Louco Amor

94 Capítulo 94


Notas iniciais
Ooii!!! Dessa vez nem demorei estão vendo? kkkk Se houver algum erro me desculpem e boa leitura a todos!! E ah, muito obrigada por cada comentário!!!

Pov’s Diego

Passei todo o tempo andando de um lado para o outro no hospital esperando uma notícia do médico. Eu estava cada vez mais impaciente, já tinha perdido as contas de quantas vezes tinha bebido água ou café. Eu pensava na cena, pensava no Pietro e quando eu menos esperei apareceu alguém que eu não esperava nem queria ver mas não estava em condição de falar nada.

– Diego?

– Oi Cássia.

– Como é que você está?

– Bem...

– Eu sei que não mas fique tranquilo elas estão bem, eu já dei uma olhada nelas e nas fichas. Não tiveram nada demais.

– Tem certeza disso?

– Sim, até onde vi os exames deram tudo ok e elas apenas estão sedadas dormindo, nada demais. Logo o médico deve vim te avisar disso tudo e te deixar entrar para vê-las.

– Obrigado por vim me dizer isso.

– Eu não vim só para isso, vim para te fazer companhia também.

– Cássia eu não sei se é uma boa ideia. E desde quando você trabalha aqui? Você vai cuidar dela?

– Não, não é a minha especialidade essa. E não tem muito tempo não. Ah, voltando... Fique despreocupado, eu só me preocupo com você. Vem aqui. – ela disse me puxando para um abraço.

– Eu estava com tanto medo de que acontecesse alguma coisa com elas. – eu disse chorando.

– Chora Diego. Acalma seu coração que elas estão bem. Vem tomar um café comigo?

– Eu já tomei tantos. Você não tem noção. – eu disse rindo enquanto enxugava as lágrimas.

– Um lanche então? Sem café! – ela disse rindo e me puxando pela mão.

– Espera.

– O que foi?

– E se o médico me procurar enquanto eu estou lá?

– Eu já falei com ele e avisei que você iria comigo tomar um café.

– Planejou tudo?!

– Claro! Parece que não me conhece mais. – ela disse rindo.

Naquele momento a minha preocupação era tanta que eu até esqueci da raiva que eu tinha dela por todas as coisas que ela já tinha feito e até confesso que foi bom ter companhia mesmo sendo a dela.

– E aí, como anda a vida, tirando o acidente?

– Está tudo bem, eu vou ter outro filho e está tudo certo até o momento.

– Ah, sim, é... Eu não te falei esse detalhe.

– Detalhe? Que detalhe?

– A Clara está bem mas acabou perdendo o bebê.

– Que? Não é possível.

– Vocês ainda podem ter outro. É difícil mas vocês superam, eu sei que sim.

– Obrigado, vai ser difícil mesmo.

– Sempre é, mas continua falando não fica deprimido não.

– Eu vou tentar... É que é difícil.

– Eu sei que sim mas olha, esse é um momento muito delicado. Eu te chamei aqui para tentar te ajudar a ficar melhor porque sei que a Clara vai precisar de você.

– Não te reconheço mais, você mudou bastante, está diferente.

– As pessoas mudam né?

– Foi o Flávio que te mudou?

– O que?

– Eu vi vocês se beijando um dia desses na rua.

– Eu não tenho nada com ele. Foi só um momento...

– Tem certeza? Eu não sei mas a sua cara não está me dizendo muito isso não.

– Minha cara não está te dizendo nada fofoqueiro.

– Eu? Até parece. – eu disse rindo.

– Os meninos sentem a sua falta...

– Eu também sinto bastante a deles.

– Porque não leva o Pietro e a Letícia depois que tudo isso passar, claro, para ficarem lá em casa brincando?

– Vamos fazer melhor, você leva os meninos lá para casa. Eu acho mais fácil.

– Está com medo da Clara né? – ela disse rindo.

– Eu? Que isso. Eu sou bem corajoso tá?

– Nem você acredita nisso.

