Lost Memories - Versão Violetta
3 Tentativa de Fuga
Notas iniciais
Gregório olhou para Naty de forma presunçosa. O homem havia criado ela há um ano atrás poucos dias depois da sua morte para testar sua experiência, mas não achava que ela era tão especial e importante assim como Violetta. O cientista pensou e repensou no que fazer com a garota, e finalmente decidiu que iria dar um jeito de se livrar dela. Gregório se aproximou e sorriu falsamente.
— Sim Naty querida, eu tenho muito apreço por você, e chegou a sua hora de me mostrar seu valor. Tenho uma missão muito importante designada para si. — Falou, com voz doce e sorriso largo, parte da farsa.
Mas o que Gregório não sabia que sua criação era muito mais poderosa do que ele imaginava, e por isso Naty conseguia ler mentes e saber de todo o plano do cientista. Irritada, a morena se levantou rapidamente. Seus olhos ficando vermelhos de fúria. Naty esticou seu braço e começou a dar choques de alta voltagem no vilão, que agonizava, não esperando essa revolta dela.
— Você acha que eu sou fácil de enganar mas tá enganado. Sou muito mais esperta do que imagina. E não vou deixar você me fazer de gato e sapatos. CHEGA! Você ter salvo a minha vida, mas preferia ficar morta do que ser seu fantoche. Ate nunca mais. — A morena esbravejou, enquanto continuava com os choques. Ela estava cheia de ódio, e sentia que com mais um pouco de eletricidade acabaria por matar o médico. Vendo que Gregório estava desmaiado, a morena voltou a si. Ela podia ser tudo, mas não era assassina. Naty se levantou e abriu a cela com um choque. A garota sorriu. Finalmente teria a tão sonhada liberdade. Mas o sorriso dela se desfez quando ouviu o alarme do hospital. A garota correu o mais rápido que suas pernas permitiam. Não podia perder essa oportunidade de ser livre.
O beijo entre Vilu e León continuou, ate que a garota deu um choque no jovem, que se afastou bruscamente, parecendo ofendido.
— Porquê fez isso sua louca? Podia ter me matado. — Reclamou ele, irritado.
Violetta riu.
— Quem você pensa que e pra sair me beijando assim hein? Além do mais um choquezinho de nada não faz mal. — Debochou.
León se aproximou dela agarrando seus braços fortemente.
— Você e minha ouviu? Só MINHA. — Disse o jovem cientista, a beijando novamente. Irritada, ela lhe deu mais um choque, dessa vez mais forte, que fez León voar e bater a cabeça na parede.
— SAI DE PERTO DE MIM! — Exclamou ela, completamente furiosa com o rapaz. Aproveitando que ele estava desnorteado, Violetta fugiu rapidamente da sala.
Diego e Camila finalmente o escritório de Gregório depois de muita procura e entraram no local sorrateiramente.
— Fica na porta e me avisa se alguém se aproximar Cami, como combinamos. — Pediu Diego, enquanto começava a remexer na papelada do cientista, procurando algo que achasse relevante.
— Diego, acho melhor darmos o fora daqui. Não ouviu que o alarme tá soando, algo muito grave deve estar acontecendo. — Notou Camila, com medo.
Diego olhou para a amiga. Ela sempre foi a mais medrosa dos dois, desde a infância. O moreno se lembrava claramente de um dia em que os dois haviam ido acampar na floresta com os pais de ambos, e Camila se borrou de medo de uma cobra, enquanto ele a pegou no colo e começou a brincar, sem temer o animal. Diego sorriu ao se lembrar disso.
— Nada disso Camila, agora que estamos aqui não iremos saber sem encontrar alguma pista. Você sempre foi muito medrosa, e parece que isso não mudou com o passar do tempo. — Disse ele, rindo.
Camila riu.
— Me lembro muito bem daquele episódio da cobra. Você brincando com ela em seu colo e eu berrando feito louca sendo que o maluco ali era você. — Retrucou ela.
