Notas iniciais
Música: http://www.youtube.com/watch?v=k4pBY1zqi5o&list=PLE937AA8F23058F2B Boa leitura ^^ Desculpem-me a demora.

– Me chamaram? — A garota de fios verdes se levantava, dando um sorriso gentil em direção ao de fios roxos. — Deviru. Onde está o portador Hunter?

– Deveria perguntar isso para essa garota. — O rapaz apontara as correntes em direção a de fios negros, que se levantara.

– Hunter... Crow. — Disse ela, apertando as mãos em punhos. — Por que precisam tanto dele? Vocês, do Reino de Asker, parecem ser tão independentes a ponto de precisarem dele.

Deviru sentiu seu sangue esquentar, pela primeira vez, estaria sentindo raiva.

– Seria ele... Um traidor? — Ela sorriu, e sentiu a corrente perfurar um pouco de sua pele, mas não causou nenhum dano.

– Cale a boca. — O de fios roxos murmurou.

– Ei... Estou certa, então? — soltou uma leve gargalhada, tocando nas correntes. O rapaz tirou a arma de perto da menor, e agora ele tinha um leve curvar de lábios.

– Fica tão feliz com isso? — Seu sorriso parecia um pouco maior, chegando a ser insano.

– De toda a forma — interrompeu Chii. -, já que estamos todos aqui, que tal irmos até Asker logo?

– Isso é brincadeira, certo? — Iris ganhou atenção dessa vez. — Tantas áreas foram desbloqueadas, e vocês querem ir até o Reino onde, provavelmente, seremos massacrados?

– Primeiramente... — Começou o de fios roxos, se aproximando da menor, e se abaixando um pouco, encarando os olhos esmeraldas. — Nosso foco é Asker. Não nos importamos com os perigos que enfrentamos, apenas com algo que está escondido no Reino.

– Ei, você está falando demais! — A garota de fios esverdeados se aproximava do outro, fazendo-o dar um passo para trás e bufar. — De toda a forma, não vamos forçar vocês a nada e--

– Eu topo. — A voz grossa no local soou como um eco. O rapaz de fios acinzentados, o arqueiro. Se aproximou de Chii e Deviru, olhando com curiosidade para a de fios verdes. — Você me parece ser familiar...

– Digo o mesmo... — Ela disse, observando o outro. — Você só jogou no Solo, ou já teve alguma guilda?

– Para ser sincero, fiz parte de uma Guilda, mas já faz tempo.

– Eu sabia... — A garota sorriu de forma alegre, ficando na frente do outro. — Você! Twin!

Hallow sorriu de forma travessa.

– Twin? — sua voz grossa parecia ter perdido o tom autoritário, e deixou escapar um leve sorriso pelos lábios.

– Reencontros são tão estranhos. — Essa era a voz do rapaz de fios brancos.

– Por que "estranhos"? — Dessa vez, o garoto de fios negros e olhos vermelhos, perguntara.

– Não passaria, nem por um segundo em minha cabeça, que alguém como Halloween poderia fazer parte de alguma Guilda, mesmo no passado. — retrucou Nate.

– Mas isso não faz o encontro dele e da Chii algo estranho, faz? — All perguntou novamente.

– Não é isso... — falou em um tom baixo. — Algo me parece estranho. A aura da controladora do Elemento Água.

– O que quis dizer? — o outro perguntou pela terceira vez, dando continuidade ao diálogo fechado.

– Se existe alguém assim, controlando Água... Devem existir mais pessoas que controlam outros elementos.

Ao dizer essas palavras, viu o seu amigo arregalar os olhos.

– Isso é m-muito ruim?

– Depende muito. — Iris se metia na conversa, assustando o de fios brancos e o de fios negros.

– Está ouvindo desde que parte?! — Nate perguntara, arregalando os olhos.

– Depende muito da mente de quem controla. Se for alguém que só pensa na própria merda, não podemos aceitar como alguém "do bem". Se for alguém que sabemos que podemos confiar, é outra história. — Continuou a ruiva, ignorando a pergunta do rapaz. — Aliás, garotos deveriam conversar mais baixo.

– De qualquer forma... — Começou Wendy. — Eu estou aqui para ir com a Chii-senpai, e preciso ir. — uniu-se com o grupo, sendo formado por Chii, Deviru, Bad e agora Wendy.

– E vocês? — A garota dos fios verdes perguntou.

– Eu vou-- — Antes que pudesse terminar de falar, All fora interrompido:

– Eles irão comigo! — Meddie se sobrepôs.

