Notas iniciais
Capítulo dedicado a esses dois putos :3 , afinal nos próximos eles ficarão um tanto sumidos. Ah, e ouvam~ essa delícia de remix, cara: https://www.youtube.com/watch?v=S6MQCyY45dw Agora podem prosseguir. Boa leitura.

Loras acordara ao final da madrugada, assustado, com seu coração palpitando e o rosto lavado de lágrimas. Acabara de ter um pesadelo muito estranho.

– Está ficando louco, é?... — ele disse baixinho para si mesmo, enquanto passava a mão na cabeça e se sentava, olhando pra parede, respirando fundo. — Imagina só, casar com o Renly e... ver meu pai morrer na minha frente... minha mãe ir presa...

As lembranças daquela noite invadiram sua mente, reais demais para crer que havia tido apenas um pesadelo. Ao chegar na parte de sua noite de núpcias, um pouco de sua mágoa inexplicavelmente se dissipou, Loras olhou para o lado e lá de fato encontrava-se Renly dormindo ao seu lado na cama — sob o cobertor, mas sem roupas -, o que o fez se tocar que também estava na mesma condição física.

Lentamente o jovi aproximou-se do ex-pedreiro-agora-Lorde-e-também-seu-marido (?) e lhe acordou com um belo tapa na cara.

– Loras?... — ele murmurou, com a voz sonolenta.

– Isso foi pela seringa que eu não consegui lhe enfiar naquela hora — ele respondeu e amarrou a cara para o recém-acordado.

– Ah... — ele se sentou, mas sem conseguir pensar numa resposta decente e nem querendo retomar esse assunto. — Finalmente acordou, amor?

– Não, magina, sou sonâmbulo.

Enquanto o dia amanhecia frio (com pouquíssima diferença devido à quantidade de nuvens escuras que cobriam a luz do sol), Renly ficava lá de poker face, mas sem desanimar.

– Vamos comer?

– Os cozinheiros ainda querem continuar trabalhando aqui? Tenho certeza que nem a comida continuará sendo a mesma delícia.

– Vamos, pare de falar desse jeito comigo...

– Você não tem nem o direito de me pedir isso agora — Loras se levantou, expondo seu corpinho por alguns minutos e procurando algo para vestir. Foi ao seu armário e pegou uma calça e um casaco que só usava quando tinha certeza que ninguém o veria, pois no momento não havia mais a menor necessidade de por um vestido.

– Eu sei, ok? — Renly também queria se vestir, mas olhou em volta e a coisa mais familiar que avistou foi o uniforme azul que usara no casamento. — Erm... me empresta uma roupa?

Loras catou outro conjunto e jogou para ele.

– Obrigado... — finalmente ele pôde se vestir. Estranhamente, coube nele como uma luva. — Vamos, então...

Renly foi andando e puxou Loras pela mão, e a continuou segurando firmemente durante todo o percurso para a sala de reuniões (que serve também para jantar, claro). Para a sorte dos dois, a refeição matinal já estava servida, então bastou acomodarem-se, um de frente para o outro e em lados opostos da mesa, para começarem a comer.

Mesmo naquele momento de distração, o rapaz que até pouco escondia-se sob a identidade de Miss Delícia continuava absorto em seus pensamentos. A nova realidade estava sólida e firme a sua frente. Mas com certeza o pior era que ele não se sentia indiferente em relação ao culpado de tudo aquilo.

Sim, ele tentaria manter isso sufocado dentro de si, mas desejava aquele ex-pedreiro com quem estava compartilhando a mesa.

(Quando sua vida estiver bugada, lembre-se da situação do coitado do Loras.)

Porque fez aquilo... — ele perguntou, em voz baixa. — Sua sede pelo poder era tão grande assim, que não pensou nem sequer no quanto ia prejudicar as pessoas a sua volta?

– Eu não planejava... Mas eu descobri uma coisa sobre seu pai, e terminamos assim.

– Que coisa?

– Estava indo rebocar uma parede da torre, quando encontrei ele e um tal Paulão, que era seu amante. — e não, Loras não se surpreendeu com isso. — Em troca do meu silêncio, ele me prometeu uma... certa coisa...

– Que coisa?...

– Que eu faria coito com você na noite seguinte.

– Tudo isso é seca, meu querido? — ele corou e acabou rindo enquanto falava.

Renly ficou mais vermelho ainda e olhou pro lado.

– Éee...

– Então foi isso que você veio exigir aquela tarde pro meu pai?

– Exatamente...

– O fim de tudo isso não faz sentido.

– Eu sei. Digamos que sou meio impulsivo — ele olhou a "esposa" nos olhos novamente — Mas será que não podemos mudar de assunto, hein?...

Loras voltou a comer pão e tentou capturar algum vago pensamento diferente que lhe passasse pela mente. Lembrou de sua identidade — a mais real dentre elas — de Cavaleiro das Flores.

– Agora que todos sabem quem eu realmente sou... não posso mais nem competir, não é?

– Está falando dos torneios? Céus, agora até a Irmandade dos Mecânicos Sem Estandartes vai querer se voluntariar pra te matar num duelo.

– Irmandade do quê?...

– Dos Mecânicos Sem Estandartes. Nunca ouviu falar?

– Não... quem são?

– Nem entre os trabalhadores eu consegui entender direito de quem se tratavam. Mas eles são dumau.

– Vish... — e sem perceber, sua raiva de Renly aos poucos estava diminuindo. Seu marido sorriu.

– Que foi? — Loras olhou pra ele e acabou sorrindo também, involuntariamente.

– Agora que nem isso você pode fazer, é melhor ir pensando numa ocupação melhor, não acha?

– Por exemplo?...

Muitas ideias impróprias para menores de 18 anos começavam a povoar a cabeça daquele ex-pedreiro-e-agora-Lorde. Os dois se olhavam por cima daquela mesa, e percebiam que ambos estavam pensando naquilo.

– Sim, eu quero terminar aquela delícia, sei que você estava dopado... — disse Renly, em tom provocante (HUEHUEHUE).

– Mas aqui?

– Aqui, no chão, em qualquer lugar. Sei que você quer.

Ele não pretendia se entregar agora, mas era tentador diante dessa proposta. Afinal um casal tem seus direitos, hue.

– Deixe comigo... — o novo Lorde levantou-se de sua cadeira e contornou o espaço que os separava. Pegou Loras pelo pulso fazendo-o levantar-se também, o empurrou contra a parede próxima, e o atacando num beijo voraz e apaixonado.

O fogo aumentava. O ar ia faltando conforme a agarração ficava mais desesperada. Renly segurou seu amor contra o próprio corpo e o deitou sobre a mesa de jantar.

– Vamos lá, meu rei... — ele sussurrou próximo ao ouvido do loiro, e foi prontamente atendido, no negócio mais selvagem que já houve naquela sala.

Notas finais
Percebam que foi quase um "filler" da vida (onde os curtidores(as) de yaoi curtiram o final que eu tô sabendo HU3HU3HU3), mas citou um bagulho relacionado a spoilers do capítulo 10 (sim, já está pronto, E A PORRA FICOU SÉRIA). Então, né... :V Até a próxima delícia.