Lost in you

1 Lost in you


Notas iniciais
FELIZ ANIVERSÁRIO, SHIN-CHAN MEU AMOOOOOOOOOOR HUEHUUE Queria fazer um MidoTaka mas tive block ;u; então vou deixar aqui meu crackotp :3 Faz de conta que durante o extra game era aniversário do Midorima! Usem a criatividade, minha gente-qq Além do aniversário do Midorima, ainda fiz essa fic pra minha BFF que faz RPG AoMido comigo e que por acaso é um dos meus ships favoritos. Espero que gostem!

I always knew that you'd come back to get me, / Eu sempre soube que você voltaria para me buscar
And you always knew that it wouldnt be easy, / E você sempre soube que não seria fácil
To go back to start to see where it all began, / Para voltar ao início e ver onde tudo isto começou
Or end up at the bottom to watch how it all ends, / Ou acabar no fundo para ver como tudo isto termina
You tried to lie and say I was everything, / Você tentou mentir e dizer que eu era tudo
I remember when I said I'm nothing without you. / Eu me lembro quando eu disse que não sou nada sem você

Lost in you – Three days grace

Seus olhos enxergavam bem mais do que desejava enquanto assistia as aulas... Tão bem que parecia não existir ninguém sentado à sua frente, o que não era verdade; talvez fosse esse fato o que tornasse tudo bem mais incômodo, já que era sempre Aomine ali, sentado e dormindo! Por vezes pegava-se tão atento ao comportamento indevido do outro, que mal prestava atenção às aulas... Acabava por irritar-se profundamente com o companheiro, dos erros mais bobos às maiores faltas que este cometia, e talvez nem sempre fosse mero exagero de sua parte.

Sua forma de pegar os hashis, a roupa suja no armário, a preguiça e a falta de atenção... Onde Midorima errara para ter de acabar cuidando de alguém tão irresponsável? Era nisso o que vivia a pensar, e para os que o observavam parecia ser pura implicância de sua parte, afinal ele não tinha nenhuma obrigação para com Aomine, tampouco ficar de cuidados.

Não negava que algumas vezes metia-se em situações desnecessárias, como repreendê-lo por andar descalço ou reclamar de seu desleixo com os cadernos, quando obviamente são problemas de Aomine, e somente dele.

— Shintarou, você não precisa tentar mudar os hábitos de Daiki... deixe-o estar.

E aquilo não soara como uma ordem, mas como um conselho de Akashi... embora Midorima preferisse tomar como o primeiro, assim teria motivos para parar com sua “perseguição”. Não eram muitas as situações, mas vez ou outra voltavam às implicâncias e talvez aquela última tenha sido a mais vergonhosa, afinal estavam entre outras pessoas quando o moreno disse-lhe aquilo.

— He? E por que diabos eu tenho de ligar pra isso... então você não precisa ligar também, Midorima. De um jeito ou de outro, vou passar se estudar pelas minhas anotações.

— Se é que você pode considerar aquilo como anotações...! Porque durante as aulas, tudo o que você faz é dormir... Você nem ao menos tem anotações, ‘nodayo!

— Tsc, por que diabos liga tanto pra mim? Por acaso virou meu stalker?

— Não diga asneiras e pare de brincar com isso... Como eu não saberia, se sento atrás de você?

E mesmo que tenha tentado soar o mais convincente possível, sabia que não era totalmente verdade o que dizia. Seu rosto assumiu um tom levemente rosado, mas a conversa tomara novos rumos, e felizmente ninguém tinha notado.

“Idiota.”

XGXRXYXPXHXOXNX

“Ele se faz de sonso ou realmente é incapaz de entender segundas intenções?”

E Midorima nem sequer percebia que era mais uma vez o assunto principal das conversas durante o treino; e era sob esse pensamento curioso acerca do tsundere que cogitavam e por vezes debochavam de sua ingenuidade aparente. Assim são seus parceiros de equipe em Vorpal Swords, o time formado com a intenção de derrotar os americanos de Jabberwock...

Midorima mantinha-se à distância, apenas a perguntar-se sobre quais as besteiras que os outros estariam conversando... Mas era claro para si que sendo Kise e Takao juntos ali só significaria uma coisa: idiotices.

