Lonely Girl

32 Capítulo 32


Notas iniciais
Estou começando a escrever uma segunda Fic, essa será com um pouco mais de comédia e será escrita em forma de diário. Vocês podiam dar uma lida nela também né? k bj.
http://www.fanfiction.com.br/historia/177732/Invisivel
Sinopse: Sakura é uma garota comum, exceto pelo fato de não ter nenhuma sorte, principalmente no amor. Apaixonada por um garoto que só percebe sua presença nos momentos mais inusitados como caindo da arquibancada , ela vai lutando contra a conspiração negativa que o Universo dispõe no seu cotidiano.

O desfile tinha terminado há alguns minutos, nos dirigimos para o salão onde seria servido o coquetel. Dessa vez, eu não podia só ficar olhando, eu tinha que fazer algo para me vingar do Sasuke. Claro que a primeira ideia foi agarrar Madara no meio de todo mundo, mas essa não me pareceu cabível. Então, eu parti para o plano B.


–– Com licença. – eu abordei o senhor que estava com a ruiva, assim que ela foi ao banheiro. – Você é noivo daquela moça ruiva?
–– Sou sim, minha jovem. – o senhor parecia ser bem simpático, tive pena dele.
–– Prazer, eu sou a mulher do Sasuke Uchiha, o amante dela. – eu disse com um sorriso maldoso no rosto, nem me reconheci.
–– COMO? – coitado, parecia que ia enfartar. – AMANTE?
–– Isso mesmo, sua noiva é amante do meu marido. – eu tomei um gole da minha bebida. – Eu sei que ela não vai deixá-lo, porque está esperando você morrer para ficar com a sua fortuna. Então, você tem o poder de fazê-la deixar o meu marido. – quem era essa pessoa falando? Porque não parecia ser eu.
–– Maldita. – eu estava com medo dele morrer ali mesmo.
–– O que está acontecendo, amor? – a vadia, desculpe o palavreado, se aproximou.
–– Estou aqui falando para o seu “noivo” do seu amante. – ela ficou tão branca que parecia que ia ficar transparente.
–– M-Mas... – ela gaguejou.
–– Bem... Acho que vou me retirar agora.


Ao fazer aquilo, mesmo tendo sido uma maldade, eu me senti extremamente bem, me senti vingada. Pela primeira vez, eu havia conseguindo não deixar que só me pisassem, eu dei o troco. Mas ver o rosto daquele senhor havia me deixado de certa forma mal, mas eu nada podia fazer quanto aquela vagabunda.


–– Quem eram aqueles? – Ana se aproximou de mim.
–– A amante do Sasuke.
–– O que você fez? Ela parece mal. – olhamos na direção dos dois.
–– Eu não fiz nada, ela fez. – olhei para Madara do outro lado do salão, ele me lançou um sorriso como se dissesse “de nada”, retribui do mesmo jeito.
–– Seja o que for, ela mereceu por querer destruir o casamento dos outros. – eu concordei. – Mas o Sasuke vai querer te matar.
–– Eu sei. – tomei mais um gole de suco. – E não estou nem aí.
–– Quando ele voltar da viagem...
–– Ele está viajando? – nem eu sabia disso.
–– Sim. Brian foi com ele, foram resolver uns negócios em Tóquio. – eu sorri.
–– Ele só pode estar muito confiante para me deixar sozinha com Madara. – Ana sorriu largamente.
–– Tem razão. – ela sorveu um gole de champanhe. – Mas ele não sabia que Madara chegaria de viagem. Mas você fez isso porque gosta dele.
–– Um pouco. – eu tive que admitir, mas admiti só metade, pois não era só um pouco, ainda era muito. – E também porque não quero ficar com cara de idiota. – completei.


(...)


Depois do dia do desfile, já havia se passado três dias e Sasuke ainda não havia chegado, o que até me fez esquecer o que poderia acontecer quando ele soubesse o que aconteceu.

“Falei com Brian, está tudo bem com eles. Pelo o que ele falou, Sasuke ainda não sabe de nada.” – Ana me mandou uma mensagem.

“É provável, mas ele pode estar fingindo.”

“Vamos esquecer isso, provável que ele nem ligue.”

–– Ocupada? – Madara sentou-se na espreguiçadeira ao meu lado, eu tomava sol na piscina.
–– Não. – saí da minha caixa de mensagens.
–– Quer sair para jantar hoje?
–– Acho que não é uma boa ideia.
–– Por que não? – ele deu um daqueles sorrisos. – Eu sou só o tio do seu marido. – ele sabia muito bem que não era só isso, eu achei que o melhor a fazer seria recusar a proposta.
–– Realmente não dá, Madara.
–– Certo. – ele se levantou. – Mas, quando ele te magoar, sabe a quem recorrer. – ele foi andando até entrar em casa.


Eu estava alerta com Madara, eu sabia que ele se fingiria de bonzinho para ganhar a minha confiança. Se eu fizesse algo de errado, Sasuke não conseguiria a sua herança e, consequentemente, eu também sairia perdendo.


