Looking For Beth
2 The New Quinn
O som de música ecoava nos ouvidos de Quinn. O seu Iphone cuidadosamente colocado no amplificador agora produzia uma das melodias do Journey. Após se tocar do que ouvia, bateu sua mão no botão de desligar. A música a trazia lembranças, e o pior, más lembranças, última coisa que queria agora que estava em dia de mudança. Faltava pouco. Faltava muito pouco. Mas a escolha da parede certa para o quadro de pintura abstrata que comprou em sua última viagem a incomodava. Quando se lamentava sobre ser indecisa, encontrou o fim de seu dilema: A parede laranja perto do sofá. Era perfeita. Tudo ficaria em harmonia. Enrolando os cabelos cor-de-trigo em um coque (mania que tinha há muitos e muitos anos) abaixou-se para pegar o martelo, e, colocando o prego próximo ao local escolhido começara a bater.
O barulho das marteladas a incomodava, mas nada comparado ao que sentiu quando bateu no próprio dedo. Gemeu de dor. Antes de qualquer reação, passou a ponta do dedo molhado de sangue no casaco azul que vestia. Depois levou o dedo a boca, sentindo o horrível gosto do seu próprio sangue. "Merda" pensou. Odiava o gosto de sangue. A primeira (e única) vez que provou fora aos 6 anos de idade, quando perdeu o seu primeiro dente de leite. Chorou durante horas pedindo para a mãe colocar de volta. A mãe.. lembrava-se dela já na cozinha limpando os lábios. Precisava ligar para a mãe. Tirou o casaco e jogou no chão, afinal, estava sujo de sangue, e não queria sair por aí parecendo uma psicopata. Olhou para o pano azul. Apanhou e pegou. Prometera para si mesma que seria mais organizada. E parar de jogar roupas no chão era o primeiro passo. Saindo da cozinha ainda olhando para o dedo doente, o interfone começou a tocar. Quem seria ali naquela hora? Só atendendo para descobrir. -Alô? -Alô? Quinn? Ah meu Deus não acredito que é você! -Nem eu. Revirou os olhos. Quinn mudara, mas uma das caracteristicas da velha Quinn que permaneceu fora seu sarcasmo.-É você mesmo.. Escuta, aqui é Will Schue, lembra de mim? Quinn gelou. -É uma pegadinha? Ele morreu? Ou o que? -Não! Sou eu Quinn! Mas era tarde demais. Quinn já havia largado o telefone vermelho e corrido para a janela. De fato, o homem de cabelos encaracolados e queixo furado estava bem abaixo dela. Não havia mudado muito, apenas engordado um pouco e cortado os cabelos. -Meu Deus! Desceu correndo e abriu a porta do edifício -Hey! O professor avançou e a deu um abraço inesperado e desajeito em Quinn. -Está ainda mais bonita Quinn! Exclamou quando deixou ela sair de seus braços. Quinn não mudara muito. Seus cabelos escureceram de acordo com o tempo. Não emagreceu. Seu corpo tomou curvas de uma mulher adulta e seu rosto tomou formas ainda mais expressivas. Seus olhos afundaram mais graças ao trabalho. Quando subiam as escadas, Will explicou a ela que fora a Nova Iorque pois pretende finalmenta estrelar um musical na Broadway. Quinn o indagou sobre Emma, e a resposta foi que eles eram casados e possuíam três filhos. Cordialmente, ofereceu um chá ao antigo professor e pediu para que sentasse. -Sei que é seu aniversário amanhã. Por isso, passei por aqui. -Mas como descobriu onde eu morava? -Yale. Você não tem ideia da quantidade de dados que eles ainda possuem sobre você, e ah, ia me esquecendo, trouxe um presente. A embalagem estava meio amassada. Mesmo assim, Quinn ainda achou fofa a visita do professor. Raramente iam a visitar. Na verdade, daqueles tempos, a última pessoa que viu foi Rachel, que agora era uma socielight da Big Apple. Ao desenrolar o presente, descobriu um lindo arranjo de velas e flores. -Obrigada. -Por nada. Descobri muitas coisas sobre você através de Yale. Mas gostaria de ouví-las com sua doce voz. Pode ser? -Ah, claro. Sou fotógrafa. Moro aqui. Trabalho em uma revista direcionada ao público feminino. Não tenho muitos amigos. E depois de algum silêncio finalmente falou: -Não tenho namorado. -Incrível Quinn. Depois de tantos problemas que a vi passar, você mudou tanto, é tão madura. -E Lima? -Continua a mesma pequena ervilha de sempre. O único que ficou por lá fora Puck. Quinn ficou surpresa. Sabia desde sempre que Puck seria um Loser. Mas um Lima Loser..-Um loser.. -Não! Ele é um grande empreendedor. Está ganhando pilhas de dinheiro com a cerveja Puckerman. Pena que as vezes tem alguns problemas com mulheres.. -Mas e Kurt? E Santana? E Brittany? -Kurt trabalha para a Vogue aqui em NY. Santana é líder de torcida em um time de futebol de São Francisco. Brittany tem uma fundação que ajuda gatos na Flórida. Tina é atriz e cantora em LA. Mercedes, Sam e Mike moram em Chicago, mas seguem carreiras diferentes. Artie é engenheiro e Blaine é deputado no interior de Ohio. -Maravilhoso! Incrível como essas pessoas seguiram caminhos totalmente diferente. Estou realmente feliz. -Já reencontrou alguém Q?
-Apenas Rachel. -Não, falo de Beth. -Não pretendi procurá-la, nem pretendo. -Ah. O professor ficou desapontado. -Sabe alguma coisa sobre ela? -Não, na verdade, sim, fui professor até ano passado dela. -E aí? Ela é bonita? Claro que é! Mas ela é inteligente? Ela sabe que é adotada? Ela é cheerio? -Calma! Claro que é bonita. É a menina mais bonita que já vi. Quinn sorriu. -É muito inteligente. Não, ela não sabe. Ela e Shelby têm uma relação obsessiva. Não, ela é meio Rachel Berry sabe? Se é que você me entende -Sinto falta dela. Sabe o que é viver sem nenhuma notícia de algo que saiu de dentro de você? -Definitivamente, não. -Sabe Quinn. Você poderia voltar lá em Lima um dia desses. Reencontrar Puck quem sabe.. ou até Beth. -É uma idéia estúpida. Sou feliz com a vida que tenho. -Bom, foi só uma sugestão. Eu posso voltar um dia desses. Agora preciso ir.Deu um beijo na bochecha seca de Quinn e saiu pela porta. Era uma ideia estúpida.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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