Louco Amor
21 Capítulo 21
Notas iniciais
Pov's Clari
Acordei com o Diego me fazendo carinho, mas não abri os olhos, fiquei na cama por mais um tempo fingindo que estava dormindo e sentindo os carinhos do Di que me fazia tão bem. Ele me deu um beijo na bochecha e disse:
– Bom dia meu amor, eu sei que você está acordada.
– Como sabe?
– Você estava sorrindo, não sabe fingir. Não para mim.
– Eu não estava sorrindo. Você vê demais. — Falei virando o rosto para cima e fechando os olhos.
– Quando você faz isso sabe o que você parece? — Ele disse rindo.
– O que? E qual o motivo da risada? — Disse tentando ficar séria.
– Parece criança e essa é a graça. Parece uma criança birrenta. — Ele falou em meio a risadas.
– Ah é? Não estou vendo graça Diego! — Falei acertando ele com o travesseiro.
– Aiii!! Isso não vale!! Eu estava totalmente despreparado. Jogo sujo.
– Não acho que tenha sido.
– Mas foi! — Ele disse jogando o travesseiro de volta em mim.
–Não jogue o travesseiro em mim. Eu posso você não!! — Falei séria.
– Ah é assim? — Ele disse se sentando na cama.
– É sim!!!
– Pois bem, você vai ver só uma coisa.
O Diego começou a me fazer cócegas, eu não conseguia parar de rir, as vezes eu conseguia fazer nele também mas na maioria do tempo eu apenas ria. Eu já não aguentava mais rir, minha barriga doía. Em meio as cócegas joguei um travesseiro no rosto dele e levantei da cama em um pulo enrolada no lençol e ele logo se levantou atrás de mim. Estávamos fazendo muito barulho, parecia que tinha uma guerra dentro do quarto e era mais ou menos isso que acontecia.
– Volta aqui Clari!!! — Ele disse correndo atrás de mim.
– Tenta me pegar! — Eu disse rindo e tentando fugir dele.
Estávamos parecendo duas crianças no quarto, que a essa altura já estava uma verdadeira zona, derrubamos muitas coisas na brincadeira. No momento em que subi na cama, o Diego pulou junto e acabamos caindo no chão. O Diego estava em cima de mim e não conseguíamos parar de rir. Os olhos dele brilhavam mais que qualquer outra coisa, e o sorriso tomava conta daquele lindo rosto.
– Você é louco. Eu não acredito, estamos no chão. — Eu disse rindo.
– Você me obrigou a isso. — Ele disse rindo e aproximando os lábios dos meus.
Estávamos quase nos beijando quando bateram na porta:
– María Clara o que está acontecendo ai? — Meu pai disse com a voz grossa.
– Nada pai!! Não foi nada, não se preocupe! — Eu disse olhando para o Diego e tentando conter a vontade de rir.
– Sai desse quarto, vamos que já está tarde.
– Daqui a pouco eu desço pai!
– Agora María Clara!!!! — Meu pai disse já gritando — O que você está fazendo que não pode sair agora? E esses barulhos todos? Vamos abra a porta!
Eu não sabia o que fazer nem dizer naquele momento. Eu ainda estava no chão apenas enrolada em um lençol com o Diego por cima de mim apenas de cueca.
– Só um instante que abro pai!! — Eu disse empurrando o Diego e levantando do chão.
Coloquei uma blusa do Diego, um short e joguei uma bermuda para o Diego. Enquanto eu abria a porta o Diego tirava os travesseiros do chão e os colocava de volta na cama.
– Pronto pai. O que foi?
– O que vocês estavam fazendo que de lá da sala eu estava ouvindo os gritos de vocês? E essa bagunça aqui no quarto? Teve uma terceira guerra mundial aqui?
– Quase isso pai — Disse rindo.
– Não tem graça María Clara. Eu quero que você se comporte como uma moça.
– E eu estou me comportando como homem por acaso?
– Sem gracinhas. — Ele disse me olhando sério. — E precisam trancar a porta para dormir?
– Senhor eu.. — O Diego tentou falar mas meu pai o interrompeu.
– Você fica quieto. Com você eu converso depois. No momento eu estou falando com minha filha.
– Paaaiii!! Deixa de ser grosso!!
– Não Clara, está tudo bem. Eu vou tomar um banho. — O Diego disse se dirigindo ao banheiro do quarto.
– Precisava isso pai?
– Não me diga o que fazer. Eu não gosto de você trancada com ele em um quarto.
– Ele é meu noivo! Você não tem que gostar!
– Abaixa a voz para falar comigo!! Olhe o respeito.
– O que está acontecendo aqui? — Minha mãe falou entrando no quarto sem entender nada. — Lá de baixo eu estou ouvindo vocês.
– A María Clara que estava até essa hora trancada com aquele rapaz aqui. Estavam fazendo o maior barulho, uma gritaria que da sala se ouvia. — Meu pai disse cruzando os braços.
– Estávamos brincando!!!!
– Tenha paciência Daniel!! Eu saio por um minuto e você já vem atrapalhar eles.
– Você vai defender? — Meu pai disse irritado.
