Lost Drams
24 Capítulo 24
Eu acordei e pisquei algumas vezes para me localiza. Eu olhei para o lado e vi que Rick já tinha levantado. Me levantei e fui Tomar banho. Depois de me arrumar desci as escadas e vi Rick e Vitória conversando na mesa enquanto tomavam café da manhã. Sorrir para ela e fui tomar minhas vitaminas.
— O que vai fazer hoje, querida? – Vitória perguntou quando me sentei na frente dela.
— Vou para a escola e de lá vou direto para a aula de mãe de primeira viagem. – Respondi pegando o suco. – Por quê?
— Porque sua mãe e eu vamos terminar de decorar o quarto do bebê hoje. Quando você chegar já deve estar tudo pronto.
— Que bom. Já estava ficando louca para ver. Vocês sabem que estou grávida e não posso ficar ansiosa.
— Você vai ver quando chegar. – Vitória piscou para mim e se levantou saindo da cozinha logo depois.
— Quer que eu te busque? – Rick perguntou terminando seu café.
— Não precisa. Eu pego um táxi. Você sabe que a delegacia está com pouca gente. – terminei de comer meu pão e levantei. – Te vejo mais tarde.
Dei um beijo nele e sair. Fui andando até o ponto de ônibus. Eu preferia ir andando para a escola, mas minha barriga estava começando a pesar e eu ficava sem ar se anda muito. A médica disse que isso acontecia porque o bebê estava flexionando meu pulmão esquerdo. Mas isso era normal. Logo ele tirava o pé de lá.
— Oi. – Clarisse disse parando ao meu lado.
— Oi. – respondi pegando uma maça na bolsa.
Ficamos em silêncio enquanto eu comia. Desde que tinha completado quatro meses andava tendo fome nas horas mais estranhas e passei a levar fruta aonde quer que eu vá.
— Posso te fazer uma pergunta? Além dessa é claro.
— Pode.
— Qual foi o primeiro sintoma da sua gravidez? – olhei para ela confusa que raio de pergunta é essa? Ninguém nunca me perguntou isso.
— Vontade de comer marcarão com doce de leite e enjoou logo depois. – respondi depois de um tempo.
— Você teve mudança de humor?
— Ainda tenho. Mas a minha começou depois do segundo mês. Por que está me perguntando isso?
Clarisse olhou para os lados nervosamente como se estivéssemos sendo observada. Ela respirou fundo e olhou para mim.
— Eu acho que a Camilie possa estar grávida. Eu lembro que você reclamou com a gente que vomitava tudo o que tinha no estomago e logo depois estava comendo como se não houvesse amanhã. Ela está um pouco pior do que você e está comendo umas coisas muito estranhas.
— Bom, eu não sou médica então não posso te falar se ela está gravida ou não. O máximo que posso fazer é passar o nome da minha barriga obstetra. E te recomenda a convencer ela fazer um teste e depois passar no médico para confirmar.
— Certo. Obrigada. – Clarisse disse bem na hora em que o ônibus parou.
Entramos no ônibus e fomos para os nossos lugares. No caminho para a escola não deixava de pensar em como as coisas são. Camilie me julgou tanto quando soube da minha gravidez e agora pode estar grávida. As aulas se passaram em um borrão para mim. Peguei um táxi e fui para o Centro. Assim que cheguei a aula notei que tinha uma menina nova. Ela chamou a atenção por ser tão nova quanto eu. Ela estava com um casal mais velho e um garoto que aparentava ser um ou dois anos mais velho que ela. A aula começou e correu normalmente. Hoje a professora contou algumas histórias de partos complicados e disse que na próxima aula íamos tentar para a hora que começasse as contrações. Depois ela deu bonecas para a gente treinar o banho. Eu já tinha dado banho em criança, por isso já sabia o que fazer. Estava ensaboado a boneca quando a menina nova veio para o meu lado.
— Oi. – ela disse se sentando ao meu lado.
— Oi. – respondi dando um meio sorriso.
— Sou Zoe.
— Ally.
— Você é boa nisso.
— Obrigada. Eu ajudava minha vizinha a cuidar do bebê dela. – disse tirando o sabão da boneca.
— Está de quanto tempo? – ela perguntou olhando para minha barriga.
— Cinco meses. E você?
— Dois. Você vem sempre sozinha? É que todas as mulheres estão acompanhadas.
— Meu marido vem comigo sempre que pode, mas como ele trabalha, às vezes não dá. Também veio com minhas amigas.
— Já é casada? – olhei para Zoe e vi que ela estava surpresa.
— Meu pai é o xerife da cidade. Eu me envolvi com um cara mais velho. Dos policiais dele. Ele ficou meio com raiva e nos obrigou a casar.
— Nossa. Meu namorado me deu o fora quando soube. Senão fosse meus pais e meu irmão não sei o que faria. Eles estão me apoiando.
— Isso é bom. Meu marido e a família dele me ajudam muito. Assim como minha mãe e minhas amigas.
— E seu pai?
— Ele não fala comigo desde que casei. Bom, pelo menos não mais do que três palavras quando nos encontramos.
— Eu sinto muito. Não sei o que faria se meu pai parasse de falar comigo.
Ficamos em silêncio. Ainda me machucava isso. Eu sentia saudades do meu pai. Das nossas conversas. Mas não podemos ter tudo. Eu tinha o Rick, mas não tinha meu pai.
— Muito bem. Por hoje é só. – a professora disse sorrindo. – Até a próxima aula.
— Quer uma carona? – Zoe perguntou quando peguei minhas coisas.
— Não. Minha mãe e minha sogra vão vim me buscar. – disse pegando minha bolsa. – Até a semana que vem.
Me afastei dela e fui para fora do prédio. Assim que cheguei na calçada vi o carro da minha mãe. Fui até eu entrei.
— Oi, querida. – minha mãe me cumprimentou.
— Oi, mãe.
— Você vai adora o quarto do bebê. – Vitória disse sorrindo. – ficou lindo.
Eu apenas sorrir para elas. Fomos para a casa e assim que entramos minha mãe pegou minha mão e me arrastou para cima. Nós três paramos em frente à porta. Eu respirei fundo e abri porta. Assim que vi o quarto, levei minha mão a boca. Está lindo. Como decidi que não queria saber o sexo do bebê elas pintaram o quarto de branco. Tinha vários ursinhos espalhados pelo quarto. Tudo o que o bebê já tinha ganhado estava guardado ali.
— Obrigada. – Disse abraçando as duas. – Está lindo.
— Que bom que gostou. – minha mãe disse.
— Agora vamos ver tudo. — Vitória disse me puxando Para dentro do quarto. Passamos o resto do dia ali.
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