— Eu não era maluco coisa nenhuma. Cobras são animais fascinantes. Um dia ainda vou fazer você pegar uma no colo. — Desafiou Diego, se divertindo com a cara de horror que Cami estava fazendo.
— Que horror! Nunca que eu vou pegar uma cobra no colo. — Disse a ruiva, tremendo só de pensar nisso.
— Veremos se não fará isso. — Revidou ele, rindo.
De tão absortos que estavam na conversa os dois amigos não ouviram os passos de alguém se aproximando. Por isso, quando viram o trinco girar Camila e Diego se entreolharam, assustados. Não tinham a menor ideia de como fariam para não serem pegos. Ate que o garoto teve uma ideia meio ousada. Não sabia como Cami reagiria, mas teria que fazer isso. Diego se aproximou da ruiva e capturou seus lábios num beijo doce, mas voraz a surpreendendo. A porta do escritório se abriu e Tomás entrou, se deparando com o "casal" que se beijava de maneira quente.
— O que acham que estão fazendo? — Vociferou o jovem, assustando os dois amigos e fazendo com que se separassem. Diego e Camila se olharam, envergonhados.
— Desculpa moço, eu e minha namorada não nos víamos fazia muito tempo, e como estava morrendo de saudades dela a trouxe para ca para namorarmos um pouco em paz. Você entende isso ne? Por favor, não diga nada pro senhor Gregório. — Mentiu Diego.
Camila suspirou. Por um momento a ruiva achou que o moreno a tinha beijado por vontade própria, mas agora percebia que era tudo parte de uma atuação. Camila sabia que nunca teria o amor de Diego, pelo menos não da maneira que ela desejava.
Tomás ficou envergonhado. O jovem aprendiz de cientista não sabia o que fazer ou dizer pra esse casal. Como ele sonhava ter uma namorada que o olhasse como a garota ruiva olhava pro namorado. Mas isso estava longe de acontecer. Tomás suspirou e sorriu, decidindo que ajudaria o casal.
— Tá bom, não contarei nada pro meu chefe. — Falou. — Mas por favor, que isso não se repita senão quem se ferra sou eu. — Acrescentou.
Diego sorriu para a amiga, que o olhou torto. Chateada e querendo provocar ciúmes no amigo, ela se aproximou de Tomás e o abraçou carinhosamente, lhe dando um beijo na bochecha.
— Muito obrigada moço. — Sorriu.
Tomás ficou encantado pela ruiva.
Naty corria pelo hospital tentando desesperadamente uma saida, mas parecia que o local era um labirinto. Vilu também estava na mesma situação. Ate que as duas acabaram esbarrando uma na outra, e isso fez com que ambas levassem um forte choque.
— Desculpa. Não foi minha intenção te machucar. — Falaram as duas ao mesmo tempo, acabando por rir da situação logo em seguida.
— Sou Naty. — A morena de cabelos cacheados se apresentou, sorrindo.
— Prazer Naty. Sou a Violetta. — Respondeu ela, retribuindo o sorriso.
— Eu estou tentando achar uma saida pra fugir deste lugar horroroso. — Explicou Naty.
— Que coincidência. Eu também. — Vilu comentou. — Posso fugir com você? — Perguntou.
— Claro. — Respondeu Naty.
— Nenhuma das duas vai a lugar algum. — Disse Gregório, olhando para elas com ódio e preparando sua arma para atirar dardos tranquilizantes. Ela não podia deixar que aquelas duas fugissem.
As duas novas amigas se olharam, assustadas. Mas ambas se comunicaram por telepatia e tiveram uma ideia. Violetta e Naty uniram suas mãos, unindo assim seus poderes e criando um campo de energia muito poderoso, que atingiu o vilão em cheio. As duas sorriram e pegaram a arma de Gregório, caso precisassem usar e continuaram tentando achar uma porta pela qual pudessem sair do hospital de uma vez por todas.
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