Louco Amor

84 Capítulo 84


Notas iniciais
Oiie! Outro capítulo para vocês! Obrigada pelos comentários, me desculpem se tiver algum erro e boa leitura!!!

Pov's Clari

Minha ansiedade para que o dia amanhecesse era tão grande que não pude dormir. Passei a noite toda pensando na minha situação com o Diego, e no que fazer. Eu não me sentia bem com as coisas do jeito que estavam. Era muito difícil decidir, era difícil estar no meu lugar.
Depois de uma longa noite, de muitos pensamentos, algumas lágrimas, tomei uma decisão e essa era sem volta.
Vi o dia amanhecer pela janela. A ansiedade e os pensamentos não me deixavam dormir. Fiquei observando o meu pequeno dormir por alguns minutos ou horas talvez. Perdi a noção do tempo, ele era tão lindo e era tão bom ver que ele estava bem de novo. Ele era minha vida.
Arrumei as coisas do Pietro e fiquei cantando para ele a espera do médico dar a alta. Enquanto esperávamos o Diego chegou com a Letícia.

– Podemos entrar? — ele disse entrando no quarto.
– Diego. — eu disse olhando fixamente para ele.
– Oi. — ele disse sorrindo e me olhando. — E aí garotão. Finalmente hein? Já ta até arrumado.
– Oi Clari, oi Pietro.
– Oi meu amor. — eu disse abraçando a Letícia. — Que linda que você está.
– Obrigada. — ela disse sorrindo.
– Eu vou lá fora um instante. — eu disse saindo e tentando controlar as lágrimas.
– Crianças vocês ficam quietinhas um minuto para eu ir ver a mãe de vocês?
– De vocês? — a Letícia disse me olhando confusa.
– Ah, não liga. To ficando doido. Mas então ficam quietos?
– Vamos ficar né Pietro? Vai lá. — ela disse olhando para o Pietro.
– Se comportem. — eu disse saindo. — Eii!! Você ta bem? — eu disse segurando ela pelo braço.
– Eu? To ótima por que?
– Seria por causa dessas lagrimas ai?
– Não é nada.
– Eu sei que é alguma coisa. — ele disse me abraçando.
– Eu não consigo, não aguento mais.
– Do que está falando? — ele disse segurando meu rosto delicadamente e olhando nos meus olhos.
– Essa situação Diego. O seu casamento é amanhã e nada foi resolvido. Não dá mais para mim.
– Está terminando comigo? Clara não faz isso.
– Não vamos ficar juntos. Eu sei que não.
– Olha esse não é o melhor lugar para falarmos disso.
– Eu sei mas é que se eu não fizer isso agora talvez não tenha coragem depois.
– Não pode terminar, eu vou dar um jeito. Já descobri muita coisa e até amanhã tem muito tempo.
– Errado Diego. Olha não quero terminar como antes, não quero brigar, quero só que você seja feliz e eu também. Foi muito lindo o que vivemos e eu não vou esquecer nunca. Eu te amo muito Diego mas deixo o caminho livre para você viver com quem você quiser.
– Eu não quero viver com outra pessoa que não seja você. Entendeu? — ele disse me olhando nos olhos.
– Diego eu também não mas nem tudo é como queremos. Não é a primeira vez que a nossa história da errado. Prometo que só irei me lembrar dos bons momentos. Sem ressentimentos. — eu disse colocando as mãos no ombro dele e dando um sorriso fraco.
– Eu não queria que isso acontecesse. — ele disse me abraçando forte. — Não pode me deixar assim.
– Você não sabe o quanto está me doendo Diego, mas eu passei a noite inteira pensando e acho que assim é melhor para nós dois. Não podemos viver nos escondendo pelo resto da vida, não podemos fugir... Quem queria nos separar, conseguiu. Eu desisto de nós Diego.
– Não fala isso meu amor, não fala. — o Diego disse chorando.
– Amanhã você começa uma nova vida, ao lado de uma outra pessoa e eu sigo o meu caminho. — eu disse abaixando o rosto.
– Me perdoa. Eu falhei outra vez.
– Não tenho o que te perdoar. Você tentou, eu sei.
– Você foi a melhor coisa que já me aconteceu. — ele disse me beijando.
– Você também foi a melhor coisa que aconteceu junto com meus filhos.
– Falando neles é melhor voltarmos não é? Estão sozinhos.
– Irresponsável. — eu disse forçando uma risada.
– Sou nada. Só queria saber o que você tinha. — Ele disse me abraçando enquanto andávamos.
– Agora já sabe.
– É e não concordo com isso, fique você sabendo. — ele disse me dando um selinho.
– Tem que parar com isso. Não estamos mais juntos.
– Você que está dizendo.
– Diego! Não me olha assim, acabamos de conversar. Não torna as coisas mais difíceis.
– Ta bom, ta bom. Vou me esforçar.
– Acho bom. — eu disse entrando no quarto.
– Ah a senhora voltou. — o médico disse.
– Tem muito tempo aqui?
– Não, não. Cheguei tem 5 minutos. Vim só assinar a alta desse pequeno. Já podem ir para casa.
– Até que fim. Obrigada.
– Nada e espero não ver mais ele por aqui. — o médico disse sorrindo.

