Louco Amor
61 Capítulo 61
Notas iniciais
Pov’s Diego
Acordei um pouco mais cedo do que de costume, tomei café e fiquei assistindo televisão. Decidi não trabalhar naquele dia, eu precisava descansar um pouco e pensar na minha vida que estava uma loucura total. A Cássia estava grávida e eu não podia acreditar que ela tinha engravidado justo naquele momento. A ideia de ter outro filho me alegrava mas naquele momento o meu medo de perder a Clara novamente falava mais alto.
– Amor eu vou dar uma saída. – A Cássia disse ajeitando a bolsa.
– E posso saber aonde você vai assim?
– Assim como?
– Com todo esse decote aí.
– Está com ciúmes de mim?
– Não, só achei exagerado...
– Pois eu achei perfeito. Vou indo para não me atrasar.
– Vai demorar?
– Um pouco por que?
– Nada, só saber mesmo.
– Hum... Beijos. – Ela disse me dando um selinho.
A Cássia saiu e a primeira coisa que eu pensei foi em ir ver a Clari e o Pietro. Ela tinha me pedido para não a procurar até o momento em que ela me ligasse mas eu estava com muita vontade de ver o meu filho e ela.
Saí de casa contente já pensando nos beijos que eu daria na Clara e nos momentos que eu passaria com ela e o meu filhão. Mais do que nunca eu queria que as coisas se ajeitassem e que eu pudesse seguir minha vida com a Clara. A gravidez da Cássia me deixava um pouco inseguro mas era o que eu queria de verdade.
– Oi Diego, entra. – A Dalva disse abrindo a porta para mim.
– Oi, tudo bom?
– Tudo sim e você?
– Tudo ótimo... A Clara está por ai? E o Pietro?
– Clara está no escritório com o Flávio e o Pietro está com o tio.
– Com o Fávio? De novo esse cara aqui?
– Eles estão resolvendo alguma coisa de trabalho se não me engano Diego. Não se preocupe que a Clari é sua.
– Eu não gosto desse cara, ele é estranho.
– Não tem nada de estranho nele Diego. O que eu vejo é ciúmes em excesso da sua parte.
– Eu? Com ciúmes da Clara com esse frangote? Essa é boa...
– Diego aqui entre nós... O Flávio é um homem muito bonito. Conquista qualquer mulher.
– Que isso Dalva? Eu sou mais eu. É cada uma...
– Fica esperto... – Ela disse saindo.
O que o Flávio tinha de tão interessante assim para até a Dalva falar? Eu não via nada nele. Ele era muito comum, era fácil ver tipos como o dele. Eu era mais bonito que ele sem dúvidas, nem ia me comparar aquele cara.
Fiquei um tempo sentado esperando eles saírem do escritório. O tempo passou e nem menção de saírem, eu já estava cansado de esperar e estava curioso para saber sobre o que tanto falavam trancados naquele escritório então resolvi ir até o escritório. Cheguei próximo a porta e escutei a risada da Clari, resolvi escutar o que estava tão engraçado.
Eu não conseguia entender direito sobre o que falavam mas deveria ser algo engraçado porque não paravam de rir. Após um tempo ouvi um barulho na fechadura da porta e então corri de volta para a sala.
– Então fica combinado assim. – A Clari disse chegando na sala com o Flávio.
– Sim. Acho que já resolvemos tudo.
– Diego? O que você faz por aqui? Eu.. Não te esperava hoje.
– Eu vim para saber como você estava e como estava o Pietro e mais uma vez te encontro com esse cara.
– Ah vai começar. – O Flávio falou.
– Diego não começa. Eu estava resolvendo coisas com o Flávio e ele é meu amigo. Você ainda vai nos ver juntos muitas vezes.
– Então fica ai com ele que eu vou indo.
– Não, pode ficar. Eu já fiz o que tinha para fazer aqui. A gente se fala depois Clari. – Ele disse dando um beijo na testa dela e abraçando-a.
– Até depois e não deixe de me ligar para dizer como ficaram as coisas. Desculpe pelo Diego mais uma vez.
– Não tem problema. – Ele disse saindo.
– Até que enfim esse cara saiu hein.
– Diego qual o seu problema? Você pode parar de tratar o Flávio assim? Ele é meu amigo.
– É, o Murilo também era seu amigo.
– Não tem nada a ver. O Flávio não me vê dessa maneira.
– Como você sabe?
– Diego, nem todos os homens estão interessados em mim sabia?
– Sei...
– Pode ir indo tá? Eu tenho que fazer algumas coisas ainda.
– Não... Eu queria ficar só um pouquinho com você.
– Diego eu te pedi um tempo... Eu ainda não sei o que pensar. Você, a Cássia e agora um bebê.
– Eu já te disse como vai ser. É só você dizer que sim. – Eu disse abraçando ela.
