Louco Amor
20 Capítulo 20
Notas iniciais
Pov's Clari
Levantei de manhã com dificuldade, me arrumei, tomei um copo de suco e sai para a escola de teatro.
Apesar de não estar me sentindo muito bem me esforcei ao máximo para disfarçar isso. Fui o caminho todo da escola pensando em ligar para o Diego. Eu estava com saudades e doía muito ficar brigada com ele.
Resolvi ficar um tempo na escola de teatro após as aulas. Estava sentada com o celular na mão quando o Murilo chegou.
– Oi, como tá?
– Oi, to bem e você?
– Bem mas você está bem mesmo?
– Sim, pelo menos estou tentando ficar.
– E já falou com seu namorado?
– Mais ou menos. Ele foi lá em casa ontem e eu acabei mandando ele embora.
– Por que fez isso? Brigaram?
– Sim, eu perguntei porque ele não me disse nada e ele disse que foi porque eu ia ficar com ciúmes. Da para acreditar nisso?
– Talvez ele só quisesse evitar o que ta acontecendo agora. Essa briga entre vocês.
– Eu não sei Murilo. Eu só queria que ele tivesse sido sincero comigo. — Falei abaixando a cabeça.
– É comum ele fazer isso?
– Não... Na verdade ele nunca fez isso.
– Você sente falta dele?
– Muita. Sinto falta do abraço, do beijo, das risadas, do carinho e isso porque só tem um dia.
– Liga para ele. Vai liga.
– Ligar? Bom, eu não sei.
– Não. Faz melhor Clari. Vai atrás dele anda.
– Acha mesmo que devo?
– Tenho certeza. Vai corre, vai atrás dele.
– Obrigada por tudo Murilo. Te adoro muito. — Eu disse o abraçando forte.
– Por nada. Agora vai lá vai. Amanhã quero saber das novidades. — Ele disse me dando um beijo no rosto.
Saí depressa com vontade de abraçar o Diego. Eu estava ansiosa por ver ele. Cheguei na lanchonete procurando por ele e para a minha surpresa ele estava parado com um buquê de flores nas mãos. Fui andando em direção a ele e quando ele me viu abriu o sorriso que eu tanto amava e veio ao meu encontro.
– Oi Clari... Que surpresa você por aqui...
– É... É que... Bom... Eu queria falar com você, isso.
– E o que queria falar?
– Primeiro me conta para quem são essas flores?
– Ah eu comprei para uma mulher que eu conheci. Ela é muito linda e encantadora. Você acha que ela vai gostar?
– Eu não acredito nisso Diego! E.. E..u.. Eu ainda vim até aqui para fazer as pazes e... Eu vou embora. — Falei dando as costas.
– Volta aqui a Clari. — Ele disse rindo e me segurando pelo braço. — A mulher é você. As flores são para você. — Ele disse me entregando o buquê.
– Eu? Mesmo?
– Sim. Eu ia até a sua casa levar mas você se adiantou. — Ele disse se aproximando mais de mim.
– São lindas, obrigada. — Falei dando um abraço apertado e demorado nele.
– Eu senti sua falta. — Ele disse pegando as flores e colocando as flores em um vaso que tinha em uma mesa próxima.
– Eu também Di.
– Hoje você dorme comigo. — Ele disse me beijando.
– Seria maravilhoso mas não posso.
– Por que? — Ele falou fazendo cara de triste.
– Porque meus pais estão reclamando muito que eu só vivo na sua casa e quase não paro em casa... Quero evitar problemas.
– Então eu durmo na sua. Posso? — Ele disse me abraçando por trás e envolvendo suas mãos em minha cintura.
– Hum... Eu não sei, acho que pode sim. — Falei me virando para ele e o beijando.
– Ótimo. Me espera que só vou falar com meu irmão e vamos para sua casa.
– Ok. Estou te esperando.
Fiquei esperando o Diego sentada e olhando para as minhas flores. Eu me sentia muito melhor e sinceramente esperava nunca mais brigar com o Diego.
