fazer rir. – Eu disse abraçando ela.

Passei um tempo circulando pelo espaço, falando com os convidados, checando se estava tudo em ordem. O tema da festa era Disney Baby e no meio do aniversário começaram a distribuir as orelhinhas do Mickey, em seguida a moça que eu havia contratado começou a contar historinhas. Fiz uma sessão de fotos com o Pietro e com os convidados e após um tempo batemos os parabéns, cortamos o bolo e retornamos as mesas. O Pietro se divertia muito, quase nem lembrava de mim de tanta empolgação que estava com os brinquedos e com o palhaço.

Quando terminou a festa eu já estava exausta e o Pietro dormindo de tanto cansaço. Ela tinha brincado como nunca na vida, estava extremamente suado e pegajoso. Ele dormia de sono solto no meu colo. Meu pai me deixou em casa com a Dalva e o Pietro e depois seguiu para a dele.

Eu ia dar um banho no Pietro porque ele estava muito soado porém eu estava com pena de acorda-lo. Coloquei ele na cama, tirei a roupa dele, liguei o ar condicionado e sai devagarzinho para não acordar o meu anjo.

– A festa estava linda Clara. Parabéns, você é uma excelente mãe. O Pietro tem muita sorte em te ter.

– Obrigada Dalva. Mas as vezes eu acho que eu é que tenho sorte em ter ele.

– É lindo ver o quanto você ama e cuida do seu filho.

– Eu queria poder cuidar mais mas o trabalho não me deixa.

– Você faz o que pode Clari. E já é muito, acredite. Seu filho tem que ter orgulho da mãe que tem. Na verdade acho que ele já tem, é visível o amor dele por você.

– Obrigada por tudo. Eu te devo muito. – Eu disse abraçando ela.

Pov’s Diego

Minha relação com a Cássia ia mais ou menos bem. Andávamos brigando muito porém eu continuava amando ela e não queria me separar mesmo com as brigas.

A Mel estava com quase 2 anos, e cada dia mais linda. Ela era um amor de menina, muito boazinha e obediente. Eu tentava estar sempre presente com ela mas era um pouco difícil porque eu passava a maioria do tempo dando aulas e resolvendo problemas no escritório.

Na escola com as aulas ia tudo bem mas já no escritório não tão bem. Eu estava com algumas dívidas altas e com o lucro das lanchonetes não estava dando para pagar todas, então eu pagava aos poucos e as vezes pedia empréstimo.

Tirando os problemas minha vida ia muito bem. Eu e a Cássia tínhamos planos de ter mais um filho. Queríamos ter um menino, aumentar a família. Tínhamos nos mudado para um apartamento bem espaçoso.

Estávamos no Brasil de férias, aproveitando cada dia. Me dei muito bem com a família da Cássia, em pouco tempo fiz amizade com os irmãos dela. Me deixavam bem a vontade na casa deles. A mãe dela era um amor de pessoa e me tratava muito bem. Me enchia de comida sempre que podia.

Eu estava passando dias maravilhosos no Brasil com a minha família. A cidade era muito linda e tinha comidas sensacionais. Eu estava me apaixonando por aquele lugar. Poderia morar ali sem sombra de dúvidas.

– Mel não sai de perto de mim filha.

– Tá papai. – Ela disse ficando do meu lado.

– O que vão querer pedir?

– Eu acho que vou querer feijão, arroz e salmão com salada. E você?

– Igual ao seu amor. Não conheço nada da lista. – Eu disse rindo.

– E você Jujuba?

– Pai eu vou querer batata frita, feijão e picanha.

– Quer refrigerante ou suco?

– Refrigerante!

– Suco Júlia... É mais saudável.

– Mas eu queria refrigerante mãe.

– Deixa Cássia. Ela quase não bebe refrigerante. Uma vez só não mata.

– Tudo bem.

Almoçamos tranquilamente e depois fomos ao Clube passar o resto do dia. Tínhamos marcado de encontrar com os irmãos, as cunhadas e a mãe da Cássia lá. O dia estava ensolarado e fazia muito calor.

Chegamos no clube e eu tirei a roupa da Melissa. Ela ficava uma graça de maiô. Passei o protetor solar nela e depois comecei a tirar a minha.

– Vamos papaaiii!!!

– Para onde minha filha?

– Piscina!!

– Eu também quero pai! Posso?

– Pode sim. Você vem junto comigo e sua irmã.

– Passar o protetor antes Júlia.

– Você não vem amor?

– Daqui a pouco. Não quero me molhar agora não.

– Parece que somos só nós três.

Fui para a piscina junto com as meninas. Começamos a brincar. A Júlia começou a me jogar água e a Mel imitou a irmã me jogando água também. Joguei água nas duas de vingança. Elas se divertiam muito, e riam bastante. Isso para mim era a melhor parte de ser pai. Ver elas sorrirem me dava forças para seguir em frente e continuar a minha vida da melhor forma.

