Louco Amor
35 Capítulo 35
Notas iniciais
Pov's Clari
Após as gravações saí junto com a Cami e o Murilo para almoçarmos. Havia tempo que eu não parava para conversar com calma com eles. Minha vida andava muito corrida, eu quase não tinha tempo para mim mesma.
– E então, o que andam fazendo?
– Estudando e trabalhando. — O Murilo respondeu.
– E você amiga?
– Também... Você nem precisamos perguntar né? Vive trabalhando, não para mais.
– Nem me fale amiga. Minha vida está muito corrida.
– Seu marido não fala nada Clari? Não se incomoda nem um pouquinho? — O Murilo perguntou.
– Não, ele não fala nada. Ele sabe que é a minha carreira, os meus sonhos. Ele se incomoda as vezes, fala... mas ele também não tem muito tempo. O tempo livre dele ele usa para dar aulas.
– Vocês não tem um tempo só para vocês? — A Cami me perguntou.
– Sim, mas é raro. Normalmente aproveitamos o final da noite para ficarmos um pouco juntos... Mas vamos falar de outra coisa. Não viemos para ficar falando do meu casamento né?
– É. — A Cami e o Murilo disseram juntos.
– E então? Que me contam?
– Eu estou namorando amiga.
– Como assim? Com quem?
– Com um novato da escola de teatro. Depois te apresento.
– Hum... Ok... E você Murilo?
– Eu? Solteiro como sempre. Nada de novo.
– Você deveria namorar Murilo. Isso não é normal. Você é novo, um homem lindo e tá há 5 anos sem ninguém.
– É Murilo, a Clari está certa. Isso não é normal.
– Eu prefiro assim. Não quero ninguém.
– Ok então. — Eu disse encerrando o assunto.
Tivemos um almoço muito agradável. Fazia tempo que eu não tinha momentos assim, tão divertidos e alegres com os meus amigos. Depois seguimos para o shopping. Compramos algumas coisas, comemos e fomos ao cinema. No meio do filme, senti o Murilo me abraçar e puxar para mais perto dele. Encostei minha cabeça no ombro dele e ficamos assim até a Cami me puxar.
– Amiga, o que você está fazendo? — Ela sussurrou no meu ouvido.
– Assistindo o filme por que?
– E precisa ficar assim com o Murilo?
– Assim como?
– Assim abraçados, parecendo um casal!! — Ela falou aumentando o tom de voz.
– Shhiiiuuu. Fala baixo!
– Não faz isso. Você sabe que ele te ama. — Ela disse abaixando o tom de voz novamente.
– Eu não fiz por mal... Não sei, eu gosto do abraço dele e só o vejo como amigo... As vezes esqueço que ele não me vê só como uma amiga.
– Meninas, vocês podem parar de cochichar e assistir o filme?
– Claro. — Eu e a Cami dissemos ao mesmo tempo.
Voltamos a assistir o filme e o Murilo foi me puxando para ele novamente. Lembrei do que a Cami havia me dito e o afastei. Era difícil para mim tratar o Murilo diferente. Ele era meu amigo, eu adorava estar com ele. Eu só queria que ele encontrasse outra pessoa, alguém que amasse ele de verdade.
Após o cinema demos algumas voltas pelo shopping e depois fomos cada um para sua casa.
Cheguei em casa e como de costume o Diego ainda não havia chegado. Tomei um banho e fiquei separando algumas coisas para o dia seguinte. Um tempo depois o Diego chegou, conversamos um pouco e eu fui para cama dormir.
Pov's Diego
Cheguei em cima da hora para dar aulas como na maioria das vezes. Dessa vez eu não estava tão atrasado, apenas 5 minutos. No caminho para a sala dos professores me bati com a diretora.
– Isso são horas de chegar? As aulas já começaram.
– Bom dia para a senhora também e eu tive um pequeno problema por isso estou chegando agora.
– Não me importa o que aconteceu. Chegue no horário da próxima vez e adiante porque como eu disse as aulas já começaram.
– Eu já estaria na sala de aula se a senhora não tivesse me prendido aqui para dizer tudo o que eu já sei.
– Primeiro: abaixe seu tom de voz, e mude sua maneira de falar comigo porque não sou sua amiga. E segundo: Não vou falar de novo do horário. Demora mais um pouco e eu desconto a primeira aula do seu salário.
– Já estou indo... Diretora Cássia.
Eu preferia mil vezes a antiga diretora, aquela mulher era extremamente arrogante e parecia não ter sentimentos. Ela era realmente assustadora.
Após as aulas fiquei na sala dos professores fazendo horário para ir para o escritório. Eu tinha uma reunião ao final da tarde. Fiquei terminando de fazer os planos de aulas das turmas e quando conclui fui levar para a diretora.
– Como você está linda meu amor. — A Cássia disse abraçando uma aluna.
– Licença. — Falei entrando na sala.
– Sim, pode entrar... Júlia me dá uma licença para eu falar com o professor Diego? Depois a gente se vê.
– Tá mamãe. — A menina disse dando um beijo na Cássia e saindo.
– Mamãe?
– O que o senhor veio fazer aqui?
– Ah, só entregar os planos de aulas que a senhora me pediu.
– Ok. Obrigada.
– Posso te fazer só uma pergunta?
– O que?
– Quantos anos tem a Júlia?
– 7 anos.
– Nunca me passou pela cabeça que você tivesse uma filha.
– Por que? Acha que eu não tenho capacidade para ser mãe?
– Eu não disse isso. Só acho que você é um tanto quanto que fria e não sei...
