Notas iniciais
Os personagens podem ser imaginados com as características físicas dos seguintes atores:
Jackeline Swan - Agnes Bruckner (morena)
James Jones - Chris Pine
Charlotte - Alexandria Park
Clint - Tom Austen
Gemma Winters - Sophie Colquhoun
Seraphine "Nadja" Jarrah - Sonan Kapoor
Stacy Stewart - Alona Tal

Os personagens Ji Yeon Kwon (original da série Lost) e Gemma Winters (baseado em Gemma de The Royals) não são de minha autoria.

Jackeline abriu os olhos.

A doutora recém-formada podia ouvir gritos de forma distante, como ecos. Sua cabeça girava e sua audição não estava boa, estava como se estivesse ouvido tudo de ouvios tapados, como em um longo mergulho na piscina quando se entra água em seus ouvidos.

Água.

De repente um flash invadiu sua mente. Ela só via água, só sentia água, só respirava água.

Os gritos continuavam e tudo o que Jack conseguia ver era uma imagem azul. Seus olhos ardiam. Sua garganta ardia. "Socorro!" — gritava uma voz feminina desesperada. As vozes se misturavam em sua cabeça e poderia jurar que também ouvia gritos em outros idiomas. Em um instante, um "jato" de areia entrou em seus olhos e Jack gritou um pouco alto demais. Levou as mãos ao rosto e percebeu todo seu corpo molhado. Ouviu passos mais distantes, os mesmos passos que atiraram areia nos olhos dela. Apoiou-se sobre um braço, logo virando-se para o lado. Percebeu que estava em uma praia. Estava na areia e olhava para o mar. Suspirou baixo, logo entendendo tudo. Era mais um de seus sonhos. Ao menos ela achava. Deitou-se por mais um minuto, começando a relaxar na praia. A medida que a água saía de seus ouvidos, os gritos apenas aumentavam. Ela virou para o outro lado, relaxada... A água quente saia com facilidade de seu ouvido. Ela era a pessoa mais relaxada do mundo em seu sonho... até abrir os olhos.

Jackeline deparou-se com uma multidão ferida na praia. Aquilo foi o suficiente para saber que não estava sonhando. Como um instinto, Jack deu um pulo de onde estava e correu até as vítimas. Era o que ela sempre fazia. Era como parte dela. Primeiramente parou em frente à uma mulher jovem. Era loira e pálida, sua pele estava fria e seus lábios sem cor. Jack chegou sua respiração. A menina parecia estar afogada. Procedeu por todo o procedimento que sabia fazer desde o jardim de infância. Vinda de uma família de médicos, RCP em uma vítima afogada era a coisa mais simples que alguém devia saber fazer. Mas não estava adiantando. Jack tentou inúmeras vezes até, em um momento, a cor da jovem voltar ao normal.

A loira cuspiu água pela boca e suspirou assustada.

- Onde está meu marido? — perguntou a mulher, aparentando estar desesperada.

- Você está bem? — perguntou Jack, ainda preocupada com o estado da loira. Tudo que ela queria era certificar-se de que aquela mulher estava bem para que pudesse correr e ajudar mais pessoas.

- Meu marido... Joshua Stones — insistiu a mulher.

Jack não conseguia mais aguentar parada ali naquele momento que parecia lhe custar a eternidade. Olhou o bracelete de metal que a menina estava usando. O nome "Stacy" estava cravado ali.

- Stacy? Stacy Stones? Esse é o seu nome? Escute, Stacy, quero que fique ali, naquela sombra... — disse Jack enquanto apontava para uma palmeira grande. -... não fale com ninguém que não conhece e assim que precisar, me chame, ok? Seu marido vai aparecer logo, tenho certeza. — concluiu Jack.

Stacy concordou com a cabeça. Suas roupas estavam encharcadas e seu olhar estava baixo. No mesmo instante que a cabeça da jovem concordava, Jack saltou, correndo em direção ao resto dos feridos.

- Ei! Qual é o seu nome? — perguntou Stacy.