— Akashi... devemos interromper o treino agora? Aqueles imbecis estão fazendo corpo mole, ‘nodayo. — Midorima enxugava o suor do rosto com parte da manga da camisa preta que usava, e se referia ao fato de que todos já pareciam esperar por suas ordens de dispensa, principalmente os reservas...

— Não acho que seja o caso, Midorima... mas sendo assim, vamos acabar por hoje, está bem?

O ruivo deu um sorriso compreensivo e pôs uma das mãos nas costas de Midorima como um gesto reconfortante. O mais alto costumava se irritar com comportamentos desleixados facilmente e Akashi o conhecia bem o bastante para saber que as conversas paralelas e a falta de foco o incomodavam. Chamou a atenção de Aomine e Kagami, que brigavam mais ao fundo, e a de Murasakibara para que se reunissem próximos ao banco onde os reservas estavam sentados.

— Então já podemos ir embora? Que bom... — Murasakibara aproximou-se de Seijuurou com sua típica expressão de tédio.

— Murasakibara... não fale como se estivesse aqui obrigado, nanodayo...

— Não esquenta, Midorima... não pretende deixar ficar muito tarde pra ir né? Se bem que você sempre fica depois.

O moreno aproximou-se, passando o braço em torno dos ombros do amigo, que franziu o cenho um tanto incomodado com a aproximação repentina, mas não o afastou.

— Obviamente... não quero me descuidar antes da partida principal.

— Sendo assim, vou deixar as chaves da quadra com você, Midorima... Mas terei de avisar ao Kagetora-san. Enquanto isso, podem ir se organizando e então poderão ir para casa.

E quando Akashi disse isso, os garotos passaram a recolher os materiais e a organizar tudo como deveriam, indo até as duchas para tomarem um banho rápido antes de partirem. Não era um clima muito habitual aquele nos vestiários, remetendo a tempos antigos quando todos faziam parte de um mesmo time. De certa forma eram velhos companheiros, então a sensação de otimismo e parceria também estavam presentes... Até mesmo os acréscimos recentes à reserva passaram a se acostumar com aqueles prodígios que em certos momentos confrontaram.

Cerca de meia hora depois já não havia mais ninguém por ali, ou ao menos era isso o imaginado. Midorima, que fora com seu capitão atrás do técnico, despediu-se de Akashi e voltou à quadra, esperando treinar sozinho, ou pelo menos com Takao caso o amigo estivesse ali esperando como sempre... Mas não foi exatamente este que estava lá. A princípio pensou que fosse o barulho da chuva que caia ao lado de fora, mas aquela voz, a de Kagami, era mais clara do que desejava, demorando algum tempo para ser entendida. Caminhou a passos lentos até a porta do vestiário, ouvindo um nome ser chamado acompanhado de gemidos.

— A-Aomine... A-ah...

“Aomine?”

As luzes estavam apagadas e não conseguia ver claramente dentro da sala, mas seus ouvidos já tinham ouvido o bastante. Apertou a barra da camisa e fechou os olhos, tentando afastar aquele sentimento terrível que sentia, e a realização de um outro que sempre quis negar. Deu um passo para trás, engolindo em seco, e cerrou os punhos irritado, mas não perderia a compostura daquela forma.

“Eu não tenho motivos para ficar irritado, afinal somos apenas amigos...”

Apesar de pensar isso, não estava satisfeito, mas deixaria estar. Resolveu desistir do treino noturno, e quando chegou aos portões da quadra, parou... Tinha a chave em mãos, e por mais estúpido que soasse, queria fazer aquilo. Mordeu o lábio inferior como se estivesse a refletir sobre o que faria e se isto era certo... Jamais seria, mais dois passos à frente e pronto, trancados.

“Eu sou mesmo tão egoísta?”

Guardou as chaves no bolso e caminhou sob a chuva, mais uma vez contente que estas estavam a esconder suas lágrimas. Tinha sido estúpido e inconsequente por prender seus dois companheiros ali, Kagami e Aomine.

— Aomine não tem culpa por meus sentimentos...

E a chuva parou de repente.

Passos...

Tão próximo...

Olhou para cima, vendo uma mão a segurar um guarda-chuva sobre sua cabeça... Seus pensamentos se tornaram nulos e logo mais sua respiração, quando a pessoa que lhe fez essa gentileza passou para o seu lado, entrando em seu campo de visão.