– Isso é uma loucura.
– Eu sei mas é o que eu quero.
– Mesmo? Você quer mesmo deixar a Cássia para ficar comigo de novo? Eu não tenho tanta certeza disso.
– Eu tenho mais que certeza. – Eu disse a beijando.
– Após a premiação eu te digo se ficaremos juntos ou não.
– Vai fazer suspense?
– Vou... Eu quero pensar em cada detalhe antes de te responder.
– Ok, eu vou ficar esperando... E o seu pé, está melhor?
– Sim. Não foi nada demais.
– O que você tanto conversava com o Flávio no escritório.
– Promete que não vai dar crise de ciúmes?
– Não sei, primeiro conta.
– Não. Se você não prometer não te conto.
– Tá, tá... Eu prometo.
– Ele vai passar uns tempos aqui em casa...
– Como é que é?!
– Você prometeu! Lembre-se!
– Ele vai morar aqui com você?
– É só por um tempo. Não tem nada demais.
– Onde que ele vai dormir?
– No quarto de hospedes, onde mais?
– Hum... Muito próximo do seu.
– Para com isso. Eu não tenho interesse nele.
– De verdade?
– Sim. Ele é somente meu amigo.
– Vou tentar acreditar.
– Ciumento.
– Eu só cuido do que é meu.
– E quem disse que eu sou sua?
– Não precisa ninguém dizer. Eu sei. – Eu disse beijando ela.
– Convencido. – Ela disse sorrindo.
– Um pouco. – Eu disse rindo.
Sentei com a Clari no sofá e ficamos conversando e trocando beijos. A Dalva tinha saído para ir ao mercado, estávamos a sós, sem nenhuma preocupação. Fiquei fazendo carinhos nela, minha tarde não podia estar mais perfeita até a Cássia me ligar como sempre. Ela parecia que adivinhava quando eu estava com a Clara. Era impressionante.
– Esperai Clari. Deixa eu atender. – Eu disse sentando no sofá.
~ Ligação ON ~
– Oi Cássia.
– Oi amor. Você prefere branco ou amarelo?
– Branco... Mas para que?
– Ah é que eu estou comprando roupinhas para o bebê.
– Cássia você está comprando roupas já? Você não acha que está muito cedo não? Nem sabemos o sexo ainda.
– Por isso que estou escolhendo cores neutras.
– Tudo bem mas não compre muita roupa não.
– Tá eu só vou comprar algumas e um sapatinho.
– Sapato também?
– Sim... E você amor, onde está? Vem me encontrar aqui no shopping.
– Te encontrar? É... Eu... Eu vim ver o Pietro.
– Só o Pietro?
– Claro que sim...
– Hum... Daqui a pouco estou indo para casa, você podia ao menos vim me buscar né?
– E o seu carro?
– Esqueceu que está na oficina?
– De novo Cássia? Vende esse carro por favor. Ele dá mais prejuízo que qualquer outra coisa.
– Me dê um novo então.
– Haha você está engraçadinha né?
– É a convivência com você... Agora deixa eu desligar que eu vou terminar de escolher as coisas aqui... Você vem me buscar né?
– Vou sim. Você está no shopping de sempre? Quando você estiver para sair me manda uma mensagem.
– Estou sim. Quando estiver terminando aqui te mando a mensagem. Beijos, te amo.
– Também te amo...
~ Ligação OFF ~
– Você ama é? – A Clari disse cruzando os braços.
– Eu não tive como não falar...
– Vai logo encontrar com ela Diego. Vai por favor. É bom que eu termino minhas coisas.
– Para Clara. Eu quero você e você sabe.
– Não sei mais de nada. Agora vai e respeita o tempo que eu te pedi.
– E eu vou ficar sem ver o Pietro?
– 3 dias não vai te matar não.
– Você fica mais linda ainda com ciúmes.
– Ai me solta Diego. Vai lá no shopping procurar a mulher que você ama.
– Não preciso procurar já que ela está aqui comigo.
– Como você mente mal. Não sei como ainda pude acreditar em você.
– Para de ceninha. Isso só acontece porque você não me disse que sim.
– E nem vou. Estou ótima sozinha.
– Você não ia me responder só após a premiação?
– Pois é. Mudei de ideia.
– Hmm e sabe o que mais também?
– O que?
– Estou indo.
– Você não ia esperar a mensagem dela?
– Mudei de ideia. – Eu disse saindo.
Saí da casa da Clari em direção ao shopping que a Cássia estava. Eu adorava provocar a Clari e ela com ciúmes era linda. Fui o caminho todo pensando nela e na loucura que estávamos vivendo. Eu estava me apaixonando pela Clara de novo, eu estava relembrando os motivos por qual tinha me apaixonado por ela antes.