– Haha engraçadinha. Eu acredito sim.

– Fala sério né Diego! Bom, estou adorando sua companhia e a conversa, amei deixarmos tudo no passado mas agora eu tenho que voltar e você também não é?

– É verdade, tenho mesmo. Obrigado pela companhia e por me fazer rir, eu precisava.

– Eu sei. – ela disse rindo.

Voltamos para a ala da recepção e fiquei esperando autorização para entrar no quarto. Eu estava louco para ver a Clara e a Letícia e curioso pelo motivo de tamanha mudança na Cássia. Eu não esperava nem metade das coisas que ela tinha feito há pouco tempo ali. A tristeza da notícia da perda do bebê me dominava mas eu lutava contra isso. A Clara precisaria de mim mais que nunca e eu tinha que estar bem para deixa-la bem.

Em meio aos meus pensamentos me chamaram para dizer que eu já poderia ver os meus amores. Fui o mais rápido que pude após conversar com o médico sobre o estado delas. Eu queria muito ver a Clara mas também queria ver a Letícia e ela era uma criança, deveria estar assustada e eu precisava acalma-la antes.

– Será que eu posso entrar?

– Papai... – ela disse com a vozinha fraca.

– Oi meu amor, como você está? – eu disse dando um beijo na testa dela.

– Com um pouco de dor.

– Vai passar meu amor. Logo você não vai sentir nada certo?

– Certo. Cadê a mamãe?

– A mamãe está descansando em outro quarto.

– Ela está bem? Está sim minha princesinha, fique tranquila. Daqui a pouco eu vou lá ver a sua mãe tá bom? Eu tenho que cuidar de vocês duas.

– Tá bom e o Pietro?

– Está com seus avós, ele está bem.

– Licença... Está na hora do remédio.

– Para que esse remédio?

– Você é o pai?

– Sim.

– É para as dores, é bom que ela descanse um pouco. Esse remédio vai fazê-la dormir por algumas horas.

– E tem previsão de alta?

– Olha, está tudo ok com ela. Só estamos mantendo por algumas horas para observar mais mas logo ela deve ser liberada.

– Obrigado.

– De nada, com licença.

Fiquei ao lado da Letícia até ela dormir. Fiquei fazendo carinho nela. Ela era tão pequena e tão especial, eu amava tanto a minha pequena... Ela era linda que nem a mãe. Deixei ela descansando e fui ver a Clara. Fiquei fazendo companhia a ela e tentando acalma-la com a notícia. Ela ficou tão arrasada quanto eu, óbvio. Ela demorou um pouco mas conseguiu se recompor da notícia. Dei o celular para ela falar com os pais e com o Pietro, não tinha coisa melhor para tranquilizar todos.

Mais tarde a Clara foi ver como estava a Letícia e quase vi uma guerra no quarto mas felizmente ficou tudo bem ao menos por alguns instantes. A Letícia e a Clara tiveram alta e as levei para casa. Preferi deixar o Pietro dormir com os avós por aquela noite, ele precisava dormir, descansar.

Passei a noite toda olhando a Clara e a Letícia, tomando conta delas e pensando em como estaria o Pietro. A minha família era tudo sem dúvidas e ninguém podia dizer o contrário.

Pov’s Pietro

A vovó e o vovô ficaram tentando me acalmar mas eu estava muito preocupado com minha mãe e minha irmã, eu estava com medo de perder elas, eu amava tanto as duas... A cena do acidente foi horrível, eu não queria ter visto aquilo nunca... Na verdade eu não queria que aquilo tivesse acontecido com elas, não mesmo.

Umas horas depois a mamãe ligou e falou comigo por um tempo no telefone. Eu fiquei muito feliz de ouvir a voz dela. Saber que minha mãe e minha irmã estavam bem foi o essencial para me deixar tranquilo.

Depois que a mamãe desligou a vovó me deu banho, me obrigou a comer umas coisas que ela tinha feito lá e depois me contou uma historinha para dormir. Eu mal podia esperar o dia amanhecer para ver minha mãe e minha irmã.

