Notas iniciais
Bem, minha primeira historia, e o seu primeiro capitulo, espero que gostem.

–No fim meu Dilacerar não foi rápido o bastante – ele riu considerando a luta ganha.

–Isso está se tornado um problema.- o baixinho comentou.

Meu corpo estava leve, leve até demais, minha visão estava embaçada, minha garganta estava seca, doeu quando tentei engolir minha própria saliva.

Consegui me levantar com a ajuda do Nicolas, nos dois estávamos acabados, lutar contra dois magos ao mesmo tempo era algo difícil mesmo tendo os amuletos contra magia.

–Nós dois vamos morrer se isso continuar, Noah– olhei para ele, procurando saber o que ele quis dizer.

–Claro que não idiota, a velha vai nos matar se isso acontecer, creio que ela não vai saber se retirarmos os limitadores– puxei o colar para fora mostrando dois pingentes em forma de círculo.

Ele fez o mesmo, e os pingentes triangulares brilharam debaixo da luz da rua.

Pegamos um e puxamos ao mesmo tempo, fazia anos que não lutávamos sem os limitadores.

– Ei, ei, ei ninguém falou sobre isso, limitadores não estavam nos planos. – o mais alto com sotaque alemão protestou

– Acho que não devíamos ter tirado todos os nossos limitadores logo no começo de uma batalha – o menor disse suspirando pesadamente.

Foi num instante, Nicolas estava em cima deles com sua espada em punhos cortando a sombra do maior que desapareceu do local.

– Isso, foi por pouco. Dennis cuidado com a espada ela pode te corta até mesmo pela sombra. – sangue escorria de sua cabeça aparentemente não foi profundo o suficiente pra mata-lo.

A reação do menor foi mais lenta causando a perda de seu olho direito.

Não podia deixa-lo lutar sozinho, mesmo querendo o fazer, não tirei o limitador apenas para assistir.

Foquei no menor, já que ele era o único fora do alcance da espada das sombras no nível dois. Diferente do Nicolas meu poder age de forma indireta utilizando os lampejos de aura deixados no ar após um ataque, por sorte ele havia cortado os dois então ambos estavam ligados a espada, tudo que eu preciso fazer e devora-los de dentro para fora, usar a ligação e devorar.

– Foque no outro Nicolas, o menor já caiu– saiu sem expressão nenhuma.

Esperava uma batalha melhor mas no fim magos são unteis quando perde sua vantagem.

O corpo do Menor fumegou, e de dentro saiu uma cobra, que rastejou e rastejou de volta a seu dono até que ela me tocou e transferiu parte das memorias do outro para mim.

– Meu deus, não sobrou nem osso, maneire ai. – como sempre ele ficou preocupado por eu ter usado meu poder.

– não esquenta ainda posso matar milhares sem ter que utilizar o próximo selo. – manejei o ombro e coloquei de volta o pingente no colar.

– tem certeza que vai abaixar a guarda assim? – o alemão era imprudente e acabou morto

– Se não saber prestar atenção no seu oponente, não você tem serventia no campo de batalha. – Nicolas o alertou

– Mer... – foi a última coisa que saiu da sua boca antes dele ser perfurado pela sua espada e cuspir um monte de sangue pela sua boca.

Me aproximei dele e o toquei, ele já estava morto antes mesmo dessa luta começar.

– Uma casca vazia...

Me virei para o Nicolas que estava sofrendo para reatar o selo, tomei de sua mão e com o mínimo de esforço apertei bem suas correntes ao material.

– Você utiliza muita força para fazer isso, sabia que dói. – ele ficou nervoso.

– Por isso que eu faço com tanto gosto. – apenas sorri.

E fui embora acenando.

O dia tinha sido cansativo, além de ser época de prova também é temporada de caça, e a velha não nos dá descanso com certeza ela vai chiar comigo amanhã por ter sido tão imprudente, apesar de que aquela casca ter sido obra dela, mas o menor tinha algumas memoria um tanto quanto relevante, informações sobre a presa deste ano, o curioso era que o objeto não era um humano e sim um cristal negro criado no imaterial.

Assim que cheguei no meu apartamento, uma sede avassaladora me abateu, corri para a geladeira atrás de agua, assim que entornei umas duas garrafas, uma corrente elétrica atravessou meu corpo, olhei para o fundo da garrafa e lá estava meu problema, um medalhão, agua sagrada, por ter liberado um dos selos aquela agua estava acabando comigo, os choques não paravam, era cada vez mais forte, até que eles pararam.

Estava terrivelmente exausto, fazia tempo que não destravava um dos selos e tinha ido longe demais, caminhei até a minha cama e depositei meu corpo ali, na esperança que o sono se apossasse da minha mente e forçasse-me a dormir, o que logo aconteceu.

Mas infelizmente não era o sono que tinha vindo e sim uma visão, algo raro quando estou usando ambos os selos.

