Lost Over Time

1 Cap 1 - A caverna.


Notas iniciais
Todos os capítulos serão narrados pelo personagem principal, neste capítulo nada de ação, mas nos próximos prometo muito mais ação.

Boa Leitura.

Lost over time

Cap.1- A caverna.

Era uma manha quente no Hawai oque era normal nesses dias de verão, fazia uns 32°C e Lion particularmente estava derretendo.

Desde os tempos imemoriais os membros da família Zaresh não gostam de calor e Lion era um deles.

– Ah! Que calor. – Falei

– É mesmo, está muito calor, acho que poderíamos ir à praia depois do café da manha, não acha? –Disse Nabu.

Nabu é meu único amigo desde que meus pais morreram conheci ele aqui no orfanato da cidade, nós dois sempre fazemos coisas juntos e sempre ajudamos um ao outro.

– Sabe, não acho uma má ideia. –Respondi.

–É, vamos à praia da rocha. – Falou Nabu entusiasmado.

Eu assenti e fui lavar o rosto, a agua estava morna por causa do calor, descemos e saímos pelo saguão principal.

–Oque quer comer hoje Nabu? – perguntei.

– Não sei, pode ser Pão de queijo.

–Mas nós comemos pão de queijo ontem, vamos comer ovos e bacon hoje.

Nabu assentiu com um falso sorriso no rosto, ele adora pão de queijo.

Chegamos à loja e fizemos o pedido, o garçom olhou torto para nós, deve ter sido pelas roupas, mais tudo bem já estávamos acostumados.

Terminamos de comer e tentamos sair escondidos, não tínhamos nem um tostão, mas logo o garçom percebeu e veio correndo aos berros atrás de nós. Corremos até ele se cansar e paramos para retomar o folego.

–Sabe Nabu, um dia terei tanto dinheiro que poderei comprar todo o restaurante e nunca mais olharão torto pra nós. –murmurei fitando as nuvens.

–Sei.. Deixa de sonhar Lion você mal sabe soletrar o seu nome.

–Hey, Maldito é claro que eu sei, sou muito mais inteligente que você.

Olhei para Nabu e caímos na gargalhada.

– Bom, vamos a praia então. –Falou Nabu contendo o riso.

Assenti olhando para o estranho cabelo de Nabu, era louro e brilhante mais por algum motivo nunca estava arrumado, Nabu tinha uns 1,72 não era muito mais baixo que eu, talvez uns cinco centímetros, mais oque realmente me intrigava era sua pequena cicatriz logo a baixo do olho esquerdo, era um pequeno corte com algumas marcas de pontos como um corte de espada. Ele nunca me contou oque ouve então cansei de perguntar e deixei pra lá.

Chegamos a praia da rocha, a areia estava quente sobe os nossos pés e o mar azul brilhava sobe a luz do sol juntamente com os coqueiros, em conjunto tudo formava uma paisagem perfeita.

– Oque está havendo ali? – Perguntou Nabu apontando para um quiosque.

Olhei para a direção que ele havia apontado e não gostei muito do que vi.

–Aquela não é Helena? -perguntei.

–Sim, é ela mesma, Maldita estragou nosso dia na praia. – falou Nabu desanimado.

Helena era nossa companheira no orfanato, mais ela era muito encrenqueira, uma vez arrumou briga com um cara que passou nossa frente na fila do parque de diverssoes.

– Ah cara não fala assim, ela não é tão má. – falei fitando-a.

–Vai vamos tentar passar despercebidos. – Disse Nabu esperançoso.

No começo estava dando certo até Nabu pisar em uma concha e soltar um berro, ela nos viu e nos arrastou para ajuda-la na discussão.

–Vai me ajudem a explicar para esse velhote a diferença de Peru e Tofu. – Falou Helena com certa seriedade.

–Ah Helena deixa isso pra lá ele só confundiu os nomes. – Falei tentando conforma-la.

–É, agora vamos nadar, vamos Lion. – Disse Nabu me Puxando.

– Bom, ja que ele nao tem tofu vou com vocês. – Disse Helena fitando o mar.

Nabu não gostou da ideia mas ela nos seguiu mesmo assim, Helena tinha cabelos na altura do ombro e negros como a noite tinha olhos castanhos muito intensos e penetrantes era baixinha tinha 1,60 (mas não podíamos sequer pensar na palavra “baixinha” perto dela que ela virava um verdadeiro monstro raivoso). Ela tinha uma pequena marca no braço esquerdo, ela dizia ser marca de nascença, não é nada demais apenas algo que à marca, eu não tenho nada disso nem cicatrizes nem marcas de nascença, Bom exceto aquela mais ninguém a vê, apenas eu.

–Hey, vamos Lion não vai vir com agente? — perguntou Nabu.

– Ah Nabu, você sabe que não sou muito fã do mar né? – Respondi.

– Vamos Lion, Hoje é sua vez de escolher o caminho. — disse Helena.

Há três meses encontramos uma ilha com uma caverna enorme sempre que faz calor nos vamos lá, eles nunca me deixam escolher o caminho porque tenho má sorte, bota má sorte nisso.

–Esta bem, vamos então. –Falei.

Para chegar lá precisamos nadar uma boa parte da praia, talvez uns 200 metros, mas não é problema nos três nadávamos muito bem.

A ilha era coberta de arvores, grande parte frutífera. Para chegarmos à caverna precisávamos andar uns 15 minutos na floresta oque nao era tarefa facil, as arvores da ilha eram muito juntas e o mato um pouco alto. Mais logo avistamos a caverna, por fora era uma gruta de uns 2,5 metros de altura feita de pedras negras, mas por dentro ela ficava enorme, talvez porque ela seja subteranea apesar da entrada na superfice.

–Cara essa caverna sempre me da arrepios. – Disse Nabu.

– Deixa de ser marica, aja com um homem. –Falou Helena um tanto indignada.

Eu também não gostava da ideia de entrar lá mas eu não podia demonstrar medo, eles me viam como um líder, oque iriam pensar se a pessoa que eles veem como líder tem medo de tomar decisões ou entrar em cavernas escuras?.

– Bom Lion, Por qual caminho vamos? – Perguntou Nabu.

–Pela esquerda, -Falei um pouco hesitante – Vamos pela esquerda.

–Já que você vai escolher o caminho va na frente. – falou Helena.

Assenti meio tremulo algo estava errado, com o meu azar já era pra algo ter dado errado, tudo que eu faço dá errado por esse motivo eu deixo um dos dois ir à frente.

Andamos por um bom tempo e vimos varias coisas legais como um lago de agua muito cristalina e alguns peixes que eu nao sabia idenficar, mas logo seguimos em frente.

–Ahn? Oque é isso, um beco sem saída? – Falou Nabu.

–Hey, isso aqui parece uma alavanca. – Falei.

Puxei sem pensar em nada, eu sabia que não devia mais puxei.

–Ahn? Não faz nada? –Perguntei um tanto surpreso.

–Por sorte não é uma armadilha. – Disse Helena.

Ah. Foi só ela dizer a bendita palavra “sorte” que a pedra que tapava o nosso caminho se moveu revelando um Túnel com uma fresta luz ao fundo.


Notas finais
Espero que tenham gostado, é minha primeira fic e não sou muito bom com gramatica mais tamo ai tentando né, se quiser deixe um comentário sobre oque achou e oque devo melhorar.