O Diego voltou com o meu cunhado. Nos cumprimentamos e tivemos uma conversa rápida. Em seguida fomos para a minha casa. Meu pai não gostou muito mas não nos importamos. Ficamos na sala um pouco conversando com meus irmãos e com meus pais também. Jantamos todos juntos na mesa e depois subi com o Diego para o meu quarto. Passei uma noite maravilhosa com ele, matei a saudade que estava dele.
Pov's Diego
Cheguei em casa quase na hora de sair para o trabalho. Tomei apenas um banho, troquei de roupa e sai. Passei o dia inteiro pensando no que poderia fazer para que a Clari me perdoasse por não ter dito nada a ela do meu encontro com a Vanessa e a única ideia que tive foi de comprar flores e ir até a casa dela.
Estava tomando coragem de ir falar com a Clari quando ela apareceu na lanchonete. Senti meu coração disparar e não pude evitar sorrir. Fizemos as pazes, o que me trouxe a alegria de volta e mudamos a rotina um pouco. Em vez de ela ir dormir na minha casa, eu que fui dormir na casa dela. Passamos um tempo junto aos meus sogros e meus cunhados e depois subimos para o quarto dela. Assim que entramos eu tranquei a porta.
– Então... Só eu e você. Finalmente. — Falei me aproximando dela.
– Sim, só eu, você e uma noite inteira pela frente.
– Uma noite cheia de amor. — Eu disse a beijando e a conduzindo a cama.
Ela me derrubou na cama e foi desabotoando minha camisa e a medida que ia abrindo ia dando beijos pelo meu peito. Sentei na cama e fiquei olhando ela tirar a roupa ficando somente de calcinha e sutiã. Ela me empurrou de volta para a cama abrindo minha calça e sentando em cima de mim em seguida. Senti os beijos doces, e as mordidas tentadoras dela, e sua delicada mão me acariciando. Ela saiu de cima de mim tirando minha calça e minha cueca. Senti sua boca percorrer cada parte do meu corpo. A parei a puxando para cima e invertendo a posição.
– Minha vez Alonso. — Falei com um sorriso malicioso.
– Sou toda sua. — Ela disse me beijando e envolvendo os braços em meu pescoço.
Terminei de tirar a roupa dela e começamos nossa noite mais que perfeita. Mal podíamos respirar, não conseguíamos parar nem por um segundo. Havia um incêndio dentro de mim, era inexplicável o desejo que eu tinha por ela. Aumentei os movimentos nela a fazendo gritar. Reduzi novamente para que ela parasse de gritar, afinal não estávamos sozinhos em casa.
– Seus pais estão no quarto ao lado. — Falei com um pouco de dificuldade.
– Não consigo controlar. — Ela disse com a voz ofegante e me olhando de um jeito que me desconcertou por completo.
A beijei como se o mundo estivesse acabando e naquele momento esqueci de tudo e de todos. Para mim só existia eu e ela ali, juntos. Seguimos naquele ritmo por mais algumas horas, até não aguentarmos mais. Ela deitou por cima de mim apoiando o queixo no meu peito.
– Eu não sei como posso amar tanto alguém como eu te amo. — Ela disse olhando nos meus olhos e sorrindo.
– Então empatamos porque eu também não sei. Eu te amo de uma forma inexplicável. — Falei colocando o cabelo dela atrás da orelha e acariciando suas costas.
– Você me enlouquece Diego. — Ela disse dando uma leve mordida no meu peito.
– Será que alguém ouviu os seus gritos? — Eu disse rindo.
– Amanhã descobrimos ou então nunca saberemos. — Ela disse rindo também.
– Sua louca. Não tem um pingo de juízo.
– Louca por você. — Ela disse me dando um beijo apaixonado.
Ela deitou ao meu lado e logo pegamos no sono. Minha noite não poderia ter sido melhor. A Clara era realmente maravilhosa.
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