– Daniel desça e deixe eles por favor! O rapaz que você disse não é nenhum desconhecido e acho bom você começar a se acostumar porque em pouco tempo ele entrará de vez para a família. Quero ver se quando eles se casarem se você vai bater na casa deles para saber o que eles estão fazendo. — Minha mãe disse com o tom de voz elevado.
– Mas enquanto não casar eu vou controlar sim!
– Você vai é descer e deixar eles em paz. Faça-me o favor de descer agora Daniel. — Ela disse olhando séria para meu pai. — E Clari minha filha, onde está o Diego?
– Tomando banho mãe.
– Diga a ele que depois quero falar com ele. Está bem?
– Sim mãe, eu digo.
– Vou descer. Vai ficar com o Diego, vai aproveitar seu dia.
– Ok mãe. Daqui a pouco descemos. — Falei fechando novamente a porta.
Me dirigi até o banheiro e assim que entrei vi o Diego distraído debaixo do chuveiro com os olhos fechados e as mãos na cabeça. Tirei a roupa e entrei devagar para ele não me ver. O abracei por trás e depositei um beijo em suas costas.
– Oi amor, não te vi entrar.
– Eu sei rs, você estava tão distraído ai no seu mundinho. No que pensava?
– Em você, em nós. — Ele disse se virando para mim e pegando em minha cintura.
– Eu te deixo distraído assim é?
– Me deixa distraído, me deixa sorrindo feito bobo, me deixa feliz, me deixa fora do mundo, me deixa louco. — Ele disse me encostando na parede.
– Não sabia que eu te provocava tantas coisas assim.
– Eu te amo cada vez mais Clara.
– Eu também.. — Antes que eu pudesse concluir a frase ele me beijou.
Senti ele me imprensando mais contra parede, os beijos desceram para o meu pescoço seguidos com mordidas em minha orelha, me deixando arrepiada. Os beijos estavam cada vez mais quentes, as mãos do Diego passeavam pelo meu corpo e as minhas por suas costas. Ele me provocava de todas as maneiras até eu não aguentar mais. Senti ele me penetrar levemente e minha única reação além do gemido foi arranhar as costas dele. Eu já não sabia o que estava fazendo nem dizendo. Era mais um dos nossos momentos perfeitos. Eu o amava de uma maneira que nem eu sabia dizer, ele despertava coisas em mim que eu desconhecia. Um banho longo, demorado, cheio de prazer, que terminou na cama.
Pov's Diego
Acordei e fiquei admirando a Clara dormir e a fazendo cafuné. Ela era tão linda. Eu não me cansava de dizer isso, nem de admirar sua beleza. Após um tempo vi um sorriso discreto se formar. Ela havia acordado, tinha certeza. Conversamos um pouco e começamos a brincar. Fizemos muita bagunça no quarto, derrubamos várias coisas.
O pai da Clara se irritou bastante com o barulho que fizemos, ele ficou realmente bravo, mas muito mais pelo fato de eu estar trancado no quarto com a filha dele. Sai para tomar banho e os deixei sozinhos conversando, achei que precisavam desse espaço.
Estava debaixo do chuveiro pensando em toda a minha história com a Clari quando senti ela me abraçando por trás e beijando minhas costas. Reconhecia aquelas mãos muito bem. Tivemos um momento maravilhoso, apenas eu, ela e o desejo que tomava conta de nós dois.
Saí do banheiro a beijando, a conduzindo até a cama. Eu precisava terminar o que havíamos começado no chuveiro. A deitei com cuidado e comecei a penetra-la. Os gemidos dela ao meu ouvido me deixavam cada vez mais excitado. Nossas respirações estavam extremamente aceleradas, os gemidos da Clari eram cada vez maiores, os movimentos cada vez mais fortes e mais rápidos, sentia ela arranhar minhas costas com força a cada estocada até chegarmos ao nosso limite.
Deitei ao lado dela e ficamos em silêncio por um tempo. Fechei os olhos tentando recuperar o ar. Após um tempo em total silêncio ela fez menção de sair da cama.
– Onde vai? — Falei a segurando pela mão.
– Me vestir.
– O que foi? Por que está assim?
– Nada.
– Como nada? Vem cá, deita aqui comigo e me conta. Pode falar, você sabe que pode me contar tudo.
– Eu não sei.. — Ela disse deitando com a cabeça apoiada no meu peito.
– Não sabe que pode confiar em mim?
– Não.. Isso eu sei. O que eu não sei é se você vai ser feliz comigo.
– Do que você está falando? Eu já sou feliz com você, e muito feliz.
– É mas você quer filhos e eu... Eu não sei se quero.
– Não pensa nisso amor. Independente disso eu quero ficar com você, eu quero casar com você. É você que amo. E por mais que ter um filho seja um sonho para mim, você é o meu maior sonho e é só o que eu preciso para viver feliz. É de você que eu preciso, é você o meu sonho, é você a minha vida. — Disse acariciando o rosto e os cabelos dela e a olhando nos olhos dela que já estavam cheios de lágrimas.
