Louco Amor
57 Capítulo 57
Notas iniciais
Pov's Clari
Acordei com o meu celular tocando. Era o meu advogado para avisar que estava indo para a delegacia liberar o Diego. Fiquei pensando se iria ou não buscar ele na saída. Era um momento difícil para ele e talvez ele precisasse de alguém.
Durante o banho decidi não ir. O Diego não precisava de mim e mesmo que precisasse eu não iria porque ele tinha mexido com quem eu mais amava na vida que era o meu filho, o Pietro.
Ao sair do quarto escutei um barulho vindo da sala e a voz do Pietro gritando. Cheguei mais perto e vi uma cena que me deixou feliz. O meu filho sorrindo, feliz e se dando muito bem com o Murilo.
– Bom dia rapazes.
– Mamã!!!!! — O Pietro disse correndo até mim.
– Oi meu amor. — Eu disse pegando ele no colo
– Que maravilha ver você sorrindo. — O Murilo disse se aproximando.
– Como não sorrir perto do meu pequeno.
– Eu também não sei. Vocês são muito especiais para mim e sempre me animam.
– Bom saber que eu faço tão bem assim a alguém.
– Você faz bem a muita gente. Você tem muitos fãs.
– Eu sei mas é diferente com você. — Falei colocando o Pietro no chão.
– O seu tempo de ficar sozinha já acabou?
– Não ainda não. Na verdade eu estou precisando do seu conselho.
– Hm, vamos ver se posso te ajudar.
– Eu descobri que o Diego nunca contou sobre mim ou sobre o Pietro para a noiva dele e isso me deixou muito triste. Eu achei que ele gostava de verdade do nosso filho.
– Clara, isso de esconder você e o Pietro é errado sim mas sobre você ele já não tem muito o porque falar da relação de vocês para a noiva né? Eu não gostaria de estar falando isso porque sinto que te empurro um pouco mais para ele mas eu também não quero te deixar pior... Tenta falar com ele sobre isso, pede uma explicação. Ele deve ter algo a dizer.
– Será Murilo?
– Eu acho que sim...
– Obrigada e não se preocupa que eu e o Diego não temos mais chances. Para mim já deu tudo o que tinha que dar a nossa história.
– Eu espero mesmo. Desculpa ser tão sincero mas é que você sabe que eu te amo muito e não quero te perder.
– Murilo deixa de bobagem. Você não vai me perder, você é a última pessoa que eu afastaria da minha vida.
– Verdade?
– Claro que é.
Passei a manhã tranquilamente junto ao Pietro e ao Murilo. Ficamos brincando com o Bobby e no cantinho de brinquedos do meu filho. Foi bom para eu me distrair e esquecer do Diego um pouco.
Acho que o Murilo tinha razão, o que faltava entre mim e o Diego era conversa. Uma conversa para esclarecer tudo entre a gente, para deixar para trás definitivamente tudo o que tinha acontecido entre nós. Nada ia justificar o fato dele não contar sobre o Pietro mas ele tinha ao menos que tentar me explicar.
~ Ligação ON ~
– Alô.
– Diego, é a Clari...
– Eu sei que é você María Clara.
– Ah... E como está?
– Melhor agora que estou em casa e você?
– Estou bem. Queria saber se podíamos nos encontrar para conversar.
– Conversar sobre?
– Sobre o Pietro, Diego.
– Claro que sim. Depois me manda uma mensagem me dizendo o dia e a hora que você prefere.
– Ok. E como foi na saída? Te trataram bem?
– Me trataram como tratam qualquer preso.
– Amor dá para desligar o celular por um minuto? — A namorada dele gritou.
– Desculpa amor. Eu já vou, espera um poquinho.
– Eu não quero incomodar. Só queria saber isso mesmo.
– Ok. Depois nos falamos direito, dá um beijo bem grande no Pietro por mim. Acho que amanhã vou ai ver ele.
– Está bem. Tchau.
– Tchau.
~ Ligação OFF ~
Ouvir a Cássia chamando o Diego de amor sem dúvidas foi algo que me irritou bastante. Mas eles se mereciam, nenhum dos dois valiam nada. Tratei de esquecer o que tinha ouvido, não era da minha conta como eles se tratavam ou não. Minha relação com o Diego deveria ser a mais distante possível. A única coisa que nos unia era o Pietro.
Pov's Diego
Acordei com o policial me chamando. Ele disse que eu tinha sido liberado. Não pude acreditar na hora, era a melhor notícia que poderiam ter me dado. Eu não aguentava mais aquele lugar. Era horrível ficar ali e pior ainda por não ter feito nada.