– Não tenho motivos para não ser carinhosa com as minhas filhas, diferente do resto.
– Qual o motivo que você tem para ser fria comigo? E como assim filhas? — Falei dando ênfase no filha.
– A pergunta seria: qual o motivo que eu tenho para ser carinhosa com o senhor. E sim, filhas. Tenho duas. Já sabe demais não acha? E continue me chamando de diretora Cássia, porque eu continuo não querendo intimidades com o senhor.
– Será que a senhora diretora não pode parar com isso nem por um instante?
– Não e eu acho que o senhor não tem mais nada para fazer aqui. Sendo assim peço que por favor se retire e me deixe terminar de trabalhar.
– Mamãe!! — A menina disse entrando na sala.
– Júlia já te disse para não entrar sem bater!
– Deixa a menina diretora Cássia.
– Desculpa mamãe, desculpa professor Diego.
– Sem problemas Ju e pode me chamar só de Diego. Já te disse isso.
– Sim. — Ela disse dando um sorriso largo e batendo na minha mão.
– E o que você veio dizer Júlia? — A Cássia falou interrompendo.
– É que o papai ta perguntando se você vem agora com a gente.
– Não minha filha. Ainda tenho muito trabalho. Vai com seu pai para sua aula de ballet. Te pego na saída.
– Tá bom mamãe. Te amo. — A Júlia disse abraçando a diretora.
– Eu te amo mais. — A Cássia disse alisando os cabelos da Júlia e dando um beijo nela.
Aquela cena realmente me surpreendeu. Ela tinha sentimentos, isso era inacreditável. Isso me fez ficar mais assustado que antes. Eu não conseguia definir ela, não conseguia entender ela. A Cássia sem talvez não fosse bem como eu pensava, mas só talvez.
– Tenho que admitir que você me surpreendeu.
– Com o que?
– Com essa forma de tratar a Júlia. Você mudou completamente... Vai buscar ela após a aula de ballet.. Que mãe aplicada.
– Eu acho que antes da Júlia entrar, eu estava te pedindo para sair.
– E volta a ser a mesma de antes... Ok, estou indo. Só acho que poderia mostrar esse seu lado humano mais vezes. — Eu disse me levantando.
Saí da sala da direção e fui para o escritório.
– Boa tarde Vanessa.
– Boa tarde Diego. Sua reunião começa em 15 minutos.
– Ok, já estou indo.
A reunião demorou mais do que eu esperava. Ao final da reunião eu já estava mais desconcentrado. Não conseguia pensar em outra coisa a não ser chegar em casa e abraçar e beijar a Clari. Passar tanto tempo longe dela era algo que me matava. Quando enfim a reunião acabou, fui para casa o mais rápido possível. Mal podia esperar para ver a Clara.
– Amor?? — Gritei entrando em casa.
– Oi Di! — A Clari falou saindo da sala de jantar.
– Vem cá amor. — Falei a puxando para um abraço e a beijando em seguida.
– O que aconteceu?
– Nada. Saudades de você... Eu já disse o quanto odeio ficar o dia todo longe de você?
– Eu também odeio isso e também estou com saudades. A gente quase não se fala mais... Não gosto disso.
– Muito menos eu amor... Como foi o dia?
– Bem e o seu?
– Bem também.
– Eu vou tomar um banho quer vim comigo?
– Eu amaria. — Ela disse me beijando e desabotoando alguns botões da minha blusa.
Fomos nos beijando e tirando a roupa até o banheiro. Enchi a banheira e voltei a beijá-la terminando de tirar sua roupa. A empurrei contra a parede e comecei a beijar seu pescoço, morder a orelha, e alisar aquele corpo maravilhoso. Entramos na banheira e eu me posicionei em cima dela e voltei a beijá-la. Aos poucos fui a penetrando e podia sentir suas unhas em minhas costas me arranhando um pouco. Estar com ela me enlouquecia. Aumentei a velocidade das estocadas e pude vê-la delirar, o que me deixou com mais vontade de continuar. Ela gemia e gritava sem parar, passava as unhas em minhas costas e pedia mais em meu ouvido. Invertemos a posição e ela começou em um movimento maravilhoso que me levava ao céu. A Clara era maravilhosa e eu não me cansava de repetir isso. Ver parte daquele corpo escultural completamente nu me deixava sem controle. Segurei em sua cintura ajudando-a a fazer os movimentos. Após um tempo ela aumentou o ritmo e começou a rebolar nos fazendo chegar ao nosso limite juntos.
Após o banho comemos, conversamos e depois de alguns minutos ela foi dormir.
– Di, eu vou dormir. Estou muito cansada.
– Boa noite meu amor. Eu vou terminar um trabalho e daqui a pouco vou deitar também.
– Tá bom. Boa noite.
– Ei, psiu. — Eu disse a puxando para mim.
– O que foi?
– Eu te amo.
– Eu também te amo.
– Sabe de uma coisa?
– O que?
– Precisamos de mais banhos como o de hoje. — Eu disse beijando o pescoço dela.
– Eu concordo. — Ela sussurrou no meu ouvido. — Boa noite.
– Boa meu amor. Até amanhã.
– Até.
Fiquei até de madrugada terminando de trabalhar. Precisava ter as coisas do escritório e da escola prontas para o dia seguinte. Quando finalmente terminei deitei na cama e fiquei mais um bom tempo a observando dormir. Ela dormia como um anjo, ela era linda de qualquer jeito. Enquanto a observava acabei dormindo. Apesar da vontade de continuar a olhando dormir, o cansaço era grande.
Fale com o autor