- Jack. Meu nome é Jack. — no mesmo tempo que Jack disse aquelas exatas palavras, algo se moveu na terra. Era como um pequeno terremoto, mas em uma escala muito, muito pequena.

Jackeline correu para os outros, sem perceber o enorme ferimento que parecia estar próximo ao seu colo. Um homem aparentemente fraco, com a cabeça um pouco desproporcional ao tamanho de seu corpo estava caído na beirada da praia. Ele gritava de dor e seu braço estava incrivelmente torto. Era muito bonito, mas ao mesmo tempo parecia ser um vigarista. Seus cabelos castanhos claro quase loiros estavam ensopados, assim como suas roupas largadas. Uma camisa cinza e uma calça jeans surrada.

Jack andava ajudando pessoas por todos os lados. Corria sem rumo, desesperada e desnorteada. Ela tropeçou ao sentir uma mão puxando seus pés.

- Ei! — exclamou, caída na areia enquanto olhava para o homem que a puxou. — Ou.. Você está bem? — mudou seu tom de voz ao perceber o braço um tanto torto do rapaz.

- Sou Alex. — dizia ele com um sorriso estranhamente safado no rosto. Exclamou de dor logo em seguida.

- Deixe-me ver seu braço. — Jack analisava cada detalhe possível. O nome de cada osso passava por sua cabeça, mas tudo que conseguia pensar era que estavam todos terrivelmente quebrados. Ela sabia o que fazer. — Então... Oliver. Me chamo Jack, Jackeline, mas todos me chamam de Jack. Muita coragem sua de me fazer cair.

Alex riu por alguns segundos, logo gemendo de dor novamente. — Esse é mesmo o melhor momento pra puxar conversa? Bom, primeiro eu vi você correndo como a supergirl por aí e pensei, por que ela não me ajudaria? Você não parava então tive que puxar seu pé. Você fez coisas incríveis ali. O que você faaaaaaaaaaaaaaaaa....! — um grito abafado ecoou pela ilha. Jack tinha torcido o braço de Alex e colocado-o no lugar. — Você me enganou! — exclamou ele, devastado.

- É, foi mal. — dizia Jack, friamente enquanto fazia um curativo improvisado com sua jaqueta marrom de couro. Amarrou-a de como como se fizesse uma tipoia no pescoço de Alex. — Foi legal te conhecer, Alex. — dizia ela enquanto logo corria para a próxima vítima.

Jack corria como uma profissional. Na verdade, era o que ela parecia. Sua calça preta estava repleta de areia da praia. Seus cabelos castanhos ainda estavam ensopados. Sua blusa branca estava molhada com a água do mar e sangue do corpo de algum ferido da praia. Ela não sabia a quem socorrer primeiro, não sabia a quem ouvir primeiro. Ela simplesmente não sabia parar. Até esbarrar de frente e bater de cabeça com um homem.

Ambos os corpos se chocaram e caíram instantaneamente no chão. Jack sentia uma dor horrível em sua cabeça. Ficou um pouco tonta, mas conseguiu levantar-se.

- Você... — disse o rapaz. Ele usava um terno cinza escuro repleto de areia. Ainda assim tinha uma boa aparência. Um estranho sorriso de felicidade estava estampado em seu rosto.

- Ah, não. Então é mesmo real? — perguntou Jack.

- O que?

- Naufragamos? — Jack estava confusa e tonta.

- Você não se lembra da tempestade? — o rapaz tentou segura-la com uma das mãos, mas logo a morena caiu em seus braços.

- Deixe-me ir. — dizia Jack, ainda tonta. De repete sentiu uma pontada um pouco abaixo de sua barriga. Abafou um grito, mas seu rosto expressava sua dor.

- O que há de errado? — o rapaz parecia preocupado. Levantou-a em seu colo e carregou-a até a sombra de uma palmeira. — O que é todo esse sangue? — perguntou, assustado.

- Não é nada. Há pessoas precisando de ajuda. — ela tentou levantar.