Cheguei no shopping e liguei para a Cássia para saber onde ela estava. Me encontrei com ela e demos algumas voltas pelo shopping. Ela estava tão feliz com o nosso filho e com a nossa relação que eu me sentia mal. Eu não queria continuar enganando ela, ela não merecia o que eu estava fazendo. E pela primeira vez pude perceber o tamanho da importância daquele momento para a Cássia. Ela estava mais que feliz com a chegada do nosso filho e estava contando comigo.
Enquanto eu andava com ela eu pensava no que estava fazendo e no quanto aquilo poderia machucar ela. Ela tinha se separado do marido, que não era um dos melhores muito pelo contrário, para ficar comigo. Ela tinha depositado uma confiança enorme em mim. Eu estava muito confuso com tudo o que estava acontecendo.
– Diego?
– Oi... Está falando comigo?
– Sim, estou. Em que você tanto pensa?
– No bebê... Estou preocupado com os gastos.
– Não se preocupa com isso não. Eu tenho como comprar tudo e isso seu é só uma fase.
– Será?
– Eu tenho certeza meu amor. – Ela disse me dando um selinho.
– E você tem certeza também que quer continuar comigo? – Eu perguntei sério.
– Óbvio que sim Diego. Eu amo você. Eu amo muito você. Você foi o melhor que já me aconteceu. Eu não sei o que seria de mim sem você.
– Eu não sei o que dizer. – Eu disse abraçando ela.
– Tira essa cara de tristeza e sorria. Esse é um dos melhores momentos da nossa vida.
– Não é de tristeza é de cansaço. Vamos para casa? Quero descansar.
– Então vamos sim. Chegar em casa eu te faço uma massagem, você quer?
– Acho que vou querer sim. – Eu disse dando um sorriso fraco.
Voltei para casa pensando em tudo. A minha consciência pesava pela traição. Mesmo que a Clari fosse a mulher que eu sempre amei, eu estava com a Cássia e não era certo. Eu tinha que pensar muito em cada detalhe.
Após chegar em casa e tomar um banho deitei na cama para tentar relaxar um pouco. A Cássia me fez uma massagem nas costas e depois deitou do meu lado e ficou me fazendo carinho.
– Faz essa barba meu amor. Está muito grande.
– Eu gosto... Você acha feio?
– Feio não porque você nunca fica feio. Mas eu prefiro sem.
– Amanhã eu faço.
– Tá bom. – Ela disse sorrindo.
– Estou cansado. Tanta coisa dando errado para mim.
– Não desanima não. Você é forte e eu vou te ajudar a dar a volta por cima. As coisas vão melhorar.
– Assim espero... Obrigado pelo apoio.
– Conta sempre comigo. – Ela disse me beijando.
Fiquei mais um tempo conversando com a Cássia e dormi. Minha cabeça estava em uma guerra de pensamentos. A culpa me dominava aos poucos e confundia o meu coração.
Pov’s Clari
Acordei com o Pietro me chamando como na maioria das vezes.
– Mamã!!!
– Oi meu amor. Bom dia.
– Bom dia!!
– Já comeu?
– Já!
– E comeu tudo?
– Tudinho!
– Muito bem. Bom menino.
Levantei tomei banho e café da manhã. Fiquei brincando com o Pietro durante toda a manhã. Meu filho era a minha melhor companhia. Não tinha nada melhor do que ficar com ele. O Pietro estava crescendo, em pouco tempo completaria dois anos, estava cada vez mais esperto e mais inteligente. Era lindo ver ele crescendo a cada dia, era lindo acompanhar cada passo do meu filho.
Após o almoço entrei no escritório e comecei a lembrar da Letícia e imaginar como ela estaria. Eu sentia muita falta da minha pequena, adoraria ver como ela estava e cuidar dela como eu cuidava do Pietro. Meu maior sonho era ver os meus filhos juntos brincando como irmãos. Enquanto eu pensava algumas lágrimas escorreram pelo meu rosto.
– O que foi Clara? – O Flávio disse entrando.
– Flávio? – Eu disse um pouco assustada. – O que faz aqui?
– Desculpa, eu queria conversar com você mas eu posso voltar outra hora sem nenhum problema.
– Não, desculpa. Pode ficar, claro que sim. Algum problema?
– Mais ou menos. E você, o que aconteceu? Eu vi você chorando.
– O mesmo de sempre. A Letícia... As vezes eu acho que nunca mais vou ver ela novamente. – Eu disse segurando o choro.
– Não diz isso Clara. Vocês vão se reencontrar, não perca as esperanças. Eu vou te ajudar a encontrar a Letícia.
– Obrigada Flávio mas eu nem sei onde ela está. Não tenho nem ideia.
– Não importa. Eu vou achar ela e vou trazer de volta para você.
– Obrigada. – Eu disse abraçando ele.
– Por nada. Agora enxuga as lágrimas. – O Flávio disse enxugando as minhas lágrimas.