Fomos todos para minha casa onde a Dalva e o Flávio já estava a espera. Assim que chegamos o Pietro saiu correndo para abraçar os dois e logo foi para o quarto repousar um pouco mais na companhia da Letícia, que estava bem feliz em ver a Fátima, e a muito custo porque ele não queria mais ficar deitado.
Era muito bom ter o meu filho em casa novamente após dias cansativos no hospital. Era bom também estar em casa, eu precisava de paz para ficar bem outra vez.

– Clara chegou essa carta para você. — a Dalva disse me entregando.
– Ah obrigada. — eu disse abrindo.
– Ai meu Deus!!
– O que foi?! — o Diego disse indo para o meu lado.
– É a autorização para o teste de DNA. — eu disse abraçando o Diego.
– Que coisa boa meu amor.
– Até que fim! — a Dalva disse.
– Agora é só fazer o teste e confirmar o que já sabemos.
– Confirmar o que? — o Murilo disse entrando.
– Ah Murilo... O que faz aqui?
– Cheguei de viagem e vim ver meu filho. Passei lá no hospital e me disseram que já tinha tido alta.
– Ah sim... Ele ta lá no quarto, pode ir se quiser.
– Vou lá. — ele disse indo para o quarto do Pietro.
– Então... Quero fazer o teste amanhã logo.
– Amanhã?
– É, faço o teste pela manhã e pela tarde vou no seu casamento.
– Você vai mesmo se casar Diego? — a Dalva perguntou.
– Pelo jeito que tudo se encaminha é.
– E vocês não brigaram? Vocês estão bem?
– Não vamos mais brigar Dalva. Está tudo bem, não tanto mas está. Abri mão do Diego e ele sabe.
– Sei mas não concordo.
– Já falei para parar de complicar as coisas.
– Não estou complicando. Você só não pode fazer isso com a gente.
– Aceita somente, por favor.
– Ta.
– To falando sério.
– Disse nada.
– Agora eu sei que vocês estão bem. — a Dalva disse rindo e saindo.
– Você não está falando só por falar né? — ele disse me puxando pela cintura.
– Não. — eu disse alisando o rosto dele. — Eu te amo muito mas acho que eu e você não dá mais. Nunca podemos ficar juntos como qualquer casal, e ta na hora de seguir em frente né?
– Para mim não mas se você quer assim, eu vou respeitar.
– Amanhã você casa e é isso.
– Eu estou perto de descobrir a pessoa e ao mesmo tempo parece que longe.
– Você tentou... Vamos encerrar o assunto ok? As coisas são assim e fim. — eu disse me afastando dele.
– Nossa, o que fizeram com a minha Clari?
– Sua Clari? Estão juntos? — o Murilo disse entrando na sala.
– O que te importa?! — o Diego disse meio agressivo.
– Para! — eu disse colocando uma mão no peito do Diego. — Não estamos não Murilo.
– Ah, me pareceu.
– Clari eu preciso muito... — a Fátima disse entrando na sala e parando de falar ao olhar o Murilo.
– Você precisa?
– Ehh... Eu não sabia que você estava com visitas.. Depois eu digo. — ela disse se retirando.
– Bom, eu já vou. Tchau para vocês. — o Murilo disse indo embora.
– Estranho essa da Fátima né? — o Diego disse.
– Muito. Não entendi nada.
– Eu já vou tudo bem? Ainda não desisti de descobrir quem é e muito menos de nós. Eu te amo. — ele disse segurando delicadamente meu queixo.
– Até amanhã. — eu disse com um sorriso de canto de boca.
Nem dava para acreditar que eu ia perder o Diego mais uma vez e menos ainda que eu tinha aberto mão dele.
Por mais que me doesse, eu tinha que fazer aquilo, tinha que deixar ele livre para seguir a vida dele. Talvez, não fosse para ficarmos juntos.
Além do casamento tinha outra coisa naquele momento que ocupava minha cabeça e era a Fátima. Ela queria me dizer alguma coisa e por algum motivo desistiu. Achei que deveria ser importante e fui falar com ela.
Da porta eu pude ouvir uma discussão dela mas não dava para saber com quem ou o porque.