Desde que decidi esquecer a Clari de vez pude ver de verdade o quanto a Cássia era uma mulher maravilhosa e o quanto eu amava ela. Ela me ajudava e me encorajava a tentar conseguir o que eu queria sempre. Eu podia dizer que ela era uma esposa incrível, perfeita. Ela cuidava de mim, das crianças e da casa sem reclamar. Mas eu não a deixava sozinha, ajudava sempre que podia ela a cuidar tanto das crianças quanto da casa.

Não demorou muito e a família da Cássia chegou e se juntou a nós no clube.

– E aí cunhado! – O irmão dela falou batendo nas minhas costas.

– Oi! Demoraram mas chegaram.

– Pegamos trânsito.

– Ah sim..

– E a minha sobrinha cadê?

– Mel vem aqui filha. Vem falar com o seu tio!

– A Cássia tem muita sorte em ter te conhecido Diego. Ela te ama muito e posso ver que você também ama ela. É lindo o que você faz por ela e pelas crianças.

– Ah que isso Joana. Como a senhora mesma já disse rs, eu amo muito a sua filha e as coisas foram acontecendo naturalmente. Não foi nada forçado. Quando eu percebi já erámos uma família completa. E estamos bem assim né amor?

– Estamos maravilhosamente bem assim. – Ela disse sorrindo.

– A Cássia já sofreu muito por amor e eu espero que você não machuque ela.

– Eu também já sofri e hoje só quero poder aproveitar a minha vida ao lado da sua filha.

– Cássia, você tem um verdadeiro príncipe ao seu lado. Não deixe escapar!

– Mãe! Para com isso. Estuo ficando com vergonha.

– Já parei... Mas ele é um gato!

– Disso eu sei né mãe. O Diego é maravilhoso.

– Eu ainda estou aqui. – Eu disse brincando.

– Eu sei bobo. Vamos dar um mergulho?

– Só se for agora.

Entrei na piscina com a Cássia e ficamos ali por algum tempo nos beijando e aproveitando o momento. Eu estava passando um dia maravilhoso junto a ela. Ela me fazia muito bem, e aos poucos me mostrava o quanto era bom começar um nova história de amor.

– Eu te amo muito sabia? – Ela disse envolvendo os braços em meu pescoço.

– Eu te amo muito também. Você mudou minha vida completamente. Me ajudou a superar tanta coisa.

– Você também. Você é um presente na minha vida. Só tenho a agradecer por te ter.

– Temos duas filhas lindas e já podemos ter o teceiro...

– Um menino... Dessa vez eu quero um menino.

– Temos a mesma vontade. Até nisso a gente combina.

– Mas esse será o último filho que vamos ter. Eu quase não aguento duas.

– Tranquila amor. Você sabe que eu sempre te ajudo em tudo.

– As vezes ajuda, as vezes atrapalha... Na cozinha você bate o recorde em me atrapalhar.

– Ah é? Não te ajudo mais.

– Brincadeira amor. Pode continuar me ajudando, eu adoro. – Ela disse rindo e me beijando.

Ficamos no clube até o final do dia. Depois voltamos para a casa da mãe da Cássia, onde estávamos hospedados durante as férias. Dei banho na Melissa e depois a coloquei para dormir, ela estava cansada.

Cheguei na sala e a Júlia tinha dormido no sofá. A peguei no colo e coloquei ela na cama. Tomei um banho junto com a Cássia e depois deitamos para dormir também.

Cuidar da Mel e da Jujuba dava muito trabalho e era extremamente cansativo. Eu e a Cássia tentávamos dividir as tarefas mas na maioria das vezes quem cuidava das crianças era eu ou a babá. Ela era uma mulher muito ocupada e tinha aumentado a carga de trabalho. Ela estava trabalhando como médica além de diretora, mas não dava plantões. Era algo bom porque se desse quase não nos veríamos e seria como o meu casamento com a Clara para o final. Nós trabalhávamos o dia todo e quase não nos víamos.

As vezes eu pensava em procurar a Clari para saber como ela estava mas não sabia qual seria a reação dela nem se seria uma boa ideia. Então eu preferia deixar isso só como uma ideia mesmo. Não queria causar mais estragos para ela, nem mexer no passado. Talvez ela tivesse me perdoado, talvez não mas na dúvida eu preferia não arriscar. Ela deveria estar bem com o namorado dela e com o trabalho. Minha avó havia me dito algo sobre ela estar fazendo uma novela... O nome eu não me lembro, mas parece que a novela faz sucesso e que a carreira dela está melhor do que nunca. Apesar do tempo sem ver ela e da forma como terminamos eu queria o melhor para ela e ficava feliz em saber que ela estava realizando o sonho de ser uma grande atriz reconhecida.

Notas finais
Comentem!! Beijos! :*