Louco Amor

12 Capítulo 12


Notas iniciais
Oii! Outro capítulo para vocês. Obrigada por todos os comentários. Beijos e boa leitura! :*

Pov's Diego

Acordei com o movimento da Clari na cama. A vi tentando levantar da cama e me parecia fraca. Delicadamente a fiz deitar de volta. Perguntei como ela se sentia e a pedi para continuar deitada por conta da febre. Após um tempo ela levantou para ir ao banheiro e quando voltava a vi desmaiando. Me desesperei totalmente. Não conseguia pensar em mais nada. Levantei correndo da cama, a peguei no colo e a levei até o carro. Saí do jeito que estava, sem me importar com nada. Fui o mais rápido que pude ao hospital mais próximo que tinha.

Ver os enfermeiros a levando sem poder fazer nada, sem poder acompanha-la foi o pior momento da minha vida. Bebi vários copos de água seguido tentando me acalmar mas foi em vão. Pensei em ligar para os pais dela mas achei melhor não ligar. Eu não tinha notícias dela e os deixariam muito preocupados. Passei um pouco mais de meia hora andando para um lado e para o outro a espera de notícias até que o médico chegou na sala de espera perguntando:

– Quem é o acompanhante da paciente María Clara Alonso?

– Sou eu doutor. Como ela está? — Falei andando depressa em direção a ele. Meu coração estava apertado.

– Agora está melhor. Ela está no soro, consciente e quer ver o senhor.

– E o que ela teve? — perguntei ainda preocupado mas um tanto aliviado.

– Nada muito grave. O desmaio foi causado por uma queda de pressão e a febre alta é decorrência de uma virose. Ela tem se alimentado direito?

– Não tanto como deveria.

– Bom, conversaremos melhor sobre isso mais tarde. Tenho de atender outros pacientes. Ela está no quarto 304. Com licença.

– Toda doutor e obrigada. — Falei me retirando e indo em busca do quarto onde estava a Clari.

Abri a porta do quarto e a vi deitada, quieta. Ela me olhou e deu um sorriso de leve. Me aproximei, dei um beijo em sua testa, depois um selinho, acariciei um pouco o seu rosto e cabelos. Não disse nada, apenas estava aproveitando a sensação de alívio. Após algum tempo olhando aqueles olhos lindos, que por um instante tive medo de não ver nunca mais, falei:

– Você me assustou sabia?

– Desculpa Di.

– Eu fiquei com medo de te perder. Não faz mais isso comigo por favor. — Falei com os olhos cheios de lágrimas e a puxando para um abraço.

– Eu não queria te preocupar assim, desculpa. — Ela disse me apertando.

– Passou meu amor. Não se preocupa com isso. Como está se sentindo?

– Ainda estou com um pouco de dor de cabeça mas me sinto melhor.

– E essa febre? Deixa eu ver como anda. — Falei colocando uma das mãos em sua testa e depois no pescoço.

– Já está mais baixa Di. Está tudo bem. — Ela disse dando um beijo na minha mão.

– Agora que você já está se sentindo melhor, eu vou ligar para seus pais para avisar.

– Obrigada, de verdade obrigada. — Ela falou segurando minha mão.

– Não precisa agradecer. O que eu não faço por você? — Disse sorrindo e fazendo carinho no rosto dela.

– Eu te amo Diego.

– Eu te amo mais meu amor. Já venho está bem? Vou ligar para os seus pais. Fica quietinha que já volto.

– Sim senhor — Ela disse dando um sorriso largo, o que me fez sorrir de volta.

Liguei para os pais da Clari. Eles ficaram preocupados mas os tranquilizei por telefone mesmo. Depois resolvi ir comer alguma coisa afinal eu necessitava estar forte para cuidar da Clara. Voltei para o quarto assim que terminei de comer, puxei uma cadeira, sentei do lado da cama e fiquei conversando um pouco com a Clari. Após um tempo os pais dela chegaram e ficamos todos conversando a espera do médico.

Pov's Clari

Abri os olhos e não reconhecia o local. Estava em um quarto todo branco com pessoas desconhecidas. Demorei um pouco até me da conta de onde eu estava. O médico me examinou, me fez algumas perguntas sobre como eu estava me sentindo, se eu queria que ele chamasse o meu acompanhante e como eu não lembrava de nada o perguntei:

– Como eu cheguei aqui?

– A senhorita chegou inconsciente, no colo de um rapaz, que por sinal estava muito preocupado e desesperado também.

– Diego?

– Não sei o nome dele, mas ele estava muito aflito.

– Tinha alguém com ele?

– Não, ele estava sozinho.

– Chama ele por favor? Quero muito o ver.

– Está bem. O chamarei. Com licença, mais tarde eu volto.

Apesar de não lembrar, eu tinha certeza que era o Diego. Até porque eu estava só com ele quando passei mal. Demorou um pouco e ele apareceu no quarto. Ele passou um tempo me olhando sem dizer nada, apenas me deu beijos e fez carinhos.

Nas primeiras palavras, vi o Diego desabar feito criança. Ele tentava enxugar as lágrimas e eu me sentia culpada por o fazer se sentir daquele jeito e só conseguia o pedir desculpas. Após algum tempo ele se acalmou. Como aquele homem era perfeito. Eu nunca havia me sentido tão amada. Eu realmente senti que ele era capaz de qualquer coisa por mim. Ele saiu para ligar para os meus pais e após um tempo retornou e só então percebi o traje dele. Comecei a rir enquanto ele se sentava em uma cadeira ao meu lado.

– Do que está rindo?

– Nada. É que você está uma gracinha vestido assim.

– É eu sei. Fico lindo de qualquer jeito. Poderia ter me arrumado mais mas não tive tempo.

– Bobo. — Disse rindo dele.

– Já liguei para o meu irmão pedindo para ele me trazer roupas ta? Porque não é muito legal ficar no hospital só de short, camisa e chinelo.

– É, não deve ser legal mesmo não.

Estávamos rindo quando a porta se abriu. Eram os meus pais, pareciam preocupados mas o semblante se desfez quando me viram rindo. Me deram beijos, cumprimentaram o Diego. Ficamos um tempo conversando até que o médico chegou.

– Como se sente María Clara?

– Um pouco melhor doutor.

– Isso é bom. Eu vou deixar a senhorita por essa noite em observação e amanhã se estiver tudo bem te darei alta. Eu vou deixar uma rotina alimentar escrita por uma nutricionista para que melhore a sua alimentação.

– Está ok. Eu seguirei a nova rotina alimentar.

– E quem vai passar a noite aqui com a paciente? Necessito do nome para anotar na ficha.

– Eu vou ficar doutor. — Disse o Diego se aproximando mais de mim.

– Está certo. Com licença.

Por volta das 7 da noite meus pais foram embora, restando somente eu e o Diego. Ele me tratou feito criança, querendo me dar comida na boca. Assistimos um pouco de tv, conversamos, rimos. Por instante fiquei com os olhos fechados, sentia meu corpo dolorido, e a cabeça doía um pouco por conta da febre, apesar de não estar tão alta. Quando abri os olhos novamente, vi o Diego dormindo sentado sofá. Pensei em o chamar mas ele precisava descansar. Fiquei mais um tempo observando aquela cena que me emocionava bastante, até que meus olhos foram se fechando sozinhos e adormeci com aquela linda imagem.

Notas finais
E então, o que acharam? :*