Lonely Girl
22 Capítulo 22
–– MENINAS! – Ana gritou no meio da loja. – Organização, vestidos sem alça primeiro.
–– Obrigada. – eu sussurrei para ela. – Eu estava perdida.
–– Um prazer ajudar. – sentamos em um dos sofás da loja enquanto os funcionários nos mostravam vestidos. – Talvez seja bom chamar um estilista e fazer um modelo exclusivo.
–– Desde que ele não me encha de vestidos assim. – eu vi um vestido que eu gostei. – Hey, você! Traz esse aqui.
–– Esse é divino. – era um vestido comprido com calda removível, sem alças e justo na cintura até se soltar embaixo. A saia era toda trabalhada em um bordado fino e o véu era bem delicado. – Experimenta esse.
–– Vou experimentar. – fui até o provador e, com a ajuda de algumas vendedoras, consegui colocar o vestido. Mesmo sendo um casamento falso, eu tive vontade de chorar quando me vi no espelho. Era simplesmente perfeito e havia se encaixado muito bem em mim. – O que acha? – perguntei à Ana.
–– É lindo. – ela deu a volta em mim. – Sem falar que não temos muito tempo até o casamento.
–– Eu gostei muito desse.
–– Está mais linda ainda. – pelo espelho, vi Madara parado me encarando.
–– O que faz aqui? – Ana disse virando-se para ele.
–– Vim falar com Sakura. – ele disse como se fosse óbvio.
–– Eu não tenho nada para falar com você. – eu não entendia o que ele queria falar comigo.
–– Só queria convidá-la para almoçar. – ele sorriu de forma sedutora.
–– Na verdade, Madara, ela vai almoçar com o noivo. – Ana interferiu.
–– É? – eu entendi que ela viu que eu não tinha o que dizer. – Claro, saindo daqui eu vou almoçar com o Sasuke.
–– Entendo. – ele aparentou estar desapontado. – Quem sabe da próxima. – ele veio até mim e beijou minha mão olhando-me nos olhos novamente. – Quem me dera que eu estivesse no altar.
Madara saiu da loja sem que eu respondesse. Eu havia ficado sem palavras. Ana começou a sorrir com a audácia dele de me cercar daquela forma.
–– Pelo visto ele quer mesmo que Sasuke não se case de todo o jeito. – ela pegou o celular.
–– O que está fazendo? – eu desci do degrau em que estava.
–– Vou ligar para o Sasuke vir te buscar.
–– Espera! Não, não faz isso.
–– Alô? Sasuke? – ela pausou. – Acho melhor você vir buscar a sua noiva. – pausa. – Madara está cercando ela. É! Ele esteve aqui e quase a arrastou para um almoço. – ela sorriu demasiadamente como se Sasuke estivesse falando algo engraçado. – ‘Tá, eu espero você chegar. – ela desligou.
–– Por que fez isso?
–– Com certeza Madara está esperando lá fora para, se preciso, te raptar. – ela sorriu nostalgicamente. – É melhor tirar o vestido antes que Sasuke o veja.
Fui até o provador e tirei o vestido colocando minha roupa em seguida. Encostei-me à parede encarando o espelho. O que eu faria com Madara atrás de mim assim? Eu bem que podia ficar com o titio e ver o Sasuke sofrer, mas eu não era assim. Pelo menos, ainda não.
–– Eu vou ficar com esse. – eu disse à gerente da loja, que fez questão de me receber. – Pode passar. – entreguei o cartão a ela. – Você pode levar para mim? – perguntei a Ana.
–– Posso sim. Temos que garantir que Sasuke não veja.
–– Tanto faz se ele ver. Isso não é de verdade mesmo. Vou ser infeliz de todos os jeitos.
–– Ânimo, Sakura. – ela me abraçou de lado. – Seu “noivo” chegou. – ela fez aspas com as mãos.
–– Ótimo. – eu disse sarcástica.
Sasuke tirava a gravata, enquanto entrava na loja. Ele usava um terno e parecia ter saído do escritório. Ele era do tipo que só usava gravata no escritório. Sem gravata havia ficado mais bonito ainda.
–– Onde ele está? – ele disse assim que se aproximou de nós.
–– Provavelmente lá fora rondando. – Sasuke riu. – Bem, eu vou indo. – ela pegou a enorme caixa do vestido e saiu da loja.
–– Tudo bem, amor? – ele veio até mim e beijou meus lábios de leve, deixando-me atônita. – As pessoas estão nos olhando. – ele explicou baixo.
–– Vamos embora? – ele acenou e me conduziu até a saída. – Seu tio é assustador.
–– Acredite, você não conheceu nem metade. – assim que entramos no carro, eu pude ver pelo retrovisor um carro dando partida. Talvez eu estivesse ficando paranóica.
–– Um dos seguranças dele me jogou dentro da limusine dele. – eu disse como se fosse normal.
–– O QUÊ? – Sasuke se virou rápido para mim. – O que ele fez?
–– Ele me chamou para sair. – Sasuke cerrou os dentes.
–– E você?
–– Tive que recusar. – brinquei. – Em outra situação, eu aceitaria com certeza. – eu queria chateá-lo.
–– Escuta aqui, Sakura... – ele segurou meu braço de forma firme.
–– Está me machucando. – segurei na mão dele, que estava em meu braço.
–– Ele está fazendo de tudo para me derrubar e eu espero que você não ajude. Porque se eu cair, você vai junto.
–– Está me ameaçando? – eu disse chocada.
–– Entenda como quiser. – eu consegui me soltar dele e abri a porta do carro saltando para fora. – Volte aqui, Sakura!
–– Vai pro inferno. – eu parei um táxi e entrei sem pensar.
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