Notas iniciais
Bom minha segunda fic, essa ja é uma Fic mesmo, mas eu dei tudo de mim nela, essa daqui vai ser atualizada toda Quinta

"eu te amo... mas me desculpe por não ter te dado orgulho”
Nada mais passava na minha cabeça alem desse trecho da carta que deixei para minha mãe enquanto via meu corpo ali, caído na frente daquele carro, eu não entendia o que estava acontecido, acho que morri, foi completamente diferente do que eu imaginava estar morto, por que eu não lembrava sobre nada que tinha acontecido nos últimos dois dias, lembro apenas de ter fugido d e casa, até que vi uma ambulância me levando, apenas segui, afinal, eu pedi ajuda, mas ninguém me via, achei que tinha morrido, mas nada acontecia eu estava com medo.
No hospital eu me vi sendo levado a UTI e eu apenas pensava "Não vai dar certo” “desistam” “não quero viver!”. Sentei em um dos bancos que estavam ali do lado de fora da, e abaixei a cabeça, “será que eu quero mesmo morrer?”.

-Decida logo garoto irritante! – Disse alguém que caminhava pelo corredor.

Aquela frase foi dita com a entonação tão calma e fria que chegou a me dar arrepios, levantei para ver quem estava vindo, era uma figura alta, usava terno preto e impecavelmente limpo, um cabelo de tamanho médio que cobria o olho esquerdo e uma pele tão branca que poderia me cegar se estivéssemos na rua em um dia quente, aquilo me deu medo, afinal, alem de estar morto ainda tinha esse “cara” esquisito que podia me ver.

Eu fiquei imóvel olhando a figura parada um pouco a frente de mim, eu não me mexia, apenas tremia:

-Vai ficar parado feito idiota? – disse a figura demonstrando a irritação

-errr, e-então – eu não conseguia –q-quem é v-você?

- Não tenha medo, afinal, nada pode lhe fazer mal nessas condições.

-c-como? – eu respirei fundo – eu m-morri?

-não morreu literalmente, esta em coma!

-Coma? Então é só eu esperar que vou acordar?

-Vocês humanos são tão ingênuos, chega a ser cômico!

-O que? – Eu estava em pânico

-Eu mandei você escolher seu “moleque”, você me irrita, você não se decide se quer morrer ou não!

-Senhor, eu não entendo, nem sei quem é você! O que é tudo isso? Eu não quero mais morrer – Eu comecei a chorar – eu quero a minha mãe, o que eu faço?

-Venha!

Segui aquele homem de preto pelo corredor com pouca luz em silencio até uma das “Alas” do hospital onde ficavam no caso “as emergências sem solução” ou os casos terminais.

-Ali! – apontou o homem

Eu vi uma família chorando sobre um homem que parecia ter acabado de falecer, logo o espírito do homem, envolto em uma luz branca que trazia a paz para mim passou e guiado pelo homem de preto subiu e desapareceu.

-Este homem completou sua vida e morreu! Ele teve seu tempo de vida completo e viveu uma boa vida, nem um minuto a mais e nenhum a menos, é assim que alguém morre, quando você nasce um ponteiro começa a correr até chegar ao zero.

-Isso não aconteceu comigo?

-Não! Pelo registro você iria se arrepender e não se mataria, mas algo alterou a lei da casualidade de ultima hora, algo ilegal, algo que você nunca deveria ter visto ou feito e isso levou ao acidente, sua contagem não parou então você não morre!

Entrei em pânico, eu não fazia ideia do que tinha acontecido, por mais que tentasse, eu não me lembrava.

-Como eu volto? – Perguntei determinado

-A finalmente, você me irritou com aquela ideia de suicídio, eu sabia que seria covarde e não iria conseguir tirar a própria vida – o homem falava com tom superior – vamos La, você tem duas escolhas!

-Quais?

-Oh, é sempre assim, depois que faz a “cagada” sempre acha que é assim, estalando os dedos e ta vivo, Oh, como um milagre!

-Fale o que eu tenho que fazer!

-Você pode escolher morrer definitivamente ou...

-Ou?

-Ou em 49 dias você tem que achar três pessoas que realmente te amem a ponto de chorarem sinceramente por ti!

Parece que seria complicado conseguir, mesmo assim eu queria voltar, acho que faz parte de ver como é ruim morrer, ou quase.

-Você aceita?

-Aceito!

Nesse momento o homem de preto outra vez saiu em silencio, eu apenas o segui, ele parou em uma porta, e ao passar não estávamos no hospital, mas sim em um grande parque, eu não tinha percebido o tempo que fiquei no hospital, a chuva já tinha parado e já quase amanhecia. No parque onde fomos parar ficava em uma rua com desnível, então era dividido em das partes, uma mais elevada e outra mais baixa com duas grandes fileiras de degraus que ligavam as duas.

-Acostume-se com esse lugar, por que aqui vai ser o seu ponto de partida no jogo!

-Já pode me explicar como vou fazer? Não regras? – perguntei parecendo cansado.

-Sim, para jogar, você vai usar um corpo!

-UM CORPO? – eu gritei

-Sim, qual a surpresa?

-Por que nunca me imaginei como eu sendo um fantasma possuindo um corpo como no filme “O exorcista”

-No caso la foi um Demonio, aqui você tem regras que não vão mudar em nada o corpo se forem seguidas.

-E quais são?

-Você não pode: Machucar o corpo, Você não pode revelar a ninguém quem é você de verdade e tem que devolver o corpo na hora certa!

-Ok, agora esse negocio de possuir o corpo, vou ficar com ele pelos 49 dias?

-Não! Você vai usar o corpo enquanto seu dono dorme mais especificamente das 5 horas às 18 horas.

-Então eu tenho que seguir as três regras e devolver o corpo das 18 horas? Só isso?

-Exatamente, e olhe, chegamos bem no horário, olhe ali seu corpo chegando! – O homem apontava para um garoto descendo a rua até uma pequena casa ao lado de um café, ele parecia ter a minha idade, tinha cabelo castanho claro e era malhado, porém era mais baixo – Esse Paul Davis tem 16 anos e vive sozinho devido a um desentendimento com os pais, parou de estudar então trocou o dia pela noite.

Confesso ter sentido um pouco de pena desse menino, mas eu tinha o objetivo a cumprir e se eu realmente queria eu tinha pouco tempo.

-Bom, agora é por sua conta e risco, vou te deixar La dentro e o jogo começa-ra.

O homem me levou para dentro da casa do menino, ele tinha caído exausto na cama e não demorou em adormecer.

-Antes de ir, tome – disse o Homem de preto enquanto me entregava um celular de ultima geração – ele mostra quanto tempo você ainda tem no jogo e tem um botão te emergência para me chamar. Bom vou indo, boa sorte!

-Antes de ir, qual o seu nome?

-Pode ser meio irônico, mas me chame de Angel!

-Você vai voltar, bem, para o céu?

-Não, digamos que sou um anjo sem asas que perdeu o mapa para voltar para casa.

Com isso ele sumiu na noite, e eu, bem, eu já estava me acostumando com a ideia de quase morrer!

Notas finais
Primeiro capitulo, bom, eu nunca criei uma FanFic do zero, aproveitem
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.