— Ficou maluco caminhando assim por ai? Depois sou eu o inconsequente...

Midorima sentiu sua cabeça girar e a confusão o tomou. Aomine arqueou as sobrancelhas, como a analisar suas expressões, e logo mais o estava arrastando consigo, mesmo quando Midorima nem sequer o permitiu.

“Aomine? Mas... como?”

O vento soprava forte e o frio não ajudava muito, fazendo-o tremer notavelmente.

— Vem, vamos pra casa... Lá você toma um banho e tira essas roupas molhadas.

Mas Midorima não o queria deixar continuar com aquilo e perguntava-se o que diabos estava acontecendo... mas a cada metro que andavam apenas fazia seus temores aumentarem, até que parou de vez.

— Você não estava na quadra, nanodayo?

Engoliu em seco quando fez aquela pergunta, mas temia a resposta seja esta qual fosse... Não seria possível que Aomine estivesse dentro desta, então isso significava que Midorima tinha trancado outras pessoas no local. Estavam já próximos à casa do moreno, longe demais de sua própria...

“Longe demais...”

— Não, mas que diabos...?

Viu o mais alto cair de joelhos ao chão e por sua fisionomia pôde concluir que o mesmo estava aos prantos. Daiki piscou várias vezes sem entender o motivo e abaixou-se descrente.

— Hey, idiota? Agora vai dar uma de sentimental?

Suspirou, e então largou o guarda-chuva próximo aos dois, abaixando-se e abraçando o rapaz de olhos verdes, que surpreso, manteve-se estático. O objeto, solto, acabou sendo levado com o vento, e tudo o que separava os lábios de ambos naquele momento foi a ínfima camada de água da chuva.

Parados na calçada.

Dúvidas e incertezas...

Um beijo.

“Aomine.”

— I-idiota... m-mas o qu...

Tudo o que Aomine fez foi dá-lo seu típico e sensual meio sorriso e estender a mão para ajudá-lo a levantar-se.

— É o seu aniversário, não é?

— Tsc, chama isso de presente?

O rosto do tsundere estava vermelho, mas obviamente não daria o braço a torcer, mesmo que seu coração estivesse prestes a sair pela boca... Por que tinha de ser tão orgulhoso?

— Geez, então acabei entendendo mal... que bosta. — Coçou a cabeça sem graça, sabendo que tinha apostado todas as suas fichas de forma inconsequente... e as tinha perdido. — Mal ai, vem logo.

E deu-lhe as costas enquanto se xingava internamente, mas conteve seu caminhar quando sentiu a frieza de uma mão trêmula segurar seu pulso... Midorima estava bem atrás de si, fitando-o sério e um tanto inseguro.

— Pare de tirar conclusões precipitadas...

Um quase sorriso surgiu em seus lábios, mas estes acabaram compondo a típica expressão “Por favor, não diga nada constrangedor, idiota...”. Mas para Aomine, um homem de instintos, quem precisaria de palavras? A forma que suas mãos seguraram Shintarou pelas pernas enquanto sustentavam o peso do mais velho em seus braços ainda era impreciso, mas o beijo que voltaram a compartilhar enquanto a chuva caia era mais que o bastante, e dessa vez Midorima não teve medo ou arrogância em corresponder... Apenas coragem. Suas pernas o sustentavam em torno da cintura do moreno enquanto seus braços tratavam de mantê-lo equilibrado ao apoiarem-se naqueles largos ombros... Tudo em Aomine parecia mais perfeito do que desejava, principalmente a forma obscena, carinhosa e envolvente que os lábios dele acompanhavam os movimentos dos seus, ainda inexperientes.

Quando o ósculo se findou, o corpo de Shintarou deslizou para baixo, ainda a manter aquele forte abraço. Ouviu uma risada baixa e gutural, suspirando e sabendo o motivo.

— Não se ache tanto...

— Que seja, você me ama e eu te amo também... Vem logo antes que acabe pegando um resfriado por sua culpa.

— O-oi! Eu não disse isso a você, ahomine... não fale como se soubesse dos meus sentimentos, nanodayo.

