Notas iniciais
Oiii. A ideia dessa fanfic estava muito forte na minha mente, por isso resolvi escrever, mesmo eu já tendo umas outras cinco fanfics. Espero que gostem e eu prometo terminar essa e todas as outras fanfics que comecei. Abraços e boa leitura. Nesse universo o Jon e a Melisandre tem idades parecidas.

Melisandre

Melisandre detestava aquele lugar. Todos a tratavam como se ela fosse louca. Ela não era louca. Tinha certeza disso. Pelo menos não tanto.

Todos a julgavam como louca por causa das coisas que ela falava sobre os Outros e sobre a Longa Noite que se aproximava. Também porque ela afirmava que podia ver o futuro nas chamas. Esses incrédulos somente acreditariam quando fosse tarde demais. Mas o real motivo para ela está no local não era nenhum desses. Foi algo bem mais complexo que envolvia Stannis Baratheon. Essas coisas apenas contribuíram para que as pessoas tivessem certeza que tinha algo de errado com ela.

O pior do manicômio eram os responsáveis por cuidar dos pacientes. Todos eram, no fundo, mais loucos, que os pacientes. Eram cruéis. Um dos loucos os apelidou de Saltimbancos Sangrentos. Ela não entendia direito o apelido e nem tentava entender, pois afinal de contas ele havia sido dado por um louco. Não havia muita lógica.

De todos os Saltimbancos Sangrentos o mais assustador era o médico chefe. O doutor Qyburn que fazia procedimentos proibidos nos pacientes e segundo boatos até matava alguns nesses procedimentos. Todos tinham medo dele, menos Melisandre. Ela não temia ele, pois acreditava que o seu deus iria a proteger do médico louco e de seus métodos assustadores. Apesar de tudo que ocorreu ela mantinha a sua fé.

Eram constantes as zombarias com a fé dela vindas dos Saltimbancos Sangrentos. Mas tirando as ofensas, zombarias e alguns puxões de cabelo eles nunca haviam feito nada de mal a ela. Melisandre encarava isso como uma prova de que o Senhor da Luz estava cuidando dela.

Ela ainda lia as chamas naquele lugar. Na lareira que ficava na sala de televisão do manicômio. Enquanto todos os outros estava vendo televisão ela estava vendo as chamas. Tentando ver o que o seu deus queria dela. Isso rendia mais zombarias, até por parte dos outros pacientes.

A mulher acreditava no fundo do seu coração que não ficaria naquele lugar horrível por muito tempo. Ela ainda tinha uma missão. Tinha que encontrar o Azor Ahai e o ajudar a enfrentar os Outros que viriam. O herói lendário não era Stannis Baratheon como ela acreditava, mas tinha que ser outra pessoa. Lembrar de Stannis fez uma lágrima escorrer por seu rosto. Ela lembrou da noite que gerou sua ida ao manicômio.

Ela ainda estava pensando nisso, sentada em frente a lareira, quando sentiu um forte puxão em seu cabelo. O puxão foi dado pelo chefe dos enfermeiros, Vargo Hoat, com o objetivo de a afastar da lareira.

—Um dia o Senhor da Luz irá cobrar os seus pecados, senhor. — falou ela tentando se recompor. Olhando firme para o chefe dos enfermeiros

O repulsivo enfermeiro riu debochando dela, falando com a sua voz de sotaque estrangeiro:

—Veremos... Tem visita para você. Vá. Pode ser esse seu deus.

Melisandre ficou confusa. Ninguém a visitava desde que ela foi parar lá. Na verdade ninguém que estava naquele manicômio era muito visitado. A maior parte das pessoas do manicômio de Harrenhal eram esquecidas pelas famílias. Por isso mesmo que Qyburn tinha toda liberdade para fazer as suas experiências com as pessoas.

“Será Stannis ou Davos?”-pensou ela enquanto andava para a sala destinada as visitas.

Quando chegou ao local se espantou com que viu. Não era Davos e muito menos Stannis. Era Jon. O rapaz que ela havia salvado de uma cilada por causa de uma visão que viu nas chamas. Ele estava sentado em uma das mesas destinadas aos visitantes.

Jon pareceu meio envergonhado ao vê-la . Depois dos cumprimentos iniciais, ele disse de cabeça baixa e envergonhado:

—Desculpa não ter vindo antes, mas não deu... Então, vim para lhe agradecer por ter me salvado daquela armadilha.

—Não fui eu, foi o Senhor da Luz que lhe salvou, Jon.

Depois disso um silêncio se instalou no local. Quebrado somente pela conversa que vinha da mesa ao lado e pelo barulho da chuva no teto.

Notas finais
O que acharam? Não se esqueçam de comentar e me dizer. Abraços e até o próximo.