Notas iniciais
Heya pessoas, estou aqui para postar o primeiro capítulo da minha fanfiction, eu realmente me dediquei nesse capítulo, espero que gostem ^^

Santos, São Paulo — 31/12/16

Oliver POV’s ON

Muitas coisas aconteceram esse ano, coisas que gostaríamos do fundo do coração de esquecer, outras que nem pensamos em esquecer. Mas o ano ainda não acabou, coisas ainda vão acontecer, sendo elas boas ou ruins.

Será que estou errado?

Claro que estou, minha vida foi um lixo esse ano. Exatamente como todos os outros, por minha culpa. Por que eu tenho que ser tão otário? Por que eu tenho que ser tão medroso? Por que minha vida não pode ser boa?

A resposta é simples... Eu sou um assassino.

Mesmo que não tenha sido de propósito, ainda sim eu a matei. Talvez eu já estivesse destinado a ferrar com minha vida antes mesmo de nascer. Talvez eu nasci para fazer os outros sofrerem, talvez eu nasci para me isolar no mundo, para viver ouvindo música, jogando, comendo e dormindo. Mas, mesmo assim... Eu simplesmente não consigo entender o porque disso, Porque justo eu? Não podia ser outra pessoa? Agora eu não posso sair na rua que eu sou apedrejado como se eu fosse um assassino.

E eu sou.

Não posso nem estudar mais... Meus “ Colegas de classes “ não param de olhar pra mim. Os professores quando eu vou pra escola, eles não passam dever, eles ficam olhando para mim, com medo de mim, como se a qualquer momento eu pudesse sacar uma faca e sair matando todos que ali estavam. Eu as vezes me pego pensando no porque... no porque eu simplesmente não saio matando todos por ai, para acabar com minha vida de vez, o que eu fiz não tem volta mesmo. Estou destinado a apodrecer no meu quarto, não que eu me importe em ficar preso no meu quarto o dia todo jogando, comendo e dormindo. De vez em quando minha prima vem aqui em casa para me convencer a sair de casa e tentar ir pra escola, as vezes eu até penso em realmente ir para escola. Mas, ir lá fazer o que? Ficar parado olhando pro céu e refletir que minha vida vai ser sempre um lixo? Porque dever os professores não vão passar mesmo, pois uma certa pessoa pode matar todo mundo.

Acho que já deu né?

Minha vida já é um lixo e não tem mais salvação para mim... Acho que é hora de eu partir logo pro inferno. Talvez lá eu seja bem tratado. Agora só tenho que achar uma faca....

. . .

Opa, achei.

* Ding Dong *

Esse é o som da campainha, certo? Quem será? Bem, não me importo, pois não estarei mais aqui para poder atende-lo.

É meio difícil criar coragem para cometer suicídio... As vezes me pergunto porque tantas pessoas cometem suicídio... Talvez a vida deles sejam que nem a minha? Ou talvez pior... sei lá. Eu não consigo...

Eu tenho que conseguir.

Não dá, eu não tenho coragem... Porque logo agora não tenho coragem? Eu já tirei a vida dela... Do meu primeiro amor. O que? Tem alguma coisa escorrendo no meu rosto...

— O que você está fazendo? — Minha prima chega ao meu quarto, ofegante

— O que mais poderia ser? Eu estou fazendo um favor para a humanidade. Minha vida é um lixo, agora que parei pra pensar... Não é um favor só pra humanidade e sim para mim também.

— Sério? Você realmente vai ser otário a ponto de tirar sua vida por uma coisa que você fez sem querer? Você tem coragem para isso?

— Haha... – Coloquei a mão sobre meu rosto para tentar disfarçar as lágrimas – Eu não sei... Eu não consigo entender... Porque sou tratado como lixo, por um crime que eu não fiz por querer?

— Talvez porque o mundo não consegue ver quem você realmente é.

— E quem eu realmente sou?

— Você é uma pessoa carismática, uma pessoa que se importa com os outros... Uma pessoa que daria a vida por alguém que ama.

— Se eu daria a vidar por alguém que eu amo. Porque não me matar logo? A pessoa que eu amo já não está mais entre nós.

— Mas do que importa? Do que importa tudo isso? Porque você liga pro que os outros falam de você?

— Porque isso me machuca. Não dá, toda vez que eu saio de casa eu levo pedra na cara e tenho que aceitar isso na boa, como se fosse normal para mim. Como se eu fosse o saco de pancadas da sociedade, como se eu fosse... como se eu fosse... Sei lá. Eu já não sei mais o que pensar, Eu já não sei mais o que fazer, eu simplesmente não sei... É incrível, porque você tinha que chegar agora?

— Vim trazer seu almoço. Eu me preocupo com você, você é minha única família agora... Ou eu não posso me preocupar com você? Você realmente quer se isolar do mundo por algo que você fez sem querer?

— Sim, eu quero. Ou pelo menos eu acho isso. Eu já não sei mais... Posso lhe fazer uma pergunta? Minha vida tem chances de melhorar? Eu tenho chances de poder voltar a sair de casa sem levar pedrada na cara? Sem voltar para casa machucado? Sem que todo mundo ao meu redor faça eu me lembrar dela? Sem que eu chore? Acho que a resposta certa é não.

— Porque você não percebe? – Falou chorando – Porque você não percebe que eu me importo tanto com você? Você é uma das pessoas mais importantes pra mim... Eu sempre estive ao seu lado e sempre vou estar. Sempre que você precisar de mim, eu estarei lá pra te ajudar. Nós iremos consertar seus erros! Nós iremos mostrar pra todo mundo que você não é uma má pessoa... Você vai poder sair na rua de novo, eu prometo... Você vai poder amar de novo, você vai poder ter uma vida normal novamente!

— Sério? Como você pode ter tanta certeza? Como pode uma pessoa ser tão ingênua? Ninguém vai me escutar. Ninguém vai escutar um assassino. Eu só tenho uma coisa pra falar antes de morrer... Foi bom ter você como prima, você é incrível. Eu realmente vou ser otário a ponto de me matar por causa da minha amada. – Enxuguei as lágrimas – Adeus.

A coragem veio e eu finalmente fiz o que devia ter feito naquele dia.

Me matei.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.