Louco Amor
33 Capítulo 33
Notas iniciais
Pov's Diego
Comecei meu dia com reuniões, e com uma novidade. Recebi uma ligação no meio do meu dia. Era uma escola que havia me chamado para fazer uma entrevista para trabalhar como professor. Fiquei muito feliz, isso seria minha atividade nas horas livres. Marcaram a entrevista dentro de 1 hora então sai do escritório o mais rápido que pude.
– Diego, aonde vai? — Vanessa perguntou ao me ver saindo da sala.
– Vou fazer uma coisa e volto depois.
– Vai demorar quanto tempo?
– Não tenho nem ideia. Vai depender do lugar que eu vou. — Eu disse me dirigindo ao elevador.
– Para de fazer mistério e me conta. Aonde você vai?
– Vou para uma entrevista de um emprego ai. É só o que eu posso te dizer. — Eu disse dando um beijo na testa dela e entrando no elevador.
No meio do caminho em meio a um engarrafamento resolvi ligar para a Clari para contar a novidade. Eu gostava de compartilhar tudo com ela e eu sabia que ela ficaria tão feliz quanto eu.
~Ligação ON ~
– Alô.
– Clari! Ta podendo falar?
– Sim, mas não muito porque daqui a pouco eu volto gravar. Diz o que foi.
– Adivinha de onde me ligaram.
– Ai, eu não sei Di. De onde?
– Da escola que eu havia colocado o currículo. Marcaram uma entrevista comigo hoje daqui a pouco. Estou a caminho já.
– Que maravilha meu amor!!! Parabéns!! Estou muito feliz por você.
– Obrigado mas ainda não é nada certo. É só uma entrevista de trabalho por enquanto.
– A vaga é sua, eu tenho certeza. Boa sorte lá, fique calmo. Agora eu vou ter que desligar que estão me chamando para gravar. Beijos, te amo.
– Obrigado Clari. Também te amo. Bom trabalho.
– Obrigada.
~Ligação OFF ~
Cheguei ao local da entrevista faltando dez minutos para o horário combinado. Eu estava um pouco nervoso, eu queria muito conseguir aquele trabalho. Passei um tempo na sala de espera, e logo me chamaram para entrar. Fui recebido por uma senhora de idade, me parecia ser a diretora; que por sinal era extremamente educada e simpática. Aos poucos durante a entrevista eu fui relaxando mais e me sentindo mais confortável.
Saí ao final da tarde de volta para o escritório. Minha vontade era ir para casa, eu tinha ficado um pouco tenso após a entrevista mas eu tinha que terminar de ler alguns papéis.
Ao entrar na sala eu estranhei a presença da Vanessa. Não era comum ela ficar na minha sala de trabalho.
– O que faz por aqui mexendo nos papéis?
– Ah... Eu estou só organizando para você. Nada demais.
– E o que eu te pedir para fazer mais cedo? Já terminou?
– Já sim... Bom, vou voltar para a minha mesa.
– Não. É... Fica aqui comigo. Não tem mais nada para hoje né?
– Não. Por hoje já encerramos. Só falta você assinar esse papéis.
– Ótimo. Pega um cafezinho para a gente, por favor.
– Claro. Já volto.
Fiquei com a Vanessa no escritório até as 19hs mais ou menos. Ela ficou me ajudando com os papéis, e me distraindo também. Apesar dos nossos desentendimentos eu adorava passar o tempo com ela, era uma ótima companhia, eu adorava a amizade dela.
Cheguei em casa e senti falta da Clari. Ela nunca tinha demorado tanto para chegar em casa. Tomei um banho e deitei no sofá para ver um pouco de televisão. Depois de um tempo a Clari chegou e se juntou a mim no sofá. Ficamos juntos conversando, rindo e vendo um pouco de televisão até a hora de dormir.
Pov's Clari
Passei minha manhã gravando o programa de televisão como sempre. Pela tarde fui para as aulas de teatro, não podia faltar. Estava com saudades de todo mundo, e das aulas. Assim que cheguei encontrei com a Cami, colocamos o papo em dia e nos divertimos muito como sempre. Senti a falta do Murilo, era estranho ele faltar as aulas, ele nunca faltava.