Saí para trocar a roupa e pegar os meus pertences. Só tinha a Cássia me esperando. Fiquei feliz ao vê-la, era a pessoa que nunca me abandonava. Fui para casa conversando com ela e ouvindo música. Ela tentava me animar a todo instante e sorria para mim como dizia " eu disse que você iria conseguir ".
– Seja bem-vindo novamente a nossa casa. — Ela disse abrindo a porta.
– Obrigado meu amor. Cadê as crianças?
– Eu deixei com os meus primos. Achei que seria bom ficarmos sozinhos por um instante.
– Talvez seja sim. Eu preciso de um banho urgentemente.
– Enquanto isso eu esquento uma comida para você. Deve estar faminto.
– Como você sabe?
– Eu sei tudo o que acontece com você. — Ela disse me beijando.
– Eu te amo muito.
– Eu te amo mais. Agora vai tomar banho que eu quero você bem cheirosinho.
– Pode deixar. — Eu disse sorrindo.
Tomei meu banho tranquilamente. Era muito bom estar de volta em casa com a Cássia. Eu estava muito cansado, minhas costas doíam da cama dura em que eu tive que passar as noites e minha barriga roncava já que eu não comia nada lá.
Eu podia jurar que a Clara estaria lá quando eu saísse mas não estava. Talvez eu realmente estivesse vendo coisas onde não tinham e tinha que parar com isso. Eu estava vivendo um relacionamento muito bom com a Cássia e não podia jogar aquilo no lixo por uma história que já tinha acabado.
– Cheirinho bom... — Eu disse abraçando a Cássia por trás.
– O seu prato já está na mesa.
– Eu já vou comer mas agora eu quero outra coisa. — Eu disse a virando para mim.
– O que?
– Mais um beijo. Eu estou com muitas saudades desses beijos. — Eu disse a beijando.
A Cássia cuidou de mim e me fez carinho a tarde toda. Ficamos juntos relaxando e aproveitando um pouco o momento. Fazia tempo que eu não tinha um momento de casal com a Cássia e foi muito bom poder aproveitar o dia ao lado dela.
Já era de noite e eu estava na cama namorando um pouco quando o celular tocou. Eu olhei na tela e não pude acreditar que a Clara estava me ligando. Achei que ela nem lembrava mais de mim mas atendi porque ela tinha me feito o grande favor de pagar o advogado e também era a mãe do meu filho.
Parei o que estava fazendo para falar com a María Clara e a Cássia não gostou muito de eu ter parado de dar atenção a ela para conversar com a Clari. Ela pediu para eu desligar o celular e senti a Clari um pouco desconfortável com a situação e com razão. Me despedi rapidamente dela e encerrei a ligação.
– Posso saber porque você fez isso?
– Porque você é meu noivo e eu quero a sua atenção.
– Você tem a minha atenção Cássia, o tempo inteiro.
– Mas eu quero nesse exato momento. E o que ela quer a essa hora?
– Saber como foi na saída da cadeia. Cássia você não pode esquecer que ela que está pagando o meu advogado e é graças a ela que estou aqui com você agora.
– Tudo bem mas eu não gosto da proximidade de vocês dois Diego. Ela não quer só a sua amizade e eu não vou deixar que ela tire você de mim.
– Você está falando besteira. A Clara não quer nada comigo e mesmo que quisesse, eu não estou interessado nela. Eu quero você e somente você. Se te deixa mais tranquila, acho que já podemos ir organizando algumas coisas do casamento.
– Você está falando sério?
– Muito sério. Eu quero casar com você e viver em paz. Para de ciúmes bobo.
– Só acredito nisso no dia que você colocar a aliança no meu dedo perante o padre e toda a igreja.
– Você é muito ciumenta sabia? Mas eu te amo assim mesmo. — Eu disse beijando ela.
– Eu te amo mais e não sou ciumenta. Só estou cuidando do que é meu.
A Cássia era uma mulher maravilhosa, eu não sei porque ainda duvidava se realmente queria me casar com ela ou se ela era mesmo a mulher certa para mim. Eu tinha que aceitar de uma vez por todas que era ela que me faria feliz e que a Clara estava no passado e isso não mudaria. Quanto antes marcássemos o casamento melhor. Seria uma forma de deixar tudo para trás e recomeçar a minha vida do zero, sem complicações.
Fale com o autor