Long Gone
1 Long Gone
Notas iniciais
https://www.youtube.com/watch?v=2PlKbYGGVPQ
Boa leitura.
A espaçonave pousou no hangar, após uma manobra cuidadosa do piloto experiente. Luke deixou a cabine de comando e desceu da nave, sendo rapidamente reconhecido por um grupo de pilotos que estavam ali próximo.
Já fazia alguns anos desde a sua última batalha contra o império do mal, mas as lutas jamais terminaram na verdade. Talvez não houvessem mais corridas intergalácticas entre naves, mas o jogo de poder político era intenso e não se surpreenderia caso uma nova guerra colidisse entre planetas.
Afastado do planeta natal, da família e dos amigos, Luke decidiu seguir uma vida sem rumo certo. Aparentemente ele estava vivendo um dia após o outro. E conforme dava, transmitia mensagens com a irmã, grávida de gêmeos. Mesmo distante, ele podia conectar-se mentalmente com Leia, e podia sentir a força com totalidade nas vidas que ela carregava.
Estava agora em Ter Jarvala, um planeta industrializado. Era preciso andar com máscara respiratória, pois havia um gás metano no ar que seria fatal para seres como Skywalker.
Dessa forma, ele caminhou pelo hangar, acenando para pessoas que o cumprimentava. Antes de sair do local, colocou a máscara e recebeu autorização para descer a plataforma e seguir até a cidade principal do planeta, Tecnar.
Havia arranha-céus enormes e se não fosse pela máscara, ele poderia sentir o cheiro de metal se misturar com gasolina, um antigo combustível muito utilizado milhares de anos atrás. Luke caminhou por entre umas barracas que vendiam todos os tipos de objetos. Ele estava interessado em peças para substituir o motor de sua aeronave.
Vestindo uma túnica negra, cobrindo a cabeça, Luke parou diante de uma barraca que possuía algumas peças interessantes. A mulher que o atendeu falava um idioma que ele não conhecia, mas isso não foi problema para eles negociarem.
Após conseguir as peças que precisava, Luke entrou em um estabelecimento que parecia ser um bar. Com discrição, ele sentou em um banco de frente ao balcão, direcionando o olhar para a criatura do outro lado que servia as bebidas. Ele pouco sabia do idioma local, mas pedir uma bebida não era complicado em nenhuma parte da galáxia.
Ele bebeu e comeu uma refeição que achou melhor não saber do que era feito. Viajar pelo espaço solitário não era de todo o ruim, pensou. Ao seu redor, todos os tipos de espécies iam e vinham, Luke as observou, analisando suas especificidades. Cada qual com seu talento e história. Cada um com seus dois lados lutando dentro de si.
Pois a luta interna dentro de Luke jamais se extinguiu.
Um grupo de desordeiros começaram a discutir e brigar no meio do bar, a confusão ficou generalizada e então quase todos estavam envolvidos. Uma garrafa sobrevoou direto a sua cabeça, mas foi direcionada para outro lado. Assim como um tiro que poderia tê-lo acertado, foi lançado para cima, perfurando um cano, espirrando um líquido esverdeado sobre sua cabeça.
Luke fechou os olhos, tranquilizando a respiração. Passou a mão no cabelo sujo, jogou sobre o balcão alguns créditos para pagar a conta e deixou o bar, passando por cima de alguns membros arrancados.
Ele retornou para o hangar, dessa vez passando sem falar com as pessoas, ou sequer olhando-as nos olhos. Dentro da nave, Luke deixou as peças que havia comprado sobre uma mesa e foi se limpar. Retornou, vestindo apenas uma calça e secando o cabelo com uma toalha. Analisou o mapa num painel digital, havia uma rota que estava tentando seguir até outro planeta. No começo não sabia o que estava procurando, mas depois de alguns anos, acreditou que a sua busca era simplesmente um lugar onde poderia ficar em paz.
Luke...
A voz de Leia soou em sua mente, ele se esforçou para conectar com a irmã, mas parecia mais difícil do que costumava ser.
Luke, chegou a hora...
Leia.
Luke paralisou, encarando a rota de sua viagem no mapa. Retornar para casa exigiria algumas horas de trabalho no motor e outras horas para conseguir saltar pelo espaço até o planeta em que a irmã estava naquele momento, dando a luz aos seus sobrinhos.
Luke, eu preciso de você aqui...
Leia, eu estou indo.
Ele então moveu a mão, apagando a rota criada anteriormente no mapa, calculando um caminho mais rápido para chegar até a família.
Buscava com ânsia um lugar de paz, mas não havia um lugar como aquele estando longe das pessoas que amava.
Notas finais
Beijos e obrigada por ler. Ah! Pode comentar, é claro.
"May the 4th be with you"
Fale com o autor