- Sim, e você é uma delas. — o rapaz expressava imensa preocupação com Jack. Logo ele estava andando até a beira da praia. Observava algumas pessoas feridas e outras mortas. Havia partes do navio na costa e algumas bagagens boiando sobre a água. Sem pensar duas vezes ele pulou na água e começou a abrir algumas malas que ali flutuavam. Procurava por algum kit de primeiros socorros ou pelo menos agulha e linha, mas não achava. Ele sabia que se não achasse algo com urgência, Jack ia sangrar até a morte.

Conheceu Jack na noite do naufrágio e ela já mexera com a cabeça dele de modo o qual faria de tudo para achar uma maneira de deixa-la viva. Após abrir a décima mala, o rapaz achou um chapéu de estilo pescador. Atirou-o para fora, assim como fez com as outras coisas. Iscas, protetor solar, repelente e enfim achou um anzol e nylon. Tirou um momento para pensar naquilo. Correu de volta em direção à Jack, que parecia estar desmaiada.

- Jack? — gritou enquanto abaixava-se ao lado dela. No mesmo instante ela abriu os olhos. Ela abaixou o olhar e observou seu ferimento. Era grave e ela sabia disso. Na direção do seu útero, havia um corte perfeito como os que faziam em cesarianas, porém, este era devido a um estilhaço que ficou preso em sua pele. Ela sentia parte do metal atravessando seu útero e aquilo doía profundamente.

- Noite passada... Você me disse que fazia parte do corpo de membros de diretores do hospital... — ela iniciou uma conversa.

- Meu pai. — interrompeu-a. Suas mãos tremiam enquanto segurava o anzol e o nylon.

- Já é alguma coisa. — ela riu baixo, mas a dor a impediu. Ela engoliu seco. — Ainda tem aquela garrafinha de Whisky que me ofereceu ontem? — perguntou, um pouco preocupada.

- Ela nunca sai daqui. — disse ele, sorrindo para Jack. A garota concordou, lembrando de sua conversa no dia anterior. — Use um pouco nas suas mãos. Não tudo. — ela dizia e ele seguia suas instruções atentamente.

A terra tremeu novamente, era algo fraco, mas notável.

- Droga, queria que não tivéssemos acabado com metade dela ontem. — ele riu baixo.

- Agora jogue o resto aqui... dentro... — dizia ela entredentes. Seu corpo estava bastante aberto, mas o sangue dos ferimentos já estavam coagulando. Um urro de dor ecoou pela floresta oposta á praia no momento em que o líquido encostou no colo de seu útero.

Com muita dificuldade, o rapaz fazia pontos improvisados como os que via sua avó fazer quando costurou uma toalha para a mesa de Natal. Ele tremia constantemente e o trabalho não era bonito.

- Acho que vou desmaiar. — disse ele.

Um silêncio de poucos minutos cercou o lugar. Jack olhou ao seu redor, algumas pessoas já estavam andando, arrastando corpos para um lado da praia, reunindo-se. O único som que podia ouvir era a da respiração do homem nervoso que a costurava.

- No meu primeiro dia de internato... Quando estava na faculdade... Eu estava animada. Pensei que ia aprender a intubar...Fazer acessos, tirar curativos...

- Parece bem nojento.

- Então aconteceu aquele tsunami...

- O West Linger da California? — ele ergueu as sobrancelhas. Ela assentiu com a cabeça.

- Eu tratei de 40 pacientes diferentes naquele dia. Todos à beira da morte.

- Quantos morreram? — ele parecia curioso e impressionado com a história. Tinha certeza que Jack era uma excelente médica.

- Nenhum.

Mais um silêncio demorado. As mãos dele tremiam mais com a responsabilidade que tinha no momento. Já estava suturando a ultima camada de pele dela.

- Como? — ele questionava-se.

- Meu residente... seu nome era David Shephard. Ele me contou uma história antes dos pacientes chegarem. Ele me disse que antes do pai dele morrer, ele tinha uma prática interessante que o acalmava antes de cometer erros.

- Qual era? — ele parecia bastante interessado.

- Ele contava até 5. Eu conto até 4.

- E agora você me conta isso? — dizia ele, apontando para o ferimento. Estava costurado como uma criança costurava uma meia furada, mas era forte e resistente o suficiente para Jack levantar-se dali e correr novamente, se quisesse.