– Licença... — eu disse abrindo a porta do quarto.
– Ah oi Clari. Entra. — ela disse tirando o telefone do ouvido. — Depois a gente se fala. Tchau.
– É... Eu não pude deixar de ouvir. Com quem você estava brigando no telefone?
– Ah era o pai da Letícia. Sempre brigamos, é uma situação complicada
– Imagino... Mas então, lá na sala você parecia querer me dizer algo importante. O que era?
– Ah nada, já passou.
– Fala. Era sobre a Letícia?
– Sim, como sabe?
– É o único assunto que temos em comum.
– Ah claro...
– Então?
– É que eu precisava te dizer que... — ela interrompeu a frase para ler uma mensagem no celular. — Que você tem que tomar muito cuidado. Você, o Diego e as crianças também.
– Por que diz isso?
– Por tudo que aconteceu... Cuida da Letícia para mim. Eu sei que ela é quem você tanto procura. — ela disse saindo.
– Aonde vai?!?
– Eu tenho que sair mas antes vou me despedir da Letícia. E Clara, não esqueça: cuidado.

As palavras da Fátima ficaram na minha cabeça como um mantra. Ela sabia de algo que eu não fazia ideia do que poderia ser. Só sei que tinha me assustado um pouco.

Pov's Pietro

Acordei e a mamãe estava parada me olhando, o que era estranho mas bom ao mesmo tempo. Ela estava sempre cuidando de mim não importava o que acontecia.
O meu dia foi o melhor possível. O doutor me deu alta e eu pude voltar para a minha casa e para perto da Dalva, do tio Flávio e do Bob.
Era muito mas muito bom estar na minha casa novamente. O único ruim era ter que continuar deitado como a mamãe pedia. A minha sorte era que eu tinha a Let comigo para me fazer companhia.

– Pietro, deita. A Clari disse que você tem que repousar. — a Let disse ajeitando a cama.
– E..eu s..se..i. — eu disse com muita dificuldade e com a voz falhando.
– Você está falando de novo!! — ela disse me abraçando forte.
– É...
– Temos que falar para sua mãe e a Dalva e o Flávio e todo mundo!!
– Shiiuu... — eu disse segurando ela.
– N..ã..o fa..fa fa..la na na..da ok?
– Por que?
– Por fa...favor
– Tudo bem então. Não digo.

Eu tinha conseguido falar e isso era tão bom quanto estar em casa mas eu preferia que ninguém soubesse. Se descobrissem que eu já conseguia falar eu teria que dar o depoimento sobre a noite que me levou ao hospital e eu não queria falar nada sobre aquilo.
Enquanto eu descansava vendo desenho com a Let, o pai Murilo apareceu no quarto para me ver. Passamos um tempo legal juntos eu tinha bastante saudades dele. Ele vivia sumindo por causa do trabalho.
Após o pai Murilo sair, fiquei com a Let em um lugar especial e depois voltei ao quarto para ficar com a mamãe. Era a melhor companhia de todas sempre.