Pov’s Letícia

Acordei e não tinha ninguém comigo. Fiquei tentando lembrar do que havia acontecido mas minha cabeça doía um pouco, talvez pela pancada. Eu só lembrava da mamãe me gritando...

Enquanto eu fazia esforço para lembrar o papai apareceu e ficou comigo até a medicação fazer efeito. Dormi por algumas horas e quando acordei vi a ex namorada do papai.

– Oi... – eu disse para ela.

– Oi pequena, você já acordou é? Como está se sentindo?

– Mais ou menos.

– Logo você vai se sentir bem de novo. Está com fome?

– Não.

– Nem um pouquinho?

– Nem um pouquinho... O que você está fazendo aqui?

– Não gostou de me ver?! Nossa agora eu estou muito triste! — ela disse fingindo que estava chorando.

– Não é isso! — eu disse rindo.

– Então você gostou de me ver?

– Gostei, você é legal.

– Ai que maravilha! Vem cá deixa eu te dar um abraço!

– Você ainda não me respondeu...

– Ah é verdade, desculpa. Eu trabalho aqui!

– Que legal. Então você pode ficar aqui comigo né?

– Posso sim, se você quer eu fico.

– Eba!

– Quanto entusiasmo. – ela disse sorrindo.

– Cássia você pode chamar o meu pai?

– Hum... Ele está com sua mãe, deixe eles um tempinho a sós. Certo? E nada de Cássia, para você é tia Cássia. – ela disse me fazendo cócegas.

– Ai tá bom tia Cássia. – eu disse gargalhando.

– E o que vamos fazer?

– Ah, eu não sei... Você sabe quando eu vou sair daqui?

– Pelo o que eu sei, mais rápido do que você imagina.

– Sério?

– Sério! Me diz uma coisa, o que você acha de tomarmos um sorvete quando você sair daqui?

– Se meus pais deixarem eu topo.

– Vai mesmo?

– Mesmo!

– Que ótimo! Agora senta um pouquinho, deixa eu pentear seu cabelo.

– Pode deixar solto tia.

– Cássia? – a mamãe disse entrando.

– Ah, oi Clara.

– Tia... Essa foi muito boa.

– Bom Lele, eu já vou indo tá? Melhoras. – ela disse me dando um beijo na testa e saindo.

– Tchau tia.

– Clara vai dar um abraço na Letícia vai. – o papai disse olhando para a mamãe.

A mamãe ficou um pouco comigo, terminou de pentear o meu cabelo e quando estávamos todos juntos brincando e sorrindo, um médico entrou e deu alta a mim e a mamãe. Fiquei tão feliz de poder sair dali. Eu não aguentava mais ficar naquele quarto, era muito chato.

Na saída eu vi a tia Cássia e fui abraça-la para me despedir. Ela era uma boa pessoa e eu gostava bastante dela.

Pov’s Clari

A primeira coisa que fiz ao acordar foi perguntar a enfermeira da minha filha. Eu precisava muito saber como ela estava, eu fiquei bem preocupada assim que me dei conta do que tinha ocorrido. Fiquei mais aliviada dela me dizer que a minha filha estava bem e estava se recuperando em outro quarto.

Não demorou muito e o Diego entrou no quarto para ver como eu estava. Eu precisava tanto do abraço dele!

– Que susto que você me deu meu amor! – ele disse me abraçando e chorando.

– Desculpa, eu só pensei em salvar a Letícia.

– Eu sei que sim. Não precisa se desculpar não.

– Você já viu a Lele?

– Já sim e ela está bem e agora dormindo.

– Eu queria ver ela.

– Deixe para ir daqui há umas horas que é o tempo que termina o efeito do remédio.

– Para que ela tomou esse remédio?

– Para descansar, a enfermeira disse que ela precisava.

– Ela está bem mesmo né? Está muito machucada?