- Obrigada... — ela agradecia, tentando lembrar-se do nome do rapaz que conhecera na noite anterior. Mantinha o sorriso simpático mesmo com tanta dor.

- James! — uma loira baixinha gritava no fundo. Ela tinha a aparência daquelas meninas que todos idolatravam no colégio, mas mesmo assim era o tipo de garota enjoada demais para passar um dia ao lado.

- Gemma. — ele olhava para a loira observando seu estado. Sem ferimentos graves, a não ser o arranhão que ela tinha na bochecha. A loira pulou em seu colo, beijando-o. A expressão de Jack se fechou.

- Está sangrando?! Você está bem? — ela apertava as bochechas dele com certa preocupação. Gemma não se importava com ninguém além dela mesma e de James, mal notara a presença de Jack, completamente ferida e encharcada de sangue no chão.

- Não é meu. Estou bem, estamos bem. Certo? — perguntou à Jack.

- Certo. — ela sorriu de canto, sem muita vontade. — Eu... preciso descansar.

- Sim... — concordou James.

- É, parece que alguns de nós não aguentam a pressão de um simples naufrágio e precisam descansar. Outros, como eu, se aventuram em meio à selva em busca de um sinal em um transmissor o qual vai trazer o nosso resgate. Já posso ver amanhã na capa de todos os jornais: "Herdeira de Diamantes Gemma Winters salva sobreviventes de naufrágio.". — sonhava a loira baixinha. Seu sotaque britânico irritava Jack, que imaginava que com as roupas que a loira vestia, não ia passar da praia. James revirou os olhos com o comentário da parceira, logo saíram dali, indo reunir-se com os demais no litoral da praia.

A praia estava coberta por destroços, malas e corpos. Pouco antes do navio afundar, botes foram arremessados ao mar com algumas pessoas, juntamente com suas bagagens, mas não adiantou muito pois a tempestade pegou todos. Todas essas malas, botes e corpos flutuaram de volta para a praia.
Um grupo de homens juntou os corpos e empilhou-os próximos à floresta. Eram centenas. A maioria morreu devido ao afogamento, outra parte morreu durante a queda enquanto se jogavam, e a outra metade, durante a tempestade de raios, eletrocutados de forma cruel.

Um grupo de mulheres recolhiam as malas e tentavam achar algo útil para comunicação, mas não acharam nada além de roupas, brinquedos, inúmeros protetores solar e objetos de férias, como óculo escuros. Revistas e livros também vinham aos montes, mas nenhum meio de comunicação exceto o rádio que já tinham achado anteriormente.

Uma morena com postura de mandona usava um vestido curto roxo com várias pedras e efeito platinado. Seus olhos estavam carregados em uma maquiagem preta que, mesmo com toda tempestade e todo afogamento que passou, não saiu. Usava ankle-boots pretas que combinavam com seus acessórios de estilo rock-star. Estava acompanhada de um homem alto e forte com expressão de protetor. Ele tinha cabelos cor de mel e olhos intensamente verdes. Usava um smooking que já estava acabado por causa do acidente. Ele ficava atrás da morena com postura extra cuidadosa e protetora enquanto observavam o horizonte. Comunicavam-se sem olhar um para o outro.

- Você não vai contar à ninguém quem eu sou, Clint. — ordenou a morena.

- Você tem minha palavra, "princesa" — respondeu Clint.

- É Charlotte. Apenas Charlotte. Aprenda meu nome. — ela virou-se para ele, encarando-o bem de perto, agora olhando-o nos olhos. — Acharam um transmissor. Estão se reunindo agora, na parte mais alta da praia. Eu já falei com a garota Mohamed e com a Pantera. Eu vou junto deles procurar resgate e se eu vou...

- Isso significa que eu terei de ir atrás de você. — interrompeu-a.

- E ficar absolutamente quieto sobre quem somos. A partir de agora só atenderei por Charlie. Você sabe o protocolo.

- Sim, Charlie. — disse Clint enquanto afrouxava sua gravata. Os dois se aproximavam da praia, onde as outras pessoas se reuniam aos poucos.