“Provavelmente agora não tenho mais argumentos quanto a isso.”

Aomine introduziu a chave na fechadura, nem cogitando em bater à porta, já que seus pais tinham saído à noite, portanto estariam sozinhos... Não era um mau momento para se aproveitar, mas infelizmente o motivo que o fizera ter voltado à quadra foi para levar Midorima ao local da festa. Então apenas se trocariam e iriam...

O moreno olhou o relógio, vendo a hora avançada, e em seu celular, que deixou sobre o sofá da sala, tinham cinco ligações perdidas de Akashi... provavelmente o estava cobrando...

— Não me diga que andam planejando algo?

— Eh... uma festa pra você, tenta não morgar e não diz que eu te contei. — Daiki levantou os braços, puxando a camisa sobre a cabeça ali mesmo na sala, tirando-a e revelando seu corpo forte e esbelto.

— Não dá tempo se cada um tomar banho, então vamos juntos.

— Duas pessoas não cabem no seu banheiro, idiota... Prefiro esperar, estou bem assim, ‘nodayo.

— Claro... tremendo que nem um bambu, e tenho certeza que se a gente se atrasar um pouco que seja, o miserável do Akashi vem bater aqui na porta.

Belo argumento... nem mesmo Midorima estava muito afim de entrar em discussões com o ruivo, principalmente porque ele tivera a boa vontade de organizar uma festa para si. Então, aceitando o convite de Aomine, caminharam até o banheiro, mesmo que o tsundere ainda estivesse hesitante quanto a isso.

— Vai tirar as roupas ou quer que eu faça isso por você?

“Idiota estúpido...”

Seus olhos trilharam rapidamente o corpo acanelado de Aomine enquanto sentia seu rosto corar, mas não se deixou levar. Retirou suas roupas e se juntou ao outro, que tratou de fechar a cortina do box. O chuveiro, regulado na temperatura mais atraente aos corpos frios, foi ligado, e Midorima não se surpreendeu quando sentiu as mãos de Aomine tocarem as suas costas para ensaboá-lo, mas sim por estas se manterem mais em seu corpo que o necessário.

Virou a cabeça um pouco para o lado, mas mesmo que quisesse, não veria nitidamente suas expressões daquela forma, sem óculos. Aomine então o abraçou, beijando sua nuca de forma suave, deixando em seguida que sua cabeça buscasse apoio no ombro do maior. Este apenas voltou a corar, mas se virou um pouco de lado com os lábios entreabertos, tal como se estivesse a pedir por um beijo.

“Raios, Midorima, o que quer...?”— Pensou o moreno quando, em um rompante, voltou a encostar os lábios de ambos em um rápido e casto beijo, mas obviamente muito mais desejoso.

— Não se mexe, ok? Não vou fazer nada demais...

Ao menos tentou pensar que não levaria isso além do que deveria. Suas mãos desceram pelo corpo do canceriano, tal como se fosse um instrumento a ser dedilhado, e se mantiveram em seus quadris, encostando-se mais ainda ao corpo do maior enquanto pressionava-se entre suas nádegas. Não seria louco de penetrá-lo, mas ao menos isso...

— Aomine...

— Apenas deixa eu dar uma roçadinha, não vou fazer nada.

Sussurrou ao pé do ouvido de Midorima, e este nada respondeu... conhecendo-o como conhecia, Aomine encontrava naquela ação uma afirmação, então tratou de aproveitar isso para começar o que fazia. Maldito corpo, malditos hormônios! Pelo jeito tinha enfim cravado seu túmulo, mas sendo Midorima o responsável, tudo o que queria era se enterrar.

“Me enterrar apenas nesse corpo.”

E gemia com a voz rouca e carregada de tesão à medida que continuava a se pressionar contra o outro, que buscara apoio na parede a sua frente. Shintarou sustentara o corpo, mas suas pernas aguentariam por mais tempo? A mão calejada pelo treino pesado de Aomine segurava, pressionava e movimentava seu pênis, e mal acreditava que estava se deixando levar por aquilo.

— Nnh... Aomine...

E mesmo aquele contato já não era o bastante, talvez fosse o desespero do momento, mas queria sentir aquele corpo ainda mais firme contra o seu. Aomine decerto era a imagem da luxúria... seu corpo, seus olhares e o que suas mãos faziam... Midorima não se sentiria culpado por achá-lo gostoso, mas sim por não permiti-lo ter tudo o que lhe pertence.