– O que pensa que está fazendo?! — O rapaz retirou as correntes, apontando em direção da testa da outra.

– Existe um local desconhecido por vocês, que poucas pessoas conhecem. Lembro de ter ido por lá algumas vezes, Evee e Hunter sempre me acompanharam pelo local.

– Conheceu Hunter?! — Nate perguntou, parecendo estar preocupado.

– Sim. Éramos bons amigos. Mas isso não vem ao caso. — respondeu, apertando suas mãos em punhos. — All, Iris, Nate, vocês irão comigo?

– Eu vou! — A ruiva caminhou em direção da outra. — Como disse antes, seria ótimo se explorássemos outras áreas.

– Eu também vou — disse o de fios brancos e olhos vermelhos. -, mas com uma condição: Diga-me o que sabe sobre Hunter.

– Feito. — respondeu, olhando agora para o rapaz de fios negros. — Allastayr...?

– Controladores de Elementos podem deixar a desgraça escapar... — murmurou ele, parecendo estar guardando algumas palavras consigo mesmo.

– O que disse? — Iris perguntara.

– Uh? — Virou seu olhar para a ruiva. — Nada, nada. Eu vou com vocês!

– Então... Deviru, Chii. Levem a Kasai-sama para um local seguro de Asker. Buscaremos aquela pessoa, e voltaremos o mais rápido que pudermos. — Meddie pediu. — Hallow... — esse sorriu. — Não ande tão confiante, ainda teremos uma revanche pela última batalha.

– Ora, está querendo perder de novo?

– Dessa vez, não vou pegar leve. — Sorriu, abrindo o livro. — Purificent: Vulpile. — Ao terminar de pronunciar tais palavras, um lobo negro surgira do chão, parecia ter o dobro da altura de All e Hallow juntos. — Ora, subam nele.

– Ele aguenta? — Nate perguntara, subindo no animal, acompanhado de Iris e All.

– Está vendo o tamanho dele? É claro que aguenta. — A ruiva respondera. — Não vai subir, Meddie?

– Não, eu preciso guiar ele andando mesmo. — Pegou uma corrente que estava ligada a coleira do animal. — Ele foi um presente de Evee. — Seu tom de voz estava fraco, mas ainda conseguiu abrir um leve sorriso.

Todos se despediram do grupo que iria para Asker, enquanto os outros iriam para o local desconhecido.

O caminho era extenso, mas mesmo assim, valeria a pena. Passaram pela cidade de Húniro e, finalmente, Henéria.

– O que estamos fazendo aqui? — O rapaz de fios brancos perguntara, recebendo um olhar de puro ódio da garota.

– Silêncio! — Disse ela.

Antes que Nate pudesse rebater, o Lobo havia sumido, e os três caíram ao chão.

– Merda... — Murmurou a de olhos vermelhos. — Não dava para ficar sem falar por mais cinco minutos, Nate?!

– O que houve?!

Antes que desse tempo para a outra responder, o chão começara a tremer.

– Sentem no chão! — Pediu a de fios negros, vendo todos fazerem.

– O que é isso? — A voz de Iris sobressaía-se, e eis que ela removia um machado da mochila.

– Haika's?! — All gritava, segurando na bainha, pronto para retirar as espadas. — E como um machado pode caber em sua mochila?!

– O que são Haika's? — Iris perguntou novamente, agora segurando firme no machado.

– São guardiões de passagens secretas, mais conhecidos como Andarilhos. — Disse Nate, tirando apenas uma de suas pistolas, e se apoiando no chão com outra mão. — Isso quer dizer que... Estamos entrando em um local desconhecido?!

Antes que alguém pudesse o responder, um vulto branco passara-se por sua frente. Pareciam ser inúmeras sombras amareladas, e não faziam dano algum aos seres ali. Entretanto, todas as sombras uniram-se e formaram um grande pássaro em tons brancos e amarelos, com os olhos verdes.

– Isso vai ser divertido! — Disse All, sorrindo confiantemente.

O chão enfim parou de tremer. Todos se levantaram. Allastair retirou a espada da bainha, Iris colocou-se em posição de batalha junta com seu machado, Nate retirou as duas pistolas, apontando-as para a criatura, e Meddie colocou a luva em mãos, ainda sem ativá-la.

A de fios negros abriu o livro, repetindo três vezes:

– Purificent.