No topo da parte mais alta da areia da praia, duas garotas esperavam todos se reunir. Uma delas era uma coreana alta de corpo super magro. Tinha cabelos longos, pretos e lisos que batiam até sua cintura. Ela vestia uma roupa preta apertada e parecia uma guerreira asiática de filmes. Ao seu lado, estava uma outra mulher que parecia ser muito próxima dela. Esta, tinha aparência como uma islâmica daqueles documentários sobre guerra que vê-se na televisão. Sua pele era de um moreno claro, seus cabelos também eram lisos, mas de um tom de negro semelhante ao da amiga coreana, que por sinal, segurava um machado do tipo que fica perto de extintores de incêndio.

Poucos minutos depois, podia-se ver Jack subindo com a ajuda de James. Gemma não gostou da situação, mas logo se juntaram às meninas.

- Quem diabos é você? — perguntou a asiática para Jack.

- Sou Jackeline e salvei metade das vidas que está vendo aqui. Então se está planejando levar boa parte delas pro meio do mato pra procurar resgate, acho que tenho direito de saber seu plano.

- Somos Kwon e Jarrah. Agentes da força coreana de inteligência. Eu, Seraphine Nadja Jarrah, sou apenas a cabeça dessa equipe. Ela, Ji Yeon Kwon é o corpo...

- E eu posso ser a beleza, que maravilha, vamos todos ter um papel. — dizia Alex, o loiro com braço quebrado, assim que subiu na parte mais alta da praia, juntamente estava Charlotte, com Clint atrás dela.

- Vocês já pararam de brincar de "Quem manda na ilha da fantasia" e se preocuparam em tirar a gente daqui? Porque essa é a minha preocupação. — Charlie deu uma pausa curta. — Quem tem o rádio?

- Eu. — disse a morena islâmica.

- Ótimo, molho curry. Qual é o seu plano? — Charlie perguntava ironicamente.

- É Seraphine e eu estou prestes a contar.

As pessoas os encaravam atentamente e ansiosamente. Não faziam ideia do que estava acontecendo e tudo que queriam era voltar para casa.
— Olá, sobreviventes do naufrágio "Descendents". O que para muitos de nós era um fim de semana de diversões, se tornou um acidente trágico. Éramos 300 a bordo e aqui, somos 23 sobreviventes. — ouve um murmurio de surpresa dos ouvintes que abriram suas bocas em uma expressão de susto, surpresa e terror. — Mas não devemos sentar e discutir onde estamos ou quantos morreram. Temos que procurar ajuda e voltar para nossas casas. Para nossas famílias e para a nossa vida. — completou Seraphine.

- Achamos um transmissor e podemos usa-lo para contatar ajuda. Se conseguirmos, ficaremos a um passo de voltar para casa. Infelizente essa... ilha tem montanhas muito altas que impedem o sinal de percorrer bem. Por esse motivo estamos aqui, convocando vocês para um grupo o qual estaremos subindo nessas montanhas à procura de sinal. Gostaríamos de ter alguém que... lá na "vida real" trabalhasse com saúde, outra pessoa que saiba lidar com segurança, como um policial ou oficial. Pessoas que queiram ir e ajudar também serão bem-vindas, mas não queremos ultrapassar um grupo de 6 pessoas para nossa própria segurança. — coordenou a coreana.

- Em 4 de abril, nosso cruzeiro estava em seu primeiro dia de festa e diversão. No cair da noite, muitos aqui festejavam suas causas pessoais, mas uma tempestade fez com que naufragássemos. Poucos viram, mas o navio partiu ao meio, uma parte foi engolida pelo redemoinho formado pela água. Uma onda gigante afundou os botes salva-vidas e uma tempestade de raios eletrocutou impiedosamente centenas de corpos que estavam na água. Essas pessoas morreram como guerreiros tentando salvar suas vidas e nós sobrevivemos. Tudo que queremos agora é voltar para casa. — ela deu uma longa pausa, pegando o rádio transmissor. — Quem se voluntaria? — perguntou Seraphine.