– Cami, cadê o Murilo?
– E amiga... Nem sei. Ele não vem a três dias já.
– E você não sabe nada dele?
– Nada. Não somos tão amigos assim, você sabe.
– Sim, eu sei. Bom, eu vou indo amiga. Até amanhã.
– Até Clari.
Saí da escola de teatro em direção à casa do Murilo. Saber que ele estava faltando me deixou muito preocupada. Ele quase nunca faltava, era algo extremamente raro. E além disso, eu estava com muitas saudades dele, mal podia esperar para abraça-lo.
Toquei a campainha três vezes e ninguém me atendeu. No momento em que eu estava voltando para o quarto escutei o Murilo me chamar.
– Murilo!!! — Falei com um sorriso largo no rosto indo em direção dele.
– Oi Clari! Que surpresa boa!
– Achei que não tivesse ninguém. — Falei o abraçando.
– Ai.. Não me aperta por favor. Estou com o corpo dolorido. E desculpa pela demora para abrir a porta mas é que só tem eu em casa e eu estou com o corpo muito dolorido. Ele disse enquanto entrávamos em casa e fechando a porta em seguida.
– O que você tem?
– Acho que virose. Mas não se preocupe. Já estou melhorando.
– Não é melhor ficar deitado?
– Eu estava deitado. Levantei para abrir a porta para você. — Ele disse sorrindo.
– Ah então volte. Vamos, eu fico lá com você.
– Está certo. — Ele disse sorrindo e subindo as escadas. — E a sua lua de mel, como foi?
– Foi tudo bem. Passei dias inesquecíveis.
– Que bom Clara. Fico feliz por você. Gosto de te ver feliz.
– Eu sei disso. — Eu disse deitando com ele. — Mas então... O que fez nesse tempo que passei fora?
– Estudei e trabalhei.
– Só? E as garotas? Vai me dizer que não ficou com ninguém nesse tempinho?
– Não... Não fiquei com ninguém e você sabe o porque. — Ele disse virando para mim fazendo com que nossos rostos ficassem bastante próximos e olhando nos meus olhos.
– Murilo... Eu estou casada.
– Eu sei disso, e não vou insistir Clari. Sei que você ama muito o Diego e não vou fazer nada para atrapalhar vocês mas eu não consegui te esquecer. É algo mais forte que eu e... E eu acho melhor mudarmos de assunto.
– Sim... Eu também. — Eu disse afastando os nossos rostos e olhando para o teto.
– Foi na aula hoje?
– Fui sim. Como acha que soube que você anda faltando as aulas?
– Não sei rs... Me diz então, como foi a aula hoje?
– Foi legal. O professor de canto passou uma atividade em dupla e adivinha com quem eu fiquei.
– Com a Cami?
– Não. Com você!!
– Comigo? E o que a gente tem que fazer?
– O que você acha que temos que fazer em uma atividade de canto?
– Cantar.. Eu acho.
– Vamos fazer pizzas Murilo!!
– O que?
– É brincadeira. Vamos cantar óbvio. — Eu disse rindo.
– Ha ha ha. Engraçadinha. Eu estou doente e isso que você está fazendo comigo é feio.
– Tadinho do meu amor. Não faço mais, prometo.
– Você disse o que?
– Eu? Que não vou mais te abusar.
– Não. Antes. Você me chamou de " meu amor ". Repete Clari. — Ele disse pegando no meu rosto.
– Foi uma maneira de dizer Murilo. Não mistura as coisas.
– Tá, desculpa.
– Murilo... Pode parecer insensibilidade da minha parte mas você tem que procurar outra pessoa. Alguém que corresponda os seus sentimentos. Eu estou casada, estou muito feliz com o Diego, eu amo o meu marido, amo muito. E tenho planos de formar uma família com ele.
– Vocês vão ter um filho?