Resolvi sair da piscina, tomar um banho e procurar algo que matasse o meu tédio. Quando entrei no quarto, me deparei com uma caixa enorme na cor branca sobre a minha cama, me aproximei e a abri, dentro tinha um vestido preto de gala, ao lado havia um cartão.


“Esteja pronta, hoje à noite iremos à abertura da Ópera de New York. Ass.: Sasuke.”


Ele havia chegado e eu nem tinha visto. Talvez ele tivesse mandando algum dos empregados deixarem o vestido em casa.


Coloquei uma roupa básica e fui até o cabeleireiro arrumar o cabelo, fiz apenas um corte e arrumei as unhas. No caminho de volta para casa, liguei para Ana e perguntei se ela iria, ela disse que estaria no camarote ao nosso lado, fiquei mais aliviada por ela estar lá.

(...)


Coloquei o vestido depois de ter tomado um banho demorado. Era um vestido lindo, era na cor preta e ajustado ao corpo, amei o desenho do mesmo. (n/a: Para ver o vestido, clique aqui.) Prendi o meu cabelo em um penteado, deixando alguns fios de cabelo soltos.


–– Senhora. – uma das empregadas bateu na porta do meu quarto, entrando em seguida. – A limusine já veio lhe buscar.
–– Obrigada. – passei um perfume e desci.


Assim que entrei na limusine, sentei-me sem querer em cima de uma revista. Tomei um susto quando vi a capa, lá estava eu e, ao meu lado, Madara; foi na noite do evento de moda.


–– O Sasuke usou essa limusine? – perguntei ao motorista.
–– Sim, ele veio do aeroporto nela. – ótimo, com certeza ele viu isso e deixou aqui de propósito para eu saber que ele tinha visto. – Algum problema?
–– Não. – eu sorri falsamente.
–– Os convites estão aí atrás. – peguei um envelope preto que estava no outro banco.


Sasuke devia estar me preparando algo muito bom, esse tempo todo ele não falou comigo. Ele, com certeza, já devia saber da amante e agora essa revista. Preparei-me mentalmente pelo o que estava por vir.


A entrada do teatro estava lotada de fotógrafos, toda a fachada do teatro estava iluminada e as escadas cobertas por tapetes enormes e vermelhos.


Entreguei meu convite na entrada e me dirigi para o interior do local. As mulheres usavam vestidos de gala luxuosos, agradeci mentalmente por Sasuke ter me mandado esse vestido. Os homens usavam smokings, era um ambiente muito luxuoso.


–– Finalmente chegou. – Sasuke veio em minha direção, ele estava estonteantemente lindo, eu amava quando ele usava esses trajes sociais. – Pelo visto, o vestido ficou ótimo.
–– Obrigada. – eu estava confusa, ele estava agindo estranhamente.
–– Vamos para o nosso camarote, a ópera já vai começar.


Sasuke segurou em minha mão e me guiou até o nosso camarote. Havia cadeiras confortáveis e, ao longe, se podia ver o palco, onde seria a ópera. Logo embaixo do camarote, estendiam-se enormes filas que já eram preenchidas pelos convidados.


Sasuke sentou-se na primeira fileira do camarote, sentei-me ao seu lado em seguida. O meu sexto sentido me alertava que algo estava errado, mas eu não conseguia identificar o que era, parecia que uma venda nublava os meus sentidos.


Talvez aquela vagabunda tenha escolhido o Sasuke ao invés do noivo, esse seria um motivo plausível para o Sasuke aparentemente não saber do que eu fiz. Mas, se essa possibilidade fosse verdade, seria mais difícil do que eu pensei a fazer sair “do meu caminho”.


–– Aposto que ainda não tinha vindo na ópera. – o tom de voz de Sasuke era calmo.
–– Ainda não. – eu sorri, mas eu tinha um olhar desconfiado.
–– O que foi? – ele sorriu.
–– Nada.
–– Espero que Madara tenha te feito uma boa companhia. – há! Eu sabia.
–– Você viu aquela revista? – ele tinha ciúmes na voz.
–– Vi! – ele me encarou.
–– Ele apareceu no evento de moda.
–– E você achou muito ruim, não é? – ele usou sarcasmo.
–– Não. – eu sorri. – Pensei que ele fosse mais chato. – por algum motivo, eu queria irritá-lo. – Não se preocupe, Sasuke, eu não sou como você, seu tio não é meu amante.


Sasuke ficou calado depois do que eu disse, mas eu podia sentir uma aura estranha emanar do corpo dele. Era algo diferente, algo que fazia meus sentidos dizer para correr, ficar longe dele, mas eu não fiz, eu fiquei ali esperando pelo o que estava por vir.


A ópera tinha começado e se chamava “O Barbeiro de Sevilha”. No palco, o Conde Almaviva fazia uma serenata diante da janela da jovem Rosina. Ao contrário do que pensei, ópera não era tão chato assim e até era possível que fosse divertido.