Pov's Letícia

Acordei já animada para ir ver o Pietro e ainda mais que ele ia voltar para casa. Eu e poder passar o dia brincando com ele de novo.
Quando liberaram o Pietro fomos todos para a casa da Clari que por sinal não me parecia muito bem. Nem ela nem o Diego.
Fiquei no quarto com o Pietro e descobri que ele já podia falar mas por algum motivo não queria que ninguém soubesse.
Enquanto eu assistia desenho com o Pietro o Murilo chegou e ficou conversando e brincando um pouco com a gente. Ele tentava ser legal mas eu não gostava dele. Ele era estranho.
Passei uma tarde bem legal com o Pietro. Aproveitei que estávamos sozinhos para falar as frases que não saíam da minha cabeça e ele simplesmente levantou da cama.

– Onde você vai Pietro?
– Vem comigo. Vo..Você vai ver. — ele disse me puxando.
– Aqui. Entra e fecha a porta.
– Que legal, eu não conhecia isso.
– É o meu quarto de instrumentos que a mamãe montou. — ele disse ficando em frente ao teclado.
– Você sabe tocar todos eles?
– Sei.
– Muito legal.
Ele começou a tocar uma música que eu não conhecia mas a melodia era muito legal.

– Assim.
– Assim o que?
– Suas frases Let. Encaixam no que acabei de tocar. Vou tocar de novo e você canta ta?
– Ah não Pietro, eu não canto e nem sei como colocar no ritmo.
– Não é difícil. Só se concentre. Eu ajudo.
– Ta bom.

Foi um pouco difícil no começo acompanhar o Pietro mas ele me ajudou e logo aprendi.
Ele complementou minhas frases, ajeitamos algumas coisas da melodia... Nos divertimos muito e ainda fizemos uma música.
Nunca pensei que minhas frases pudessem dar uma música, aquilo era muito louco mas eu gostava muito.
Na volta para o quarto nos batemos com a Clari e a mamãe.

– Pietro o que faz fora da cama? Onde estavam?
– Ah... Estávamos dando uma volta pela casa. — eu respondi.
– Letícia eu tenho que sair ta? — minha mãe disse.
– Para onde?
– Eu vou na rua resolver algumas coisas e você vai ficar aqui com a Clari e o Pietro ta?
– Ta mas não demora.
– Eu não sei quando volto mas volto prometo. — ela disse me abraçando. — Te amo, fica bem e se comporte.
– Eu também te amo.
– Ah, vamos para o quarto Pietro?
– Não Clari. Fique. Já estou indo.
– Ah, tudo bem...
– Cuida dela.
– Você sabe que eu vou cuidar.
– É, eu vou indo. Tchau.

Eu tinha medo que a minha mãe não voltasse. Ela disse que me amava pela primeira vez e isso era bom e estranho de se ouvir.

– Filho vai indo para o quarto? Eu quero falar com a Letícia.
– O que quer falar?
– Eu quero te falar duas coisas. A primeira é que não precisa ficar triste, sua mãe volta e enquanto ela está fora você não ficará sozinha porque eu estou aqui ok?
– Ok..
– A segunda é que amanhã você e eu vamos fazer um exame de manhã e de tarde vamos todos para o casamento do Diego.
– Ele vai casar com a Cássia né? Ela é legal, eu gosto dela.
– Que bom que vocês se dão bem... Vamos ficar com o Pietro?
– Vamos.
– Ei, vem cá. — ela disse me puxando e me carregando.
– Ai. — eu disse rindo.
– Cadê meus beijos?!
– Aqui! — eu disse dando vários beijos nela.
– Que maravilha. — ela disse sorrindo.

A Clari era tão boa comigo. Eu amava estar com ela, com o Pietro e o Diego . Eles me faziam sentir como se eu fizesse parte da família.