Eu estava em pé sobre um penhasco, lá embaixo o mar estava furioso o céu não estava nenhum pouco contente com o presente, estava usando um terno e uma camisa preta, uma gravata vermelha adornava meu pescoço, me virei para trás e Nicolas me esperava vestindo a mesma coisa a única diferença era a gravata preta e branca.

– Até quando vais ficar comtemplando a paisagem? – ele sorria feito um idiota

– Até o momento que eu quiser meu caro amigo.­ – ele não consegui segurar o riso– vamos terminar logo com isso odeio essas visões.

– Você não é o único, deveria estar dormindo agora amanhã é sábado quero dormir até a noite. Só vamos terminar logo com isso pra podermos voltar.

– Amanha ainda temos a prova geral... havia esquecido não?

Ele me olhou com ódio e começou a caminhar para dentro da floresta, e claro eu o segui.

Quando chegamos em uma clareira havia um chalé, e a velha nos esperava em sua cadeira de balanço tricotando um cachecol preto enquanto seu gato brincava com o novelo.

– Boa tarde cavalheiros, sabe por que vos estais aqui? – ela nos olhou e mesmo assim não parou de tricotar, isso não era um bom sinal.

– Desculpe milady, não faço a menor ideia...– Nicolas se atreveu a dizer o que não deveria.

Ele ficou furiosa e tacou o cachecol com a agulhas, o gato e o novelo junto em cima dele.

– IDIOTAS –ela gritou– faz ideia do que fizeram, vocês tiraram as amaras sem minha permissão– o céu trovejou– isso me trouxe problemas era para estarem mortos a muito tempo a atrás, mas eu fui piedosa e selei seus poderes para que pudessem viver um pouco mais, até ensinei como usa-los mesmo com os limitadores, e é assim que me retribuem quebrando uma das amarras no mundo material, matando um observador e um guia...

– Mas aquele alemão era apenas uma casca, uma criação sua. –ela se acalmou um pouco, retomou a compostura.

– Todos os observadores são minha criação, eu os fiz para que pudessem me informar o que acontecia em todo mundo, eu os dei liberdade e alguns possuem até mesmo família, ele estava em uma missão recuperar um tomo perdido antes da temporada de caça começar, o guia ele simplesmente encontrou pelo caminho não sei quem era, aliais– ela me olhou e senti a invasão, procurando ela estava procurando as memorias da criança que tinha devorado– interessante então é isso que eles querem esse ano, a pedra final, um cristal feito com almas negras, interessante.

Ela voltou a tricotar, tossiu um pouco limpando a garganta, o céu limpou, e o barulho do mar raivoso não se escutava mais, os pássaros cantaram e a floresta se encheu de vida.

– bem vou deixar esse incidente passar, direi para os anciões que não tenho conhecimento de tal energia, terão de encontrar um jeito de treinar sozinhos, assim que terminar as provas no colégio peguem a passagem que eu lhes dei e vão para o Japão encontre um novo e temporário mestre e alias estou dando a permissão para usarem quando necessário o nível três, mas cuidado não é tão fácil se acorrentar se utilizarem tanto tempo esse poder.

– Obrigado mestra, nós iremos utiliza-lo com cuidado, devemos nossas vidas a você não esquecemos disso prometo cuidar desse idiota até o final da temporada, espero podermos nos encontrar para tomar um café algum dia desses. – Nicolas não gostou nenhum pouco daquele sorrisinho que eu tinha em minha face.

Ele fez um reverencia um tanto travada e depois desapareceu.

– tome cuidado Noah seu poder é diferente dos outros, se for compreendido errado pode resultar na morte de ambos. – ela sabia do acontecimento com a agua santa.

– Não se preocupe, foi apenas uma reação alérgica leve por ter usado tanto poder com apenas um selo livre. – me virei para ir embora quando ele disse.

– seu poder está devorando até mesmo os selos do Nicolas, estão começando a rachar, os dele eu já concertei e coloquei uns dois a mais, já para você dois não são o suficiente, por isso coloquei cinco outros subníveis nos selos mesmo que retire as duas das argolas de fero do colar isso apenas destravara 3/10 no seu poder, essas novas amarras são mais profundas.

– Agradeço pelo cuidado mas não acha que atrasar o inevitável só o torna mais terrível e inevitável? – simplesmente perguntei

– eu gosto de apostar garoto, nesse exato momento a aposta é que você não conseguira destruís os outros 7 níveis do selo. – ela sorriu.

– apostou contra mim ou a meu favor...– os lábios dela se moveram, mas som nenhum veio até mim.

Aquela vaca mais uma vez ela tinha me feito de palhaço, ela tinha cortado a ligação antes que eu pudesse saber a resposta.

O vento entrava pela minha janela refrescando meu corpo, suado e fervendo na cama. Me levantei e fui até o banheiro tomei um banho rápido e vesti uma samba-canção para poder dormir, voltei a depositar meu corpo cansado na cama onde permaneci inerte esperando o sono fazer efeito, alguns minutos foram o suficiente para finalmente eu conseguir dormir.

Notas finais
Qualquer erro Qualquer critica Qualquer coisa pode comentar, adoraria saber como ela foi aceita por vocês. :)