Lost Over Time
2 Cap 2 - A multidão e o velho do olho cortado
Notas iniciais
Lost over time
Cap.2 – a multidão e o velho do olho cortado.
Logo alcançamos o final do túnel e oque vi por algum motivo não me surpreendeu, estávamos na ilha, aviamos apenas a atravessado. Mas algo estava errado, eu não sabia direito oque era mais algo estava errado.
–Ah, achei que iriamos a algum lugar mais legal, mas apenas atravessamos a ilha. –Falou Helena.
–Não, algo aconteceu. – Falei — olhe para trás não tem nem um túnel apenas a floresta.
–Então como viemos parar aqui? – Perguntou Nabu.
–Sinceramente eu não sei, mas não estou gostando nada disso. –Falei
Helena e Nabu não pareciam muito assustados apenas estavam um pouco surpresos com o acontecido.
–Bom pela posição do sol, já deve ser meio dia, oque acham de irmos até a praia comer algo e depois voltamos para investigar? –falou Helena.
Eu Assenti com certo receio, mais achava que não poderia piorar muito. Nadamos até a praia, era a mesma, mais algo estava diferente, talvez algo na cidade mais eu não sabia dizer muito bem por estarmos longe.
–Cara, esta não é a nossa cidade, mais eu tenho certeza que fiz o caminho certo. –Disse Nabu um tanto surpreso.
–Você fez o caminho certo Nabu, posso dizer pela montanha, é a mesma. –Respondeu Helena
–Hey, fiquem calmos Okay? Vamos apenas falar com o povo da cidade. –Falei.
Enquanto íamos subindo a ladeira para a cidade eu ia notando que estava tudo diferente, era a mesma cidade mais as construções estavam totalmente diferentes, menos uma, a primeira construção da cidade, o prédio municipal, ele foi feito no século XIII por Willian Gundan.
–Hey, porque esse povo está olhando para gente? –Perguntou Nabu.
–Não sei, mais não parece ser boa coisa. –Respondi.
Varias pessoas estavam se reunindo a nossa volta, formando uma espécie de corredor pela rua, algumas delas nos fitavam boquiaberta outras murmuravam algo que eu não podia ouvir, mais a maioria nos lançavam olhares de puro ódio.
Chegamos até a praça do centro da cidade, vi algo muito diferente e nada amigável, era uma plataforma de execução de aço inoxidável, ela tinha uns 20 metros de altura e uns três de largura.
–Hey pessoal, essa não pode ser a nossa cidade. –Falou Helena.
–Não, não pode ser. –disse Nabu.
–Não pode ser mais é, o prédio municipal é o mesmo, com as mesmas escrituras na parede. –Respondi tentando manter a calma mediante a tudo oque acontecia.
Eu particularmente estava com muita fome, mas a multidão a nossa volta não colaborava para que pudéssemos encontrar algum lugar para comer, à medida que o tempo passava mais pessoas iam se juntando a nossa volta, até que um deles resolveu gritar conosco:
–Oque você está fazendo aqui demônio, este não é o seu lugar, você deveria estar morto.
Aquilo me deixou um tanto assustado, ele me olhava com ódio e desprezo, parecia ter dito aquilo especialmente para mim.
–Oque ele quis dizer com isso? –Perguntei.
Antes que algum deles respondese, antes mesmo de eu argumentar algo ele gritou novamente, mas desta vez não falou comigo:
–E vocês dois oque fazem ao lado deste demônio, não sabem que os que o ajudarem também serão executados.
Eu não sabia sobre oque ele estava falando mais parte de mim começava a acreditar naquelas palavras.
Logo em seguida antes mesmo de eu falar qualquer coisa ele murmurou algo com a multidão e saltou para cima de mim, ele era muito rápido quase não pude esquivar.
Eu não pensei em nada apenas me esquivei de seus ataques e só tive tempo para falar para meus amigos:
–Corram para o beco.
Corri o mais rápido que pude mais eles continuavam na nossa cola, logo que chegamos ao beco percebi que minha sorte me traíra mais uma vez, era um beco sem saída.
Corremos até o fim quase sem esperanças até que uma porta se abriu e alguém nos puxou para dentro.