Pov's Diego

Acordei cedo para ir buscar o Pietro no hospital. Era muito bom saber que o meu filho tinha se recuperado e em pouco tempo estaria de volta em casa.
Minha cabeça não parava por nem um segundo por conta do casamento. Já estava mais que perto e eu não conseguia descobrir o nome da pessoa. Isso me angustiava muito.
Eu não queria casar mas para isso eu tinha que descobrir quem era ou sabe lá o que aconteceria.
No hospital a Clari terminou comigo por conta do casamento. Ela disse que abria mão de mim.
Me separar dela não era o que eu queria e me doía perdê-la. Eu tinha prometido que nada nem ninguém iria nos separar novamente e apesar da dificuldade eu ia tentar até o fim manter a palavra.
Levamos o Pietro para casa, conversei outra vez com a Clara que quando coloca uma coisa na cabeça ninguém tira, é impressionante. Não tinha nada que a fizesse mudar de ideia.
Depois de passar um tempo com ela e os meninos e aturar a presença do Murilo, eu sai para me encontrar com o meu irmão. Precisávamos continuar investigando. Já tínhamos descoberto muitas coisas mas não precisamente o que era necessário para eu poder cancelar o casamento e jogar tudo para o alto.

– Se não descobrimos o que você vai fazer? Vai casar?
– Eu não sei. Eu não quero casar mas tenho medo de não casar e esse louco que agora vive cercando minha família fazer alguma coisa. Você viu o que aconteceu com os meninos.
– Eu sei... Ta difícil. Olha pega isso. — ele disse me dando um aparelho.
– Que isso?
– Isso é um ponto. Você vai colocar no ouvido amanhã no casamento. Entendeu?
– Para que?
– Porque enquanto você estiver no altar eu estarei trabalhando e qualquer coisa te digo.
– Não vai no meu casamento?
– Vou sim. Relaxa ta? Deixa comigo. Eu vou ajudar você e a Clari a ficarem juntos em paz.
– Valeu irmão. Vou te dever essa para o resto da vida.

Eu ainda tinha esperança de conseguir descobrir a tempo e não casar com a Cássia.
Eu sentia culpa por ela. Ela me amava tanto e esperava tanto pelo nosso casamento... Isso me deixava mal porque eu gostava muito dela e ela era uma boa pessoa mas eu não tinha outra saída. Ao menos eu não via.
Voltei para a casa dos meus pais e fui para o quarto descansar um pouco. O dia não tinha sido fácil para mim.

– Amor, chegou tarde. — a Cássia disse entrando no quarto.
– É que eu saí com o Germán depois.
– Vocês vivem grudados né?
– Meu irmão fazer o que.
– Amanhã é o nosso dia. — ela disse deitando com a cabeça no meu peito. — Eu estou tão ansiosa e feliz.
– Eu sei. — eu disse fazendo carinho nela.
– Você não está?
– Eu? Claro que estou.
– Depois de amanhã nada mais nos separa. Eu te amo tanto Diego...
– Eu também amo você. Acredite, é verdade.
– Por que eu não acreditaria?
– Não sei..
– E como foi lá no hospital? O Pietro ta bem?
– Está sim. Está em casa já com a mãe.
– Que coisa boa meu amor. Depois você poderia trazer ele para passar uns dias com a gente!
– Sim, depois vemos isso. Temos que dormir, amanhã o dia vai ser cheio.
– Muito cheio. Espero conseguir dormir com tanta ansiedade e emoção.
– Você vai conseguir sim. — eu disse abraçando ela. — Eu te amo muito ta? — eu disse dando um beijo na testa dela.
– Eu sei, eu também te amo muito Diego. Você está bem mesmo?
– Estou sim. — eu disse sorrindo.
– Então tudo bem. Boa noite.
– Boa.

A culpa me consumia e o medo de perder a Clari de vez também.
Por mais que eu gostasse da Cássia, era a Clari que eu amava mesmo e era ela que eu queria.
Eu não tinha sono e as palavras da Clara soavam o tempo inteiro em minha mente. Ela estava falando sério, nunca a senti tão decidida mas tinha que ter um jeito dela voltar atrás. Se eu não me cassasse, talvez ela desistiria e voltaria para mim. Mas o problema era desmascarar a pessoa para parar o casamento.
Saber que se eu cancelasse o casamento no dia iria magoar a Cássia também me tirava o sono. Era injusto com ela.

Notas finais
Comentem!! Beijos! :*