Longing
1 Home.
Notas iniciais
Para alguém que crescera e vivia sem ver o fim dos campos de vinhedos, John havia começado a frequentar o mar mais do que jamais acreditava que iria. Em quase 18 anos, havia visto o oceano 3 vezes quando sua família decidira ir à praia nas férias escolares dos seus irmãos e suas. Nos três anos que havia trabalhado para a Guilda, havia não só visto o vasto mar de cima, como o atravessado e ficara em diversas cidades portuárias e banhadas pelo mar, sempre olhando para as águas, imaginando quando iria voltar para casa. Mas não imaginou que ao voltar para sua família, sentiria uma mínima vontade de voltar a ver a imensidão azul. Tão tolo como foram seus pais achando que Fitzgerald os ajudaria de alguma forma.
Sentado em uma árvore, observava os campos extensos à sua frente, e caso se perdesse em pensamentos, as folhas verdes clareavam e se tornavam azuis, o balançar com o vento formava ondas pequenas e estava de novo na beira da praia, esperando que as ondas trouxessem um punhado de algas tão grande a ponto de esconder uma pessoa dentro. Uma pessoa de 1,90 de altura, para ser mais exato.
E de fato fizeram.
Steinbeck piscou duas vezes, impulsionou o corpo para frente, e tentou focar no grande ponto verde que andava em sua direção.
Estava em alerta caso fosse um ladrão ou alguém entrando na propriedade sem permissão, mas não acreditava que precisaria atacar a pessoa, longe disso. Se não fosse uma pegadinha da sua mente, e ele estivesse sonhando tudo aquilo, John realmente agradeceria a Deus depois, pois só poderia ser um milagre.
Uma criatura do mar estava bem à sua frente, enrolado em folhas e galhos de uvas.
O que começou com um sorriso esperançoso tornou-se uma gargalhada enquanto Steinbeck descia dar árvore sem pressa, apesar dos seus batimentos acelerados e da saudade que o matou lentamente por meses e rapidamente abandonava seu peito.
“O caminho é horrível.” Lovecraft falou com a mais pura sinceridade, e o desinteresse usual.
Ele pouco se importava que parecia uma árvore olhando de longe, em se explicar para Steinbeck.
Sendo sincero, John também não. O sorriso não saía dos seus lábios simplesmente pela presença de Lovecraft.
“Bem vindo de volta, Love-chan.”
Pela primeira vez, Steinbeck viu os lábios de Howard inclinarem para cima e foi o suficiente para esquecer que precisaria explicar para sua mãe que o estrago no meio do vinhedo fora por conta de um homem que viera por eles e que aquela pessoa não era ninguém menos que seu amigo.
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