– Eu te amo muito. Você foi a melhor coisa que já me aconteceu. — Ela disse deixando algumas lágrimas caírem.
– Eu te amo mais. — Disse a beijando.
Passamos um tempo mais na cama abraçados trocando carinhos e depois descemos para a sala.
– Oi mãe. — Disse a Clari se sentando no sofá.
– Oi filha, oi Diego.
– Oi sogrinha.
– Diego, eu queria mesmo falar com você.
– Diga, sou todos ouvidos. — Eu disse me sentando ao lado da Clari.
– Eu queria pedir desculpas pelo o que aconteceu mais cedo em nome do Daniel. Espero que não tenha se chateado.
– Não, de maneira alguma. Está tudo bem. — Falei abraçando a Clari.
– Obrigada por dar uma chance a ele mãe. — A Clari disse sorrindo.
– Estou dando a chance ao Diego me mostrar que estava errada ao pensar que ele não era homem para você. Espero não me arrepender hein.
– Não se preocupe dona Elena. A senhora não irá se arrepender. Provarei que amo sua filha de verdade e que meu amor é sincero. — Eu disse dando um selinho na Clari.
– Eu ainda estou aqui. — A mãe da Clari falou interrompendo.
– Já sabemos mãe! — A Clari disse rindo.
– Desculpe. — Eu disse um pouco sem jeito.
– Eu defendi vocês hoje mas espero que vocês tenham juízo. Eu acredito que você Diego como um homem formado já tenha juízo e que você María Clara aprenda a ter também.
– Eu tenho juízo tá mãe?
– Hmm.. você tem? — Eu disse fazendo cara de dúvida.
– Tenho sim. — Ela disse me dando um tapa de leve no braço.
– Que da próxima vez vocês façam menos barulho durante a noite.
– É..é..mãe.. — A Clari disse corada.
– Desculpe.. — Eu disse sem jeito.
– Não precisam ficar com essas caras. Eu sei como são essas coisas. Só estou dizendo que vocês não precisam anunciar ao mundo o que estão fazendo. Digo para serem mais discretos pelo menos quando não estiverem sozinhos.
– Você ouviu tudo? — A Clara disse ainda corada.
– Tudo não né María Clara. Eu tenho mais o que fazer.
– Ai que alívio. — A Clari disse encostando no sofá.
– Nem me fale. — Eu disse concordando com a Clari.
Ficamos o resto do dia na sala, conversando. Inicialmente era somente eu, a Clari e a mãe dela depois os meus cunhados chegaram e se juntaram a nós. Fiquei até o jantar e depois fui me arrumar para ir para casa.
– Ai Di, não vai por favor.
– Eu tenho que ir Clara. Tenho que ir para minha casa.
– Só mais uma noite. — Ela disse fazendo biquinho.
– Não meu amor, desculpa mas não posso. Tenho que ir para casa. — Falei colocando uma mecha do cabelo dela atrás da orelha e dando um selinho nela.
– Então eu vou com você.
– Não Clara. Você vai ficar aqui.
– Por que você não me quer na sua casa?
– Não é que eu não te queira na minha casa. É que eu acho que é bom passarmos uma noite separados.
– Não entendi Diego.
– Já virou rotina dormimos juntos. Acho que é bom passarmos essa noite sem outro até para ter um pouco de espaço.
– Você quer se afastar de mim é isso?
– Não é isso Clara. Eu não quero me afastar. Só quero poder sentir saudades de você, sentir aquela sensação boa ao te ver após algumas horas sem estarmos juntos.
– Quer saber Diego? Faça como achar melhor.
– Não amor vem aqui. — Falei a abraçando pela cintura. — Eu amo você, não quero me afastar. Só acho que é bom você tempo só para você, para suas amigas e eu ter um para mim.
– Ahhh já entendi. Você quer um tempo só para você para a sua amiga Vanessa.. OK Diego. — Ela disse se desfazendo do abraço.
– Clara para com isso. — Disse a segurando pelo braço. — Você é a única mulher na minha vida, é a única que eu amo e que eu quero. Não estou falando da Vanessa nem de nenhuma outra. Na minha vida só tem espaço para uma mulher e essa mulher é você. O que eu estou tentando fazer você entender é que talvez não tão saudável para uma relação essa falta de espaço entre eu e você. Eu não quero que o nosso amor se desgaste, eu não quero deixar de te amar com essa intensidade de agora. Eu só quero que nós, que o nosso amor dure e nada mais.
– Desculpa, eu sou uma boba. — Ela disse me abraçando e deixando algumas lágrimas caírem.
– Você não é boba, é insegura. Não precisa ser assim. Eu sou seu, só seu. — Eu disse enxugando as lágrimas dela e a beijando em seguida.
Me despedi da Clari e voltei para casa. Sentia falta dela estar comigo mas era o melhor para nós dois. Tomei um banho, comi uma besteira qualquer, assisti um filme e antes de dormir mandei uma mensagem para a Clara a desejando uma boa noite. Passei um tempo na piscina olhando o céu e depois entrei para dormir. Não foi fácil dormir longe do meu amor, mas eu sabia que estava fazendo a coisa certa.
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