Louco Amor
25 Capítulo 25
Notas iniciais
Pov's Diego
Acordei de madrugada com um bebê chorando. Tentei dormir de novo mas não consegui, a criança chorava muito. O único bebê que tinha no corredor em que eu estava era a Bianca então resolvi levantar e ir ver o que ela tinha.
– Oi Diego... Acordou com o choro não foi?
– Sim, mas o que ela tem?
– Ela está com cólica, agitada, com o nariz entupido sem conseguir dormir.
– Me da ela.
– Como? — Ela falou sem entender direito.
– Me da ela. Ela precisa se acalmar, eu vou leva-la para dar umas voltas de carro.
– Eu vou com vocês. — Ela disse colocando um casaco por cima da roupa de dormir.
Saímos com o carro pelas ruas sem um destino certo. Coloquei uma música calma para ajudar a Bianca a relaxar. Após algum tempo ela acabou dormindo. Parei o carro em uma rua e desliguei o som.
– O que foi? Por que paramos aqui?
– Nada. Só acho que é bom para a Bia.
– Mas a rua está deserta e já é tarde. Não é perigoso? — Ela disse olhando para a rua pela janela do carro.
– Acha que eu colocaria você e a Bianca em perigo?
– Não rs...
– Então... Relaxa que qualquer coisa eu estou aqui. — Eu disse pegando na mão dela. — Ela tá dormindo tranquila né?
– Sim...
– Por que você não fala no pai dela?
– Porque ele não existe... — Ela falou abaixando o rosto.
– O que aconteceu entre vocês?
– Ele foi embora depois que descobriu que eu estava grávida. — Ela disse deixando algumas lágrimas caírem.
– A Bianca tem você, não precisa de um pai.
– Ela não precisa de um pai porque tem você.... Que é um tio maravilhoso. — Ela disse olhando para a janela. — Acho melhor voltarmos para o hotel. Mais tarde temos um voo e temos que descansar.
– Sim, sim. Vamos voltar.
Durante todo o caminho do hotel não trocamos uma palavra. O silêncio era grande no carro. Saí do carro, peguei a Bianca no colo e a levei até o quarto que a Vanessa estava hospedada. Coloquei ela no berço e me despedi da Vanessa com um beijo e um abraço e fui para o meu quarto.
Deitei na cama e fiquei pensando sobre a Vanessa ter dito que a Bianca não precisa de um pai porque tem a mim. A Bianca é uma criança amável e encantadora. Eu amo ela. As vezes pensava como seria quando ela estiver grande. Tinha vontade de acompanhar cada passo dela mas era impossível, isso me traria problemas com a Clari. Após um tempo pensando resolvi parar e ir dormir.
Pov's Clari
Acordei com a Cami em cima de mim. Que mal dormir o dela. Mal podia respirar com ela me esmagando então a empurrei o que a fez cair da cama.
– Qual o seu problema? Por que me jogou da cama?
– Eu só queria que saísse de cima de mim. Não sabe dormir em um espaço só?
– Eu não estava em cima de você. — Ela disse se levantando e voltando para a cama.
– Estava sim, quase me matou. Sua gorda! — Eu disse jogando um travesseiro no rosto dela.
– Não estava e eu não sou gorda. Você está mentindo! — Ela disse jogando o travesseiro de volta.
– Vamos descer?
– Para que?
– Para comer né Cami! Eu to morrendo de fome ué.
– Morta fome! Na cozinha tem um monte de coisas para você comer.
– Não sou morta fome! E vamos logo... — Falei a tirando da cama.
Descemos rindo e brincando em direção a cozinha. Passamos a manhã conversando e jogando e a tarde ficamos assistindo filmes, comendo doces e bebendo refrigerante. Ao final do dia enviei uma mensagem para o Murilo para saber se ele estava em casa. Precisava saber o que ele tanto queria me dizer e não teve coragem. E se ele realmente gostar de mim? Eu não conseguia parar de pensar nisso.
Saí da casa da Cami e fui o mais rápido que pude para a casa do Murilo. Após um tempo cheguei na casa dele, toquei a campainha e ele logo abriu a porta para mim.
– Oi Clari!! — Ele disse me puxando para dentro e me abraçando.
– Oi Murilo... — Eu disse dando um sorriso fraco.
– Tudo bem?
– Tudo sim e você?
– Tudo bem... E então, o que você queria falar comigo?
– Na verdade, é o que você queria falar comigo. — Falei o encarando.
– Como?
– Eu quero saber o que você queria me dizer ontem e não teve coragem.
– Nada... Eu disse tudo o que queria te dizer .
– Não nasci ontem Murilo. Sei que não era aquilo ou só aquilo.
– O que acha de pedir uma pizza? — Ele disse indo em direção a cozinha.
– Eu acho bom mas não estamos falando de comida! — Eu disse indo atrás dele.
– O que você quer que eu diga?
– O que você queria dizer ontem.
– Eu já disse o que eu tinha para te dizer ontem!
– Tudo bem. Não quer dizer não diga.
– Que sabor a pizza?
– O sabor que você quiser. Eu to indo. — Eu disse dando as costas.
– Não, não vai. Fica, por favor... Eu me sinto só aqui sem ninguém comigo. — Ele disse me puxando de volta.
– Vai me dizer o que era?
– Eu não vou dizer porque acho melhor não falar nada.
– Por que?
– Porque não...
– Porque não, não é resposta Murilo!! — Eu disse me apoiando no balcão.
– Porque você vai casar e somos amigos. Acho melhor assim.
– Então a Cami estava certa?
– Com o que?
– Quando ela disse que você não me via só como amiga, que você gostava de mim.
– Sim, ela estava e está certa. — Ele disse se aproximando.
– Eu vou me casar em menos de um mês. Você esta me ajudando com os preparativos do casamento...
– Eu estou te ajudando porque sei que é importante para você. Mas não posso negar o que sinto por você. — Ele disse ficando colado comigo e me imprensando no balcão.
– Murilo, somos amigos... — Eu disse desviando o olhar do dele.
– Eu te amo Clari. — Ele disse levantando o meu rosto pelo queixo fazendo com que os nossos rostos ficassem colados.
Antes de eu dizer algo ou tentar me afastar ele me beijou. No primeiro momento me reação foi tentar empurrá-lo mas ele era mais forte que eu e com o tempo acabei cedendo e correspondendo ao beijo dele. Nos afastamos quando o ar se fez necessário, eu mal podia acreditar no que havia acontecido. O olhei sem reação, não sabia o que dizer nem o que fazer.
– Clari desculpa... Foi mais forte que eu... Eu já sei que você não vai mais querer falar comigo agora. — Ele disse fazendo cara de triste e abaixando o rosto.
– Eu preciso ir... — Eu disse desviando o olhar dele e indo em direção a saída da cozinha.
– Não Clara! Espera por favor! Não sai assim, sem me dizer nada. — Ele disse me segurando pelo braço.
– Me solta Murilo. — Eu disse soltando o meu braço e saindo.
Eu não podia acreditar no que o Murilo tinha feito e pior, eu me recusava a acreditar que tinha gostado do beijo dele. Por que aquilo estava acontecendo tão perto do meu casamento com o Diego? Ele não podia nem sonhar com isso, seria o fim de tudo. Eu tinha certeza... Saí com o carro, precisava ir para casa. Não conseguia parar de pensar no beijo que o Murilo havia me dado, foi um beijo tão cheio de desejo, me deixou sem ar. Tentei parar de pensar naquilo por um instante, afinal eu ainda era noiva do Diego, mas era impossível. Eu não podia parar.
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