— Tire tudo de mim...

“Aomine...”

Apenas dele...

Uma vontade, um pedido.

Tornar-se-iam um só?

Não mais estavam no banheiro, e jogados sobre a cama, compartilhavam algo que ia além de apenas uma noite, mesmo que o momento se resumisse em minutos, e estes logo acabariam.

— Shin...

Afundava-se contra aquele corpo, enfim, após prepará-lo para recebê-lo, deliciando com os gemidos que ouvia enquanto o estocava, arremetendo-se conforme os pedidos que lhe eram feitos. E enquanto beijos eram trocados, as mãos se tocavam, os dedos enlaçavam-se. Languidamente, Midorima desfazia-se sob o corpo do mais novo, que ainda não tinha chegado ao ápice, mas ver o outro chegar ao seu fora mais que tudo.

“Midorima...”

— Eu vou gozar em você...

Não estava pedindo permissão, e marcando-o com uma mordida um tanto animalesca, deixou que o orgasmo o levasse, pressionando-se fortemente contra o amante enquanto seu sêmen o preenchia e este gemia baixinho. Por quanto tempo o tinha amado, ou melhor, tinham-se amado? Não era necessária a troca de palavras para que, nos olhos de ambos, aquele amor antigo viesse refletido com o peso dos anos. Orgulhosos como eram, mantiveram-se calados, mas nos pensamentos conectados subentendia-se um “eu te amo”. O ato foi finalizado com um beijo carinhoso... e o tocar da campainha.

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— Não precisava ter me batido, teme...

— Se achou ruim, então na próxima vez vai trazê-lo a tempo... e inteiro, certo, Daiki?

— Que seja...

Usualmente chamando-o de Aomine, a certeza de que usara seu primeiro nome para tornar suas palavras mais ácidas era gritante. Obviamente Midorima estava mais tranquilo que fosse Akashi a bronqueá-los, mas não deixava de ser constrangedor... naquela festinha em meio à quadra.

“Inventar que Aomine e eu brigamos e que acabei dando um mau jeito na perna não é a melhor desculpa para o fato de que acabei mancando!”

— Não falem como se eu tivesse acreditado nessa história desde o começo... foi bem previsível, nanodayo. Só gostaria de saber quem estava na quadra quando eu voltei do Kagetora-san, além do Kagami, claro.

E Akashi sorriu, olhando para o ruivo em um misto de alerta e falsa inocência. Kagami apenas engoliu em seco e desviou o olhar, tentando arrumar uma desculpa.

— Impressão sua, Midorima. Eu já tava em casa...

E mesmo que o megane duvidasse dessa afirmação, preferiu acreditar por não querer tornar a noite mais vergonhosa do que já fora, e mesmo que tentassem esconder, era mais que notável. Era sua impressão, ou Takao e Kise estavam olhando-o com malícia?

"Dois pervertidos."

— Melhor não contar que te pedi a fingir que estava gemendo com alguém pra afastar o Shintarou daqui... Mas você foi bobo por ter chamado o nome do Aomine, Taiga. — Cochichavam mais afastados enquanto os outros aproveitavam os salgadinhos. Fora uma comemoração boba no final, e Midorima não parecia muito agradado com os presentes que recebera.

— ... Eu entendi que deveria ser o nome do Aomine... a culpa não foi minha se você não foi claro, Akashi.

— Bem, acho que vou ter de punir o meu querido Kagami. — Suspirou. — Mais tarde... está decidido, vamos pra sua casa.

E Kagami sabia que não se tratava de todo o grupo, mas unicamente de seu novo capitão. Independente do que pensassem, estava contente, e manteve-se perto de Aomine por todo o tempo; e dessa vez não era por implicância... na verdade nunca tinha sido.

— Eu amo você, idiota... — Enfim, o moreno teve a coragem de dizer quando mais voltavam para casa, e Midorima apenas olhou para o lado a disfarçar, segurando-lhe a mão.

"Eu também."

Fim...

Notas finais
Sintam-se em casa pra deixarem sua opinião (ou não) Bjnhos da Gryphon!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!