Louco Amor
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Pov's Clari
Acordei quase de noite, eu não podia acreditar no quanto eu tinha dormido. Olhei para o lado e vi o Diego me olhando e sorrindo.
– Como está? — Ele disse me olhando.
– Bem e você?
– Muito bem aqui assim com você — Ele falou me ajeitando no peito dele.
– Há quanto tempo estava me olhando?
– Não sei mas tem um tempo. Não quis levantar, aqui está tão bom e você dormindo é tão linda.
– Eu te amo Di. Amo muito. Nunca senti nada assim.
– Eu te amo como nunca amei e nunca vou amar ninguém nessa vida.
– Você é maravilhoso, me encantou cada palavra.
– Você me encanta com tudo — Ele falou me beijando — E aí, vamos levantar?
– Agora? Eu estava pensando em ficar um pouco mais aqui na cama com você — Falei mordendo o lábio inferior.
– Não faça isso, não me provoca assim.
– Não estou fazendo nada — Falei mordendo a orelha dele logo em seguida.
– É? Então eu vou fazer nada também.
Em um ato rápido ele sentou em cima de mim segurando os meus braços.
– Vamos brincar — Ele disse com um sorriso malicioso no rosto.
Começamos a nos beijar e a cada segundo as coisas esquentavam mais. Começamos a tirar a roupa aos poucos. Ele me deixava louca.
Ele estava só de cueca e eu apenas de calcinha. Ele depositou vários beijos nos meus seios, depois foi descendo até chegar na minha calcinha. A única peça que restava. Ele sorriu, deu um beijo em minha intimidade por cima da calcinha e começou a tirar com a boca. Ele ficou um tempo brincando com minha intimidade, depois invertemos a posição e eu fiz o mesmo com ele. Após algum tempo sentei em um pouco abaixo de sua barriga fazendo com que nossas intimidades se encaixassem. Foram horas de loucura e prazer que passei com o Diego.
Após recuperamos parte de nossas forças; levantamos, tomamos banho juntos sem malícia e em seguida fomos comer algo. A fome já era grande.
Eu estava na cozinha guardando algumas coisas quando o Diego me abraçou por trás e disse:
– Você fica muito sexy com minha blusa.
– Fica um pouco grande em mim mas eu adoro usar.
– Deixa essas coisas ai e vem ficar comigo na sala.
Fomos para a sala abraçados, sentamos no sofá e ele logo me perguntou:
– Clari, e o nosso casamento? Marcamos logo uma data ou prefere esperar mais?
– Marca para daqui a 3 meses.
– 3 meses? Tão rápido assim?
– Ah, achou cedo? Escolhe uma data mais distante então..
– Não, é que eu pensei que você ia dizer 6 meses no mínimo por causa dos preparativos mas se você quer daqui a 3 meses eu também e assim será.
– Que sonho tudo isso. Você, eu, casamento... Minha vida com você é mais que perfeita.
– Eu já disse que te amo muito e que adoro te ver feliz?
– Você é o meu sonho — Falei o beijando.
Estávamos nos beijando e trocando carícias quando a campainha tocou...
– Está esperando alguém?
– Não Cla, não estou esperando ninguém... Espera, deixa eu ver quem é — Ele disse levantando-se e indo em direção a porta.
Quando ele abriu a porta e eu vi a pessoa entrando não podia acreditar. Era a minha mãe.
– Mãe?!! O que faz aqui? — Perguntei surpresa.
– Vim saber se você estava por aqui, se você estava bem. Estou te ligando desde ontem a noite!! Liguei hoje e o dia todo dando desligado. Você quer me matar do coração!?
– Desculpa mãe!! Ontem eu estava na boate com o Diego e como chegamos tarde dormimos demais e eu esqueci de ligar o celular.
– Bom, licença. Vou deixar vocês sozinhas — O Diego disse se retirando.
– María Clara o que você está fazendo vestida assim? Não me diga que...
– Mãe isso ia acontecer um dia. Você sabe que já não sou criança.
– Foi a primeira vez? — Ela me perguntou se sentando no sofá.
– Não mãe.. A primeira vez foi na noite do meu aniversário.
– Por que não me contou?
– Porque tive medo da sua reação — Disse sentando ao lado dela.
– Clara, você é minha filha e eu me preocupo com você. Eu estou cansada de repetir que o Diego não é homem para você. Vou deixar você perceber isso sozinha. Ele é um homem feito e você apenas uma menina que está começando a vida.
– Eu entendo que se preocupe comigo e que não quer me ver sofrer mas é a minha vida. Eu sou feliz com ele e dentro de 3 meses serei a esposa dele.
– Como assim dentro de 3 meses? Já marcaram a data e você não me contou nada?
– Não mãe, acabamos de decidir. Ainda vamos ver como vai ser.
– Eu não posso acreditar no quanto você cresceu. Espero estar errada quanto ao Diego e que você seja feliz.
– Já sou feliz mãe — Disse abraçando ela.
– Bom, deixa eu ir porque sinto que atrapalhei algo — Ela disse sorrindo.
– Eu te amo mãe.
– Eu também te amo minha filha e quando você resolver voltar para casa vai me contar tudo. Eu quero saber o que vocês andam aprontando.
– Ok né mãe? — Disse rindo e acompanhando ela até a porta.
– Não esquece de usar camisinha. Não quero ser avó por agora.
– MÃE!!! Vai logo vai. Beijo e tchau — Disse fechando a porta.
Depois que minha mãe saiu, bebi água e fui ver o que o Diego estava fazendo. Abri a porta do quarto e vi uma criança sentada no chão jogando video game, com os olhos fixos na tv. Fiquei parada na porta por um tempo observando a cena até ele me ver e me chamar para sentar do lado dele.
– Sua mãe brigou muito com você?
– Um pouco mas já está tudo bem. Não se preocupa.
– Tem certeza que está tudo bem?
– Tenho sim. Fica tranquilo.. E aí? Ta perdendo ou ganhando?
– Ganhando claro! Sou um jogador profissional, o melhor que tem.
– E o mais convencido que tem né? — Sorri fraco.
– Também.. Amor eu vou tomar outro banho, quer me acompanhar?
– Não Di, vai você. Vou decorar o texto para minha a apresentação do teatro amanhã.
– Então tá. Já venho — Ele falou me dando um selinho e indo em direção ao banheiro.
Não era a primeira vez que a minha mãe dizia que o Diego não era homem para mim. Não sei porque mas dessa vez me deixou insegura. Comecei a pensar em tudo, tentava encontrar um motivo para o Diego me amar mas não encontrava. Comecei a pensar " e se minha mãe estiver certa? ". O medo de perdê-lo veio a tona, me fazendo derramar algumas lágrimas.
– Clari? O que aconteceu? Porque está chorando? — Ele falou se agachando e enxugando minhas lágrimas.
– Você jura que não está brincando comigo e que me ama de verdade?
– É claro que eu não estou brincando com você e que eu te amo Clara. Por que isso agora?
– Medo... medo que tudo isso acabe e que não passe de uma ilusão.
– Meu amor, eu AMO você. Amo muito. O que a gente está vivendo é real. Não precisa ter medo.
– Eu sou boba né? Desculpa.
– Você não é boba. Esquece isso e vem deitar aqui na cama, quero te fazer carinho — Ele disse me ajudando a levantar.
Ficamos na cama por mais ou menos meia hora sem dizer nada, apenas abraçados e eu sentindo sentindo os carinhos dele. Ele sabia como me fazer me sentir bem e eu o amava. Era a única certeza que eu tinha.
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