– O que você veio me dizer? Eu tenho certeza que não foi isso.
– Eu nem sei como te pedir isso Clara. De verdade eu estou com vergonha.
– Não precisa ter vergonha Flávio. Me diz o que é.
– Bom... Minha irmã ela vai passar um tempo em outra cidade com o namorado por causa de umas reformas em casa e eu não tenho onde ficar... Eu posso ficar por aqui?
– Mas é claro que sim. Vai ser um prazer te receber aqui em casa e disfrutar de sua presença.
– Obrigado. Eu prometo que vai ser somente o tempo necessário e não vou dar trabalho.
– Não se preocupe com isso. Você é muito bem vindo aqui.
– Você não existe. Eu já estava ficando preocupado sem saber para onde ir.
– Agora já sabe. Você vem para cá. Eu peço para a Dalva ajeitar o quarto de hospedes para você e fica tudo certo.
– Obrigado de verdade.
– E quando você vem?
– Não sei... Eu posso vim na segunda? É o dia que começa a reforma lá em casa.
– Vem no domingo, um dia antes. É melhor até para você se organizar.
– Ai eu não quero dar trabalho nem incomodar Clara.
– Você nem incomoda nem da trabalho. Fica tranquilo.
– Sério? Vou acreditar hein.
– Sim rs... Só tem um problema.
– Qual?
– Quando você chegar no domingo, a depender do horário só vai ter a Dalva porque eu provavelmente estarei no caminho de volta para casa.
– E onde a senhorita vai? Posso saber?
– Pode sim. Eu vou em uma premiação.
– Sozinha?
– Não, com o Flávio.
– Hum... Voltaram?
– Sim. Quer dizer, não. Na verdade só estamos em um momento.
– Ele não gosta de mim, implica comigo. Ele pensa que eu vou roubar a princesa dele. Vou te prender no meu castelo. – Ele disse rindo.
– Ai Flávio como você é besta. – Eu disse rindo da palhaçada dele.
– Mas é sério acho que ele pensa que acontece algo entre a gente. Seu namorado é muito ciumento.
– Ciumento ele é mesmo mas não é o meu namorado rs. Inclusive tem o divórcio amanhã. Não sei o que fazer Flávio. Não sei se assino ou não.
– Vocês não estão ficando de novo? Porque a dúvida?
– Porque ele vai ter um filho com a noiva... Eu não quero destruir nada Flávio muito menos uma família. Esse é o momento muito importante na vida de qualquer mulher.
– Mas se vocês se amam, é inevitável que isso aconteça.
– É mas eu não quero carregar a culpa de ter destruído uma família.
– Vai desistir dele assim?
– Não sei. Não sei o que fazer. Estou perdida.
– Fica calma até porque se vocês se divorciarem não vai significar muita coisa. Isso não impede de vocês reatarem mais para frente.
– Você tem razão. Obrigada por tudo. Você é simplesmente demais.
– Nada disso. Eu só enxergo o que você não consegue ver pela pressão do momento.
– Você é o melhor assim mesmo.
– Eu vou indo porque tenho algumas coisas para fazer ainda.
– Ah que pena. – Eu disse fazendo carinha de triste. – Eu adoro sua companhia e queria que você ficasse mais aqui comigo.
– Eu adoraria mas não posso. Tenho mesmo que ir. Não se preocupe que domingo eu chego aqui e você vai passar o dia todo me aturando, vai enjoar de mim.
– Eu enjoar de você? Isso nunca! – Eu disse abraçando ele. – Eu te adoro muito.
– Eu muito mais. Você é especial e eu já te disse isso. É uma honra para mim ser amigo da famosa Clara Alonso. – Ele disse sorrindo.
Eu saí do escritório com o Flávio e dei de cara com o Diego. Fiquei um pouco sem jeito na hora por conta das grosserias do Diego mas logo passou. O Flávio foi embora e ele ficou comigo na sala passando o tempo. Era tão bom estar nos braços dele, sentir os carinhos e ouvir a voz... Seria ótimo se pudéssemos ficar juntos, sem nenhum problema mas eu não conseguia ficar totalmente bem com ele depois de descobrir que ele seria pai. Eu me sentia tão culpada em estar destruindo uma família. Eu não queria isso.
No meio do nosso momento a Cássia ligou para o Diego como sempre de costume e ouvir ele falando com ela das coisas do bebê e o jeito que falavam me fez tomar a decisão de assinar o divórcio e parar com o que estava acontecendo. Não era certo e eu não me sentia bem naquela situação.
O resto do dia passei com o meu filho brincando, cantando e dançando. As minha férias não poderiam ser melhores com a companhia do meu filho. O Pietro era a minha força e a minha inspiração sempre. O meu filho era a minha vida e a única pessoa sem a qual eu jamais viveria.
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