– Sim. Algum dia vamos.
– Mas você sempre disse que não queria ter filhos, mudou de ideia por que?
– Porque o sonho do Diego é ter um filho, e eu acho que seria bom para mim e para a minha relação com ele também. Não tenho motivos para não ter um filho. Eu adoro crianças e vou amar ter um filho com ele.
– Entendi.
– Não fica triste Murilo. Não gosto de ver assim ainda mais sabendo que é por minha causa.
– Não estou triste Clarinha. Eu só estou com a cabeça doendo por causa da febre.
– Não mente para mim.
– Não estou mentindo para você. Jamais mentiria para você. Mas eu não posso fazer nada se sua felicidade é ao lado de outro. Eu só espero que você seja muito feliz e que ele nunca te machuque.
– Não se preocupa. Ele não vai me machucar. E por falar nele, está tarde tenho que ir.
– Ah não fica mais um pouco. Agora tem horário para voltar para casa é?
– Claro que não. Deixa de ser bobo. Mas é que ele já deve ter chegado do trabalho e essa é a hora que temos para ficarmos juntos. Amanhã eu venho te ver tá? — Eu disse dando um beijo na bochecha dele e levantando.
– Eu vou abrir a porta para você.
– Não precisa. Eu sei o caminho. Fica ai deitado descansando. Boa noite.
– Boa Clari. Se cuida.
– Você também.
Fui para casa o mais rápido possível. Estava tarde e o Diego já devia estar em casa me esperando. Eu tinha perdido completamente noção do horário.
Quando cheguei em casa encontrei o Di deitado no sofá vendo tv. Ele abriu um sorriso enorme ao me ver. Eu amava aquele sorriso.
– Amor!! Até que em fim você chegou!
– Desculpa a demora. — Eu disse dando um selinho nele.
– Estava colocando o papo em dia com a Cami?
– Na verdade não. Eu fui visitar o Murilo. Ele está doente.
– E o que ele tem?
– Virose. Deve ficar bem logo.
– Que bom que não é nada grave.
– Eu vou subir para tomar um banho e já desço para ficar com você tá?
– Ok, vou ficar te esperando. Não demora.
Subi para tomar o meu banho. Fiquei um tempo pensando no Murilo. Eu não entendia a dificuldade dele de seguir em frente. Eu não amava ele da maneira que ele me amava, eu não conseguia corresponder os sentimentos dele e cada vez mais eu me apaixonava pelo Diego. Pensei que talvez eu tivesse sido dura demais com ele nas palavras mas que também talvez tenha sido melhor assim. Por um instante pensei em me afastar mais dele, para ajuda-lo a esquecer o que sentia por mim mas desisti em seguida. Eu não queria ficar longe dele, ele era muito importante para mim. Era meu amigo.
Após o banho voltei para a sala como havia prometido ao Diego. Deitei no sofá e fiquei abraçada com ele.
– E então Di. Me conta, como foi a entrevista lá na escola?
– Eu não sei. Estava um pouco tenso no começo mas depois relaxei mais.
– Mas você acha que foi bem?
– Acho que sim. Pelo menos espero.
– Você vai conseguir, não se preocupe. — Eu disse o beijando.
– Obrigado pela força. Você tá sempre me apoiando em tudo e isso é muito importante para mim.
– Eu sempre vou te apoiar Diego. Concordando ou discordando irei te apoiar... Ah deixa eu te contar. Me chamaram para dublar um desenho hoje.
– E você aceitou?
– Ainda não. Estou vendo tudo direitinho e pensando.
– Eu acho que você deveria aceitar. Vai ser bom para seu crescimento profissional.
– Eu pensar direitinho e antes de qualquer coisa te digo o que decidi.
– Está bem.
Fiquei mais um tempo junto a Clari conversando e depois fomos dormir. As coisas no trabalho estavam indo bem tanto para mim quanto para ela e isso era mais que ótimo. Era maravilhoso ver o quanto a Clara estava crescendo. Aos poucos ela estava deixando de ser menina e se tornando mulher.
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