Estava escuro naquela sala, a multidão rugia do lado de fora e eu não sabia por que, eu estava assustado, não sabia onde estava e não sabia oque fazer em seguida.
–Vocês não deveriam estar aqui. –Disse um homem encapuzado na parte mais escura da casa, sua voz era grossa e estridente.
–Desculpe-nos senhor mais nós não sabemos onde estamos. –Falei.
Ele usava um sobre tudo preto todo rasgado, parecia ter sido pisoteado por uma manada de elefantes, a única coisa que eu podia identificar além do sobre tudo era sua enorme barba branca, ele não era muito alto, tinha poucos centímetros a mais do que eu.
–Vocês estão no hawai, provavelmente vieram de algum lugar perto daqui, a única diferença é que vocês vieram de um universo diferente.
No momento achei que ele estivesse louco ou algo parecido, mas pelo seu tom de voz ele falava a verdade e eu não iria dizer que ele falava mentiras, então apenas perguntei:
–Como assim “Universo diferente”?
Nabu e Helena nos fitavam atentos, tentando entender oque falávamos.
–Cada pessoa nasce em um universo com um destino, mas não existe só um universo, existem incontáveis universos, e cada um deles existe uma pessoa igual a você oque muda é o destino que ela ira seguir. Um universo um destino, outro universo outro destino.
–E qualquer um pode simplesmente viajar de um universo para o outro sem nem um preço? –Perguntei.
–Não, não tem certo preço. Mais apenas os deathers podem passar de um universo para o outro, aqueles que não são deathers podem chegar à barreira e simplesmente não passar ou morrer no meio da travessia, não se tem um preço, pois para se tornar um deather já se paga um alto preço, você deve presenciar a morte da pessoa que você mais ama no mundo, então quem vocês perderam?
–Bom, eu não falo muito disso, não é uma lembrança boa, mas eu presenciei a morte dos meus pais. – Falei tentando não relembrar aquilo.
–É, Comigo também a mesma situação. –Disse Helena.
–A cara, eu não sabia que vocês também tinham presenciado a morte dos seus pais. –Falou Nabu.
Fiquei surpreso pelos dois também terem presenciado a morte dos pais e me senti horrível por quase tê-los matado, e se eles não fossem Deathers e tentassem atravessar a barreira?
–Bom minhas condolências, foi uma grande perda para todos vocês, mas de qual universo vocês vieram?
–Desculpe a minha ignorância senhor mais eu não tenho a mínima ideia do universo do qual viemos. –Falei.
Ele parou de falar e ficou um tempo nos fitando atentamente como se nos analisasse e finalmente falou.
–O fato de vocês não saberem nada sobre os universos alternativos quer dizer que vocês são do universo ZERO oque é difícil de acreditar, já que o universo Zero é o único que não tem consciência dos outros e pior não tem a mínima consciência da magia, não sei como vocês vivem sem ela, confesso que no começo achei que vocês fossem renegados mais parece que não.
Magia, renegados eu estava muito assustado com tudo aquilo mais resolvi perguntar uma coisa de cada vez.
–Como assim renegados? –Perguntei
–Os renegados são aqueles que são expulsos do seu universo, a maioria morre por não serem deathers, bom estamos conversando a um bom tempo mais ainda não sei o nome de vocês. Como se chamam?
–É falta de educação perguntar o nome de uma pessoa sem dizer o seu primeiro, você ao menos mostrou o rosto. –Disse Helena.
–Helena, não precisa disso tudo. –Falei.
–Tudo bem meu rapaz.
Ele tirou o capuz e veio mais perto para que pudéssemos ver o seu rosto.
Ele era velho, eu chutaria uns 100 anos se não fosse pelo corpo saldável, seus cabelos eram brancos como a neve, muito lisos e bem cuidados, ele tinha uma cicatriz de batalha cortando o olho esquerdo, parecia com um corte de lamina.
–Meu nome é Zereus Karios Zaresh, e o de vocês?
Quando escutei aquilo quase cai sentado, aquele era o nome do meu avô, ele havia desaparecido há uns dez anos, um mes antes da morte dos meus pais.
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