– Não, tem só um curativo na testa e alguns arranhões, nada demais.

– Ainda bem que não foi nada grave.

– Sim mas agora vem aqui. – ele disse pegando na minha mão e sentando na cama.

– O que foi?

– Eu preciso te dizer uma coisa.

– O que?

– É sobre o bebê...

– Você está me assustando.

– No acidente você acabou perdendo o bebê.

– Eu não posso acreditar, diz que é mentira Diego!

– Eu adoraria mas não posso.

– Eu matei o nosso filho.

– Não fala isso não, foi um acidente. – ele disse me apertando num abraço.

Eu não podia acreditar no que o Diego tinha me dito, eu não queria acreditar, era duro demais para mim. Eu já tinha sonhado tanto com o rostinho do bebê, já tiha me acostumado com a ideia e tudo mais. Eu estava me sentindo péssima e culpada. Eu só queria salvar a Letícia não queria que nada acontecesse com o bebê. Eu chorei nos braços do Diego feito criança e ele sem jeito tentava me acalmar.

Depois de um longo tempo me acalmei, falei com meus pais e com o Pietro e depois de mais um tempo pude ir ver a Letícia. Eu estava louca para vê-la e quando chego encontro a Cássia penteando o cabelo da minha filha e a minha filha chamando ela de tia. Eu não poderia ficar mais indignada. Eu nem podia acreditar naquela cena. O que aquela mulher estava fazendo lá?

Depois que ela saiu e eu vi como estava a minha filha e penteei o seu cabelo, chamei o Diego para falar um instante do lado de fora.

– O que foi amor?

– O que foi? O que aquela mulher estava fazendo aqui?

– Ela trabalha aqui.

– Ah é? Desde quando você sabe onde ela trabalha?

– Eu soube hoje quando ela veio falar comigo quando eu estava lá fora aguardando notícias suas e da Lele. Ela que me disse que vocês estavam bem e me acalmou.

– Ahhh ela te acalmou! Que pessoa boa não é mesmo?!

– Não começa Clara, ela parece estar mudada e além do mas não chegou nem perto do limite, se manteve no lugar dela o tempo inteiro.

– Sinal que ela criou juízo. Espero que não vire rotina ela fazendo visitas a nossa filha e te acalmando.

– Tá senhora ciúmes. Pode ficar tranquila.

– Não me chama de senhora ciúmes! – eu disse entrando no quarto de volta.

Ficamos brincando na cama com a Letícia para passar o tempo e a fazer esquecer um pouco que estava no hospital. No meio da nossa brincadeira o médico entrou e nos deu alta para a nossa alegria. Ficar em casa sem dúvidas era bem melhor que ficar num quarto de hospital. Sem contar que eu ia poder cuidar da minha filha direito em casa, coisa que não seria possível no hospital porque eu teria que ficar em outro quarto.

Na saída encontramos a Cássia novamente e a Letícia foi correndo abraçar ela e eu a vi sorrindo para o Diego e acenando. Juro que tive vontade de fazer ela precisar de um hospital! Principalmente quando eu vi o Diego sorrindo e acenando de volta. Aquela mulher sem dúvidas me tirava do sério.

Cheguei em casa e me sentia tão cansada que tomei um banho e logo deitei ao lado da minha filha. Comemos na cama com o Diego enchendo o saco dizendo para comermos tudo. Eu me senti uma criança do tamanho da Letícia mas gostava do cuidado que ele tinha comigo e com os nossos filhos.

Demorei um pouco para pegar no nosso pensando no bebê que eu perdi e no Pietro que deveria estar estar assustado e na Letícia que estava ao meu lado dormindo feito um anjinho. Pensei no que poderia ter acontecido a ela e a enchi de beijos com cuidado para não a acordar ela. Fiquei um tempo a fazendo carinho e nos braços do Diego que estava morto de preocupação comigo e com ela. Eu via nos olhos dele a preocpução.

Notas finais
COMENTEM!!!! Bjs! :*