Degraus em formas de setas foram feitos, em uma coloração avermelhada. A menina olhou para o garoto com a katana, como se fosse uma mensagem automática: Suba. Assim fora feito, o rapaz começara a pular de seta em seta, na medida em que cada uma delas sumia aos seus passos. Por enquanto, Nate mirava apenas nos olhos da criatura, que pareciam estar fixos no vulto negro de olhos vermelhos que se movimentava rapidamente, All. Iris estava do lado da outra garota, pronta para qualquer Plano B.

Então, All se apoiou no bico do pássaro, e deu um grande salto, o que fez o animal levantar o olhar, dando tempo para Nate acionar o gatilho. Duas balas azuis foram lançadas em direção aos olhos da criatura. Acertaram.

Entretanto, o animal não caíra morto. Apenas começara a se debater no chão.

– Iris, acerte no bico. — Murmurou Meddie, vendo a outra assentir sem mais nem menos.

A ruiva correu em direção ao animal imóvel, e apenas fez um grande e fundo corte no bico, o fazendo partir em dois. A menina arregalou os olhos, nenhum tipo de sangue saía do bico. O animal fora sumindo aos poucos, deixando apenas uma bolsa com Kruhon's. A garota pegou a bolsa, e caminhou em direção ao grupo.

– Essa foi bem rápida. — Disse Allastair, parecendo estar decepcionado. — Nem gastamos itens. — Colocou as mãos nos bolsos.

– Não é isso... — Murmurou Nate, caminhando em direção a um pequeno portão, no fim de Henéria. Viu um vulto passar-se. — Ei, espere! — Correu em direção ao vulto.

– Nate! — Iris, All e Meddie gritaram em uníssono.

O rapaz de fios brancos continuou a seguir o vulto, e então, bateu a testa no... Nada?

– O que é isso? — Colocou as mãos em algo que parecia ser transparente. — Uma parede de vidro? — Socou levemente. — Não... É mais resistente.

– Quem é você? — Uma voz grossa surgiu detrás do garoto. Ele virou-se, se deparando apenas com uma figura alta, olhos castanhos claros, fios de cabelo negros, com tons de azul escuro nas pontas, e com um semblante sério.

– Meu nome é Fushimi. — respondeu, apertando as mãos em punhos. — Por que estava me seguindo?

– Eu sou curioso. — Sorriu.

– Nate?! — Iris chamava, se aproximando. — Você é... — seus olhos esverdeados foram de encontro com o rapaz mais alto. — F-Fushimi...?

– Como sabe meu nome?

– Se esse é você... Então, não era apenas um boato. — A ruiva pensara em voz alta.

– Do que você está falando, Iris? — Allastair se aproximava.

– Iris, você parece ser a única deles que curte fantasia. — Meddie agora se aproximava, vendo a ruiva assentir, dando um leve sorriso. — Se vocês não sabem, existem muitas áreas secretas por Lost Hope.

– E uma delas, é uma grande área, feita apenas para jogadores treinarem suas melhores habilidades. — Concluía Iris.

– Eu pude ter acesso nesta área por um curto período de tempo, e logo Chii, Deviru, e Hallow estarão aqui conosco.

– M-Meddie... Não me diga que... Você... — tentava a ruiva.

– Fushimi, você está guardando aqui por quanto tempo? — a de fios negros perguntara.

– Tive que cuidar da Tomo-chan por um grande período, e gastei muitos Ihon's para manter essa barreira firme.

– Não abusou dela, certo? — suspeitou.

– Claro que não. — riu-se.

– Bem, sem mais delongas...

A garota dos olhos vermelhos fora passando as mãos pela parede, até que encontrou uma rachadura e a abriu. Uma pequena passagem fora aberta, e todos ultrapassaram. A vista era perfeita. Era cercado por árvores de folhas laranjas e amarelo queimados, como se fosse eternamente outono. Havia uma pequena ilha no meio, entre um grande lago, e nessa ilha, uma enorme árvore de sakuras. As folhas rosadas mexiam-se com o vento ali exposto. Várias casas, semelhantes a abrigos japoneses, estavam ali expostas.

Uma figura baixinha, dos olhos azuis, fios de cabelo loiros e pele branca, aproximou-se. Ela tinha um pequeno gato marrom nos ombros, de olhos verdes.

– Vocês d-demoraram! — A voz era fina e bela, e seu rosto estava levemente corado.

– Me desculpe, Tomoko-chan. — A de fios negros disse, abrindo passagem para os que vinham atrás. — Ah, sim. Bem vindos ao Reino que gostamos de chamar de... Reino Mushoku.

Notas finais
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